Bula Dividend Supreme

acessos
Thiamethoxam
11917
Syngenta

Composição

Difenoconazol 36.92 g/L Triazol
Metalaxil-M 3.08 g/L Acilalaninato
Tiametoxam 92.3 g/L Neonicotinóide

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Sistêmico
Cevada Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Fungo de pós colheita
(Aspergillus spp)
400 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Mancha angular
(Drechslera teres)
400 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Pulgão verde dos cereais
(Rhapalosiphum graminum)
400 a 600 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Brusone
(Pyricularia grisea)
600 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Larva pão de galinha
(Diloboderus abderus)
600 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Mancha marrom
(Bipolaris sorokiniana)
400 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Oídio
(Blumeria graminis f.sp. tritici)
800 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Percevejo barriga verde
(Dichelops melacanthus)
400 a 800 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Pinta preta
(Alternaria spp)
600 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente
Pulgão verde dos cereais
(Rhapalosiphum graminum)
400 a 600 mL p.c./100 kg de sementes - - Realizar uma aplicação. Não determinado. Realizar uma aplicação na forma de tratamento de semente

Tipo: Balde
Material: Metal
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25 L.

Tipo: Bag-in-box
Material: Plástico/Papelão
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200; 220; 500; 1.000 L.

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 5; 10; 15; 20; 25; 100; 180; 200 L.

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,1; 0,25; 0,5; 1,0; 1,5; 2 L.

Tipo: Contentor intermediário(IBC)
Material: Plástico
Capacidade: 500; 600; 750; 1.000 L.

Tipo: Lata
Material: Metal
Capacidade: 0,25; 0,5; 1,0; 1,5; 2; 5 L.

Tipo: Tambor
Material: Plástico/Metal
Capacidade: 100; 180; 200; 220 L.

Tipo: Tanque
Material: Plástico/Metal
Capacidade: 5.000; 20.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO:

CONTROLE DE PRAGAS:
Para o controle do Pulgão-verde-dos-cereais(Rhopalosiphum graminum) na cultura da Cevada, recomenda-se a utilização da dose de 400 a 600 mL do produto comercial/100 kg de sementes.
TRIGO:
Para o controle do Pulgão-verde-dos-cereais(Rhopalosiphum graminum) recomenda-se a dose de 400a 600 mL do produto comercial/100 kg de sementes; Para o controle do Coró-das-pastagens ou Pão-de-galinha(Dilobodarus abderus) recomenda-se a dose de 600 a 800 mL do produto comercial/100 kg de sementes; Para o controle do Percevejo-barriga-verde(Dichelops melacanthus) recomenda-se a dose de 400 a 800 mL do produto comercial/100 kg de sementes.
Realizar uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura. a dose maior deverá ser usada em áreas com histórico de ocorrência das pragas ou variedades suscetíveis ao VNAC. No caso do Pão-de-galinha, fazer amostragem populacional na área antes do plantio, principalmente se a cultura anterior for milho em plantio direto e realizar o tratamento se o nível de dano for atingido com larvas nos estágios iniciais(primeiro a segundo instar).

DOENÇAS:
CEVADA:
Para o controle da Mancha-reticular(Drechslera teres) recomenda-se a utilização da dose de 400a 800 mL do produto comercial/100 kg de sementes; para o controle do tombamento(Aspergillus spp.) recomenda-se a dose de 400 mL do produto comercial/100 kg de sementes.
TRIGO:
Para o controle da Helmintosporiose(Bipolaris sorokiniana) recomenda-se a dose de 400 a 800 mL do produto comercial/100 kg de sementes; para o controle da Brusone(Pyricularia grisea) e da Mancha-de-alternaria(Alternaria spp.) recomenda-se a dose de 600 mL do produto comercial/100 kg de sementes; para o controle do Oídio(Blumeria graminis f. sp. tritici) recomenda-se a dose de 800 mL do produto comercial/100 kg de sementes.
Realizar uma única aplicação na forma de tratamento de sementes, antes da semeadura. As doses maiores deverão ser utilizadas em situações de alta incidência de patógenos nas sementes.

VOLUMES DE CALDA RECOMENDADOS:
Diluir o produto na dose recomendada em água até completar o volume de calda recomendado, suficiente para tratar 100 kg de sementes, conforme abaixo:
Cevada e Trigo: 800 mL de calda para 100 kg de sementes.

Instruções para preparo da calda:
Passo 1- colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda;
Passo 2- colocar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma pasta homogênea;
Passo 3- completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda recomendado.
Importante:
Manter a calda em agitação permanente, para evitar decantação.

Equipamentos de aplicação:
Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes. Existem máquinas específicas para tratamento de sementes fornecidas pelos seguintes fabricantes: Momesso, MecMaq, Niklas, Gustafson, etc.

Manutenção:
Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes.

Operação de tratamento de sementes:
Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes, dos tipos Amazone Transmix, Arktos Africa, tambores rotativos, betoneiras ou similares:
Passo 1 - colocar um peso de sementes conhecido;
Passo 2 - adicionar o volume de calda desejada para este peso de sementes;
Passo 3 - proceder à agitação/operação do equipamento de forma a obter uma
distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada.

Com equipamentos de tratamento com fluxo contínuo de sementes:
Passo 1 - aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período tempo;
Passo 2 - regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo.

Importante:
Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação. Não tratar as sementes diretamente sobre lonas, sacos ou mesmo nas caixas de sementes das máquinas semeadoras.

INTERVALO DE SEGURANÇA PARA AS CULTURAS INDICADAS (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita):
Cevada e Trigo: Não determinado devido à modalidade de emprego - tratamento de sementes.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: (De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISNMS).

LIMITAÇÕES DE USO:
Na operação de semeadura mecanizada com sementes tratadas, estas apresentam uma redução no fluxo, comparativamente a sementes não tratadas. Para evitar utilizar uma quantidade menor de sementes que a usual e recomendada, deve-se regular a semeadura com as sementes já tratadas. As semeadoras e seus kits de distribuição de sementes devem ser limpos diariamente para evitar o acúmulo de resíduos nas paredes e engrenagens das mesmas. A falta deste tipo de manutenção pode alterar o fluxo de semeadura ou até mesmo provocar o bloqueio do equipamento. A não observância destas indicações pode resultar em baixa população de plantas, falha no plantio, excesso de sementes por metro ou outras irregularidades no plantio.

FITOTOXICIDADE PARA AS CULTURAS INDICADAS:
O produto não apresenta qualquer efeito fitotóxico nas culturas e nas doses recomendadas.
Outras restrições a serem observadas:

No estabelecimento de lavouras em sistema de plantio direto ou cultivo mínimo sobre palhadas (restevas) de culturas de verão (milho, soja, etc.) é comum a ocorrência do ataque de diversas espécies de lagartas (como por exemplo: Agrotis spp. (lagarta rosca), Spodoptera spp. (lagarta-do-cartucho) que migram destas restevas (restos culturais) ou de plantas tigüeras, muitas vezes, em grande quantidade, para as culturas recém instaladas. Nestes casos, recomenda-se aplicar um inseticida específico para o controle destas lagartas, junto à operação de manejo antes da semeadura da nova cultura. Esta estratégia de dessecação da cultura anterior e das ervas daninhas deve ser realizada uma semana antes da semeadura, reduzindo as chances de ocorrência do ataque de lagartas grandes na emergência da cultura, pois estas lagartas, pelo porte avantajado, escapam ao controle do tratamento de sementes.
- As sementes tratadas não devem ficar expostas ao sol.
- As sementes tratadas não devem ser usadas para alimentação humana, animal ou para fins industriais.
- Armazenar as sementes tratadas em local seguro, separado de alimentos e rações e fora do alcance de crianças e animais.
- Após o tratamento das sementes, possíveis sobras do produto devem retomar a embalagem original de DIVIDEND SUPREME.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA, conforme Avaliação Toxicológica da ANVISA, para cada processo.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS Vide Modo de Aplicação.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

PRECAUÇÕES DE USO E RECOMENDAÇÕES GERAIS, QUANTO AOS PRIMEIROS SOCORROS, ANTÍDOTOS E TRATAMENTOS NO QUE SE DIZ RESPEITO À SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

PRECAUÇÕES GERAIS:
• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, óculos, e luvas.
• Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
• Produto irritante ocular.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável, óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
• O tratamento de sementes deve ser feito em uma área bem ventilada.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
• Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
• Evite qualquer contato do produto com a pele. Caso isto aconteça, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
• Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: óculos, botas, macacão e luvas.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas, utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção, após cada aplicação do produto.
• Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
• Não reutilizar a embalagem vazia.
• No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: PROCURE LOGO UM SERVIÇO MÉDICO DE EMERGÊNCIA levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, NÃO PROVOQUE VÔMITO. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (“respirado”), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

INFORMAÇÕES MÉDICAS - DIVIDEND SUPREME
Grupo químico: Tiametoxam: grupo Neonicotinóide Difenoconazol: grupo Triazol Metalaxil-M: grupo Acilalaninato
Classe toxicológica: I – EXTREMAMENTE TÓXICO
Vias de absorção: Oral, inalatória e dérmica.
Toxicocinética: Tiametoxam: Após a administração oral do tiametoxam em ratos e camundongos a absorção foi rápida assim como a sua excreção através da urina. Ocorreu ampla distribuição e não houve evidências de bioacumulação. Foram demonstradas diferenças entre espécies quanto ao seu metabolismo e a sua excreção. Os principais processos de metabolização, desmetilação e quebra do anel oxadiazina, foram similares, porém taxas relativas destes processos resultaram nas principais diferenças quantitativas dos metabólitos. A excreção do tiametoxam inalterado foi de 73% na urina dos ratos e de 39% na urina dos camundongos, indicando uma maior metabolização da substância nos camundongos em comparação com os ratos. A excreção através das fezes representou em camundongos 19% da dose administrada e somente 5% em ratos.
Após a exposição dérmica do tiametoxam em ratos e camundongos, a absorção foi baixa ( 78%). Existem evidências de circulação entero-hepática. Resíduos teciduais após 7 dias geralmente foram baixos. Os níveis mais elevados de triazóis marcados foram encontrados no fígado e de fenil marcados na gordura e plasma, sendo os resíduos de triazóis marcados bem mais baixos que os de fenil marcado. Dentre os sexos, foram encontrados níveis de resíduos um pouco menores em tecidos de fêmeas em comparação aos machos. Tratamentos múltiplos com difenoconazol não marcado não tiveram efeitos na distribuição tecidual.
Metalaxyl-M: foi rapidamente absorvido, metabolizado e eliminado. A biotransformação ocorreu através de uma combinação do éster metil e hidrólise do éster metil, oxidação dos anéis 2-(6)-methyl e phenyl, ou via n-desalquilação. Após administração oral, níveis sanguíneos máximos foram atingidos após 20-40 minutos. O declínio dos resíduos sanguíneos foi bifásico, e tempo de meia vida de 1-72 horas (machos) e 2-22 horas (fêmeas) para a primeira e segunda fase, respectivamente. Em ambos os sexos, mais de 60% da dose administrada foi eliminada através da urina e fezes nas 24 horas subsequentes, sendo que a eliminação total foi praticamente em 144 horas.
Mecanismos toxicidade: Thiametoxam: Estudos em camundongos resultaram na diminuição significativa de colesterol seguido por morte celular - necrose e apoptose - e aumento da replicação celular após o período de 30 dias. O principal metabólito causador destas alterações foi identificado como CGA330050: 3 -(2-chloro-thiazol-5-ylmethyl)-[1,3,5] oxadiazian-4-ylidene-N-nitroamine.
Este metabólito plasmático é significante em camundongos, mas não em ratos.
Difenoconazol: em fígado de roedores altera o metabolismo de lipídeos e induz enzimas que metabolizam alguns medicamentos. Este modo de ação no fígado é específico para roedores e tem sido demonstrado não ser relevante aos humanos. Um modo de ação semelhante ocorre em humanos com o fenobarbital.
Metalaxyl-M: este produto é um r isômero de alaninato racêmico, metalaxyl (50% de r- e 50% de s-enantiomer). O mecanismo de toxicidade dos dois é similar: interferem na síntese de proteínas por inibição da biosíntese do ribossomo RNA.

Sintomas e sinais clínicos: Não existem sintomas e sinais de intoxicação humana específicos ao tiametoxam, difenoconazol e metalaxyl-M.

Diagnóstico: Por não existirem sinais de intoxicação humana específicos aos ativos, o diagnóstico deve ser estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência dos sinais e sintomas clínicos compatíveis.

Tratamento: Não existe antídoto específico, aplicar tratamento sintomático em caso de exposição. As medidas gerais de tratamento devem estar orientadas a interromper/suspender a fonte de exposição ao produto, descontaminação gastrintestinal e proteção das vias respiratórias, para evitar aspiração de conteúdo gástrico.
No caso de ingestão oral, aplicar medidas gerais de suporte. Não induzir o vômito.
No caso de contato dérmico, remover a roupa contaminada e lavar bem as partes do corpo afetadas com água e sabão.
No caso de contato com os olhos, lavar com água abundante por alguns minutos e procurar auxílio médico.
No caso de inalação, remover o paciente para local arejado e procurar auxílio médico.
Se necessário faça respiração artificial.

Contra- indicações: Não induzir o vômito.

Sinergismo: Tiametoxam é um inseticida neonicotinóide que age bloqueando o receptor nicotínico da acetilcolina (nAChR) no sistema nervoso dos insetos. Nos humanos o bloqueio destes receptores foi muito baixo, o que explica sua baixa toxicidade em mamíferos. O tiametoxam poderia apresentar efeitos sinérgicos se associado com outros neonicotinóides.

Atenção: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800-7044304


ABSORÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, METABOLIZAÇÃO E EXCREÇÃO (ADME):
Vide quadro de informações médicas.

EFEITOS AGUDOS:
DL50 oral em ratos: > 5000 mg/kg
DL50 dérmica em ratos: > 5050 mg/kg
CL50 inalatória em ratos: > 2,54 mg/L
Irritação ocular em coelhos: Irritante, com efeitos reversíveis dentro de 24 horas.
Irritação dérmica em coelhos: Irritação leve.
Sensibilização cutânea: não sensibilizante

EFEITOS CRÔNICOS:
Tiametoxam: Dois estudos de toxicidade de longo prazo e carcinogenicidade foram realizados com ratos e camundongos. Não ocorreu resposta carcinogênica em ratos. Nos camundongos, os resultados dos exames patológicos, associados com os resultados de estudo de mecanismo demonstraram que o tiametoxam não seria carcinogênico para os humanos.
Difenoconazol: Estudos cumulativos e subcrônicos em ratos, camundongos, coelhos e cães com administrações repetidas do produto, mostraram algumas reações adaptativas do fígado refletindo a sobrecarga funcional deste órgão às altas doses; essas alterações foram reversíveis e não foram correlacionadas com o tratamento. Estudos crônicos de dieta de 2 anos em ratos demonstraram que o fígado foi o órgão alvo, que reagiu ao aumento da carga funcional com alterações adaptativas reversíveis. Não foram observados efeitos carcinogênicos em ratos. Metalaxyl-M: não foram observados efeitos carcinogênicos em estudos realizados em animais de laboratório expostos ao Metalaxyl-M.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
• Este produto é MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II)
• Este produto possui POTENCIAL de TOXICIDADE para Abelhas.
• Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
• Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas.
• Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
• Não utilize equipamento com vazamento.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
• Aplique somente as doses recomendadas.
• Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
• A destinação inadequada das embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
• Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
• O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
• A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
• O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
• Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
• Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
• Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver as embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
• Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
• Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3. INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
• Isole e sinalize a área contaminada.
• Contate as autoridades locais competentes e a Empresa SYNGENTA PROTEÇÃO DE CULTI VOS LTDA. - telefone de emergência: 0800-160210
• Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtros).
• Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga a instrução abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o
auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. 0 produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso consulte o registrante, através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
• Solo : Retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante, conforme indicado acima.
• Corpos d'água: Interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade de produto envolvido.
• Em caso de incêndio, use extintores (DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2 ou PÓ QUIMICO), ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio onde guardado as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio onde guardado as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

As observações abaixo deverão ser mantidas para embalagens SACARIAS utilizadas para acondicionar sementes tratadas com DIVIDEND SUPREME)

- AS EMBALAGENS - SACARIAS - NÃO PODEM SER REUTILIZADAS PARA OUTROS FINS.

- AS EMBALAGENS - SACARIAS - NÃO PODEM SER LAVADAS.

- ARMAZENAMENTO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
O armazenamento das embalagens - SACARIAS - vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio das SACARIAS.
As embalagens - SACARIAS - vazias devem ser armazenadas separadamente, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
Devem ser devolvidas em conjunto com a embalagem do agrotóxico DIVIDEND SUPREME ou no local onde foram adquiridas as sementes tratadas.
Terceiros que efetuarem o manuseio do agrotóxico, devem descrever nas sacarias que as sementes foram tratadas com o agrotóxico DIVIDEND SUPREME e informar que as mesmas devem ser devolvidas no local em que foram tratadas ou adquiridas.

PARA TODOS OS TIPOS DE EMBALAGENS

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICIPIO:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis).

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA DE PRAGAS:
A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. As seguintes estratégias podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
• Rotação de produtos com mecanismos de ação distintos, quando apropriado;
• Adotar outras táticas de controle, prevista no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhadas ao IRAC-BR (www.irac-br.orq.br), ou ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.aqricultura.qov.br).

Recomendações para o manejo de pragas:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, Inseticidas, controle biológico, destruição dos restos culturais, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

INFORMAÇOES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA DE DOENÇAS:
Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê de Ação a Resistência à Fungicidas - Brasil) - Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Qualquer produto para controle de doenças da mesma classe ou do mesmo modo de ação não deve ser utilizado em aplicações consecutivas do mesmo patóeno, no ciclo da cultura.
• Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.