Bula Fezan

acessos
Tebuconazole
15417
Oxon

Composição

Tebuconazol 250 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico, Preventivo, Curativo
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem
(Puccinia sorghi)
0,8 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações com intervalos de 15 dias 15 dias Iniciar as aplicações imediatamente ao surgimento dos primeiros sintomas
Ferrugem polisora
(Puccinia polysora)
0,8 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações com intervalos de 15 dias 15 dias Iniciar as aplicações imediatamente ao surgimento dos primeiros sintomas
Mancha foliar
(Exserohilum turcicum)
0,8 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações com intervalos de 15 dias 15 dias Iniciar as aplicações imediatamente ao surgimento dos primeiros sintomas
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mancha parda
(Septoria glycines)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações 30 dias Aplicação preventiva no início da granação, a segunda e a terceira aplicações no final da granação
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações 30 dias Aplicação preventiva no início da granação, a segunda e a terceira aplicações no final da granação
Oídio
(Microsphaera diffusa)
0,4 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações 30 dias Iniciar as pulverizações quando 50% da área foliar apresentar sintomas
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Brusone
(Pyricularia grisea)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações com intervalos de 10 a 12 dias 35 dias A primeira aplicação preventiva deve ser realizada no início do espigamento
Ferrugem da folha
(Puccinia triticina)
0,48 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Iniciar o controle a partir do estádio de alongamento
Ferrugem do colmo
(Puccinia graminis)
0,48 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Iniciar o controle a partir do estádio de alongamento
Fusariose
(Fusarium graminearum)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Pulverizações preventivas contra devem ser realizadas quando se observar o maior número de flores abertas
Mancha amarela
(Drechslera tritici-repentis)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Iniciar o controle a partir do estádio de alongamento
Mancha das glumas
(Stagonospora nodorum)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Iniciar o controle a partir do estádio de alongamento
Mancha marrom
(Bipolaris sorokiniana)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Iniciar o controle a partir do estádio de alongamento
Mancha salpicada
(Septoria tritici)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Iniciar o controle a partir do estádio de alongamento
Oídio
(Blumeria graminis f.sp. tritici)
0,48 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo 3 aplicações 35 dias Iniciar a aplicação quando a incidência, em folhas, durante o estádio de afilhamento situar-se entre 10-15%

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 10,0; 5,0 L

Tipo: Frasco
Material: Polietileno e Pet/COEX
Capacidade: 1,0 L

Tipo: Frasco
Material: Polietileno e Pet/COEX
Capacidade: 20,0 L

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Milho: Para o controle de Ferrugens e Helmintosporiose: recomenda-se iniciar as aplicações ao aparecimento dos primeiros sintomas da doença, reaplicando com intervalos de 15 dias.
Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
Soja: Para o controle de Oídio, iniciar as pulverizações quando 50% da área foliar apresentar sintomas, repetindo sempre quando este índice for atingido novamente. Com relação às doenças de final de ciclo (Mancha-púrpura-da-semente e Mancha-parda): fazer a primeira aplicação no início da granação (estádios R5.2 a R5.4) e uma segunda pulverização no final da granação, vagens verdes com volume máximo (estádios 6 a 7.1). Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
Trigo: O controle de Oídio deve ser iniciado quando a incidência, em folhas, durante o estádio de afilhamento situar-se entre 10-15%. Pulverizações preventivas contra Giberela devem ser realizadas quando se observar o maior número de flores abertas. Contra a Brusone, a primeira aplicação preventiva deve ser feita no início do espigamento, complementada por mais uma num intervalo de 10 a 12 dias. Contra Ferrugens e Manchas foliares (Helmintosporiose, Mancha-amarela, Mancha-dasglumas e Mancha-salpicada) - iniciar o controle a partir do estádio de alongamento, quando as doenças alcançarem o valor de 5% da área foliar ou 80% de incidência. Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
MODO DE APLICAÇÃO:
A dose recomendada deve ser diluída em água e pulverizada com o uso de equipamentos terrestres ou aeronaves.
Aplicação terrestre: usar pulverizadores de barra com bicos cônicos (D2), com pressão de 80 a 100 lb/pol² e vazão de 200 a 300 L de calda/ha.
Aplicação aérea na cultura do trigo: usar micronair ou barra equipada com bicos cônicos D6 a D12, altura de vôo de 2 a 4 m, pressão da bomba 30 a 50 L b/pol², vazão de 10 a 20 L/ha para micronair e 20 a 30 L/ha quando se emprega barra, largura da faixa de deposição 15 a 18 m, com densidade mínima de 80 gotas/cm².

INTERVALO DE SEGURANÇA PARA A CULTURA INDICADA:
Milho .............................................................15
Soja ...............................................................30
Trigo ..............................................................35

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
- Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula;
- Não aplicar FEZAN® em mistura com outros agrotóxicos;
- Não aplicar FEZAN® contra o vento;
- Não aplicar FEZAN® sob chuva ou prenúncio de chuva.
FITOTOXICIDADE: O produto deve ser utilizado nas doses e modos de aplicação recomendadas para não causar danos às culturas indicadas.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISA/MS)
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide “MODO DE APLICAÇÃO”.
DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA).
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA)
INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA).
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.
INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE DOENÇAS/ MANEJO ECOLÓGICO DE DOENÇAS:
Para as culturas que, durante o ciclo, exigem um elevado número de aplicações, recomenda-se:
- Realizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos, visando prevenir o aparecimento de fungos resistentes e prolongar a vida útil dos fungicidas na agricultura; utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados na bula;
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados;
- Consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das recomendações locais para o manejo de resistência.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
PRECAUÇÕES GERAIS
- Produto para uso exclusivamente agrícola;
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto;
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados;
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte
ordem: macacão, botas, avental, respirador, óculos, touca árabe e luvas;
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados;
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos;
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca;
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas;
- Não aplique próximo de escolas, residências e outros locais de permanência de pessoas e de
áreas de criação de animais. Siga as orientações técnicas específicas de um profissional
habilitado;
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em
primeiros socorros e procure rapidamente em serviço médico de emergência;
- Mantenha o produto adequadamente fechado em sua embalagem original, em local trancado,
longe do alcance de crianças e animais;
- Produto extremamente irritante para os olhos.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos;
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão impermeável com mangas
compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas;
botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro para vapores orgânicos cobrindo o
nariz e a boca; óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila;
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado, utilizando os equipamentos de proteção
individual (EPI) recomendados.
PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada;
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia;
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança;
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão impermeável com mangas
compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro para vapores orgânicos cobrindo o nariz e a boca; óculos
de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila;
- Não permita que animais, crianças ou qualquer pessoa não autorizada permaneça na área em
que estiver sendo aplicado o produto, ou em áreas tratadas logo após a aplicação.
- Recomendações adicionais de segurança podem ser adotadas pelo técnico responsável pela
aplicação em função do método utilizado ou da adoção de medidas coletivas de segurança;
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os
avisos até o final do período de reentrada;
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada,
utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a
aplicação;
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local
trancado, longe do alcance de crianças e animais;
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para
evitar contaminação;
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte
ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara;
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto;
- Troque e lave as roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as
roupas, utilizar luvas e avental impermeável;
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto;
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante;
- Não reutilizar a embalagem vazia;
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI macacão de
algodão impermeável com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
Mecanismo de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório:
Tebuconazol: Em ratos, a absorção do tebuconazol é rápida e completa com pico de concentração
plasmática entre 20 e 100 minutos. Esta substância é rapidamente eliminada com 86 – 98% da dose
sendo excretada nas fezes e urina dentro de 72 horas após a administração. A excreção desta
substância ocorre principalmente através das fezes com 65 – 70% da dose sendo eliminada via biliar
e fecal enquanto que aproximadamente 16 – 35% é eliminada através da urina. Os mecanismos de
toxicidade do tebuconazol não são conhecidos.
Ésteres de ácido lático: Há evidências de que, em mamíferos, os ésteres simples sofrem hidrólise
prontamente, o que resulta na formação de ácido lático e do álcool do qual foi originado, conferindo
um potencial de irritação aos tecidos com os quais tiver contato. Estudos conduzidos com ésteres do
ácido lático demonstraram potencial de irritação à pele, mucosas, pulmões e olhos. Os lactatos
demonstram baixa toxicidade, e os efeitos adversos são considerados decorrentes do efeito severo
de irritação. Após ingestão e/ou inalação de grandes quantidades do produto, podem ocorrer
depressão do sistema nervoso central, devido ao processo de biotransformação do álcool, e acidose
metabólica, devido ao aumento de ácido lático no organismo dependente da taxa de sua depuração
no organismo.
Os ésteres de ácido lático podem ser rapidamente absorvidos pelo trato gastrointestinal (~80%) e
pela via dérmica (~5%), em ratos, e amplamente distribuído pelo organismo. A absorção pela via
inalatória não possui dados quantitativos, entretanto, tem-se mostrado uma via eficiente com base
nos efeitos observados em animais de experimentação. Os ésteres de ácido lático são rapidamente
hidrolisados em ácido lático e no álcool correspondente. O ácido lático é um intermediário essencial
do metabolismo da glicose. A biotransformação do álcool, após administração oral em ratos, resulta
na formação de seu principal metabólito urinário, o ácido carboxílico correspondente, que passa por
beta-oxidação parcial e descarboxilação, produzindo dióxido de carbono e cetonas, além de outros
metabólitos urinários. Estes produtos de biotransformação foram encontrados predominantemente na
forma de glucuronídeos. Cerca de 1% da dose foi recuperado na forma inalterada do álcool.
Após absorção gastrointestinal, a maior parte é excretada na urina, mas também nas fezes e no ar
expirado. Após absorção dérmica, um padrão de eliminação similar foi observado, porém em menor
proporção devido à menor taxa de absorção por esta via. Estudos anteriores demonstraram que, em
macacos, a biotransformação ocorre mais lentamente do que em roedores. É improvável que ocorra
bioacumulação.
Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório:
DL50 oral (ratos fêmeas): >2000 mg/kg.
DL50 dérmica (ratos machos e fêmeas): >2000 mg/kg.
CL50 inalatória não foi determinada nas condições do teste.
Irritação dérmica (coelhos): Não irritante para a pele.
Irritação ocular (coelhos): extremamente irritante para olhos de coelhos, com opacidade de córnea
irreversível, hiperemia, edema e secreção de conjuntivas.
Sensibilização cutânea (cobaias): Não sensibilizante.
O produto não induziu mutação gênica em Salmonella typhimurium (Teste de Ames) e não
apresentou efeitos mutagênicos em medula óssea de camundongos.
Tebuconazol: Após exposições repetidas ao tebuconazol, os principais alvos da toxicidade em
animais de experimentação foram o fígado e as glândulas adrenais. Não foi observado potencial
cancerígeno em estudos em ratos. É improvável que o tebuconazol apresente potencial cancerígeno
para a espécie humana. O tebuconazol não apresentou efeitos sobre os parâmetros reprodutivos. No
entanto, em estudos em ratos, coelhos e camundongos, esta substância apresentou efeitos sobre o
desenvolvimento pré-natal.
Ésteres de ácido lático: Em ratos, a inalação de altas concentrações de ésteres de ácido lático,
especialmente na forma de aerossóis, causou irritação das vias aéreas, e degeneração/regeneração
do epitélio da cavidade nasal e dificuldade respiratória.
Os lactatos não demonstraram toxicidade sistêmica, a não ser em concentrações muito elevadas
(iguais ou superiores a 1800 mg/m³), e os efeitos adversos são considerados decorrentes do efeito
severo de irritação.
Ratos em período gestacional expostos a aerossóis de ésteres de ácido lático não demonstraram
sinais de toxicidade materna. O único efeito significativo foi a diminuição do consumo de alimento, e
os efeitos adversos observados na prole foram relacionados ao estresse e não à toxicidade destas
substâncias.
EFEITOS ADVERSOS CONHECIDOS:
Por não ser produto com finalidade terapêutica, não há como caracterizar efeitos adversos.
SINTOMAS DE ALARME:
Irritação dolorosa das mucosas dos tratos respiratório e gastrointestinal, irritação ocular severa,
náusea, dor abdominal, diarreia, vômito, dificuldade respiratória (dispneia), vertigem, letargia e
incoordenação.

1- PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é:
[ X ] - MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).

- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2- INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3- INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:

- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa OXON
BRASIL DEFENSIVOS AGRÍCOLAS LTDA., Telefones de Emergência: (11) 5561-2520.
- Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtro)
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'agua. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: recolha o material com o auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não devera mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada ate atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o Órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4 -PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL

LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto,
a) Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:

- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

b) Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob seguintes procedimentos:

- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:

- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
- Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
- O Armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
- No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
- Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade será facultada a devolução da embalagem vazia em até 6 meses após o término do prazo de validade.
- O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução de embalagem vazia.

TRANSPORTE:
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto , ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardas as embalagens cheias.

-DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, rações, medicamentos, bebidas, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelo usuário, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada da embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICO, COMPETENTES E AFINS
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos e outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Para as culturas que, durante o ciclo, exigem um elevado número de aplicações, recomenda-se:

- Realizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos, visando prevenir o aparecimento de fungos resistentes e prolongar a vida útil dos fungicidas na agricultura; utilizar o fungicida somente na época, na dose e nos intervalos de aplicação recomendados na bula;
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex. resistência genética, controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponíveis e apropriados;
- Consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das recomendações locais para o manejo de resistência.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.