Bula Fulfill - Syngenta

Bula Fulfill

acessos
Pimetrozina
2815
Syngenta

Composição

Pimetrozina 500 g/kg Piridina azometina

Classificação

Inseticida
III - Medianamente tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Sistêmico

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
400 g.p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 7 dias. 5 % das plantas suscetíveis e 10 a 15 % para plantas tolerantes a praga
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
400 g.p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar caso necessário. 7 dias. 5 % das plantas suscetíveis e 10 a 15 % para plantas tolerantes a praga
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
400 g.p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. 3 dias. Logo após a emergência da cultura
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
200 a 400 g.p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. 3 dias. Logo após a emergência da cultura
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
40 g p.c./100 L 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. 3 dias. Quando for constatada a presença da praga

Tipo: Caixa
Material: Fibra celulósica
Capacidade: 20 Kg

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,1; 0,5; 1,0; 5,0 Kg

Tipo: Lata (contendo ou não saco hidrossolúvel interno)
Material: Fibra celulósica
Capacidade: 5,0; 10; 20 Kg

Tipo: Saco (contendo ou não saco hidrossolúvel interno)
Material: Plástico aluminizado
Capacidade: 0,01; 0,02; 0,05; 0,067; 0,1; 0,2; 0,5; 1,0; 2,0; 5,0; 20 Kg

Tipo: Saco (contendo ou não saco hidrossolúvel interno)
Material: Fibra celulósica
Capacidade: 0,01; 0,02; 0,05; 0,067; 0,1 Kg

Tipo: Saco (contendo ou não saco hidrossolúvel interno)
Material: Plástico
Capacidade: 0,05; 0,1; 0,2; 0,5; 1,0; 2,0; 5,0; 20 Kg

Tipo: Saco
Material: Fibra celulósica
Capacidade: 1,0; 2,0; 3,0; 4,0; 5,0; 10; 20 Kg

Tipo: Saco
Material: Hidrossolúvel
Capacidade: 0,01; 0,02; 0,05; 0,06; 0,067; 0,07; 0,1 Kg

Tipo: Tambor (contendo ou não saco hidrossolúvel interno)
Material: Fibra celulósica
Capacidade: 5,0; 10; 20 Kg

MODO E EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO:
A dose recomendada do “FULFILL" deve ser diluída em água e aplicada sob a forma de pulverização com qualquer tipo de equipamento terrestre, costal ou tratorizado, ou também através de aeronaves especializadas para pulverização agrícola. Para uma cobertura uniforme sobre as plantas, deve-se observar recomendação do fabricante dos bicos de pulverização quanto ao seu espaçamento e pressão de trabalho.
Pulverização Terrestre: seguir os seguintes parâmetros de aplicação:
O produto deve ser diluído e aplicado na forma de pulverização, com equipamentos terrestres (pulverizador costal manual, motorizado ou tratorizado). Recomenda-se o uso de bicos de jato cônico. Realizar as aplicações com boas condições atmosféricas.
Algodão:
Aplicação terrestre: utilizar pulverizador costal ou tratoirizado com volume de calda ao redor de 150 a 200 Llha.
Aplicação aérea:
Aplicação aérea do produto com a utilização de aeronaves (aviões ou helicópteros especializados e autorizados por órgãos oficiais competentes, obedecendo os parâmetros abaixo recomendados:
Equipamento de pulverização:
• Bicos hidráulicos do tipo “CÔNICO VAZIO” da série “D” com difusor “45"
• Ângulo do jato a 135° ou 45° para trás ou
• Atomizador rotativo 'M1CRONA1R (AU-5000)" com ângulo das pás de hélice ajustados em 65.
• Diâmetro mediano de gotas (DMV) - Gotas médias - (200 a 400 1m).
• Cobertura no alvo, com densidade de gotas: 30 a 40 gotas/cm2
Volume de calda de aplicação: ao redor de 10-30 L/ha.
Largura da faixa de aplicação:
• Aeronaves do tipo Ipanema, Cessna Agwagon ou Pawnee: 15 m
• Aeronaves do tipo Trush ou Ai actor: 20 m
• Aeronaves do tipo Dromader 25 m
• Altura do vôo: 2 a 4 m acima do alvo ajustado em função da velocidade do vento: Se o vento tender para velocidades maiores, reduzir a altura de vôo, se o vento tender para velocidades menores, aumentar a altura de vôo.
Condições metrológicas: ,
• Temperatura doar Abaixo de 30'C
• Umidade relativa do ar Acima de 55%
• Velocidade do vento: Mínima de 3 km/h até 18 km/h
Obs.: Dentre os fatores climáticos, a umidade relativa do ar é o mais limitante, portanto deverá ser constantemente monitorado com termohigrômetro.
Tomate estaqueado: Nas aplicações com equipamento costal manual ou motor estacionário com mangueira e lança de aplicação, recomenda-se o uso de bicos de jato cônico e o ajuste do volume de água conforme o desenvolvimento da cultura. Volume de calda de 600 a 800 L/ha.
Melão: Na fase inicial da cultura, fazer a aplicação logo após a emergência de modo a proteger as plantas da transmissão de viroses que ocorrem já nas primeiras picadas dos insetos. Repetir as aplicações com intervalo mínimo de 7 dias e fazer alternância com produtos de outros modos de ação. Utilizar equipamento costal manual com bicos de jato cônico com volume de calda de 800 Ilha. Nas aplicações com equipamento tratorizado utilizar bicos de jato leque com espaçamento, vazão, e pressão de trabalho corretamente calibrados. Utilizar volume máximo de 800 L/ha.
Tecnologia de Aplicação:
Utilizar pulverizadores costais, tratorizados ou Autopropelidos, equipados com barra e bicos hidráulicos, obedecendo os seguintes parâmetros:
1. Diâmetro de gotas de tamanho médio (DMV) ----- 200 a 400 pm.
2. Cobertura foliar-------------------------------------------20 a 30 gotas/cm2
3. Tipo de bicos recomendados: Bicos de jato plano Teejet XR; Teejet DG; Twinjet; Turbo Teejet TT, bicos cônicos, ou similares de diferentes fabricantes.
4. Espaçamento entre os bicos---------------------------50 cm
5. Pressão do líquido no bico ---------------------------- 40 a 80 psi
Condições Meteorológicas:
Temperatura do ar: abaixo de 30 °C
Umidade relativa do ar Acima de 55%
Velocidade do vento: Mínima de 3 km/h até 18 km/h.
OBS: Dentre os fatores climáticos, a umidade relativa do ar é o mais limitante, portanto deverá ser constantemente monitorado com termohigrômetro.

Número, Época e Intervalos de aplicação:
Algodão: Fazer baterias de 2 a 3 aplicações dependendo da intensidade do ataque das pragas; Iniciar
quando a praga alvo estiver presente em 5% das plantas examinadas para variedades susceptíveis a
viroses e 10 a 15% de ataque para variedades tolerantes a viroses. Reaplicação somente quando a infestação atingir os níveis indicados.

Tomate estaqueado: Inspecionar a cultura em intervalos regulares e iniciar as aplicações quando for constatada a presença da praga. Fazer baterias de 2 a 3 pulverizações com um intervalo mínimo de dias entre aplicações. Altemar com produtos de outros modos de ação.
Melão: Na fase inicial da cultura, fazer a aplicação logo após a emergência de modo a proteger as plantas da transmissão de viroses que ocorrem já nas primeiras picadas dos insetos. Fazer baterias de 2 a 3 aplicações com intervalo mínimo de 7 dias e fazer altemância com produtos de outros modos de ação. Se a praga já estiver presente em população alta, inclusive nas culturas adjacentes, ou em cultivares suscetíveis à transmissão de viroses, usar a dose maior.
INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação
e a colheita):
CULTURA DIAS
ALGODÃO ------ 7
MELÃO---------- 3
TOMATE-------- 3

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.
Precauções Gerais:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EM) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, óculo, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas. Precauções na Preparação da Calda:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar a dispersão de poeira.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas, botas de borracha, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.
Precauções durante a aplicação:
- Evite, o máximo possível, o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas dás calças por cima das botas, botas de borracha, máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
Precauções após a aplicação:
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: 'PROIBIDA A ENTRAIJA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada,
utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local • trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental imperrnevel.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. - Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante. - Não reutillizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI, macacão de algodão hidro-repelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.
PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou, receituário agronômico do produto.
Ingestão: se engolir o produto, NÃO PROVOQUE VÔMITO. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado, Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: em caso de contato, lave com muita água corrente durante 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: se ô produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeável, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR FULFILL
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico: Piridinaazometina
Classe toxicológica: III - MEDIANAMENTE TÓXICO
Vias de exposição: Oral, inalatória, ocular e dérmica.
Toxicocinética: A exposição ocupácional à Pimetrozina pode ocorrer pelo contato dérmico. A absorção dérmica foi estimada em 1%.
Em um estudo de metabolismo em ratos, administrou-se Pimetrozina radiomarcada via
oral ou intravenosa. Nas primeiras 24 horas pós-dosagem, todos os grupos tratados
por via oral eliminaram mais de 50% da radioatividade pela urina. Nos grupos de adrmnistração intravenosa, a taxa de eliminação foi superior a 60%. Ao termino do estudo (7 dias após a administração da dose) a radioatividade recuperada na urina (56,3 - 80,3%), ar expirado (0,2 - 1,4%), tecidos (0,3 - 3,8%), fezes (15,4 - 38,9%) e la'.agem da gaiola (0,2 - 0,7%) contabilizaram uma recuperação total de 91 - 100,7% da dose administrada em todos os grupos.
Estudos de metabolismo em ratos mostraram que, após administração oral, a meia-vida da Pimetrozina é de 1 - 2 horas numa dose de 0,5 mg/kg e de 2 - 11 horas numa dose de 100 mg/ha. Os resíduos teciduais foram mais elevados nos rins e fíqado.
Mecanismos de toxicidade: Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos.
Sintomas e sinais clínicos: Testes em animais sugerem que os principais alvos toxicológicos da Pimetrozina no organismo são: fígado, sistema hematopolético e sistema linfático. Adicionalmente, os testes crônicos e subcrônicos em cães sugerem que a Pimetrozina também afeta o tecido muscular, talvez secundariamente.
Não há dados publicados de toxicidade sistêmica aguda em humanos.
Outros mamíferos apresentaram alguns efeitos neurotóxicos, mas a freqüência e magnitude foram baixas.
Exposição aguda:
A Pimetroziria pode causar irritação ocular.
Respiratório:
Pode ocorrer irritação do trato aéreo superior e alterações respiratórias.
Neurológico:
Decréscimo transitório da temperatura corpórea, decréscimo de atividade na bateria de observação funcional (FOB), atividade motora diminuída e movimentos estereotipados foram relatados em animais após a ingestão de Pimetrozina. Gastrintestinal:
Pode ocorrer náusea, vômito, diarréia, dor abdominal e sensação de queimação na boca.
Hepático:
Foram relatadas hipertrofia hepatocelular e necrose hepática em testes com animais. Dermatológico:
A Pimetrozina pode causar leve sensibilização e irritação dérmica.
Muscular:
Foi relatada miopatia em testes com cães.
Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de
quadro clínico compatível. As triazinas podem ser mensuradas laboratorialmente no sangue e na urina. Contudo esses valores são de baixa relevância no tratamento de intoxicações.
Tratamento - ANTÍDOTO: não existe antídoto específico.
Exposição oral:
a) Êmese: a indução do vômito empregando-se ipeca, não é recomendada pois há muito pouca informação a cerca dos efeitos da overdose em humanos
b) Carvão ativado: administre uma suspensão de carvão ativado em água (240 ml de água / 30 g de carvão). Dose usual: 25 a 100 g em adultos/adolescentes, 25 a 50 g em crianças (1 a 12 anos) e 1 g/kg em infantes com menos de 1 ano de idade. C) Lavagem gástrica: considere após ingestão de uma quantidade de veneno
potencialmente perigosa à vida, se puder ser realizada logo após a ingestão (geralmente dentro de 1 hora).
Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou nível diminuído de consciência em pacientes não intubados; após ingestão de compostos corrosivos: hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não significativa.
Exposição inalatória:
Remova o paciente para um local arejado. Monitore quanto a alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie para irritação do trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, conforme necessário. Trate o broncoespasmo com agonista beta 2 via ínalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
Exposição ocular:
Descontamiriação: lave os olhos expostos com quantidade copiosa da água corrente por pelo menos 15 minutos. Se a irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve ser encaminhado para tratamento específico.
Exposição dérmica:
Descontam inação: remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com quantidade copiosa de água. Se a irritação ou dor persistir, o paciente deve ser encaminhado para tratamento específico.
Contra-indicações: Provocar vômito é contra-indicado em razão do risco potencial de aspiração.
ATENÇÃO
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento. Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800-704-4304 (SYNGENTA)
ou (11) 2364-5005 (INTERPROD).

Mecanismo de ação, absorção e excreção para animai s de laboratório:
Pymetrozine foi absorvido rápida e completamente pelo trato gastro- intestinal de ratos após administração oral. Radioatividade foi rapidamente eliminada, principalmente através da urina. O padrão de excreção foi essencialmente independente do sexo dos animais, da rota de administração, da radio-marcação e do pré-tratamento com substância teste não radio-marcada. Ambos sexos mostraram uma tendência de excretar mais via rim no maior nível de dose. Excreção biliar foi reduzida no maior nível de dose em favor da excreção urinária, independentemente da radio-marcação. Circulação enteropática não foi significante.
Resíduos nos tecidos após administração de [triazina 14C]-Pymetrozine no menor nível de dose foram pequenos e revelaram rápida depleção para todos os tecidos. No maior nível de dose, os resíduos nos tecidos geralmente não refletiram o aumento da dose, indicando uma saturação nos sítios de ligação dos tecidos. Após administração de [piridina-5-14C]-Pymetrozine, resíduos foram significativamente maiores e depleção foi mais lenta especialmente na fase terminal. No maior nível de dose, resíduos foram maiores refletindo o aumento da dose. No geral, a cinética da depleção foi similar, independente do sexo, da dose e da posição da radio-marcção.
Pymetrozine foi extensamente metabolizado. Independentemente do sexo, rota de administração, pré-tratamento e dose, os principais trajetos metabólicos, incluindo sua significância relativa, parecem ser os mesmos. No entanto é obvio que em altas doses, os processos metabólicos operantes na degradação do Pymetrozine se aproximam da saturação, que ao contrário das menores doses, em que quantidades significativas do composto parental são eliminadas.
Os principais caminhos metabólicos são estabelecidos para proceder via oxidação gradual do metil substituinte no anel triazina, oxidação gradual do grupo metileno do anel triazina e clivagem da ponte entre a triazina e o anel piridina. Enquanto os dois primeiros caminhos levam aos três metabólitos dominantes identificados na excreta, a clivagem entre a trizina e o radical piridina foi o ponto de início para pequenos metabólitos específicos. O radical piridina resulta principalmente piridina-3-carbaldeído, que é oxidado a ácido nicotínico, que é um constituinte natural presente em plantas e animais. Conseqüentemente os demais metabólitos também constituem compostos endóginos. O radical triazina é metabolizado a vários produtos por oxidação em diferentes sítios, de-aminação, N-acetilação e redução da dupla ligação C=N.
Os metabólitos relacionados à piridina são constituintes naturais que participam do metabólico endógeno e conseqüentemente são responsáveis pelos maiores resíduos após a administração [piridina-5-1 4C]- Pymetrozine radiomarcado.
A principal rota de excreção foi a urina (63 a 75% do total da dose). A dose absorvida foi rapidamente excretada. Dentro de 24 horas 58-69%, 17-24% e <1% da dose administrada foi detectada na urina, fezes e ar expirado, respectivamente.
EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS:
-AGUDOS:
O produto apresenta toxicidade oral aguda em ratos maior do que 5.000 mg/kg (DL50 oral > 5.000 mg/kg) A toxicidade dérmica aguda para ratos foi maior do que 2.000 mg/kg (DL50 dérmica> 2.000 mg/kg).
A instilação do produto nos olhos de coelhos produziu irritação leve a moderada da conjuntiva em olhos não lavados, a qual desapareceu em todos os animais na observação de 72 horas. Em olhos tratados que receberam a lavagem, o material teste produziu irritação leve a moderada da conjuntiva, a qual desapareceu em todos os animais 48 horas após o tratamento.
O produto foi considerado como sendo levemente irritante dérmico.
O material teste não foi considerado como sendo um sensibilizador dérmico em "guinea pigs" (Porquinhos da Índia).
Em estudos de mutagenicidade com procariontes e eucariontes, o produto não apresentou efeito mutagênico.
-CRÔNICOS:
A substância-teste COA 215944 Técnico (Pymetrozine) foi administrada na dieta de ratos por 3 meses nas doses de 0; 50; 500 e 5.000 ppm (= mg/kg de alimento) para um total de 120 ratos albinos, 10 machos e 10 fêmeas por grupo de dose.
O nível de efeito não observado (NOEL) foi de 500 ppm, o que corresponde a uma ingestão diária média de 32,5 mg/kg de peso corpóreo em machos e 33,9 mg/kg de peso corpóreo em fêmeas.
A substância-teste foi administrada oralmente na dieta de cães por um período de 12 meses em concentrações de 0, 20, 200 e 1.000 ppm.
As doses calculadas de ingestão diária da substância em mg/kg de peso corpóreo foram as seguintes: 0,57; 5,33 e 27,9 para cães machos e 0,57; 5,03 e 27,4 para fêmeas.
Nenhuma mortalidade ocorreu relacionada ao tratamento.
Baseado nos resultados do estudo, 20 ppm de CGA 215944 Técnico foi considerado como o Nível de Efeito Não Observado (NOEL).

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
1. PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
' Este produto é:
- Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE 1)
- Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II)
- Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III)
- (x) POUCO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE IV)
• Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
• Não utilize equipamento com vazamento.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. • Aplique somente as doses recomendadas.
• No lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
• A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
• Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância mínima de 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetíveis a danos.
• Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes a atividades aeroagrícolas.

2. INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
• Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
• O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais.
• A construção deve ser da alvenaria ou de material não combustível.
• O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
• Coloque placas de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
• Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
• Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
• Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
• Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.
3. INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:
• Isole e sinalize a área contaminada.
Contate as autoridades locais competentes e a empresa SYNGENTA Proteção de Cultivos Ltda. - PLANTÃO SYNGENTA 24 HORAS - TELEFONE DE EMERGÊNCIA: 0800-704-4304 ou a empresa INTERPROD Comércio e Registro de Produtos Ltda. pelo Telefone (11) 2364-5005

Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, Óculos protetor e máscara com filtros).
Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
• Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, de CO2
ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4. PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
- LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.
- Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até ¼ do seu volume
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
- Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; - Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser trans-ferida para o tanque do pulverizador
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:

TRANSPORTE:
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM FLEXÍVEL -
- ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
- O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
- Use luvas no manuseio desta embalagem
- Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
- No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
- Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro do seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
- O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

-TRANSPORTE:
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) - ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
- O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
- E obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial
-TRANSPORTE:
- As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
- A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
- A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
- Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
- A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
- O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos no podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÕRGÃO COMPETENTE DO ESTADO DO DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICIPIO:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis).

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, Inseticidas, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilibro do sistema.

Qualquer agente de controle de inseto pode se tomar menos efetivo ao longo do tempo, se o inseto desenvolver algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Inseticidas - IRAC-BR, recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas, visando prolongar a vida útil dos inseticidas:
• Qualquer produto para controle de inseto, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da praga.
• Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo.
• Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência
a Inseticidas.
• Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex. Controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.