Bula Gulliver - FMC
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Bula Gulliver

Azinsulfurom
2401
FMC

Composição

Azinsulfurom 500 g/kg

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Seletivo, Sistêmico, Pós-emergência

Frascos e tambores metálicos de 25, 50, 75, 100 e 200 Kg. Sacos de polietileno de 25, 50, 75, 100 e 200 Kg. Barricas de papelão ou de fibra de 25, 50, 75, 100 e 200 Kg. Frascos ou sacos de polietileno de 10, 12, 20, 30, 36, 40, 50, 60, 100, 120, 200 e 240 g. Sacos hidrossolúveis de 10, 12, 20, 30, 36, 40, 50, 60, 100, 120 e 240 g. Sacos aluminizadoscartucho de papelão de 10, 12, 20, 30, 36, 40, 50, 60, 100, 120, 200 e 240 g. Big bag de 100 e 200 Kg.

INSTRUÇÕES DE USO

Modo de ação do produto: Gulliver® é absorvido pelas folhas e raízes das plantas infestantes e por ser sistêmico transloca-se pelo xilema e floema. Age inibindo a enzima acetolactato sintase (ALS), responsável pela síntese dos aminoácidos valina, leucina e isoleucina. A inibição desta enzima interrompe a produção de proteínas, interferindo na divisão celular e levando a planta à morte.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Para o controle das plantas infestantes na cultura do arroz irrigado, realizar a aplicação, quando as plantas infestantes estiverem entre os estádios de plântula até 4 folhas. Não realizar a aplicação de Gulliver® após o final do perfilhamento da cultura do arroz irrigado (30 dias após a emergência da cultura). Realizar somente uma aplicação por ciclo da cultura. Sempre usar óleo mineral emulsionável como surfactante na dose de 100 mL/100 L (0,1%v/v).

MODO DE APLICAÇÃO

Aplicação terrestre

Utilizar volumes de 150 a 200 litros de calda/ha para pulverizador manual costal ou para pulverizador tratorizado. Diâmetro de gotas de 180 a 200 micra e densidade mínima de gotas de 40 gotas/cm². Utilizar a pressão recomendada para cada tipo de bico, compatível com o volume a ser aplicado.

Tipos de bico: Leque (ex.: Teejet, XR Teejet, DG Teejet, Twinjet, TK ou TF) ou cone (ex.: Fulljet); utilizar de acordo com a recomendação do fabricante.

Obs.: No caso de uso de outros equipamentos pulverizadores estes devem proporcionar boa cobertura das plantas infestantes.

Aplicação aérea

Utilizar volumes entre 30 e 40 litros/ha; aplicar através de aeronaves agrícolas equipadas com barra e dotadas de bicos cônicos (D9 ou D10, core 44 a 46) ou bicos rotativos (MICRONAIR®); altura de vôo de 3 a 4 m sobre a cultura, largura da faixa de deposição efetiva: 13 à 15 m; diâmetro de gotas: 200 a 400 micra e densidade de gotas mínima de 30 gotas/cm².

Condições climáticas: devem ser respeitadas condições de velocidade do vento inferior a 10 km/hora e não aplicar na ausência de ventos; temperatura entre 15ºC e 25ºC e umidade relativa do ar maior que 70%, visando reduzir ao máximo perdas por deriva e evaporação.

Preparo da calda herbicida

Manual ou tratorizada:

Iniciar o preparo colocando água limpa no tanque do pulverizador até a ½ (metade) de sua capacidade e, com o agitador em movimento, adicionar Gulliver® na quantidade recomendada. Para embalagens hidrossolúveis, abra a embalagem externa, retire o saquinho hidrossolúvel e jogue-o diretamente no tanque do pulverizador sem abri-lo. Para frascos, recomenda-se uma pré-diluição em água antes da adição no tanque do pulverizador. Após adição do produto, completar o volume com água até ¾ (três quartos) da capacidade do tanque, mantendo a agitação da calda para completa dissolução do produto. Acrescentar o adjuvante antes de completar o volume final. Se houver necessidade de interromper a pulverização por algum tempo é aconselhável manter o agitador funcionando. Se esta interrupção for mais longa, é necessário reagitar a calda herbicida antes de reutilizá-la.
Para prevenir problemas de acúmulo de resíduos no tanque do equipamento pulverizador, este deverá ser esvaziado o mais completamente possível, antes do preparo de nova calda herbicida.

Aeronave:

Fazer uma pré-mistura em recipiente apropriado, adicionando a quantidade recomendada de Gulliver® e água. Misturar até obter uma calda homogênea, adicionando nesta fase o óleo mineral emulsionável. Colocar água no reservatório da aeronave até atingir ¾ (três quartos) do volume desejado. Adicionar a pré-mistura de Gulliver® e deixar o agitador ligado até que se forme uma calda homogênea, completando o volume em seguida. Este procedimento também é válido em casos onde a calda é preparada em reservatório separado.

Limpeza do equipamento de pulverização:

Antes da aplicação, certificar-se de que todo o equipamento está limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceder uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de resíduos sólidos. Após aplicação do Gulliver®, lavar o pulverizador procedendo da seguinte maneira:

1. Esvaziar o equipamento de pulverização. Enxaguar completamente o pulverizador e circular água limpa pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Soltar e remover os depósitos visíveis de produto.
2. Completar o pulverizador com água limpa e adicionar amoníaco doméstico (certificar-se de que este produto contenha no mínimo 3% de amônia) na proporção de 1 litro para 100 litros de água (1%). Circular esta solução através dos componentes do equipamento. Desligar a barra e encher o tanque com água limpa. Circular pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circular então pelas mangueiras, barra e bicos. Esvaziar o tanque.
3. Remover e limpar bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
4. Repetir o passo 2.

Limpar tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento de tanque. Tomar todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpar o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descartar os resíduos da limpeza de acordo com a legislação local.


Recomendações para evitar a deriva:
Não permitir que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Seguir as restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores referentes ao equipamento de pulverização e o clima. O aplicador é responsável por considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.
EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR.


Importância do diâmetro de gota:
A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (>150 a 200 µm). A presença de culturas sensíveis nas proximidades, infestação e condições climáticas, podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. APLICAÇÃO DE GOTAS DE DIÂMETROS MAIORES REDUZ O POTENCIAL DE DERIVA, MAS NÃO A PREVINE SE AS APLICAÇÕES FOREM FEITAS DE
MANEIRA IMPRÓPRIA OU SOB CONDIÇÕES AMBIENTAIS DESFAVORÁVEIS! Ver instruções sobre Condições de vento, Temperatura e Umidade e Inversão térmica.


Controlando o diâmetro de gotas - Técnicas Gerais

Volume: usar bicos de vazão maior para aplicar o volume de calda mais alto possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores, de acordo com a pressão de trabalho adotada (ex.: XR Teejet).

Pressão: usar a menor pressão indicada para cada bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura. QUANDO MAIORES VOLUMES FOREM NECESSÁRIOS, USAR BICOS DE VAZÃO MAIOR AO INVÉS DE AUMENTAR A PRESSÃO.

Tipo de bico: usar o tipo apropriado para o tipo de aplicação desejada. Preferencialmente, usar bicos de baixa deriva.

Controlando o diâmetro de gotas - Aplicação aérea

Número de bicos: Usar o menor número de bicos com maior vazão possível, que proporcione uma cobertura uniforme.

Orientação dos bicos: Direcioná-los de maneira que o jato esteja dirigido para trás, paralelo a corrente de ar, o que produzirá gotas maiores que outras orientações.

Tipo de bico: bicos de jato cheio, orientados para trás, produzem gotas maiores que outros tipos.

Comprimento da barra: O comprimento da barra não deve exceder ¾ (três quartos) da asa ou do comprimento do rotor; barras maiores aumentam o potencial de deriva.

Altura de vôo: aplicações a alturas maiores que 4 metros acima da cultura ou do alvo aumentam o potencial de deriva, ao mesmo tempo que vôos muito razantes prejudicam a eficiência da aplicação podendo prejudicar o controle das plantas daninhas.

Altura da barra - Aplicações tratorizadas
Regular a altura da barra para a menor altura possível a fim de obter uma cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos. A barra deve permanecer nivelada com a cultura e com o mínimo de solavancos, observando-se também a adequada sobreposição dos jatos. Preferencialmente, utilizar bicos com ângulo do jato de 110º.

Ventos

O potencial de deriva varia em função da velocidade do vento (ventos com velocidade superior a 10 km/h ou situações em que a ausência de ventos ocasione a inversão térmica, aumentam o potencial de deriva). Muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de equipamento, determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento. NÃO APLICAR SE HOUVER RAJADAS DE VENTOS. NO CASO DE APLICAÇÃO AÉREA NÃO APLICAR EM CONDIÇÕES SEM VENTO.
Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.

Temperatura e umidade

Evitar aplicações em condições extremas de temperatura e umidade. Regular o equipamento para produzir gotas maiores reduzindo o efeito da evaporação.

Inversão térmica

O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com a altitude. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto, se não houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça de uma fonte no solo ou de um gerador de fumaça de avião. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica, enquanto que a fumaça sendo rapidamente dispersada e com movimento ascendente indica um bom movimento vertical do ar.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Arroz irrigado: 15 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Recomenda-se não entrar nas áreas tratadas sem equipamento de proteção individual até que a calda herbicida aplicada esteja seca na superfície das plantas.

LIMITAÇÕES DE USO

• Fitotoxicidade: quando utilizado de acordo com as recomendações da bula, Gulliver® não causa fitotoxicidade à cultura do arroz irrigado.
• Não aplicar em plantas infestantes ou cultura-alvo com “stress” causado, por exemplo, por frio, período de seca, excesso de chuvas, seqüência de dias nublados, etc.
• O melhor horário para aplicação de Gulliver® é pela manhã, até as 10 horas, ou à tarde, a partir das 16 horas, quando as condições climáticas são mais favoráveis ao bom funcionamento do produto.
• Na aplicação de Gulliver® devem ser respeitadas as condições de velocidade do vento inferior a 10 km/h, temperatura entre 15ºC e 25ºC e umidade relativa do ar acima de 70%, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação.
• Não aplicar Gulliver® após o final do perfilhamento do arroz irrigado (30 dias após a emergência da cultura).
• Não aplicar quando houver orvalho ao ponto de escorrimento nas folhas, ou quando elas estiverem excessivamente molhadas pela chuva.
• Não utilizar o produto em desacordo às instruções do rótulo e bula.
• Não aplicar Gulliver® através de sistema de irrigação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo B para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas. GRUPO B HERBICIDA SE HOUVER CONTATO DO PRODUTO COM QUALQUER PARTE DO CORPO, LAVE-A IMEDIATAMENTE E VEJA AS INSTRUÇÕES DE PRIMEIROS SOCORROS.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).
O produto herbicida (Gulliver®) é composto por AZINSULFUROM, inibindo a enzima acetolactato sintase (ALS), responsável pela síntese dos aminoácidos vanila, leucina e isoleucina. A inibição desta enzima interrompe a produção de proteínas, interferindo na divisão celular e levando a planta à morte., pertencente ao Grupo B, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).