Bula Marshal Star - FMC

Bula Marshal Star

acessos
Carbosulfano
11808
FMC

Composição

Carbosulfano 700 g/L Metilcarbamato de benzofuranila

Classificação

Acaricida, Inseticida, Nematicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicudo
(Anthonomus grandis)
1 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura, com no máximo 2 aplicações sequenciais, conforme o monitoramento 60 dias Iniciar a aplicação quando atingir o NC (nível de controle) da praga, conforme estabelecido pelo MIP (Manejo Integrado de Pragas). Recomenda-se realizar a rotação de princípios ativo, bem como o uso de feromonios para monitoramento. Manter a lavoura monitorada e reaplicar conforme a reinfestação
Curuquerê
(Alabama argillacea)
1 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Reaplicar caso necessário. 60 dias Aplicar quando houver uma lagarta de tamanho médio (2cm) por planta e nível de desfolha 10%. Manter a lavoura monitorada e reaplicar conforme a reinfestação
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
1,2 a 1,5 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura conforme o monitoramento 60 dias Iniciar as aplicações baseando-se nos níveis de dano econômico (10% de infestação), quando as lagartas estiverem no máximo no 2° instar. Manter a lavoura monitorada e reaplicar conforme a reinfestação
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
0,2 a 0,4 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura conforme o monitoramento 60 dias Aplicar quando atingir o nível de controle de 3 a 40% de infestação, dependendo da variedade plantada (suscetibilidade a vírus). Manter a lavoura monitorada e reaplicar conforme a reinfestação
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide
(Pratylenchus zeae)
3,5 L p.c./ha 100 L de calda/ha - Aplicação única Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego Aplicar juntamente com a semeadura no sulco de plantio ou fazer uma pulverização em cana soca aplicando o produto dirigido à base da soqueira
Nematóide das galhas
(Meloidogyne incognita)
4 L p.c./ha 100 L de calda/ha - Aplicação única Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego Aplicar juntamente com a semeadura no sulco de plantio ou fazer uma pulverização em cana soca aplicando o produto dirigido à base da soqueira
Nematóide das galhas
(Meloidogyne javanica)
4,5 L p.c./ha 100 L de calda/ha - Aplicação única Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego Aplicar juntamente com a semeadura no sulco de plantio ou fazer uma pulverização em cana soca aplicando o produto dirigido à base da soqueira

Frasco de polietileno de alta densidade: 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; e 3,0 Litros
Lata de folha de flandres e alumínio: 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5; 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 10; 20; e 50 Litros
Bombona de polietileno de alta densidade: 3,0; 3,5; 4,0; 4,5; 5,0; 10; 20; e 50 Litros
Balde de metal: 10; 20; 50; 100; 200; 300; e 400 Litros
Embalagens retornáveis de polietileno de alta densidade ou metal: 100; 200; 300; 400; 500; e 1000 Litros

MARSHAL STAR pode ser aplicado por via terrestre, através de pulverizadores tratorizados. Utilize sempre tecnologias de aplicação que ofereçam boa cobertura das plantas. Siga sempre as boas práticas para aplicação e as recomendações do fabricante do equipamento. Consulte sempre o Engenheiro Agrônomo responsável.
Preparo da Calda: Ao preparar a calda, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para esse fim no item “Dados Relativos à Proteção à Saúde Humana”. Antes de preparar a calda, verifique se o equipamento de aplicação está limpo, bem conservado, regulado e em condições adequadas para realizar a pulverização sem causar riscos à cultura, ao aplicador e ao meio ambiente. Adicione o produto ao tanque do pulverizador quando este estiver com pelo menos ½ de sua capacidade preenchido com água limpa e o sistema de agitação ligado. Complete o volume do tanque do pulverizador com água até atingir o volume de calda recomendado.
Cuidados durante a aplicação: Independente do tipo de equipamento utilizado na pulverização, o sistema de agitação da calda deverá ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação. Fechar a saída da calda da barra do pulverizador durante as paradas e manobras do equipamento aplicador, de forma a evitar a sobreposição da aplicação.
Gerenciamento de deriva: Não permita que o produto atinja culturas vizinhas, a´reas habitadas, leitos de rios e outras fontes de a´gua, criaço~es e a´reas de preservação ambiental. O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva, assim, aplicar com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.

EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR.
Inversão térmica: O potencial de deriva e´ alto durante uma inversão te´rmica. Inversões térmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanece perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação da temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr do sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina no nível do solo. No entanto, se não houver neblina as inversões térmicas podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indica a presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.

EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:
Aplicação Terrestre Classe de gotas: a escolha da classe de gotas depende do tipo de cultura, alvo e tipo de equipamento utilizado na aplicação. Independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva e, portanto, aplique com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência do produto. Verifique as orientações quanto ao Gerenciamento de Deriva e consulte sempre um Engenheiro Agrônomo e as orientações do equipamento de aplicação.
Ponta de pulverização: a seleção da ponta de pulverização (ou outro tipo de elemento gerador de gotas) deverá ser realizada conforme a classe de gota recomendada, assim como os parâmetros operacionais (velocidade, largura da faixa e outros). Use a ponta apropriada para o tipo de aplicação desejada e, principalmente, que proporcione baixo risco de deriva.
Ajuste da barra: ajuste a barra de forma a obter uma distribuição uniforme do produto, de acordo com o desempenho dos elementos geradores de gotas. Todas as pontas da barra deverão ser mantidas à mesma altura em relação ao topo das plantas ou do alvo de deposição. Regule a altura da barra para a menor possível a fim de obter uma cobertura uniforme e reduzir a exposição das gotas à evaporação e ao vento.
Faixa de deposição: utilize distância entre pontas na barra de aplicação de forma a permitir maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou sobreposição.
Faixa de segurança: durante a aplicação, resguarde uma faixa de segurança adequada e segura para as culturas sensíveis. Consulte o Engenheiro Agrônomo responsável pela aplicação.
Pressão: Selecionar a pressão de trabalho do equipamento em função do volume de calda e da classe de gotas.
Condições Climáticas: Deve-se observar as condições climáticas ideais para aplicação, tais como indicado abaixo. Os valores apresentados devem ser sempre as médias durante os tiros de aplicação, e não valores instantâneos:
? Temperatura ambiente abaixo de 30ºC.
? Umidade relativa do ar acima de 50%.
? Velocidade média do vento entre 3 e 10km/hora.
? As aplicações pela manhã (até as 10:00 horas) e à tarde (após as 15:00/16:00 horas) são as mais recomendadas. Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação do Engenheiro Agrônomo. As recomendações para aplicação poderão ser alteradas à critério do Engenheiro Agrônomo responsável, respeitando sempre a legislação vigente na região da aplicação e a especificação do equipamento e tecnologia de aplicação empregada.

LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO: Imediatamente após a aplicação do produto, proceda a limpeza de todo equipamento utilizado. Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza e utilize os equipamentos de proteção individual recomendados para este fim no item “Dados Relativos à Proteção da Saúde Humana”. Não limpe equipamentos próximo à nascente, fontes de água ou plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Municipal, Estadual e Federal vigente na região da aplicação.

INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo entre a última aplicação e a colheita)
Algodão: 60 dias
Cana-de-açúcar: Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Não deve ocorrer a reentrada de pessoas nas culturas antes de 24 horas após aplicação, a mesmo que se use roupa protetora.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. A integração dos métodos de controle cultural, mecânico ou físico, controle biológico e controle químico, juntamente com a adoção das boas práticas agrícolas, visam o melhor equilíbrio do sistema.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. O inseticida MARSHAL STAR pertence ao grupo 1A (inibidores da acetilcolinesterase – metilcarbamato de benzofuranila) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do MARSHAL STAR como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência. Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
. Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 1A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo. . Usar MARSHAL STAR ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
. Aplicações sucessivas de MARSHAL STAR podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicaço~es” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
. Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do MARSHAL STAR, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico metilcarbamato de benzofuranila não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
. Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do MARSHAL STAR ou outros produtos do Grupo 1A quando for necessário;
. Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
. Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
. Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
. Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
. Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).