Bula Naja

acessos
Lactofen
2001
Adama

Composição

Lactofen 240 g/L Éter difenílico

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Seletivo, Pós-emergência
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amendoim bravo
(Euphorbia heterophylla)
0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Apaga fogo
(Alternanthera tenella)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Beldroega
(Portulaca oleracea)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Carrapicho de carneiro
(Acanthospermum hispidum)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Carrapicho rasteiro
(Acanthospermum australe)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Caruru roxo
(Amaranthus hybridus)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Cheirosa
(Hyptis suaveolens)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Corda de viola
(Ipomoea grandifolia)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Erva de touro
(Tridax procumbens)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Erva palha
(Blainvillea latifolia)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Erva quente
(Spermacoce latifolia)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Falsa serralha
(Emilia sonchifolia)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Joá de capote
(Nicandra physaloides)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Malva de espinho
(Malachra fasciata)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Mentrasto
(Ageratum conyzoides)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Nabiça
(Raphanus raphanistrum)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Picão branco
(Galinsoga parviflora)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Picão preto
(Bidens pilosa)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Poaia branca
(Richardia brasiliensis)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
0,5 a 0,7 L p.c./ha 100 L de calda/ha 40 L de calda/ha (aéreo) Única. 84 dias. Pós emergência, ou seja, em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas infestantes quando a cultura estiver do 3 ao 4 trifólio e as plantas infestantes de 2 a 4 folhas

-Frasco metálico de 01 e 2,5 L.
-Frasco plástico de 01; 2,5; 20 e 50 L.
-Bombona plástica de 05 e 10 L.
-Balde metálico de 05; 10; 20 e 50 L.
-Tambor metálico de 100 e 200 L.
-Tambor plástico de 100 e 200 L.
-Tanque portátiJ metálico em aço inoxidável, tipo carreta container, provido de estruturas
metálicas, equipamentos e válvulas de segurança, com volume líquido de 10.000; 15.000 e
20.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO DO PRODUTO: NAJA é um herbicida pós-emergente, seletivo, indicado no sistema de plantio direto e convencional para a cultura da soja.

MECANISMO DE AÇÃO: O mecanismo de ação do NAJA é a inibição da enzima PROTOX ocorrendo acúmulo de Proto IX no cloroplasto e este extravasa (via difusão) para o citoplasma, se oxidando naturalmente formando protoporfirina IX. No citoplasma, protoporfirina IX atua como um composto fotodinâmico e interage com oxigênio (na presença de luz) produzindo radicais de oxigênio (O2), o qual promove peroxidação de lipídios com conseqüente destruição de membranas celulares e posterior morte das plantas. Os sintomas nas plantas sensíveis são caracterizados através do aparecimento manchas brancas ou cloróticas, seguidas de dessecação e necrose em até dois dias após a aplicação. Em geral causam morte rápida das plantas sensíveis, porém a morte por completo ocorre entre 7 a 15 dias após a aplicação. Naja é rapidamente absorvido pelas folhas das plantas, porém não é translocável, agindo, portanto por contato, por isso devem atingir todas as gemas e partes da planta para que não hajam rebrotes ou deficiência no controle.

INÍCIO, NÚMERO E ÉPOCA DE APLICAÇÃO: O herbicida Naja deve ser aplicado em uma única vez sobre a cultura da soja e das plantas daninhas quando a cultura estiver do 3º ao 4º trifólio e as plantas daninhas de 2 a 4 folhas utilizando de 0,5 a 0,7 L/ha e quando as plantas daninhas estiverem de 4 a 6 folhas utilizar a dose de 0,7 L/ha. Para a espécie Euphorbia heterophylla o herbicida Naja deve ser aplicado na dose de 0,7 L/ha, quando a espécie estiver no estádio de 2 a 4 folhas e a densidade ser inferior a 50 plantas/m2.

FORMA DE APLICAÇÃO: O herbicida Naja deve ser aplicado via terrestre ou aérea.

APLICAÇÃO TERRESTRE: Nas aplicações terrestres deve ser utilizado equipamento tratorizado de barra. Aplicação Aérea: Nas aplicações aéreas deve ser utilizado aeronave agrícola Air Tractor AT 401 B, equipado com barra contendo pontas do tipo Spray Suystems D-8, Core 46 e pressão de 30 Lb/pol2, proporcionando um volume de 40 L/ha de calda e com vôo a uma altura de 4,0 m e a velocidade do vento em torno de 6,0 km/hora.

PREPARO DA CALDA: Para o preparo da calda é recomendável a adição de água limpa até atingir 3/4 da capacidade do tanque do equipamento a ser utilizado na pulverização, mantendo a água em constante agitação interna. É também recomendável fazer a pré mistura em recipiente adequado e limpo para posterior introdução no tanque. Após a adição da pré mistura do produto, completar o volume do tanque com água mantendo-a em contínua agitação.

ATENÇÃO: A critério do Engenheiro Agrônomo ou do Técnico habilitado responsável, o uso de outros equipamentos e outras formas de aplicações poderão ser utilizados.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Aplicar em temperaturas que compreendam de 20 a 30oC e com umidade relativa do ar superior a 60%. Evitar aplicações com velocidade dos ventos superiores a 10 km/hora. Na presença de orvalho, principalmente nas primeiras horas da manhã pode aumentar os sintomas de fitotoxicidade. É recomendável verificar se está ocorrendo escorrimento da calda das folhagens e neste caso é recomendável também a redução do volume de calda a ser aplicado.

LIMITAÇÕES DE USO: Quando ocorrer períodos longos de estiagens, poderá ocorrer maior tolerância das plantas daninhas mesmas as suscetíveis, necessitando às vezes do uso das doses maiores. Por outro lado quando após a emergência da cultura e das plantas daninhas ocorrer períodos com chuvas freqüentes todos os dias e permanência de céu nublado, as plantas daninhas poderão tornar-se mais suscetíveis necessitando de doses menores e neste caso sempre associar a dose ao estádio e ao tipo de planta daninha. A cultura da soja também poderá tornar-se mais suscetível à ação fitotóxica do produto, porém, com a posterior recuperação. A presença de chuvas que ocorrerem uma hora após as aplicações não promovem redução da eficiência do produto.

Nas aplicações é importante verificar as adjacências tais como: mananciais de água, culturas ou plantas sensíveis de interesse econômico, lazer, social ou ecológico, animais, residências, escolas, pessoas que por razões diversas estejam nas proximidades

É recomendável análise criteriosa de toda a extensão da propriedade para completo conhecimento da composição da comunidade infestante, tipos, estádios, diversidade e grau de suscetibilidade, tolerância ou resistência, para melhor indicação do herbicida, quanto a dose, e necessidade de mistura com outro herbicida, ou necessidade de aplicações seqüenciais, sendo que na maioria dos casos uma única aplicação é suficiente para promover o controle adequado.

Importante também iniciar as aplicações quando as primeiras áreas estiverem nos estádios mais precoces (2 a 4 folhas), onde poderão ser utilizadas as doses menores e assim poderão ser evitados problemas com as adversidades climáticas ou equipamentos que porventura possam ocorrer, possibilitando portanto melhor adequação dos recursos da propriedade e ainda evitar as aplicações nos estádios em que as plantas daninhas esteja nos estádios próximo ao limite máximo recomendável para a boa eficiência do herbicida.

INTERVALO DE SEGURANÇA PARA A CULTURA INDICADA: Soja: 84 dias.

FITOTOXICIDADE PARA AS CULTURAS RECOMENDADAS: Nos primeiros 10 dias ocorre despigmentação, clorose e enrugamento das nervuras dos folíolos, os quais são reversíveis aos 20 dias. A cultura não pode estar em condições vegetativas precárias, pois poderá ter sua tolerância reduzida.

PRECAUÇÕES GERAIS: Este produto é de uso exclusivo na agricultura contra ervas daninhas; Este produto não deve ser transportado juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas; Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto; Não distribua o produto com as mãos desprotegidas, utilize os Equipamentos de Proteção Individual recomendados; Antes de vestir, certifique-se de que os equipamentos de proteção individual estão limpos e descontaminados; Não utilize equipamentos de proteção individual danificados e/ou defeituosos, bem como, equipamentos de aplicação com vazamentos; Não desentupa bicos, orifícios, tubulações e válvulas com a boca.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA: Use protetor ocular (óculos ou viseira facial): se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Use máscara apropriada (com filtro para partículas e/ou névoas tóxicas cobrindo o nariz e a boca: caso o produto seja inalado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Use luvas de borracha: ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS; Ao abrir a embalagem evite derrames ou a contaminação do equipamento durante o seu abastecimento: use máscara apropriada (com filtro para partículas e/ou névoas tóxicas cobrindo o nariz e a boca, luvas e botas de borracha, macacão com mangas compridas, chapéu de aba larga, protetor ocular (óculos ou viseira facial) e avental impermeável; Não manipule e/ou carregue embalagens danificadas; Mantenha pessoas, principalmente crianças e animais domésticos longe do local de trabalho.

PRECAUÇÕES DURANTE O USO: Aplique somente nas doses recomendadas pelo fabricante; O produto produz neblina, use máscara apropriada (com filtro para partículas e/ou névoas tóxicas de até 6 () cobrindo o nariz e a boca, botas de borracha, macacão com mangas compridas e chapéu de aba larga na aplicação tratorizada, alem desses, use protetor ocular (óculos ou viseira facial), luvas de borracha e avental impermeável na aplicação costal, manual ou motorizada; Não aplique o produto contra o vento e nas horas mais quentes do dia; Se durante a aplicação sentir qualquer sintoma de intoxicação, interrompa imediatamente os trabalhos, saia da área tratada, retire os equipamentos de proteção individual e tome banho com água à temperatura ambiente; Mantenha pessoas, principalmente crianças e animais domésticos longe da área de aplicação.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO DO PRODUTO: Evite o máximo possível, o contato com a área de aplicação; Mantenha as embalagens com sobras de produtos adequadamente fechadas em local seco, trancado e próprio para o armazenamento, longe do alcance de crianças e animais; Não reutilize embalagens vazias, após seu uso e esgotamento (proceder a tríplice lavagem), certifique-se que as embalagens foram inutilizadas e siga as instruções dispostas abaixo; No descarte de rejeitos contaminados utilize os equipamentos de proteção individual indicados no item 2.2; Recolha os rejeitos contaminados e coloquem-os em sacos plásticos, tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados, siga o disposto no item 6; Tome banho e troque de roupa, estas devem ser lavadas separadamente das outras roupas da família ou de uso diário; Os equipamentos de proteção individual contaminados devem ser lavados e/ou limpos e arrumados em local próprio, seco e limpo, aguardando o próximo uso; Mantenha pessoas, principalmente crianças e animais domésticos longe da lavoura, até a secagem completa da calda de aplicação, fora deste período, use os equipamentos de proteção individual dispostos no item 2.2.

MECANISMO DE AÇÃO PARA O SER HUMANO: O composto apresenta uma toxicidade muito baixa em mamíferos e não é bioacumulativo. O seu mecanismo de ação não foi perfeitamente caracterizado pelas informações disponíveis na literatura consultada.

ABSORÇÃO, METABOLIZAÇÃO E EXCREÇÃO: Segundo os resultados obtidos com roedores em laboratório, o composto não é bioacumulativo, os animais testados com doses de (0,1 a 100 mg/Kg) i.v. e (1 a 500 mg/Kg) oral de Lactofen radiomarcado, apresentaram uma média de eliminação constante pelo plasma. Os percentuais mínimos e máximos de excreção pelas fezes e urina, considerando ambas as vias de administração foram de 36 a 74% e de 13 a 50 % respectivamente; o tempo de meia vida apresentou um intervalo de 19,8 a 27,3 hs. As fêmeas demonstraram um declínio mais rápido dos níveis do marcador. A excreção biliar em ratos machos dosados via oral ou i.v. com 1 mg/Kg de Lactofen radiomarcado foi de 28 a 68 %. Após a administração oral, os maiores níveis de Lactofen foram observados no fígado e rins. Os estudos feitos para se verificar se o Lactofen alterou o metabolismo hepático nos ratos, indicaram que o Citocromo P-448 não foi afetado pelo metabolismo do Lactofen. Os dados indicaram que em roedores, 90% da dose absorvida é excretada após sete dias.

EFEITOS AGUDOS (SINTOMAS DE INTOXICAÇÃO): Não devem ser considerados específicos, a ocorrência de irritações na pele, olhos e mucosas, inclusive a respiratória, associadas à confirmação de exposição ao produto, sugerem intoxicação; em doses altas podem ocorrer mal estar, fadiga, tontura, tremores, cefaléia, náuseas, vômitos, dores abdominais e taquipnéia. Também podem ocorrer sinais de lesões hepática e renal e em casos de aspiração, pneumonite química.

EFEITOS CRÔNICOS PARA O SER HUMANO: Não devem ser considerados específicos; exposições intensas podem levar a danos hepáticos e renais. Eventualmente depressão do Sistema Nervoso Central. Os resultados obtidos em um estudo de longo prazo com roedores nas doses de 500 (grupo I), 1000 (grupo II) e 2000 ppm (grupo III), indicaram uma toxicidade sistêmica caracterizada por um decréscimo nos valores do hematócrito e da hemoglobina, por uma diminuição no consumo de alimento e no peso corporal, além de uma leve redução na viabilidade entre machos jovens. Também foi observado um aumento nas médias de peso relativo do fígado e dos rins, bem como, nos níveis da Transaminase Glutâmica Oxalacética e Glutâmica Pirúvica, além da Fosfatase Alcalina do Soro, mais pronunciadas nos animais do grupo III. Não foram observadas evidências aparentes de atividade mutagênica (até 5 mg/placa - teste de Ames ou 712,5 mg/Kg - camundongo), teratogênica (até 100 mg/Kg/dia - ratos), efeitos na reprodução (até 50 ppm - ratos) e do desenvolvimento de lesões neoplásicas (até 2000 ppm - ratos).

EFEITOS COLATERAIS PARA O SER HUMANO: Por não ser de finalidade terapêutica, não há como caracterizar seus efeitos colaterais.

PRIMEIROS SOCORROS: Ingestão: não provoque vômito, procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Olhos: lave-os com água em abundância e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Pele: lave-a com água em abundância e procure o médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto. Inalação: procure local arejado e vá ao médico, levando a embalagem, rótulo, bula ou receituário agronômico do produto.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA: O tratamento é sintomático e deve ser instituído a critério médico; as ocorrências clinicas devem ser tratadas segundo seu surgimento e gravidade, em caso de ingestão, envolve lavagem gástrica, até 1 hora após a exposição e/ou o aparecimento dos sintomas de intoxicação, após este período, proceder como descrito no item Antídoto; e em caso de exposição por contato, envolve a higienização das áreas do corpo do paciente atingidas, dando atenção especial as regiões que sofreram maior depósito ou que podem reter o produto (cabelo, ouvido, axilas, umbigo, unhas e genitais). Avaliações especializadas do trato respiratório, oftalmoscópicas e dermatológicas podem ser requeridas.

ANTÍDOTO: A critério médico, utilizar antídotos de ação ampla, que modifiquem a toxicocinética e/ou a toxicodinâmica do produto, como o Carvão Ativado (adsorção digestiva) e Purgativos Salinos (catarse), monitorando o equilíbrio hidroeletrolítico. Diagnóstico laboratorial: Provas de função hepática e urinária, detecção do produto no vômito coletado ou lavado da pele. Doseamento de resíduos do produto no sangue.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE: Este produto é Altamente Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE I). MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II). Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III). Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV). Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para algas. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas. Não lave embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto. Não execute aplicação aérea de agrotóxico em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de águas para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamento de animais e culturas suscetíveis a danos. Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos de produtos.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONVERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas e ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843; Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Isole e sinalize a área contaminada. Contacte as autoridades locais competentes e a Empresa. Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Em caso de derrame, siga as instruções abaixo: Piso Pavimentado: coloque material absorvente (p.ex. serragem ou terra) sobre o conteúdo derramado e recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso, contate a empresa ou, o distribuidor ou qualquer representante da empresa na região. O produto deverá ser desativado em incinerador apropriado e aprovado pelas autoridades competentes. Lave o local com grande quantidade de água. Solo: retire as camadas de terra contaminadas até atingir o solo não contaminado e adote os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada. Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano e animal e contacte o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicações.

Destinação de resíduos e embalagens: As embalagens rígidas devem ser enxaguadas três vezes (tríplice lavagem) e a calda resultante acrescentada à preparação para pulverização. Não reutilize embalagens. As embalagens devem ser perfuradas de maneira a torná-las inadequadas para outros usos (Obs: exceto em caso de existência de recolhimento das mesmas pela Empresa). Observe as legislações Estadual e Municipal específicas. Fica proibido enterrar embalagens. Consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente. Para desativação de restos de produtos contate a empresa MILENIA AGRO CIÊNCIAS S/A e o Órgão Estadual de Meio Ambiente. A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação e aprovados pelo órgão estadual responsável, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de insetos pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se a praga-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando-se as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) pode-se prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga;
- Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula;
- Em caso de dúvidas, consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo de Resistência a Inseticidas (MRI);
- Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para a orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados. Qualquer agente de controle de insetos pode se tornar menos efetivo ao longo do tempo, se a praga alvo desenvolver algum mecanismo de resistência a ele. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas (IRAC – BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil do inseticida:
- Qualquer produto para controle de pragas, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser usado em gerações consecutivas da praga;
- Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo;
- Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas;
- Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex.: controle cultural, biológico, químico, etc) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.