Bula Oris - Arysta Lifescience

Bula Oris

acessos
Tebuthiuron
4515
Arysta Lifescience

Composição

Amicarbazona 350 g/kg Triazolinona
Tebutiurom 250 g/kg Uréia

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
I - Produto extremamente perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó molhável (WP)
Sistêmico

Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amendoim
(Arachis hypogea)
2 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Capim braquiária
(Brachiaria decumbens)
2 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Capim colonião
(Panicum maximum)
2,5 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Caruru rasteiro
(Amaranthus deflexus)
1,5 a 2 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Corda de viola
(Ipomoea purpurea)
2 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Corda de viola
(Ipomoea quamoclit)
2 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Corda de viola
(Ipomoea grandifolia)
2 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Corda de viola
(Ipomoea nil)
2 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Corda-de-viola
(Merremia aegyptia)
2 a 3 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
1,5 a 2 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Melão de são caetano
(Momordica charantia)
1,5 a 2 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Picão preto
(Bidens pilosa)
1,5 a 2 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca
Serralha
(Sonchus oleraceus)
1,5 a 2 kg p.c./ha 200 L de calda/ha - Única. Não determinado. Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana-planta como no sistema de cana-soca

Saco (plástico, papel, polietileno e metalizado) - 0,1; 0,2; 0,25; 0,5; 1; 2; 2,5; 5; 10; 15; 20; 25 e 50kg;
Saco hidrossolúvel - 0,1;0,2; 0,25; 0,5; 0,6; 1; 1,5; 2; 2,5; 5; 10; 15; 20;25 e 50kg;
Frasco plástico ou metálico - 0,1; 0,2; 0,25; 0,5; 1; 2; 2,5; 5; 10; 15; 20; 25 e 50kg;
Caixa de papelão - 0,1; 0,2; 0,25; 0,5; 1; 2; 2,5; 5; 10; 15; 20;25 e 50kg;
Tambor metálico ou plástico - 20; 25; 50; 100; 200 e 250 kg;
Container metálico ou com estrutura de madeirite naval com bolha de polietileno - 100; 200; 500 e 1.000 kg;
Big-Bag de tecido com proteção impermeável - 100; 200; 500; 1.000; 1.100; 1.200; 1.300; 1.500; 2.000; 5.000 e 10.000Kg.

INSTRUÇÕES DE USO:
PODEROSO é um herbicida sistêmico, aplicado na pré-emergência da cultura e plantas daninhas, constituído da mistura dos ativos amicarbazona + tebutiurom para uso na cultura da cana-de-açúcar, nos sistemas de cultivos denominados cana-planta e cana-soca.
MODO/EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO
Poderoso deve ser pulverizado em área total com equipamentos terrestres com barras equipadas com pontas de pulverização do tipo leque 110.02, 110.03, 80.04 ou outras que quando distanciadas 50 cm entre si e a uma altura de 50 cm do solo possibilitem uma perfeita distribuição produto com um volume de calda de 200 L/ha. Seguir sempre as recomendações do fabricante quanto a pressão de trabalho e tipo de ponta de pulverização. Obs.: consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO
Realizar uma única pulverização em pré-emergência da cultura e das plantas infestantes, tanto no sistema de cana planta como no sistema de cana soca.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Intervalo de Segurança: não determinado devido a modalidade de emprego.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana - ANVISAIMS).
LIMITAÇÕES DE USO:
• È importante evitar nas pulverizações sobreposições do herbicida, pois caso isto ocorra poderá causar um aumento da concentração de PODEROSO acima do recomendado pela Arysta
LifeScience do Brasil, trazendo risco de fitotoxicidade à cultura.
• A tolerância de novas variedades de cana-de-açúcar deve ser determinada antes de se adotar PODEROSO como prática de manejo de plantas daninhas.
• Chuvas extremamente pesadas, após a aplicação, podem resultar num baixo nível de controle e/ou injuria à cultura de cana-de-açúcar.
• Para rotação de cultura, observar o período mínimo de um ano após aplicação do produto.
• Não aplicar com ventos superiores a 6,0 km/h.
• Não aplicar, exceto quando recomendado para o uso em cultura, ou drenar, ou lavar, equipamentos de pulverização sobre ou próximo de plantas ou áreas onde suas raízes possam se estender, ou em locais nos quais o produto químico possa ser levado ou posto em contato com estas raízes.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES. PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO:
PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.
PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Produto extremamente irritante para os olhos.
- Caso, ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar dispersão de poeira.
- Utilize equipamento de Proteção individual - EFI: macacão com tratamento hidro-repelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2 ou P3 quando necessário; óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO.
- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. - Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão com tratamento hidro-repelente com mangas compridas passando por cima do punho das Luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2 (ou P3 quando necessário); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante d produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do
fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão com
tratamento hidro-repelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a
embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
INGESTÃO: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de Lado. Não dê nada para beber ou comer.
OLHOS: Em caso de contato, lave com muita água corrente' durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
PELE: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
INALAÇÃO: Se o produto for inalado ('respirado'), leve a pessoa para um Local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR PRODUTO COMERCIAL PODEROSO

Grupo Químico - Amicarbazona: Triazolinona
Tebutiurom: Ureia
Naftaleno: Hidrocarboneto aromático
Classe toxicológica - Classe 1 - Extremamente Toxico
Vias de absorção - Oral, dermal, inalatória e ocular.
Toxicocinética - Amicarbazona: Após a administração oral em ratos foram recuperados 95% da dose em 72 horas. A maior parte foi recuperada na urina (64%) e excreção fecal (27%) em 24 horas. O metabolismo envolve a desaminação e hidroxilação com eliminação na urina. Os metabólitos hidroxilacios foram encontrados na urina, principalmente, e fezes. Metabólitos conjugados com ácido glicurônico foram encontrados principalmente nas fezes.
Tebutiurom: Em estudos em ratos, camundongos, coelhos, cães e patos, o Tebutiurom foi rapidamente absorvido pela via gastrointestinal e respiratória, rápida e extensivamente metabolizado e excretado principalmente pela urina (84-95%) e em menor proporção pelas fezes (1-31 %), em 72 horas. Foi encontrada excreção biliar em ratos. A maior parte dos metabólitos do Tebutiurorn que são excretados na urina mantém a configuração da ureia e resultam de demetilação na posição 3 e oxidação do grupo dimetiletil. Não houve evidências de bioacumulação.
Naftaleno: Quando inalado é rapidamente absorvido. Cutânea e absorção gastrointestinal são facilitadas quando naftaleno é administrado com óleo ou gordura, respectivamente. O naftaleno émetabolizado primeiro em 1,2-óxido de naftaleno, o qual pode produzir um naftol ou ser convertido pela epóxido hidrolase de trans-1 ,2-dihidro 1,2-dihidroxinaftaleno (trans-1,2- diidrodiol). O grupo hidroxil de 1-naftol pode também ser sulfatados ou glucoronisado. O 1 ,2-dihidrodiol também pode ser convertido em 2-naftol. O epóxido é também um substrato para a glutationa-S-transferase, produzindo conjugados de glutationa, que são eventualmente eliminados como ácidos mercaptúricos. Naftaleno sofre metabolização hepática com excreção renal de metabólitos. Naftaleno e seus metabolitos podem ser retidos
no tecido adiposo.
Mecanismos de Amicarbazona: Mecanismo de toxicidade desconhecido.
toxicidade - Tebutiurom: Mecanismo de toxicidade desconhecido.
Naftaleno: E metabolizado no fígado para alfa-naftol, o qual causa estresse oxidativo e resulta na alteração do ferro da hemoglobina de Fe 2+ para Fe3, culminando em metemoglobinemia. O estresse oxidativo pode causar a dissociação de grupos heme de grupos globinas, precipitando nos eritrócitos e formando os corpos de Heinz e produzindo hemólise.
Os produtos de oxidação de naftaleno podem alcançar os olhos através da corrente sanguínea, onde é formado 1 ,2-naftoquinona que pode reagir com proteínas e outros componentes celulares para formar precipitados insolúveis de cor marrom característica.
O metabolito oxidado alfa-naftol pode acelerara hemólise aguda e metemoglobinemia, particularmente em crianças com deficiência de glicose 6 fosfato desidrogenase.
Sintomas e sinais clínicos - Amicarbazona: causa irritação moderada aos olhos.
Neurotoxicidade: experimentos com camundongos mostram que a
dose de 100 mg/kg de peso corporal causou prejuízo mínimo no SNC
caracterizado por aumento dos tempos de reação a estímulos nociceptivos, redução da força de tração, descoordenação motora, sedação, ptose parcial e um leve efeito anticonvulsivante.
Tebutiurom: pode causar metahemoglobinemia.
Oral: náusea, vômito, dor abdominal e diarreia.
lnalatóría: tosse, taquipnéia, cefaleia.
Ocúlar: conjuntivite.
Naflaleno: A exposição ao naftaleno pode causar anemia hemolítica
resultando em fadiga, agitação, falta de apetite e palidez. A exposição
a grandes quantidades pode causar náusea, vômito, diarreia, icterícia,
hepatomegalia, esplenomegalia, metemoglobinemia, hematúria, coma,
convulsão e morte.
Oral: náusea, vômito, dor abdominal, dor de cabeça, agitação, letargia,
tremores e convulsão.
Dérmica: em indivíduos sensíveis pode causar irritação ou dermatite severa.
inalatória: dor de cabeça, perda de apetite, náusea, hemólise.
Ocular: irritação, dor, conjuntivite e catarata.
Diagnóstico - O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível, devendo ser feito baseado no exame clínico e informações disponíveis. Monitorar metabolitos na urina 1 -naftol ou ácido mercaptúrico para intoxicação com naftaleno.
Tratamento - Antídoto: Não existem antídotos específicos-conhecidos.
Exposição oral: Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 2550 g em crianças de 1-12 anos, e 1 g/Kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado
para 240 mL de água. Administre 5 mL/Kg até 200 mL dê água se o
paciente puder engolir. Trate metemoglobinemia sintomática
(geralmente em rnetemoglobina concentrações acima de 20% a 30%)
com azul de metileno e oxigênio.
Exposição dérmica: remover roupas e acessórios e descontaminar a
pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos com água
corrente e sabão neutro por pelo menos 15 minutos.
Exposição ocular: Lave com água corrente por pelo menos 15 minutos,
mantendo as pálpebras abertas. Evitar que a água da lavagem
contamine o outro olho. Retire lentes de. contato quando for o caso.
Atenção especial para parada respiratória repentina, hipotensão e
arritmias. Manter internação por no mínimo 24 horas após o
desaparecimento dos sintomas.
ADVERTÊNCIA: a pessoa que presta atendimento ao intoxicado,
especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação,
deverá estar protegida por luvas e avental impermeável, de forma a
não se contaminar com o agente tóxico.
Contraindicação - O vômito é contraindicado em razão do risco potencial de aspiração e
pneumonite química.
Efeitos Sinérgico - Não são conhecidos efeitos sinérgicos com outras substâncias.
ATENÇÃO As Intoxicações por Agrotóxicos e Afins estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação Compulsória.
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação

(SINAN/MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800 0141 149
Empresa: Arysta LifeScience do Brasil Ind. Quim. e Agropec. Ltda.

Mecanismo de Ação, Absorção e Excreção para Animais de Laboratório Vide item Toxicocinética.
Efeitos Agudos e Crônicos para Animais de Laboratório
Efeitos Agudos:
DL50 oral: >300-200 mg/kg P.C.
DL50 dérmica: >2000 mg/kg p.c. (sólido)
• CL50 Inalatória: não determinada em função das características físico-químicas do produto.
• Irritação Dérmica: pouco irritante. Os sinais de irritação desapareceram após 24 horas.
• Irritação Ocular: produziu opacidade na córnea e irritação reversível em até 14 dias
• Sensibilização cutânea: O produto não é sensibilizante.
Efeitos crônicos:
Amicarbazona: Em ratos, o. tratamento oral por 13 semanas, foram observados diminuição do peso corpóreo, do consumo de alimento, aumento do peso do fígado e colesterol. Na tireoide foram observados aumento na atividade T4 e T3. No baço foi observado o aumento de hemossiderina. Parâmetros hematológicos mostraram diminuição de hemoglobina e hematócrito.
Em estudos crônicos com ratos alimentados com a substância foram observados diminuição do peso corpóreo e hematócrito, além de pigmentação de hemossiderina no baço.
Estudos crônicos (24 meses) em ratos mostraram diminuição no peso corpóreo (9 a 23%). Mortalidade, sinais clínicos ou oftalmológicos, consumo de alimento, hematologia, ensaios químicos clínicos, análise de urina e achados macroscópicos e microscópicos não foram afetados pelo tratamento.
Estudos crônicos em camundongos mostraram, na dose de 709,0/806,3 mg/kg/dia para machos e fêmeas, respectivamente, diminuição no peso (3-5%) e diminuição no ganho de peso (14-22%) em ambos os sexos. Aos 18 meses de estudo foi notado anemia subclínica nos machos tratados, diminuição do hematócrito, aumento na distribuição da largura de distribuição de glóbulos vermelhos, aumento de reticulócitos e pigmentação de hemossiderina no baço.
Efeitos sobre a toxicidade reprodutiva e desenvolvimento foram estudados em coelhos na dose d e70 mg/Kg/dia. Foram observados diminuição no consumo de água e alimentos, no peso corpóreo e no peso fetal. Além de espessamento das costelas (sexta e sétima) e ossificação incompleta da 13a vértebra caudal. Tebutiurom: em estudo com ratos alimentados com febutiurom por 90 dias foram observados redução no peso corpóreo, aumento no peso relativo do fígado, rins e gônadas, macho apresentaram aumentos no peso relativo do baço e próstata. Estudos de desenvolvimento e reprodução em ratos mostraram diminuição na eficiência de utilização alimentar da geração F1 durante o tratamento em animais tratados com 28 mg/kg de peso corporal/dia. Em coelhos foram observados diminuição no peso dos fetos em animais tratados com 25 mg/kg de peso corporal/dia.
Naftaleno: Exposições repetidas de vapores de naftaleno podem resultar em ulceração da córnea e catarata. Em ratos e camundongos se mostrou cancerígeno, causando adenoma no epitélio respiratório na cavidade nasal de camundongos machos e neuroblastoma no epitélio olfatório de ratos fêmeas.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:
1- PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
[ ]- Este produto é:
[X] - ALTAMENTE PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE I).
[ ]- Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II).
[ ]- Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III).
[ ]- Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV).
- Este produto é ALTAMENTE MOVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir, principalmente, águas subterrâneas.
- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para algas.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água.
- Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
2- INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3-INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa Arysta LifeScience do Brasil Ltda. - telefone de emergência: (OXX15) 3292-1161.
- Utilize o equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de PVC, óculos protetor e máscara com filtro)
- Em caso de derrame siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: recolha o material com o auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4- PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAQAO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPROPRIOS PB& UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RIGIDA LAVÁVEL LAVAGEM DA EMBALAGEM:

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPls- Equipamento de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.
Tríplice lavagem (lavagem manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos;
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica perfurando o fundo.
Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; - Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos; - A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente Para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em (oca( coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto no tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM FLEXÍVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o termino do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamento, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

EMBALAGEM SECUNDARIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇAO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXJCOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA
O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele resistentes.
Como prática de manejo e resistência de plantas infestantes deverão ser aplicados herbicidas com diferentes mecanismos de ação, devidamente registrados para a cultura. Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.
Até a presente data, não existe nenhum relato de biótipo naturalmente resistente ao PODEROSO (amicarbazona+tebutiurom), que anteriormente era controlado com eficiência nas doses indicadas.
Há espécies naturalmente mais tolerantes ao herbicida. Solicita-se que, quando ocorrer suspeita de baixa eficácia de PODEROSO, nas doses recomendadas para o controle de qualquer planta daninha que esteja mencionada como espécie sensível recomendada na bula do produto, imediatamente contatar a Arysta LifeScience do Brasil.