Bula Picloram Nortox 240 SL - Nortox

Bula Picloram Nortox 240 SL

acessos
Picloram
11618
Nortox

Composição

Equivalente Ácido de Picloram 240 g/L Ácido piridinocarboxílico
Picloram 388 g/L Ácido piridinocarboxílico

Classificação

Herbicida
IV - Pouco tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Seletivo, Sistêmico

Arroz Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amendoim bravo
(Euphorbia heterophylla)
0,3 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. 90 dias. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, entre o perfilhamento e a fase de emborrachamento da cultura, com as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas
Angiquinho
(Aeschynomene rudis)
0,2 a 0,3 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. 90 dias. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, entre o perfilhamento e a fase de emborrachamento da cultura, com as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas
Caruru roxo
(Amaranthus hybridus)
0,2 a 0,3 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. 90 dias. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, entre o perfilhamento e a fase de emborrachamento da cultura, com as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas
Catirina
(Hyptis lophanta)
0,2 a 0,3 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. 90 dias. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, entre o perfilhamento e a fase de emborrachamento da cultura, com as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas
Joá de capote
(Physalis angulata)
0,3 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. 90 dias. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, entre o perfilhamento e a fase de emborrachamento da cultura, com as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas
Losna branca
(Parthenium hysterophorus)
0,3 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. 90 dias. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, entre o perfilhamento e a fase de emborrachamento da cultura, com as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas
Picão preto
(Bidens pilosa)
0,1 a 0,3 L p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 40 L de calda/ha (aéreo) Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. 90 dias. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, entre o perfilhamento e a fase de emborrachamento da cultura, com as plantas daninhas no estádio de até 4 folhas
Pastagens Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amarelinho
(Tecoma stans)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Arranha gato
(Acacia plumosa)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Assa peixe
(Vernonia polyanthes)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Ciganinha
(Memora peregrina)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Espinho agulha
(Barnadesia rosea)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Goiabinha
(Psidium guineense)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Jacarandá de espinho
(Machaerium aculeatum)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Leiteiro
(Peschiera fuchsiaefolia)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Maria Mole
(Senecio brasiliensis)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo
Unha de vaca
(Bauhinia variegata)
1 a 2 L p.c./ha 200 L de calda/ha - Realizar uma aplicação durante a safra da cultura. Não determinado. A aplicação deve ser feita em pós-emergência, quando as plantas daninhas estiverem em pleno desenvolvimento vegetativo

1.5 – MODO DE APLICAÇÃO:

PREPARO DE CALDA:

Recomenda-se o preparo da quantidade necessária de calda para uma aplicação. Para preparar melhor a calda, coloque a dose indicada de PICLORAM NORTOX 240 SL no pulverizador com água até ¾ de sua capacidade e em seguida complete o volume agitando constantemente, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento. A agitação deve ser constante durante a preparação da calda e aplicação do produto. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação. Aplique de imediato sobre as plantas daninhas. No caso de aplicação do produto em tocos, adicionar corante para melhor visualização dos tocos tratados.

APLICAÇÃO TERRESTRE

Arroz: Pulverizar a calda sobre a folhagem das plantas daninhas de maneira uniforme em toda a área. Utilizar pulverizador tratorizado com barra, bicos tipo leque (Teejet XR 110.02), pressão de trabalho de 45 lb/pol² e volume de calda de 200 L/ha. Sempre procurar trabalhar com gotas de classe média, grossa ou muito grossa (médias 217?m - 354?m, grossa 354 ?m – 464?m e muito grossa > 465 ?m) e densidade de gotas de 30 gotas/cm2.

Pastagens: A aplicação deve ser dirigida ao topo do caule das plantas daninhas (toco), imediatamente após serem roçadas, molhando-se o toco com o produto PICLORAM NORTOX 240 SL até o escorrimento e evitando-se atingir a pastagem. Nos caules mais grossos o toco cortado deve ser rachado em cruz, para melhor absorção do produto. Utilizar pulverizador costal manual de bico cônico de jato cheio.
Recomenda-se utilizar vazão de calda de até 200 L/ha.
Na pulverização utilize técnicas que proporcionem maior cobertura. Consulte um Engenheiro Agrônomo.

APLICAÇÃO ÁEREA

Indicado para cultura do arroz.

Utilizar aeronave agrícola registrada pelo MAPA e homologada para operações aero agrícolas pela ANAC.
A altura de voo não deve ultrapassar 4,0 m, para evitar problemas com deriva, a altura ideal é de 2 a 3 m acima do alvo, desde que garanta a segurança do voo. Deve-se utilizar gotas de classe Grossa – C.
O número de bicos utilizados deve ser o menor número de bicos com maior vazão possível que proporcione uma cobertura uniforme, os mesmos devem ser escolhidos de acordo com a classe de gotas recomendada acima, sendo que devem orientados de maneira que o jato esteja dirigido para trás, no sentido paralelo a corrente de ar.
A vazão deve ser de 20 a 40 L de calda/ha em aplicação aérea, com uso de barra ou atomizador rotativo “micronair”.
Na pulverização utilize técnicas que proporcionem maior cobertura. Consulte um Engenheiro Agrônomo.
Nota: Sempre verificar o risco de atingir culturas econômicas sensíveis a herbicidas por deriva

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS PARA APLICAÇÃO TERRESTRE E AÉREA:

As condições climáticas mais favoráveis para pulverização, utilizando equipamentos adequados são:
- Umidade relativa do ar: mínimo 60%; máximo 95%;
- Velocidade do vento: mínimo - 2 km/hora; máximo – 10 km/hora;
- Temperatura: entre 20 a 30ºC ideal;
Caso haja a presença de orvalho, não há restrições nas aplicações com aviões, porém deve-se evitar aplicações com máquinas terrestres.

RECOMENDAÇÕES DE BOAS PRÁTICAS DE APLICAÇÃO:

Evitar as condições de inversão térmica
Deve-se evitar aplicação com excesso de velocidade, excesso de pressão, excesso de altura das barras ou aeronave.
Ajustar o tamanho de gotas às condições ambientais, alterando o ângulo relativo dos bicos hidráulicos ou o ângulo das pás do “micronair”.
Os volumes de aplicação e tamanho de gotas maiores são indicados quando as condições ambientais estão próximas dos limites recomendados. Já para lavouras com densa massa foliar, recomendam-se gotas menores e volumes maiores.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores, porém independentemente do equipamento utilizado para a pulverização, o tamanho de gostas é um dos fatores mais importantes para se evitar a deriva. O tamanho de gotas a ser utilizado deve ser o maior possível, sem prejudicar a boa cobertura da cultura e eficiência.
Fatores como tamanho de gotas, pressão de trabalho, velocidade do vento, umidade e temperatura devem ser avaliados pelo aplicador, quando da decisão de aplicar.
Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinquenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes às atividades aeroagrícolas.

LIMPEZA DE TANQUE:

Logo após o uso, limpar completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos/ culturas.
Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações abaixo: Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque. Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema e deixando esgotar pela barra através das pontas utilizadas. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque.
Para pulverizadores terrestres, a água de enxague deve ser descartada na própria área aplicada.
Para aeronaves, efetuar a limpeza e descarte em local adequado. Encher novamente o tanque com água limpa e agregar uma solução para limpeza de tanque na quantidade indicada pelo fabricante.
Manter o sistema de agitação acionado por no mínimo 15 minutos. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros, capas e filtros de linha quando existentes e colocá-los em recipiente com água limpa e solução para limpeza de tanque. Realizar a terceira lavagem com água limpa e deixando esgotar pela barra.
1.6 - INTERVALO DE SEGURANÇA:

Arroz e Arroz irrigado: 90 dias;
Pastagens: Intervalo de segurança não determinado.

1.7 - INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

1.8 - LIMITAÇÕES DE USO:

Para pastagens: manter um intervalo de 07 dias entre a última aplicação e o pastoreio.
Culturas sensíveis a esse: algodão, tomate, batata, feijão, soja, café, eucalipto, hortaliças, flores e outras espécies úteis sensíveis a herbicidas hormonais.
Evitar que o produto atinja diretamente ou por deriva as culturas sensíveis citadas anteriormente.
Não utilizar para aplicação de outros agrotóxicos em culturas sensíveis o mesmo pulverizador utilizado para aplicação do herbicida PICLORAM NORTOX 240 SL.

1.9 - INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:

VIDE DADOS RELATIVOS A PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA.

1.10 - INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:

Vide modo de Aplicação

1.11 - DESCRIÇÃO DOS PROCESSOS DE TRÍPLICE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

1.12 - INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILIZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

1.13 - INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA A DEVOLUÇÃO E DESTINAÇÃO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS OU EM DESUSO:

VIDE DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE PLANTAS DANINHAS:

A rotação de culturas pode permitir também rotação nos métodos de controle das plantas infestantes que ocorrem na área. Além do uso de herbicidas, outros métodos são utilizados dentro de um manejo integrado de plantas infestantes, sendo eles o controle manual, o controle mecânico, através de roçadas ou cultivadores, a rotação de culturas e a dessecação da área antes do plantio os mais utilizados e eficazes.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA A HERBICIDAS:

PICLORAM NORTOX 240 SL é um herbicida que apresenta rápida absorção foliar e possui translocação apossimplástica, movendo-se livremente pelo xilema e floema. Este produto com base de ingrediente ativo Picloram pertence as auxinas sintéticas (mimetizadores de auxina), do grupo do Ácido piridinocarboxílico (Grupo O), segundo classificação internacional do HRAC (Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas a Herbicidas).
O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo.
Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
- Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos
Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).