Bula Pirephos EC - Sumitomo

Bula Pirephos EC

CI
Fenitrotiona; Esfenvalerato
10598
Sumitomo

Composição

Fenitrotiona 800 g/L
Esfenvalerato 40 g/L

Classificação

Terrestre
Inseticida
3 - Produto Moderadamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Frasco plástico para 1 litro; bombonas plástica para 5 litros; balde metálico para 20 litros; tambor metálico para 200 litros.

INSTRUÇÕES DE USO

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Época(s) de Aplicação:

Os tratamentos devem ser iniciados logo no início da infestação das pragas, devendo aplicar o PIREPHOS EC intercalando-se com outros inseticidas de modo de ação diferentes, para adequar ao programa de manejo de produtos, com o objetivo de evitar a resistência dos insetos pragas.

Frequência de Aplicação:

- Na cultura do Algodão: Bicudo (Anthonomus grandis): Iniciar as aplicações assim que observar o aparecimento dos primeiros insetos adultos na lavoura. No caso de reinfestação, repetir os tratamentos, sempre que atingir de 2 a 5% de ataque nos botões florais, procurando assegurar o volume de aplicação de 200 ~ 400 L/ha de calda.

- Cebola: Realizar até 2 (duas) aplicações com intervalo semanal, utilizando-se volume de calda de 1.000 L/ha.

- Crisântemo: Recomenda-se fazer de 1 a 2 aplicações com intervalo de 7 a 10 dias, utilizando-se volume de 1.000 litros de calda/ha.

- Soja: Recomenda-se realizar de 2 aplicações, no início da infestação dos percevejos, utilizando-se o volume de calda de 150 a 200 litros/ha.

MODO DE APLICAÇÃO

Forma(s) de Aplicação: PIREPHOS EC deve ser aplicado em pulverização via terrestre utilizando-se pulverizador tratorizado, munido de bicos adequados.
Em caso de aplicação com pulverizador de barra, usar bicos cônicos tipo D2, D3 ou equivalentes, com pressão de 80-150 lbs/pol². A altura da barra deve estar de 30 a 50 cm do topo das plantas e a distância entre bicos deve ser de 30 a 50 cm. Usando-se outros tipos de equipamentos, procurar obter uma aplicação com cobertura uniforme de toda a parte aérea das plantas. Com relação às condições climáticas deve-se procurar aplicar nos horários mais frescos do dia, evitando ventos acima de 10 km/h, temperaturas superiores à 30°C e umidade relativa do ar inferior a 70%, visando reduzir ao mínimo as perdas por deriva e evaporação.
Aplicar PIREPHOS EC na forma de pulverizações, dando uma cobertura uniforme sobre todas as partes das culturas.
O sistema de agitação no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.

INTERVALO DE SEGURANÇA

- Algodão: 21 dias
- Cebola: 14 dias
- Crisântemo: Uso não alimentar
- Soja: 07 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

48 horas após a aplicação. Caso haja necessidade de reentrar nas lavouras ou áreas tratadas antes deste período, usar macacão de mangas compridas, luvas e botas.

LIMITAÇÕES DE USO

- Fitotoxicidade: Não há, para as culturas indicadas e nas dosagens recomendadas.
- Outras Restrições: Não há.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. O inseticida PIREPHOS EC pertence aos Grupos 1B (inibidores da acetilcolinesterase - Organofosforados) e 3A (moduladores de canais de sódio - Piretroides e Piretrinas) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do PIREPHOS EC como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência: Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto dos Grupos 1B e 3A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar PIREPHOS EC ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de PIREPHOS EC podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do PIREPHOS EC, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas dos Grupos 1B e 3A não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do PIREPHOS EC ou outros produtos dos Grupos 1B e 3A quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).