Bula Potomac

CI
Ametrina
27921
Oxon

Composição

Ametrina 500 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Herbicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Seletivo, Sistêmico

Tipo: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 5 - 20 L

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 1 L

Tipo: Galão
Material: Plástico
Capacidade: 5 - 20 L

Tipo: Tambor
Material: Plástico
Capacidade: 50 - 200 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um herbicida seletivo recomendado para o controle em pré e pós-emergência das plantas infestantes nas culturas de cana-de-açúcar e milho. POTOMAC caracteriza-se por controlar plantas infestantes anuais de folhas largas e estreitas, que aliado à seletividade nas culturas indicadas.

MODO DE APLICAÇÃO

A dose recomendada deve ser diluída em água e aplicada na forma de pulverização, com uso de equipamentos terrestres, na cana-de-açúcar poderá ser aplicado por pulverização aérea. Em qualquer tipo de aplicação procurar obter uma boa distribuição da calda sobre a área.

Aplicação terrestre

Para aplicações terrestres são utilizados pulverizadores costais (manual ou pressurizado) e pulverizadores tratorizados com barra ou autopropelido. Utilizar pontas de pulverização (bicos) do tipo leque que proporcionem uma vazão adequada. Utilizar equipamentos e pressão de trabalho que proporcionem tamanhos de gotas que produzam pouca deriva, recomenda-se com os seguintes parâmetros:
Tamanho de gota: médias a grandes (acima de 300µ);
Volume de cada: 200 a 400 L/ha de calda;
Pressão: 40 a 60 lb/pol²;
Densidade de gotas: mínimo de 20 gotas/cm²;
Tipo de bico: tipo leque (Teejet - 80.03; 80.04; 110.03; 110.04 ou similares).

Aplicação aérea

Para aplicações aéreas são utilizadas aeronaves agrícolas equipadas com barras contendo pontas de pulverização (bicos) e/ou atomizador rotativos (micronair), recomenda-se os seguintes parâmetros:
Tamanho de gota: médias a grandes (acima de 300 ?);
Volume de aplicação: 40-60 L/ha de calda;
Densidade de gota: 20 gotas/cm²;
Tipo de bico: 80.15 a 80.20;
Altura de voo: altura do voo depende das características da aeronave, das condições da área alvo, em especial da altura da vegetação e dos obstáculos ao voo, do diâmetro das gotas e das condições atmosféricas, em especial temperatura, vento e umidade relativa do ar. Como regra geral, a altura de voo situa-se entre 2 a 4 metros acima da vegetação a controlar, sendo maior quanto maior o porte da aeronave;
Largura da faixa de deposição efetiva: 12 a 15 m;

Condições climáticas

Deve-se observar as condições climáticas ideais para pulverização, tais como:
- Umidade relativa do ar: mínima de 55%;
- Velocidade do vento: 3 a 10 km/h;
- Temperatura ambiente: máxima de 27ºC.

Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.

Preparo da calda: Para o preparo da calda de pulverização, despejar a dose recomendada do produto diretamente no tanque do pulverizador, com pelo menos 1/4 do volume e o sistema de agitação ligado. Em seguida, completar o volume com o sistema de agitação ainda em funcionamento.

Fatores relacionados à aplicação em pré-emergência

Preparação do solo

Cana-planta

O bom preparo do solo através de aração, gradeação e nivelamento superficial para eliminar os torrões são as mais apropriadas para o processo de plantio e aplicação do herbicida.

Cana-soca

Os preparativos para aplicação do herbicida consistem nas operações efetuadas após o corte da cana, através de enleiramento da palha, cultivo e adubação da soqueira. Umidade do solo: O solo deve estar úmido durante a aplicação, o que assegura melhor ação do produto. A ocorrência de chuvas normais após a aplicação ou a irrigação da área tratada com o produto, promove a incorporação na camada superficial favorecendo sua pronta atividade.

Fatores relacionados a aplicação em pós-emergência

Plantas infestantes e seu estádio de controle

Para assegurar o pleno controle das plantas infestantes na pós-emergência, se deve observar as espécies indicadas e os respectivos estádios de desenvolvimento indicados nas recomendações de uso. Dentre as espécies de invasoras, o Capim-marmelada (Brachiaria plantaginea) e as folhas largas (dicotiledôneas) são bastante sensíveis na pós-emergência, mesmo nos estádios mais avançados de desenvolvimento.

INTERVALO DE REENTRADA DAS PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

- Produto de uso exclusivamente agrícola;
- Não deve ser aplicado em solos mal preparados e secos;
- Nos tratamentos pós-emergentes não aplicar o produto em dias chuvosos pois para o pleno funcionamento é necessário um período aproximado de 6 horas sem chuvas ou irrigação após a pulverização;
- Aplicação em pós-emergência deve aguardar pelo menos 6 horas de estiagem (chuvas ou irrigação);
- Não aplicar nas lavouras de milho jovem, devendo aguardar até que atinja o porte aproximado de 40 a 50 cm quando o milho se torna tolerante ao produto e a aplicação dirigida nas entrelinhas se torna viável;
- Nos canaviais desenvolvidos apresentando plantas com porte superior a 40-50 cm evitar aplicações em área total. Optar de preferência pela aplicação dirigida com uso de pingentes, pois o efeito guarda-chuva das.folhagens afetará no controle das invasoras;
- Não utilizar para o controle de capim-colchão, capim-colonião e braquiária na pós-emergência tardia, devido à tolerância destas espécies ao produto neste estádio de desenvolvimento;
- Não aplicar com ventos superiores a 10,0 km/hora para não promover deriva para regiões vizinhas;
- Evitar aplicar o produto sobre plantas excessivamente molhadas por chuvas ou orvalho.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de plantas daninhas (ex. controle manual, como roçadas, capinas, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Plantas Daninhas, quando disponível.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas infestantes e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
- Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C1 para o controle do mesmo alvo, quando apropriado;
- Adotar outras práticas de controle de plantas infestantes seguindo as boas práticas agrícolas;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas infestantes devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO C1 HERBICIDA

O produto herbicida é composto por atrazina, que apresenta mecanismo de ação inibição da fotossíntese no fotossistema II, pertencente ao Grupo C1, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).




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