Bula Record

acessos
Clorpirifós
10613
Helm

Composição

Clorpirifós 480 g/L Organofosforado

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
I - Produto extremamente perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
0,5 L p.c./ha 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura, com intervalos de 7 dias a 14 dias 21 dias Aplicar quando houver 2 lagartas/planta
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta rosca
(Agrotis ipsilon)
1,25 L p.c./ha 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 3 aplicações durante o ciclo da cultura com intervalo de 7 dias 21 dias Aplicar aos primeiros sinais de infestação da lagarta-rosca, com plantas cortadas junto ao solo
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Bicho mineiro
(Leucoptera coffeella)
1,2 a 1,25 L p.c./ha 500 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura com intervalo de 30 dias 21 dias Aplicar quando 20% das folhas estiverem atacadas
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cochonilha pardinha
(Selenaspidus articulatus)
100 a 150 mL p.c./100L água 2000 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por safra com intervalo de 15 dias 21 dias Aplicar no início do aparecimento da praga
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha verde
(Empoasca kraemeri)
0,8 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por safra com intervalo de 15 dias 25 dias Aplicar no início da infestação
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
1 a 1,25 L p.c./ha 200 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações por safra com intervalo de 15 dias 25 dias Aplicar no início da infestação
Maçã Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta enroladeira
(Bonagota cranaodes)
100 a 150 mL p.c./100L água 700 a 1000 L de calda/ha - Fazer no máximo 3 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 2 a 3 semanas 14 dias Aplicar no início da infestação, reaplicando quando necessário
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
0,4 a 0,6 L p.c./ha 300 a 400 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura com intervalo de 10 dias 21 dias Aplicar no aparecimento da praga no período após a germinação até 60-70 dias da cultura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca das axilas
(Epinotia aporema)
0,8 L p.c./ha 300 L de calda/ha - Realizar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 10 dias 21 dias Aplicar quando 20% das plantas estiverem com ponteiros ou meristemas atacados
Tomate rasteiro Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Larva minadora
(Liriomyza huidobrensis)
1 a 1,5 L p.c./ha 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações com intervalos de 7 dias 21 dias Aplicar assim que observar os primeiros sintomas de infestação das pragas
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações com intervalos de 7 dias 21 dias Aplicar assim que observar os primeiros sintomas de infestação das pragas
Pulgão das solanáceas
(Macrosiphum euphorbiae)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações com intervalos de 7 dias 21 dias Aplicar assim que observar os primeiros sintomas de infestação das pragas
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 mL p.c./100L água 800 a 1000 L de calda/ha - Realizar no máximo 4 aplicações com intervalos de 7 dias 21 dias Aplicar assim que observar os primeiros sintomas de infestação das pragas

Frasco - 1L - Polietileno de alta densidade
Frasco - 5L - Polietileno de alta densidade
Bombona - 10L - Polietileno de alta densidade
Bombona - 20L - Polietileno de alta densidade

MODO DE APLICAÇÃO:

Aplicação terrestre através de pulverização da calda na parte aérea da planta, visando cobrir uniformemente caules, folhas e/ou frutos.
EQUIPAMENTOS:

PARA CULTURAS EM GERAL: Aplicar através de equipamentos tratorizados com barra
equipada com pontas JA2 ou similares (exceto para lagarta do cartucho em milho, onde se
recomenda bico leque série 80.03 ou 80.04 sobre a linha da cultura) procurando obter gotas de pulverização com tamanho de 100 a 400 micra e, densidade mínima de 40 gotas/cm2.
PARA AS CULTURAS DE CAFÉ, CITROS, MAÇÃ E TOMATE: Aplicar através de equipamentos
pulverizadores ou atomizadores tratorizados, adequados ao porte das culturas, visando obter uma
boa cobertura de pulverização das plantas. Para obter maiores informações visando melhor cobertura de pulverização das plantas, consulte um Engenheiro Agrônomo.
Preparo da calda: agitar bem a embalagem do produto antes de colocar no tanque de aplicação.
Primeiro adicionar água limpa no tanque até a metade, em seguida colocar o produto na
quantidade adequada conforme controle a ser realizado (cultura/alvo), completando com água limpa até a quantidade de calda estabelecida para a aplicação.
Volumes de calda: Algodão, Batata e Soja = 300 L/ha; Citros = 2.000 L/ha; Feijão = 200 a 400 L/ha; Maçã = 700 — 1000 L/ha; Milho = 300 a 400 L/ha; e Tomate = 800 a 1.000 L/ha.
Condições de aplicação: Velocidade de Aplicação: 4,5 km/h; Pressão: Utilizar a pressão adequada para proporcionar as vazões acima, de acordo com a recomendação do fabricante das
pontas utilizadas. Realizar as aplicações nas horas mais frescas do dia, ou seja, no início da manhã ou final da tarde. Temperatura: < 30°C; Umidade Relativa: > 50%.
Outros equipamentos sugeridos para aplicação: aeronave agrícola equipada com GPS e barra ou "micronair" e, através de equipamentos de irrigação tipo pivot central.

É PROIBIDA A APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO COSTAL.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Cultura Intervalo de Segurança
Algodão 21 dias
Batata 21 dias
Citros 21 dias
Feijão 25 dias
Maçã 14 dias
Milho 21 dias
Soja 21 dias
Tomate 21 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saude Humana ANVISA/MS)
LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade: O produto não é fitotóxico para as conforme instruções de uso e doses recomendadas.
Compatibilidade: Não são conhecidos casos de incompatibilidade com outros produtos para tratamento fitossanitário.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO. PRECAUÇÕES GERAIS:

- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na
seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

- Produto extremamente irritante para os olhos
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas
em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência. - Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:

- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia. - Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo e segurança
(intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:

- Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao _ lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens, utilize equipamentos de proteção individual — EPI:
macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS:

Procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receiturário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer..
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeável, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR CLORPIRIFOS CLORPIRIFOS +TRIMETILBENZENO + SULFONATO

ALQUILBENZENO

Vias de Exposição: Dérmica, inalatória, oral e ocular.
Toxicocinética: Clorpirifós foi absorvido pelas vias dérmica, inalatória e oral, favorecido pelos solventes presentes na formulação. A absorção cutânea foi maior em temperaturas elevadas ou com lesões na pele. Teve ampla distribuição, mas sem bioacumulação. Foi metabolizado no fígado, formando produtos menos tóxicos e mais polares. A eliminação ocorreu principalmente através da urina (90%) e das fezes, sendo que 80 a 90% da dose absorvida foi eliminada em 48 horas. Uma pequena proporção foi eliminada inalterada na urina, junto com suas formas ativas (oxons). A meia-vida de Clorpirifós em voluntários humanos foi de 15,5 h (via oral) e de 30 h (via dérmica).
Mecanismo de toxicidade: O mecanismo de ação é por inibição da enzima Acetilcolinesterase medianté fosforilação, o que impede a inativação do neurotransmissor acetilcolina (ACh), permitindo assim, sua ação mais intensa e prolongada nas sinapses nervosas (superestimulação colinérgica). Isso leva a efeitos muscarínicos (sistema nervoso parassimpático), nicotínicos (sistema nervoso simpático e motor) e no sistema nervoso central (SNC). A duração dos efeitos é determinada pelas propriedades do produto (solubilidade em lipídeo, estabilidade da união à acetilcolinesterase e se o envelhecimento da enzima já ocorreu). A inibição da Ach é feita no início por uma ligação iônica temporária, mas a enzima é gradativamente fosforilada por uma ligação covalente, em 24 a 48 horas ("envelhecimento da enzima") e quando isso ocorre, a enzima não mais se regenera, desaparecendo os sintomas. Recentes estudos sugererb que a exposição ao Clorpirifós produz uma diminuição progressiva na capacidade neuronal, associada à alteração da síntese e/ou função dos microtúbulos, afetando as proteínas associadas aos microtúbulos (microtubule-associated proteins — MAP), fundamentais para a divisão celular e manutenção da estrutura celular.
Sintomas e Sinais Clínicos: Toxicidade Aguda: os efeitos podem ocorrer minutos a horas após a exposição. Efeitos sistêmicos podem aparecer minutos após a inalação de vapores/aerossóis. Os sintomas mais importantes são os que afetam o SNC e duram entre 24-48h. Não é sensibilizante.
Grupos de risco: <18 anos, grávidas, etilistas, portadores de doenças do SNC, psiquiátricas, endócrinas, pulmonares, hepáticas, renais, gastrointestinais e oftálmicas, quando contra-indicada exposição a químicos e risco de elevada exposição.
Quadro de manifestações clínicas, segundo local afetado e tipo de receptor Alvo Sítios afetados manifestação (receptor)
Alvo (receptor)
SN autônomo Paras-simpático fibras nervosas pós-ganglionares-receptores muscarínicos: Glândulas Exócrinas
Olhos
Sistema
Gastrointestinal
Sistema
Respiratório
Sist.
Cardiovascular
Sistema Urinário
SN Para/Sim (nicotínicos) Sistema Cardiovascular vascular
Somático motor (nicotínicos): Músculos
esqueléticos
Cérebro: Sistema Nervoso Central
Hipersecreção (sialorréia, lacrimejamento,
transpiração)
Miose puntiforme, ptose palpebral, visão turva;
hiperemia conjuntiva], ("lágrimas de sangue") Náuseas, vômitos, diarréia, dor abdominal, rigidez,
tenesmo, incontinência fecal
Hipersecreção brônquica, rinorréia, rigidez torácica,
broncoespasmo, tosse, dispnéia, bradipnéia,cianose
Bradicardia, hipotensão, hipovolemia, choque
Incontinênéia urinária
Taquicardia, hipertensão (podem ser alterados pelos
efeitos muscarínicos)
Fasciculações, hiporreflexia, fraqueza, paralisia, tônus
flácido/rígido, cólicas, tremores, agitação, hiperatividade motora, parada respiratória, óbito. Sonolência, letargia, confusão mental, fadiga, labilidade emocional, perda de concentração, cefaléia, coma, ataxia, tremores, convulsões, "respiração de Cheynes-Stokes", depressão dos
centros respiratório e cardiovascular
Óbito: Deve-se à insuficiência respiratória (por broncoconstrição, hipersecreção pulmonar, paralisia da musculatura e depressão do centro respiratório), depressão do SNC, crises convulsivas e arritmias. Mortalidade tardia é associada à insuficiência -respiratória, secundária à infecção (pneumonia/sepse), complicações da ventilação mecânica prolongada ou por arritmia ventricular tardia.
Toxicidade crônica: não há evidências de carcinogenicidade em humanos.
Aparece 1-4 dias após a resolução da crise aguda: paresia dos músculos respiratórios, face, pescoço e porções proximais dos membros, pares cranianos, e, hiporreflexia. A crise cede após 4-21 dias de assistência ventilatória, mas pode durar meses. -
Aparece em 14-28 dias após exposições agudas e intensas e é desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e centrais. Ocorrem paresias ou paralisias simétricas de extremidades,
sobretudo inferiores (dura semanas a anos).
Pode ocorrer um déficit residual de natureza neuropsiquiátrica, com efeitos sobre depressão, ansiedade, irritabilidade, comprometimento da memória, o SN concentraão e iniciativa.
Os hidrocarbonetos presentes na formulação são bem absorvidos pela via inalatória, a maior fonte de exposição. Eles têm ação irritativa, especialmente ocular e dérmica. Quando inalados produzem alterações no SNC (cognitivas, déficit de atenção, sensibilidade dolorosa diminuída, fadiga, tremores distais, vertigem e falta de coordenação), toxicidade respiratória e hematológica, e pode causar bronquite crônica em indivíduos submetidos à exposição ocupacional frequente e prolongada. A exposição crônica também tem causado toxicidade sobre o SNC (diminuição da sensibilidade à dor, alterações comportamentais) e hematológica (anemia).
O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico
compatível, associados ou não a queda na atividade .da enzima COLINESTERASE no
sangue (Duvidoso = 30%, deve ser repetido; Intoxicação leve = 50-60%; moderada = 60-
Diagnóstico: o paciente imediatamente, não condicionando o início do tratamento à confirmação laboratorial.
A dosagem basal e periódica da colinesterase sangüínea em manipuladores do produto é
obrigatória. Há duas enzimas: a) Colinesterase Eritrocitária ou "Colinesterase Verdadeira" (nos eritrócitos; correlaciona mais com a clínica; é a recomendada); b) Colinesterase Plasmática ou "Pseudocolinesterase (mais sensível)".
Tratamento: as medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a
Tratamento: 1. Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter vias aéreas permeáveis, usar intubação oro-traqueal quando necessário, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. Quando necessário instituir respiração assistida. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), ECO,
etc.
2. Desde que o produto atua rapidamente, interromper a exposição tão logo os
sintomas apareçam, pode prevenir a intoxicação grave.
- Remover roupas e acessórios; descontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com abundante água fria e sabão.
-Após exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, no mínimo 15 minutos, evitando contato com pele e mucosas. Caso tenha causado graves lesões oculares, encaminhar rapidamente ao oftalmologista.
-Em caso de ingestão recente (< 1 hora) e em grande quantidade, proceder
Mecanismo de ação, absorção e excreção para animais de laboratório: Vide itens Toxicocinética e Mecanismos de toxicidade no quadro acima. Efeitos agudos e crônicos para animais de laboratório:
Efeitos agudos (Resultantes de ensaios com animais — Produto Formulado): DL50 oral (ratos / fêmeas): superior a 50 mg/kg peso corpóreo.
DL50 dérmica (ratos): superior a 4000 mg/Kg peso corpóreo.
CL50 inalatória (ratos): superior a 1,224 mg/L ar na zona de respiração, em 4 horas de
exposição.
Irritação ocular: no estudo realizado em coelhos, o produto mostrou-se extremamente
irritante, causando opacidade de córnea, irite, eritema e quemose da conjuntiva nos olhos
de todos os animais. As alterações regrediram após 7 dias.
Irritação dérmica: no estudo realizado em coelhos, o produto mostrou-se levemente N
irritante, causando teve eritema na pele dos animais.
Sensibilização cutânea (Guinea pig): o produto mostrou-se não sensibilizante à pele de cobaias.
Efeitos crônicos (Resultantes de ensaios com animais — Produto Técnico):
Ratos de laboratório, tratados diariamente com Clorpirifós, via oral, durante dois anos, mostraram uma moderada depressão na atividade da colinesterase, primariamente a plasmática e secundariamente a eritrocitária, de natureza temporária, consistente com a ocorrência de tolerância. A administração crônica provocou disfunção cardíaca em coelhos. Não há evidências de efeitos endocrinos ou de carcinogenicidade, mas foi
clastogênico em células CHO.
Neurotoxicidade neonatal: estudos in vivo e mecanísticos sugerem que os efeitos neurotóxicos sobre o desenvolvimento são secundários à inibição da AChE no tecido nervoso. Em estudos com ratos e camundongos, à exposição neonatal tardia ao Clorpirifós provocou alterações no desenvolvimento celular cerebral, na função sináptica e no comportamento; em ratos se encontraram alterações no sistema da serotonina, que permaneceram por 5 meses, indicando que este efeito pode ser permanente. Estes estudos sugerem maior sensibilidade em ratos neonatos que em adultos.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:

- ALTAMENTE PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE I)
- Muito Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE II)
- Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE III)
- Pouco Perigoso ao Meio Ambiente (CLASSE IV)
- Este produto é ALTAMENTE BIOCONCENTRÁVEL.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para minhocas.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para aves.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos. Não aplique o produto no período de maior visitação das abelhas.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamentos com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:

- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa HELM DO BRASIL MERCANTIL LTDA. - Telefone de emergência: (11) 5185-4099.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores).
- Procure impedir que o produto atinja bueiros, drenos ou corpos d'água.
- Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
• Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante através do telefone indicando no rótulo para a sua devolução e destinação final.
• Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse
material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante pelo telefone indicado acima.
• Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as
medidas a serem adotas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.
PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E
DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI' s Equipamentos de Proteção Individual- recomendados para o preparo da calda do produto. Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a
na posição vertical durante 30 segundos;
Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume; Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador
Faça esta operação três vezes;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.
Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes
procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida
sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem sob Pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com
tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota
fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu
prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do
prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo
mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.
TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas. Para EMBALAGEM SECUNDÁRIAS
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em
local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no local próprio onde são guardadas as embalagens cheias.
DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.
TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamentos, rações, animais e pessoas.
DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.
É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.
EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA
EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias, sacarias e restos de produtos no meio
ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúdé. das pessoas.
PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tomar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final. MÉTODO PARA DESATIVAÇÃO DO AGROTÓXICO E DE SEUS COMPONENTES:
A desativação deste produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e
aprovados por órgão ambiental competente.
TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.
RESTRIÇÕES ESTADUAIS, DO DISTRITO FEDERAL E MUNICIPAIS:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitóides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação distinto.

Qualquer agente de controle de insetos pode se tornar menos efetivo ao longo do tempo, se a praga alvo desenvolver algum mecanismo de resistência a ele. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas — IRAC-BR recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos inseticidas:
• Qualquer produto para controle de pragas, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da praga;
• Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo;
• Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas;
• Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex.: controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.