Bula Spada WG - UPL

Bula Spada WG

acessos
Propanil
1503
UPL

Composição

Propanil 600 g/kg Anilida

Classificação

Herbicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Contato, Seletivo

Arroz irrigado Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Angiquinho
(Aeschynomene rudis)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Beldroega
(Portulaca oleracea)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Capim arroz
(Echinochloa colona)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Capim arroz
(Echinochloa crusgalli)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Capim arroz
(Echinochloa cruz-pavonis)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Capim mimoso
(Eragrostis pilosa)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Capim pé de galinha
(Eleusine indica)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Erva lanceta
(Eclipta alba)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Mentrasto
(Ageratum conyzoides)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura
Tiririca do brejo
(Cyperus iria)
6 kg p.c./ha 350 a 600 L de calda/ha 30 a 50 L de calda/ha (aéreo) - 80 dias. Pós-emergência inicial da cultura

Sacos laminados aluminizados; de plástico; de papel multifoliados; de nylon/poli; caixas ou barricas de papelão; e tambores metálicos contendo 4, 5, 6, 10' 15, 20, 25 e 50 kg. Embalagens tipo big-bag, "minibulk" e "bulk" metálicas, de fibra, de plástico contendo 100, 200, 300, 400, 500, 1.000, 2.000 e 5.000 kg. Sacos laminados, aluminizados; de plástico contendo sacos hidrossolúveis de 100, 200, 250 e 500 g, 1; 2; 2,5 e 3 kg.

INSTRUÇÕES DE USO:
Spada WG é um herbicida seletivo, do grupo químico das anilidas, de ação de contato, que contém 600 g/Kg do ingrediente ativo PROPANIL (ISO), na forma de granulado dispersível, para controle de plantas infestantes em pós-emergência inicial na cultura do arroz irrigado.

DOSE UTILIZADA E PLANTAS INFESTANTES CONTROLADAS:
Vide seção “Indicações de Uso/Doses”.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Spada WG deve ser pulverizado em pós-emergência inicial das plantas infestantes que se deseja o controle. A época de aplicação está ligada ao número de folhas da planta infestante - entre 2 a 4 folhas, em pleno desenvolvimento vegetativo. As plantas de arroz já estarão germinadas contando com 14 a 21 dias, aproximadamente.
Em condições de stress hídrico, havendo reincidência de plantas infestantes, uma segunda pulverização poderá ser necessária.
Deve-se retirar totalmente a água da lavoura antes da pulverização do produto. Efetuar a inundação dos campos de arroz irrigado entre 2 até 7 dias após a aplicação do produto e manejar a água de acordo com a necessidade da cultura.

MODO DE APLICAÇÃO:
Spada WG deve ser pulverizado através de pulverizadores tratorizados ou aeronaves de uso agrícola em cobertura total, evitando-se a deriva para outras culturas. Sendo o produto de ação de contato, é importante haver superfície foliar das plantas infestantes suficiente para poder agir.

Equipamentos de Aplicação:

Aplicação terrestre:
Equipamentos: pulverizador tratorizado de barra, com pressão constante (15 a 50 lb/pol²). Altura da barra: deve permitir boa cobertura das plantas infestantes. Observar que a barra em toda sua extensão esteja na mesma altura.
Tipos de bico: usar bicos de jato plano (ex.: Teejet, XR Teejet, TK, DG ou Twinjet); ou de jato cônico (ex.: Fulljet, Conejet), de acordo com as recomendações do fabricante.
Volume de aplicação: 350 a 600 L de calda/ha.
Obs.: É necessário contínua agitação no tanque e fechamento do registro do pulverizador durante as paradas e manobras do equipamento para evitar a sobreposição das faixas de aplicação.

Aplicação aérea:
Equipamentos: aeronaves agrícolas equipadas com barra de bicos.
Tipo de bicos: cônicos D8, D10 ou D12, core 45.
Volume de aplicação: 30-50 L de calda/ha.
Ângulo dos bicos em relação à direção de vôo: 135º.
Altura de vôo: 2 a 4 metros sobre o solo.
Largura da faixa de deposição efetiva: de acordo com a aeronave, de modo a proporcionar uma boa cobertura.
Evite a sobreposição das faixas de aplicação.
Condições climáticas: temperatura inferior a 25ºC; umidade relativa do ar superior à 70% e velocidade do vento inferior a 10 Km/h.

Preparo da calda:

Abasteça o tanque do pulverizador enchendo-o até 3/4 da sua capacidade com água, mantendo o agitador ou retorno em funcionamento, e então adicionando o produto previamente misturado com água em um balde. Complete por fim o volume com água. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Prepare apenas a quantidade necessária de calda para uma aplicação.

Limpeza do equipamento de aplicação:

Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado. Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1. Com o equipamento de aplicação vazio, enxágüe completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2. Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3. Complete o pulverizador com água limpa e adicione amônia caseira (3% de amônia) na proporção de 1% (1 litro por 100 litros). Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque evitando que este líquido atinja corpos d'água, nascentes ou plantas úteis.
4. Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
5. Repita o passo 3.
6. Enxágüe completamente o pulverizador, mangueiras, barras, bicos e difusores com água limpa no mínimo 2 vezes.
Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque. Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Cultura Intervalo de segurança
Arroz 80 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Recomenda-se a não entrada em áreas tratadas sem o equipamento de proteção individual até 7 dias após a pulverização.

LIMITAÇÕES DE USO:
- Spada WG quando pulverizado, não pode ser misturado a inseticidas organofosforados, carbamatos e fertilizantes foliares. Para pulverização de Organofosforados, respeitar 15 dias antes e/ou depois de Spada WG, e 40 dias no caso de Carbamatos.
- Não aplicar o produto em plantas cujas sementes foram tratadas com Carbofuran.
- Fitotoxicidade: Não apresenta se o produto for utilizado de acordo com as recomendações constantes na bula.
- Plantas de algodão, milho, soja e hortaliças são altamente sensíveis ao Spada WG. Observar recomendações para evitar deriva da aplicação.

Recomendações para evitar a deriva:
Não permita que a deriva proveniente da aplicação atinja culturas vizinhas, áreas habitadas, leitos de rios e outras fontes de água, criações e áreas de preservação ambiental. Siga as restrições existentes na legislação pertinente.
O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores referentes ao equipamento de pulverização e ao clima. O aplicador é responsável por considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.
EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR.

Importância do diâmetro de gota:
A melhor estratégia de gerenciamento de deriva é aplicar o maior diâmetro de gotas possível para dar uma boa cobertura e controle (>150 a 200 µm). A presença nas proximidades de culturas para as quais o produto não esteja registrado, condições climáticas, estágio de desenvolvimento da cultura, etc devem ser considerados como fatores que podem afetar o gerenciamento da deriva e cobertura da planta. APLICANDO GOTAS DE DIÂMETROS MAIORES REDUZ O POTENCIAL DE DERIVA, MAS NÃO A PREVINE SE AS APLICAÇÕES FOREM FEITAS DE MANEIRA IMPRÓPRIA OU SOB CONDIÇÕES AMBIENTAIS DESFAVORÁVEIS! Veja instruções sobre Condições de vento, Temperatura e Umidade e Inversão térmica.

Controlando o diâmetro de gotas - Técnicas Gerais:
Volume: Use bicos de maior vazão para aplicar o maior volume de calda possível, considerando suas necessidades práticas. Bicos com uma vazão maior produzem gotas maiores.
Pressão: Use a menor pressão indicada para o bico. Pressões maiores reduzem o diâmetro de gotas e não melhoram a penetração na cultura. QUANDO MAIORES VOLUMES FOREM NECESSÁRIOS, USE BICOS DE VAZÃO MAIOR AO INVÉS DE AUMENTAR A PRESSÃO.
Tipo de bico: Use o modelo de bico apropriado para o tipo de aplicação desejada. Para a maioria dos bicos, ângulos de aplicação maiores produzem gotas maiores. Considere o use de bicos de baixa deriva.

Controlando o diâmetro de gotas - Aplicação aérea:
Número de bicos: Use o menor número de bicos com maior vazão possível e que proporcione uma cobertura uniforme.
Orientação dos bicos: Direcionando os bicos de maneira que o jato esteja dirigido para trás, paralelo a corrente de ar, produzirá gotas maiores que outras orientações.
Tipo de bico: bicos de jato cheio, orientados para trás, produzem gotas maiores que outros tipos de bico.
Comprimento da barra: O comprimento da barra não deve exceder ¾ (75%) da asa ou do comprimento do motor – barras maiores aumentam o potencial de deriva.
Altura de vôo: aplicações a alturas maiores que 3 metros acima da cultura aumentam o potencial de deriva.

Altura da barra:
Regule a altura da barra para a menor altura possível para obter uma cobertura uniforme, reduzindo a exposição das gotas à evaporação e aos ventos. Para equipamento de solo, a barra deve permanecer nivelada com a cultura, e com o mínimo de solavancos.

Ventos:
O potencial de deriva aumenta com a velocidade do vento inferior a 5 km/h (devido ao potencial de inversão) ou maior que 16 km/h. No entanto, muitos fatores, incluindo diâmetro de gotas e tipo de equipamento determinam o potencial de deriva a uma dada velocidade do vento. NÃO APLICAR SE HOUVER VENTOS FORTES OU EM CONDIÇÕES SEM VENTO.
Observações: condições locais podem influenciar o padrão do vento. Todo aplicador deve estar familiarizado com os padrões de ventos locais e como eles afetam a deriva.

Temperatura e umidade:
Quando aplicado em condições de clima quente e seco, regule o equipamento para produzir gotas maiores para reduzir o efeito da evaporação.

Inversão térmica:
O potencial de deriva é alto durante uma inversão térmica. Inversões térmicas diminuem a movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Inversões térmicas são caracterizadas pela elevação de temperatura com relação à altitude e são comuns em noites com poucas nuvens e pouco ou nenhum vento. Elas começam a ser formadas ao pôr-do-sol e frequentemente continuam até a manhã seguinte. Sua presença pode ser indicada pela neblina ao nível do solo, no entanto, se não houver neblina, as inversões podem ser identificadas pelo movimento da fumaça originária de uma fonte no solo. A formação de uma nuvem de fumaça em camadas e com movimento lateral indicam a presença de uma inversão térmica; enquanto que, se a fumaça for rapidamente dispersada e com movimento ascendente, há indicação de um bom movimento vertical do ar.

AVISO AO COMPRADOR:
SPADA WG deve ser exclusivamente utilizado de acordo com as recomendações desta bula e do rótulo. A PROPHYTO COMÉRCIO E SERVIÇOS LTDA não se responsabiliza por danos ou perdas resultantes do uso deste produto de modo não recomendado especificamente nesta bula e no rótulo. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. O usuário assume todos os riscos associados ao uso não recomendado.

PRECAUÇÕES DE USO E RECOMENDAÇÕES GERAIS, QUANTO A PRIMEIROS SOCORROS, ANTÍDOTOS E TRATAMENTOS:

PRECAUÇÕES GERAS
Agrotóxico irritante aos olhos e à pele.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio do produto.
Ao utilizar o equipamento de aplicação, verifique seu estado de conservação. Não utilize equipamentos com vazamentos ou com defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.
Não transporte este produto juntamente com alimentos, medicamentos, bebidas, rações, animais e pessoas.
Use todos os equipamentos de proteção individual (EPI) abaixo qualificados. Não utilize EPIs danificados.
Uso exclusivamente agrícola.

PRECAUÇÕES NO MANUSEIO
No carregamento e descarregamento de embalagens cheias fechadas use: macacão impermeável com mangas compridas, avental impermeável, luvas e botas impermeáveis.
Ao abrir a embalagem, faça-o com cuidado de modo a evitar que o produto se espalhe.
Na abertura de embalagens, na manipulação de embalagens cheias em use, no preparo e manuseio da calda use: macacão impermeável com mangas compridas, capuz/chapéu, avental impermeável, luvas e botas impermeáveis, óculos protetores/viseira e respiradores com filtros específicos.
Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente, VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.
Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e VEJA PRIMEIROS SOCORROS.

PRECAUÇÕES DURANTE O USO
Não aplique o produto contra o vento.
Na aplicação tratorizada use: macacão com mangas compridas, capuz/chapéu, luvas e botas impermeáveis, óculos protetores/viseira, respirador com filtro específico.
Durante a sinalização nas aplicações aéreas use: macacão impermeável com mangas compridas, capuz/chapéu, avental impermeável, luvas e botas impermeáveis, óculos protetores/viseira e respirador com filtro específico.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Evite o máximo o contato com a área já aplicada até o término do intervalo de reentrada.
Não entre na área em que o agrotóxico foi aplicado antes de transcorrido no mínimo 7 dias, porque há risco de contaminação. Após a aplicação, retire imediatamente os EPIs, tome banho, troque e lave suas roupas (não misture com roupas de uso diário).
Na limpeza e manutenção de equipamentos de aplicação contaminados use: macacão impermeável com mangas compridas, avental impermeável, luvas e botas impermeáveis e óculos protetores/viseira.
Na lavagem de roupas e EPIs contaminados use: avental impermeável e luvas impermeáveis.
Caso necessite entrar no local aplicado antes do término do intervalo de reentrada use: macacão impermeável com mangas compridas, luvas e botas impermeáveis.
Não reutilize a embalagem vazia.
Mantenha o restante do produto em sua embalagem original adequadamente fechada em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Observação: todos os equipamentos de proteção individual indicados deverão ser específicos/qualificados.

PRIMEIROS SOCORROS:
• Em caso de ingestão acidental, se a vítima estiver consciente, administre 1-2 copos de água, PROVOQUE VÔMITO e procure imediatamente o médico levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto. Nunca dê nada a uma pessoa inconsciente.
• Em caso de contato com os olhos, lave-os imediatamente com água corrente em abundancia por 15 minutos e procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto.
• Em caso de contato com a pele, remova roupas e sapatos contaminados e lave imediatamente com água e sabão em abundância e procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto.
• Em caso de inalação, remova o paciente para local arejado, se a vítima estiver com dificuldade respiratória, administre respiração artificial, preferencialmente boca a boca. Procure o médico levando a embalagem, rótulo, bula e receituário agronômico do produto.

ANTÍDOTOS E TRATAMENTO (INFORMAÇÕES PARA MÉDICOS)
Tratamento sintomático e de suporte de acordo com o quadro clínico.
A ingestão de grande quantidade do produto pode causar depressão do SNC. Realizar lavagem gástrica, administração de carvão ativado e catártico. Na ingestão ocorrida a mais de 1 hora realizar somente administração de carvão ativado. Não há antídoto específico conhecido.

MECANISMOS DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA O SER HUMANO
O Propanil é absorvido pelo trato gastrointestinal através de ingestão, pela pele e por inalação. Ocorre intensa metabolização hepática em metabólitos derivados da anilina. Estes metabólitos são responsáveis pela formação da metahemoglobinemia. Em estudos em animais de laboratório verificou-se que a maior parte do propanil administrado pela via oral (78 a 90%) foi excretado através da urina em um período de 24 horas, sendo apenas 2 a 13% eliminado através das fezes.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS
Em animais de laboratório o produto apresentou DL50 aguda oral (ratos) = 3377 mg/kg massa corporal; DL50 aguda dérmica (ratos) > 5000 mg/kg massa corporal e CL50 aguda inalatória (ratos) > 2,13 mg/L. alguns sintomas de intoxicação aguda observados em animais de laboratório incluem depressão do sistema nervoso central, diminuição dos reflexos, cianose e morte. O contato prolongado com a pele pode causar leve irritação. Dermatites e sensibilização podem ocorrer. Exposições repetidas a altas doses podem provocar anemia devido à formação de metahemoglobinemia e causar lesões/danos hepáticos e alterações sanguíneas.

SINTOMAS DE ALARME
Os sintomas de intoxicação observados no ser humano após ingestão do produto incluem depressão do sistema nervoso central
(dor de cabeça, tontura, sonolência e confusão), metahemoglobinemia, cianose (sensação de ardência na boca, esôfago e estômago), náuseas e vômito. A inalação pode causar irritação do nariz e da garganta. Em contato com os olhos pode causar
moderada irritação ocular.

TELEFONE DE EMERGÊNCIA: 0800 701 0109

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente - IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA:
Quando herbicidas com o mesmo modo de ação são utilizados repetidamente par vários anos para controlar as mesmas espécies de plantas infestantes nas mesmas áreas, biotipos resistentes de plantas infestantes, de ocorrência natural, podem sobreviver ao tratamento herbicida adequado, propagar e passar a dominar a área. Esses biotipos resistentes de plantas infestantes podem não ser controlados adequadamente. Práticas culturais como cultivo, prevenção de escapes que cheguem a sementear, e uso de herbicidas com diferentes modos de ação na mesma safra ou entre safras, pode ajudar a retardar a proliferação e possível dominância de biotipos de plantas infestantes resistentes a herbicidas.