Bula Surcozole

acessos
Tebuconazole
10709
Red Surcos

Composição

Tebuconazole 200 g/L Triazol

Classificação

Fungicida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
1 L p.c./ha 500 a 1000 L de calda/ha - 7 dias. 30 dias. A partir do aparecimento dos primeiros sintomas
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem
(Uromyces appendiculatus)
0,75 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 15 dias. 14 dias. No início do florescimento, quando do aparecimento inicial da doença
Mancha angular
(Phaeoisariopsis griseola)
1 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 15 a 20 dias. 14 dias. 30 a 35 dias após o plantio se 20 % dos folíolos apresentarem sintomas
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Oídio
(Microsphaera diffusa)
0,5 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 18 a 21 dias. 30 dias. 50 % da área foliar apresentarem sintomas
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pinta preta grande
(Alternaria solani)
1 L p.c./ha 500 a 1000 L de calda/ha - 14 dias. 7 dias. A partir do estádio do florescimento, no aparecimento dos primeiros sintomas
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ferrugem da folha
(Puccinia triticina)
0,6 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 10 a 12 dias. 35 dias. A partir do estádio do alongamento, quando 5 % da área foliar infectada ou 80 % de incidência
Fusariose
(Fusarium graminearum)
0,6 a 1 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 10 a 12 dias. 35 dias. Preventivo, quando se observar maior número de flores abertas
Mancha amarela
(Drechslera tritici-repentis)
0,6 a 1 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 10 a 12 dias. 35 dias. A partir do estádio do alongamento, quando 5 % da área foliar infectada ou 80 % de incidência
Mancha marrom
(Bipolaris sorokiniana)
0,6 a 1 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 10 a 12 dias. 35 dias. A partir do estádio do alongamento, quando 5 % da área foliar infectada ou 80 % de incidência
Oídio
(Blumeria graminis f.sp. tritici)
0,6 a 1 L p.c./ha 200 a 300 L de calda/ha - 10 a 12 dias. 35 dias. Incidência no estádio do afilhamento situar-se entre 10 a 15 % de incidênica

Frasco plástico: 1, 5, 10, 20 e 50.

Bombona plástica: 1, 5, 10, 20 e 50.

INSTRUÇÕES DE USO:
O produto SURCOZOLE é um fungicida sistêmico, de distribuição acropetal (via xilema, da base para o ápice), com ação preventiva e curativa, inibidor da biossíntese de ergosterol, do grupo químico dos triazóis, indicado para aplicação foliar com pulverização terrestre motorizada e costal nas seguintes culturas: batata, feijão, soja, tomate e trigo.

CULTURAS, DOENÇAS E DOSES:
Vide Indicações de Uso/Doses.
As doses em mL/100L de águasão indicadas para aplicações via pulverizadores costais manuais.
As doses em L/ha são indicadas para aplicações via equipamento terrestre motorizado.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:

BATATA:
O controle deve ser feito no aparecimento dos primeiros sintomas a partir do final do desenvolvimento foliar, fase que coincide com o fechamento das linhas e início do desenvolvimento dos tubérculos. Realizar no máximo 3 aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 7 dias. Volume de calda: 500 – 1000 L/ha, variando conforme o estádio de desenvolvimento das plantas.

FEIJÃO:
Mancha-angular: A doença pode ocorrer com alta intensidade mesmo nos estádios iniciais da cultura, desta forma se aos 30-35 dias após o plantio, 20% dos folíolos apresentarem sintomas da doença, deve-se iniciar a aplicação. Recomenda-se no máximo 2 aplicações com intervalos de 15 a 20 dias.
Ferrugem: aplicar no início do florescimento quando do aparecimento inicial da doença. Efetuar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura com intervalos de 15 dias.
Volume de calda: 200 - 300 L/ha.

SOJA:
Iniciar a aplicação quando 50% da área foliar apresentar sintomas. Reaplicar sempre quando este índice for atingido novamente. Recomenda-se no máximo 3 aplicações do produto por ciclo da cultura com intervalos de 18 a 21 dias. Volume de calda: 200 - 300 L/ha.

TOMATE:
O controle pode ser iniciado a partir do estádio do florescimento, no aparecimento dos primeiros sintomas. Realizar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura com intervalos de 14 dias. Volume de calda: 500 - 1000 L/ha, variando conforme o estádio de desenvolvimento das plantas.

TRIGO:
Realizar no máximo 2 aplicações para a cultura do trigo com intervalos de 10 a 12 dias.
Ferrugem da folha, Helmintosporiose e Mancha amarela: iniciar o controle a partir do estádio de alongamento, quando as doenças alcançarem o valor de 5% da área foliar ou 80% de incidência.
Oídio: o controle deve ser iniciado quando a incidência em folhas, durante o estádio de afilhamento, situar-se entre 10 – 15%.
Giberela: pulverizações preventivas devem ser realizadas quando se observar o maior número de flores abertas. Reaplicar caso haja reincidência da doença.
Volume da calda: 200 - 300 L/ha.

MODO DE APLICAÇÃO:

PREPARO DA CALDA TERRESTRE MOTORIZADA:
Colocar no tanque pulverizador ¼ (25%) de sua capacidade com água limpa, adicionar a quantidade recomendada do produto e completar o volume com água, mantendo a calda sob contínua agitação. A agitação deve ser constante durante a preparação e aplicação do produto. Prepare somente a quantidade necessária de calda para uma aplicação, pulverizando o mais rápido possível após o seu preparo. Caso aconteça algum imprevisto que interrompa a agitação do produto possibilitando a formação de depósitos no fundo do tanque do pulverizador, agitar vigorosamente a calda antes de reiniciar a operação.

PREPARO DA CALDA TERRESTRE COSTAL:
Colocar 1/3 do volume do pulverizador com água, depois colocar a dose recomendada do produto e em seguida completar com água até o volume desejado de calda. Manter sempre a calda em agitação.

APLICAÇÃO TERRESTRE MOTORIZADA:
O produto deve ser emulsionado em água e aplicado na forma de pulverização utilizando pulverizadores tratorizados equipados com barra de pulverização com bicos cônicos, com pressão de 80 a 100 lb/pol2. Devido à sua formulação, necessita ser agitado antes do preparo da calda. A calda deve ser mantida em agitação durante a pulverização.

APLICAÇÃO TERRESTRE COSTAL:
O produto deve ser emulsionado em água e aplicado na forma de pulverização utilizando pulverizador costal manual com tanque de 20 L, com bicos cônicos, com pressão de 80 a 100 lb/pol2 , devendo proporcionar gotas de 110 a 250 micras de diâmetro com densidade mínima de 40 gotas/cm2. Devido à sua formulação, necessita ser agitado antes do preparo da calda. A calda deve ser mantida em agitação durante a pulverização.

Evitar aplicar na presença de ventos fortes, nas horas mais quentes do dia e umidade relativa do ar abaixo de 50%. Caso ocorram chuvas logo após a pulverização, repetir a aplicação do fungicida.

Limpeza do equipamento de aplicação:Antes da aplicação, verificar se o equipamento está limpo e bem conservado. Após a utilização, o equipamento de aplicação deverá ser lavado imediatamente, para evitar a formação de depósitos sólidos que podem se tornar difíceis de serem removidos. Esse procediemnto deverá ser feito longe de nascentes, fontes de água e de plantas úteis.
Para a sua realização, siga os seguintes passos:
1. Esvaziar o equipamento de pulverização. Enxaguar completamente o pulverizador e fazer circular água limpa pelas mangueiras, barras e bicos. No caso de existência de depósitos do produto, os mesmos devem ser soltos e removidos.
2. Remover e limpar os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza.
3. Enxaguar completamente o pulverizador, mangueiras, barra e bicos com água corrente.
4. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
5. Para reutilizar a água armazenada, observar se mantém a qualidade adequada para aplicação e, caso contrário, descartar conforme item 4.

INTERVALOS DE SEGURANÇA:
Batata: 30 dias
Feijão: 14 dias
Soja: 30 dias
Tomate: 07 dias
Trigo: 35 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI's) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
Uso exclusivo para culturas agrícolas. Observar os intervalos de segurança e reentrada na cultura. Evitar aplicação na presença de ventos fortes, nas horas mais quentes do dia e umidade relativa do ar abaixo de 50%. Caso ocorram chuvas logo após a pulverização, repetir a aplicação do fungicida. Para maiores informações, consulte um Engenheiro Agrônomo.
O SURCOZOLE não é fitotóxico para as culturas quando utilizado nas doses recomendadas. Não aplicar o produto na cultura de feijão e tomate antes da floração. Na cultura da batata, não aplicar o produto antes da fase final de desenvolvimento foliar, fase que coincide com o fechamento das linhas e início do desenvolvimento dos tubérculos. Na cultura da soja, há risco de fitotoxicidade quando a pulverização da cultura ocorrer sob condições de estresse hídrico e temperaturas elevadas acima de 30ºC. Portanto, nestas condições, deve ser evitada a aplicação do produto.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES. PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
Produto para uso exclusivamente agrícola.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados. Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, anim ais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
Produto extremamente irritante para os olhos. Produto moderadamente irritante para a pele.
Se houver contato do produto com os olhos, lave-os imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
Caso o produto seja inalado ou aspirado, procure local arejado e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
Ao contato do produto com a pele, lave-a imediatamente e SIGA AS ORIENTAÇÕES DESCRITAS EM PRIMEIROS SOCORROS.
Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro contra vapores orgânicos; óculos de segurança com proteção lateral; luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
Evite o máximo possível o contato com a área tratada;
Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes d o dia; Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto;
Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança;
Utilize equipamento de proteção individual - EPl: macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro contra vapores orgânicos; óculos de proteção; touca árabe; luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada.
Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da fam í1ia. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental
impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto. Fique atento ao tempo de uso dos tiltros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

ANTÍDOTO: Não existe anídoto específico.

INFORMAÇÕES MÉDICAS - TEBUCONAZOL

Grupo químico:
Triazol

Classe toxicológica:
I - Extremamente tóxico.

Vias de exposição:
Oral, inalatória, ocular e dérmica.

Toxicocinética:
Após a administração oral do tebuconazol em ratos, 65-80% da dose foi eliminada pela via biliar e fecal. A eliminação pela via urinária atingiu aproximadamente 16-35% da dose administrada. Os machos apresentaram eliminação biliar e fecal maior do que das fêmeas. A biotransformação ocorreu por reações de oxidação, tendo como resultado metabólitos hidróxi, carboxi, triol, cetoácidos e conjugados como o triazol A permeabilidade cutânea do Tebuconazol foi testada in vitra, 37% da dose administrada foi absorvida ela ele humana.

Mecanismos de toxicidade:
Não são conhecidos mecanismos de toxicidade específicos para o ingrediente ativo.

Sintomas e sinais clínicos:
Em humanos há irritação dérmica leve. Pode ocorrer irritação ocular após exposição ao triazol. Baseado nos estudos de toxicidade animal do ingrediente ativo tebuconazol, pode haver efeitos tóxicos nos seguintes órgãos: baço, figado, adrenal e cristalino dos olhos. O produto é irritante em contato com os olhos e com a pele. Os sinais observados em ratos após administração de doses agudas de tebuconazol foram: sedação, incoordenação motora e emagrecimento.

Diagnóstico:
O diagnóstico de intoxicação aguda é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência do quadro clínico compatível. Para a confirmação em casos de exposições crônicas ou ocupacionais com sintomas não específicos sugere-se a pesquisa dos metabólitos ou do ingrediente ativo em material biológico.

Tratamento:
A descontaminação do paciente como em casos de derramamento onde existe o risco de contaminação do profissional da saúde deve ser realizada preferencialmente utilizando-se avental, botas impermeáveis e luvas de borracha nitrílica.
Não há antídoto específico. Carvão ativado e laxantes salinos poderão ser utilizados devido a provável adsorção do princípio ativo pelo carvão ativado. O tratamento sintomático deverá compreender correção de distúrbios hidroeletrolíticos e metabólicos, além de assistência respiratória. O monitoramento das funções hepática e renal deverá ser mantido. Em caso de contato ocular, proceder à lavagem com soro fisiológico e encaminhamento para avaliação oftalmológica.

Contra-indicação:
A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração pulmonar.

Atenção:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obtenha informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.

Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS

Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: (11) 3813-6251

INFORMAÇÕES MÉDICAS - MISTURA DE HIDROCARBONETOS AROMÁTIVOS XILENO E BENZENO

Grupo químico:
Xileno e Benzeno - Hidrocarbonetos Aromáticos

Classe toxicológica:
I - Extremamente tóxico

Vias de exposição:
Oral, inalatória e dérmica.

Toxicocinética:
Xileno- promove a deslipidificação de pele e mucosas; deprime o sistema nervoso central.
Benzeno:

Absorção - O benzeno é rapidamente, mas incompletamente absorvido por humanos e animais, em exposição por via respiratória. Estudos demonstram que a média de absorção respiratória em seres humanos é de aproximadamente 50%. Com relação à absorção oral, não existem dados para seres humanos, mas estudos com animais de laboratório demonstram que cerca de 90% do produto ingerido é absorvido por esta via. A absorção dérmica do benzeno é baixa em seres humanos e animais. Estudos em animais de laboratório demonstram uma absorção de menos de I % por esta via. Distribuição - É altamente lipossolúvel, o que faz com que se distribua atingindo altos níveis no tecido adiposo e sistema nervoso central.
Metabolização - é metabolizado em uma variedade de vias principais e secundárias. No fígado, o benzeno é oxidado a fenol (hidroxibenzeno), a catecol (I ,2-dihidroxibenzeno), ou a quinol (1,4¬dihidroxibenzeno). Sua biotransformação é fundamental para o desenvolvimento de sua toxicidade sobre a medula óssea e está relacionada com os seus metabólitos. Estes são eliminados predominantemente pela urina. Geralmente ocorre excreção completa dos metabólitos em 24 a 48 horas.
Excreção - A excreção do benzeno não metabolizado, após exposição única, ocorre em três fases distintas: a primeira fase corresponde à eliminação do sol vente presente nos pulmões e no sangue (meia-vida de 90 minutos), a segunda corresponde à elim inação do benzeno dos tecidos moles e ocorre de 3 a 7h após a exposição e a terceira, com meia-vida de 25 horas, corresponde à eliminação do solvente depositado no tecido adiposo. Cerca de 4% a 27,8% do benzeno absorvido pode ser excretado sob sua forma inalterada através do ar exalado.
Meia vida - A meia-vida de eliminação do benzeno é de 9 a 24 horas em humanos.
A toxicidade do benzeno, tanto em experimentos com animais como em estudos de seres humanos resulta da biotransformação da substância inicial em espécimes reativas. Estudos indicam que mielotoxicidade e a genotoxicidade induzidas pelo benzeno resultam de uma combinação sinérgica do fenol com a hidroquinona, o muconaldeído ou o catecol, e revelam a importância do cito cromo P-450 2EI no metabolismo e na toxicidade do benzeno. Fenol, hidroquinona, catecol e ácido trans, trans¬mucônico são os principais metabólitos produzidos em experimentos animais e estudos em seres em humanos.

Mecanismos de toxicidade:
Xileno- absorção rápida, 90% dele se liga às proteínas plasmáticas, se depositam no tecido adiposo (onde permanecem por algumas horas após o fim da exposição), no figado, rins, pulmões, miocárdio,
sistema nervoso central, 95% do xileno absorvido é metabolizado no fígado por oxidação e conjugado com glicina para forma o ácido metil hipúrico. 90 a 95 % do xileno absorvido são eliminados na urina sob a forma de ácido metil hipúrico e uma parte é eliminada pela respiração sem modificação.
Benzeno - Dado que o benzeno é carcinogênico para humanos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a exposição deva ser limitada ao menor nível de exposição tecnicamente possível.
Na intoxicação aguda o benzeno pode causar depressão do sistema nervoso central, dependendo da dose de exposição, e, em exposições crônicas, depressão da medula óssea.
O benzeno é um irritante moderado para as mucosas e sua aspiração em altas concentrações pode provocar edema pulmonar. Os vapores também são irritantes para as mucosas oculares e respiratórias. A absorção do benzeno provoca efeitos tóxicos para o sistema nervoso central causando, de acordo com a quantidade absorvida, narcose e excitação, sonolência, tonturas, cefaléia, náuseas, vômitos, taquicardia, arritmias, dificuldade respiratória, tremores convulsões, perda da consciência e morte.

Sintomas e sinais clínicos:
Xileno- pode produzir dores de cabeça, náusea, vômitos, ansiedade, perda de memória, dificuldade de concentração, retardo do tempo de reação a estímulos, falta de coordenação motora, alteração do equilíbrio e tontura, confusão. Localmente, pode causar irritação da pele, dos olhos, do nariz e da garganta. A inalação causa irritação respiratória, podendo chegar ao edema pulmonar nos casos mais graves. Possivelmente alterações do fígado e dos rins.
Níveis de xileno muito altos (abertura de embalagens em local fechado e/ou mal ventilado) podem levar a perda de consciência e ao óbito. Estudos em animais de laboratórios mostraram que concentrações altas de xileno podem causar retardo do crescimento e desenvolvimento do feto e morte feta!. Estas concentrações também podem ser prejudiciais para as mães.
Benzeno - A intoxicação por ingestão maciça pode ser mortal, causando irritação gastrintestinal e diarréia, vômitos e dores abdominais. Ulcerações severas da mucosa podem ser vistas em caso de ingestão maciça. Se a mistura for aspirada, pneumonite química com opacidades flocosas nas áreas dos lóbulos mediano e inferior do pulmão direito, tosse, dispnéia, febre, que regridem em 2 a 3 dias se não houver infecção secundária. Sintomas após inalação: irritação da árvore respiratória. Na pele, tem efeito desidratante e desengordurante, provocando descamação e dermite. É irritante para os olhos (lacrimejamento e blefaro-conjuntivite, às vezes importantes, mas reversíveis) e o trato respiratório (irritação nasal e dispnéia). O efeito depressor sobre o SNC é consecutivo tanto à ingestão, como à inalação e a contaminação cutânea, e causa euforia, ataxia, cefaléias, vertigens e náuseas, seguidas de fadiga, incoordenação motora, tremores e confusão. Em um estado mais avançado, encontra-se coma e risco de morte.
Benzeno - O benzenismo é definido como um conjunto de sinais, sintomas e comPlicações'l decorrentes da exposição ocupacional aguda ou crânica ao hidrocarboneto aromático, benzeno.
Os principais efeitos da exposição crônica ao benzeno estão relacionados com sua ação mielotóxica e carcinogênica. Vários tipos de alterações sangüíneas, isoladas ou associadas, são decorrentes da lesão
do tecido da medula óssea e correspondem, sobretudo, à hipoplasia, à displasia e à aplasia.
A hipoplasia medular pode ocasionar uma citopenia no sangue periférico. A leucopenia com neutropenia corresponde à principal repercussão hematológica da hipoplasia secundária à ação do benzeno e, com menor freqüência, aparecem a plaquetopenia isolada ou associada a uma neutropenia. A aplasia medular também pode ocorrer, correspondendo à depressão de todas as linhagens hematológicas e que se expressa no sangue periférico através de pancitopenia (leucopenia, plaquetopenia e anemia).
O caráter leucemogênico do benzeno é amplamente reconhecido. As transformações leucêmicas, precedidas ou não de alterações displásicas do mielograma, são objeto de diversas publicações, sendo que a leucemia m ielóide aguda é a mais freqüente, ainda que outras variantes tenham sido observadas. Além de leucemogênica, a toxicidade do benzeno também ocasiona outras doenças onco¬hematológicas, como o linfoma não-Hodgkin, o mieloma múltiplo e a mielofibrose, embora com menor freqüência.
Foram observadas alterações cromossômicas numéricas e estruturais em linfócitos e células da medula óssea de trabalhadores expostos ao benzeno. Os efeitos imunológicos observados em animais estão relacionados com os efeitos medulares, resultando em alterações na imunidade humoral e celular.
Podem, ainda, ocorrer alterações dermatológicas, tais como eritema e dermatite irritativa de contato, nas exposições ocupacionais repetidas e prolongadas ao benzeno.
Alterações neuropsicológicas e neurológicas são encontradas, associando distúrbios da atenção e da percepção e déficit da memória, da habilidade motora, viso-espacial, viso-construtiva, da função executiva, do raciocínio lógico, da linguagem, da aprendizagem e do humor. Além dessas disfunções cognitivas, surgem outras alterações como astenia, cefaléia, depressão, insônia, agitação e alterações de comportamento. São também descritos quadros de polineuropatias periféricas e mielites transversas

Diagnóstico:
Xileno - confirmação da exposição e quadro clínico compatível, dosagem do metabólico do ácido metil hipúrico na urina pode ser feita, colhendo-se amostras de urina 4 a 8 horas após a exposição devido à excreção rápida do produto e seus derivados. No entanto, considerar que pode haver aumento do ácido metil hipúrico na urina; e redução do ácido metil hipúrico na urina em caso de absorção concomitante de álcool ou aspirina, ou de exposição a outros solventes que inibem o metabolismo do xileno.
Benzeno - O diagnóstico da intoxicação por benzeno se baseia na história de exposição e nas manifestações clínicas. A pneumonia por aspiração pode ser suspeitada quando o paciente apresentar tosse, taquipnéía e sibil os e pode ser confirmada pela telerradiografia de tórax.
A exposição ao benzeno se confirma pela dosagem de ácido trans,trans-mucônico ou ácido fenilmercaptúrico na urína. Estes dois biomarcadores têm sido usados com sucesso na monitorização de exposição a níveis ambientais relativamente baixos, sendo que o ácido fenilmercaptúrico é mais sensível para níveis de exposição de até 0,1 ppm. O fenol e a hidroquinona não são bons biomarcadores para exposições a níveis ambientais menores que 5 ppm. O benzeno sangüíneo também pode ser medido. Entretanto, ainda que estes produtos sejam ser usados para documentar a exposição, eles não têm utilidade clínica.
Os exames complementares são úteis e incluem eletrocardiograma, telerradiografia de tórax, hemograma completo, enzimas musculares, provas de função hepática e renal.
Segundo a Portaria 776/MS, durante a condução diagnóstica dos casos suspeitos de leucopenia secundária à toxicidade benzênica, alguns fatores devem ser considerados: as enfermidades ou situações clínicas e fisiológicas que cursam com leucopenia, como, por exemplo, as colagenoses e viroses, o alcoolismo, a exposição a medicamentos e outros agentes mielotóxicos, devem ser investigada. O quadro traz a principais causas de leucopenia.

Tratamento:
DESCONTAMINAÇÃO:
• Remover roupas e acessórios e proceder descontaminação cuídadosa da pele (incluindo pregas cutâneas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água corrente abundante e sabão neutro. Remover a vítima para local bem ventilado.
• Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água corrente,
por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
• Em caso de ingestão recente, proceder à lavagem gástríca. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração, por intubação. Administrar carvão ativado na proporção de 50 a 100 g em adultos, 25 a 50 g em crianças de 1 a 12 anos e I g/kg em menores de I ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água.

ADVERTÊNCIA:
• A pessoa que presta atendimento ao intoxícado, especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação, deverá estar protegida por equípamentos de segurança (luvas de nitrila e avental impermeável), de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
• Emergência, suporte e tratamento sintomático:
• Manter vias aéreas permeáveis, evitar a pneumonite química (devido principalmente ao xileno) através de intubação orotraqueal, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para fraqueza da musculatura respiratória e parada respiratória repentina, hipotensão e arritmia cardíaca. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário.
• Monitorar: oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, pH, eletrólitos, amilase sérica.
Xileno
Não há tratamento específico,
Fazer radiografia de tórax; monitor gases sanguíneos ou oximetria de pulso. Prevenir e monitorar depressão do sistema nervoso central, edema pulmonar, equilíbrio hidro-eletrolítico (hipocalemia e acidose), ECG (arritmia) e sinais vitais, regularmente. Em caso de exposição crônica, avaliar a função renal e hepática.
Benzeno
Epilepsia - Administre benzodiazepínico IV. Considere o fenobarbital ou o propofol se os ataques retomarem. Monitorar a hipotensão, disritmias, depressão respiratória e a necessidade para uma intubação endotraqueal. Avaliar a hipoglicemia e os distúrbios eletrolíticos. Evitar a epinefrina devido a uma possível sensibilização do miocárdio.
Monitorar a hipotensão, disritmias, depressão respiratória e a necessidade para uma intubação endotraqueal. Avaliar a hipoglicemia e os distúrbios eletrolíticos. Evitar a epinefrina devido a uma possível sensibilização do miocárdio.

Contra-indicações:
A diálise e a hemoperfusão são contra-indicadas.
O vômito é contra-indicado em razão do risco potencial de depressão do SNC e pneumonite química i por aspiração pulmonar.

Efeitos sinérgicos:
Derivado do ácido dodecil benzeno sulfônico , Óleo de mamona etoxilado.

Atenção:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obtenha informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.

Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS

Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: (11) 3813-6251

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Não são conhecidos mecanismos de toxicidade específicos para o ingrediente ativo. Após a administração oral do tebuconazol em ratos, cerca de 70 a 80% da dose administrada foi excretada pela via biliar e fecaI, por volta de 25% da dose foi excretada na urina. A maior concentração plasmática foi atingida 0,5 - 2h após a administração do Tebuconazol. Menos de 1 % da dose administrada foi encontrada nos tecidos dos animais 2 - 3 dias após o tratamento, principalmente no fígado. Os principais metabólitos encontrados em machos foram os produtos de oxidação do grupo metil, grupos do butil terciário, do álcool e do ácido carboxílico. Grupos de ratos foram tratados por via tópica com tebuconazol diluído em etanol, em uma dose intermediária cerca de 60% da dose administrada foi absorvia pela pele em 24h e na maior dose testada apenas 12% da dose foi absorvida pela pele.
Efeitos Agudos e Crónicos para Animais de Laboratório:
Efeitos agudos (Resultantes de ensaios com animais - Produto formulado):
DL50 oral em ratos 1000 mg/kg
DL50 dérmica em ratos> 4.000 mg/kg (machos e fêmeas) CL50 inalatória em ratos (4h): (machos e fêmeas) > 6,48 mg/L
Irritação dérmica: o produto apresentou índice 3,58 de irritação cutânea média. IRRITANTE MODERADO Irritação ocular: o produto no olho dos animais causou OPACIDADE IRREVERSÍVEL até 7 dias.

Efeitos crónicos:
O tebuconazol não apresentou evidência de carcinogenicidade em um estudo realizado em ratos. O NOEL foi de 100 ppm, baseado na redução de ganho de peso dos animais. Em um estudo de duas gerações em ratos os sinais observados após a administração do tebuconazol foram: redução do ganho de peso na geração parental e diminuição do tamanho médio as ninhada, redução da taxa de sobrevivência até o quinto dia após o nascimento e até a lactação e diminuição do ganho de peso nas ninhadas expostas a maior dose testada. O NOEL estabelecido para este estudo foi de 300 ppm. Em estudos realizados em ratos, coelhos e camundongos foi relatado um aumento da atividade das enzimas hepáticas, em camundongos houve um aumento na incidência de mal formações na dose mais elevada do estudo. O NOEL para embriotoxicidade e teratogenicidade foi de 10 mg/kg/dia.

TELEFONE PARA OS CASOS DE EMERGÊNCIA:
CENTROS DE INFORMAÇÕES TOXICOLÓGICAS:
EMPRESA: (11)38136251
RS:(51)3223-6110 • SC:(48)331-9083 • SP:(11)5011-5111 • DF: (61)226-0440 • MG: (31)3239-9308 • MS: (67)787-3333 • MT: (65)617-1313 • PR: 0800410148 • RJ (21) 2573-3244

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇAO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:
- MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II)

Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente. Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
Não utilize equipamento com vazamento.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas.
Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
Mantenha o produto em sua embalagem original sempre fechada.
O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes na NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
Isole e sinalize a área contaminada.
Contate as autoridades locais competentes e a Empresa TERRAGRO COMÉRCIO DE PRODUTOS AGRíCOLAS lTDA - Telefone de Emergência: (Oxx11) 3813-6251.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
Em caso de derrame estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidentes das características do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico ficando a favor do vento para evitar intoxicações.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RíGIDA LAVÁVEL LAVAGEM DA EMBALAGEM
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's - Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo de calda do produto.

Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
Adicione água limpa à embalagem até 1A do seu volume;
Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos;
Despeje a água de lavagem no tanque do pulverizador;
Faça esta operação três vezes;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão. seguir os seguintes procedimentos:
Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador; Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão. adotar os seguintes procedimentos:

Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-Ia invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos.
Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta de equipamento da lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as partes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador; Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DAEMBALAGEM VAZIA:
Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até a devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva, com o piso impermeável, ou no local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o seu término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas,
medicamento, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento das embalagens vazias, até a devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com o piso impermeável, no local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo us~ário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo ~stabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamento, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pala Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILlZAÇÃO E A RECIClAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBAlAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE, DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmeras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito ás regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que inclui O acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle.
O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo de irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
- Utilizar a rotação de fungicidas com mecanismos de ação distintos.
- Utilizar somente as dosagens recomendadas na bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o Manejo Integrado de Doenças.
- Incluir outros métodos de controle de doenças (ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponível e apropriado.
- Alternar com produtos de grupos químicos diferentes, visando manejo de resistência do patógeno aos fungicidas do grupo dos triazóis.