Bula Voraz - Adama

Bula Voraz

CI
Metomil; Novalurom
10915
Adama

Composição

Novalurom 35 g/L
Metomil 440 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Inseticida
2 - Produto Altamente tóxico
I - Produto extremamente perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Sistêmico, Contato, Ingestão

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Alabama argillacea (Curuquerê)
Helicoverpa armigera (Helicoverpa)
Heliothis virescens (Lagarta da maçã)
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Arroz

Calda Terrestre Dosagem
Pseudaletia sequax (Lagarta do trigo) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Aveia

Calda Terrestre Dosagem
Pseudaletia sequax (Lagarta do trigo)
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Batata

Calda Terrestre Dosagem
Phthorimaea operculella (Traça da batatinha)

Café

Calda Terrestre Dosagem
Leucoptera coffeella (Bicho mineiro)

Centeio

Calda Terrestre Dosagem
Pseudaletia sequax (Lagarta do trigo)
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Cevada

Calda Terrestre Dosagem
Pseudaletia sequax (Lagarta do trigo)
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Coco

Calda Terrestre Dosagem
Brassolis sophorae (Lagarta das palmeiras)

Dendê

Calda Terrestre Dosagem
Brassolis sophorae (Lagarta das palmeiras)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Chrysodeixis includens (Falsa-Medideira)
Diabrotica speciosa (Vaquinha verde amarela)

Milheto

Calda Terrestre Dosagem
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho) ( veja aqui ) ( veja aqui )

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Anticarsia gemmatalis (Lagarta da soja)
Chrysodeixis includens (Falsa-Medideira)
Helicoverpa armigera (Helicoverpa) ( veja aqui ) ( veja aqui )
Spodoptera eridania (Lagarta das folhas)

Sorgo

Calda Terrestre Dosagem
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Neoleucinodes elegantalis (Broca pequena do tomateiro)
Tuta absoluta (Traça do tomateiro)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Pseudaletia sequax (Lagarta do trigo)
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

Triticale

Calda Terrestre Dosagem
Pseudaletia sequax (Lagarta do trigo)
Spodoptera frugiperda (Lagarta do cartucho)

EMBALAGENS APROVADAS:

Balde metálico:2,5;3,0;5,0;10;15;20;25;30;40;50 L

Bombona plástica:2,5;3,0;5,0;10;25;20;25;30;40;50 L

Container metálico/plástico:500;1.000;2.000;5.000;10.000;15.000;20.000;25.000;30.000 L

Frasco metálico/plástico: 0,2;0,25;0,3;0,4;0,5;0,6;1,0;1,5;2,0;2,2 L

Isocontainer metálico/plástico;500;1.000;2.000;5.000;10.000;15.000;20.000;25.000;30.000 L

Tambor metálico/plástico:50;100;150;200;250;400;500 L

Tanque metálico/fibra: 500;1.000;2.000;5.000;10.000;15.000;20.000;25.000;30.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O VORAZ é um inseticida sistêmico com ação de contato e ingestão, recomendado para o controle de pragas nas culturas do: algodão, arroz irrigado, arroz de sequeiro, aveia, batata, café, centeio, cevada, coco, dendê, feijão, milheto, milho, soja, sorgo, tomate envarado, trigo e triticale.

MODO DE APLICAÇÃO

A aplicação do inseticida VORAZ poderá ser efetuada através de pulverização terrestre ou aérea.

APLICAÇÃO TERRESTRE

Para as culturas de algodão, arroz irrigado, arroz de sequeiro, aveia, batata, centeio, cevada, feijão, milheto, milho, soja, sorgo, tomate envarado, trigo e triticale, VORAZ pode ser aplicado na parte aérea das plantas com equipamento terrestre (costal, tratorizado ou autopropelido).
Na cultura do café, coco e dendê, o produto poderá ser aplicado com equipamento tratorizado turboatomizador, buscando atingir a parte externa e interna das plantas, bem como utilizar pulverizador costal, manual ou motorizado.
Utilizar equipamentos com pontas de pulverização (bicos) do tipo cônico ou leque, que proporcionem uma vazão adequada para se obter uma boa cobertura das plantas. Procurar utilizar equipamentos e pressão de trabalho que proporcionem tamanhos de gotas que apresentem pouca deriva:
- Diâmetro de gotas: 150 a 300 µ (micra) VMD;
- Densidade de gotas: mínimo de 40 gotas/cm²;
- Volume de calda:
• Algodão, aveia, centeio, cevada, feijão, milheto, milho, soja, sorgo, trigo e triticale: 150 a 300 L/ha
• Arroz irrigado e arroz de sequeiro: 150 L/ha
• Batata: 200 a 500 L/ha
• Café: 300 a 500 L/ha
• Coco e dendê: 600 L/ha
• Tomate envarado: 500 a 1000 L/ha

APLICAÇÃO AÉREA

Para as culturas de algodão, arroz irrigado, arroz de sequeiro, aveia, centeio, cevada, feijão, milho, soja, trigo e triticale, VORAZ pode ser aplicado via aérea através de aeronaves agrícolas equipadas com barra contendo bicos hidráulicos Spraying Systems D8, core 46 ou atomizadores rotativos (Micronair AU 5000 ou semelhante) apropriados para proporcionar a densidade e diâmetro de gota fina a média. O equipamento de aplicação deve estar em perfeitas condições de funcionamento, isento de desgaste e vazamentos.
Altura de voo: A altura do voo depende das características da aeronave, das condições da área-alvo, em especial da altura da vegetação e dos obstáculos ao voo, do diâmetro das gotas e das condições atmosféricas, em especial temperatura, vento e umidade relativa do ar. Como regra geral, a altura de voo situa-se entre 2 a 4 metros acima da vegetação a controlar, sendo maior quanto maior o porte da aeronave.
Largura da faixa de deposição: 12 a 15 metros. Deve ser determinada mediante testes de deposição com as aeronaves e equipamentos que serão empregados na aplicação. Varia principalmente com a altura de voo, porte da aeronave e diâmetro das gotas.
Diâmetro de gotas: 150 a 300 µ (micra) DMV. Usar o diâmetro maior nas condições mais críticas de evaporação e/ou deriva, monitorando sempre as variáveis meteorológicas.
Densidade de gotas: mínimo de 40 gotas/cm² variando com o tamanho da gota e/ou volume de aplicação.
Volume de aplicação: Deve ser estabelecido em função do diâmetro e densidade de gotas. Como orientação geral, aplicar de 20 a 40 litros/hectare de calda.

MODO DE PREPARO DA CALDA

Colocar água limpa até aproximadamente 2/3 da capacidade do tanque de pulverização. Em seguida, adicionar VORAZ nas doses recomendadas, completando o tanque com água e mantendo a agitação da calda durante o processo de preparo. Realizar a aplicação em seguida, mantendo o sistema de agitação do tanque em funcionamento durante a aplicação.
Realizar o processo da tríplice lavagem das embalagens durante o processo de preparo da calda.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

Devem-se observar as condições climáticas ideais para a aplicação via terrestre e aérea do produto, tais como:
- Temperatura ambiente até 30ºC;
- Umidade relativa do ar no mínimo de 50%;
- Velocidade do vento entre 3 e 10 km/h;
Para outros parâmetros referentes à tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 93 dias
Arroz irrigado, Arroz de sequeiro, Aveia, Centeio, Cevada, Trigo e Triticale: 14 dias
Batata: 9 dias
Café e Feijão: 21 dias
Coco e Dendê: 10 dias
Milheto, Milho e Sorgo: 83 dias
Soja: 53 dias
Tomate envarado: 7 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

• Uso exclusivo para culturas agrícolas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das pragas, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, inseticidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

GRUPO 1A INSETICIDA
GRUPO 15 INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida VORAZ pertence ao grupo 1A (inibidores de acetilcolinesterase - Carbamatos) e do grupo 15 (inibidores da biossíntese de quitina, tipo 0, lepidóptera – Benzoiluréias) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do VORAZ como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 1A e do grupo 15. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar VORAZ ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de VORAZ podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do VORAZ, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico dos Carbamatos e das Benzoiluréias não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do VORAZ ou outros produtos do Grupo 1A e Grupo 15 quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).