Uma das máximas da teoria econômica refere -se aos fundamentos da análise da oferta e demanda, que numa economia de mercado livre têm no preço a principal força organizadora de todo esse sistema.
Na lógica econômica, a tendência é que com o tempo atinja -se o equilíbrio entre a oferta e a demanda, ajustando -se assim os preços.
Atualmente, muito tem -se falado da crise na produção de alimentos, com o excessivo aumento dos produtos básicos na alimentação humana.
A médio - longo prazos espera -se uma adequação entre a oferta e a demanda de alimentos, mas, segundo alguns economistas e analistas de mercado, a previsão é que essa adequação deva demorar entre quatro a cinco anos.
E o que fazer com a “fome” imediata que pode afligir a humanidade, especialmente os menos favorecidos?
Inicialmente, devemos nos ater aos prováveis motivos para essa atual situação:
1. baixo estoque mundial de alimentos;
2. problemas climáticos em diversas regiões produtoras do mundo;
3. aumento do consumo de alimentos por países em processo de desenvolvimento, especialmente a China, pelo tamanho de sua população;
4. aumento das áreas para produção de biocombustíveis, pela necessidade de novas fontes de energia renováveis;
Muitos desses problemas climáticos, além das variações naturais, podem já ser uma resposta da natureza ao efeito do aquecimento global, demonstrando, mais do que nunca, que devemos repensar nossa sociedade, com o objetivo de um desenvolvimento realmente sustentável.
Não tanto pela questão ambiental, como muitos países querem transparecer, mas muito mais pelo crescente aumento no custo do petróleo, busca -se de maneira desenfreada por alternativas ao petróleo nos aclamados biocombustíveis. O que é difícil de aceitar é a crítica ao álcool de cana – de – açúcar, tecnologia esse desenvolvida e utilizada no Brasil há mais de trinta anos, o que parece algo absurdo é a produção de álcool a partir do milho, como tem ocorrido nos Estados Unidos, sendo que esse alimento poderia estar ser melhor utilizado.
Lendo uma revista semanal de circulação nacional, um dado me chamou a atenção. Quando alguem na Avenida Paulista, em São Paulo ou um chinês de Pequim ou um europeu em Paris toma um copo de suco de laranja, acaba “bebendo” também dois copos de petróleo. É claro que não se pode querer produzir no asfalto das grandes cidades, mas faz – se necessário regionalização da produção agropecuária, diminuindo os custos de produção, transporte, comercialização desses produtos agrícolas.

