Acorda, e a educação (I)
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Acorda, e a educação (I)

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O título desta, e das próximas colunas, é uma variação amena da famosa expressão "The economy, stupid" (A economia, idiota), cunhada em 1992 por James Carville, então estrategista da campanha presidencial de Bill Clinton contra George H. W. Bush, presidente dos Estados Unidos na época. Lá, usada para justificar o que poderia alterar o rumo das eleições presidenciais. Aqui, uso para destacar o que de fato pode alavancar nosso desenvolvimento sustentável. Ou seja, sem educação, no sentido ético e da formação da população brasileira, continuaremos afundando no subdesenvolvimento e na pobreza. E nossa realidade, piorada pela postura do atual governo nesta área, é assustadora.

Temos, ainda, 11 milhões de analfabetos no país, representando 6,6% da população total, sendo que 18% da população com mais de 60 anos é analfabeta. Por outro lado, a proporção daqueles com 25 anos ou mais, que concluíram o ensino médio, passou de 47,4% em 2018 para 48,8% em 2019. Entre os brancos, esse índice é maior, 57%. Entre os pretos e pardos, 41,8%. De 2016 para 2019, essa diferença, de acordo com o IBGE, caiu um pouco, “porém se manteve em patamar elevado, indicando que as oportunidades educacionais eram distintas para esses grupos”.

O IBGE pondera que, apesar dos avanços, o equivalente a 51,2%, da população de 25 anos ou mais no Brasil não completou a educação escolar básica. E é esta população que estará, de alguma forma, no comando do país logo adiante. E nestes dois últimos anos de pandemia o quadro piorou severamente. Afinal, 4,3 milhões de estudantes no Brasil entraram na pandemia sem acesso à internet, sendo 4,1 milhões da rede pública. Outros 29% da população brasileira ainda hoje são analfabetos funcionais (conseguem ler e escrever, porém, não conseguem interpretar o que leem e, muito menos, ordenar suas ideias quando escrevem). Conforme ainda o IBGE, em 2016, 54,7% dos estudantes acima de 8 anos de idade estavam em níveis insuficientes de leitura, enquanto que 34% dos alunos brasileiros apresentavam índices de insuficiência na escrita e outros 54,4% estavam abaixo do desempenho desejável em matemática. (segue) 

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