O rápido crescimento da população mundial levou à necessidade de grandes incrementos da produção agropecuária, os quais vêm sendo obtidos através da aplicação intensiva de novas tecnologias e pela conquista de novas fronteiras agrícolas. Contudo, tem-se observado efeitos negativos, principalmente com a degradação dos ecossistemas, até então estáveis e harmônicos. O crescimento demográfico e a pobreza não são as únicas causas das altas taxas de desmatamento na Amazônia. Forças e processos externos, tais como a expansão das plantações comerciais, fazendas-pecuárias, madereiras e mineração também atraem migrantes impelindo os mesmos para a exploração de uma agricultura itinerante, baseada no binômio derruba e queima, o que contribui para acelerar os níveis de desmatamento. Na África a expansão do cultivo dos produtos exportáveis (castanhas, algodão, café, cacau) reduziu consideravelmente as áreas disponíveis para a exploração de culturas alimentícias, aumentando a pressão sobre as florestas e reduzindo o período de descanso da terra, com vistas à sua recuperação, em termos de fertilidade e, consequentemente, retorna a condição produtiva. A exploração de essências florestais de alto valor comercial para atender principalmente, os mercados europeu americano e japonês, é fator agravante dos desmatamentos na América Central, Brasil, Bolívia, Nigéria, Costa do Marfim, Indonésia, Malásia e Filipinas. Na América Latina, a derrubada da floresta é uma das alternativas para os posseiros documentarem a propriedade legal das terras ocupadas, incentivando as derrubadas anti-econômicas e a especulação financeira. Ademais, a construção de estradas e outras obras de infra-estrutura necessárias ao planejamento estratégico de atividades agrícolas, também tem contribuído para acelerar as taxas de desmatamento. No Brasil, mudanças na política governamental, eliminando ou reduzindo os incentivos fiscais na região Amazônica, proporcionou uma considerável redução no desmatamento

