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Arábica: A safra 2005/06 brasileira de café deve girar em torno de 32,46 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com a segu...


Arábica: A safra 2005/06 brasileira de café deve girar em torno de 32,46 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com a segunda estimativa da Conab, divulgada em 22 de abril. Para a variedade arábica, foram estimadas 23,261 milhões de sacas. Os números são estáveis frente às 30 a 33 milhões de sacas apontadas no primeiro relatório oficial, de dezembro de 2004. Contudo, representam quebra de 16,1% na comparação com a safra 2004/05, que foi de 38,6 milhões de sacas. Alguns produtores já começaram uma colheita seletiva da safra 2005/06 em São Paulo e no Paraná, e as atividades ganham ritmo em maio. Levando em conta o tempo de secagem, os grãos da nova temporada devem entrar no mercado com mais intensidade somente a partir de junho. Agentes do setor estão apreensivos com possíveis geadas durante o inverno deste ano, principalmente porque as temperaturas caíram bastante já no outono. Apostando em maiores riscos de perdas na produção, alguns cafeicultores limitam os investimentos nas lavouras, o que pode refletir em diminuição de produtividade e de qualidade do produto. Num ano de baixa produção no Brasil e no mundo, o mercado futuro desta commodity estará bastante atrelado ao clima nas regiões cafeeiras, principalmente durante o inverno brasileiro. Assim, é grande a possibilidade de altas repentinas de preços – é justamente nestes períodos em que os produtores estão planejando vender o restante da safra 2004/05 e parte da nova temporada (2005/06). Em abril, a média do Indicador CEPEA/ESALQ do café arábica tipo 6, bebida dura para melhor, foi de R$ 336,40/sc de 60 kg, valor praticamente estável (-0,2%) frente ao do mês anterior. Produtores estão resistentes em ofertar o grão da safra finalizada há pouco (2004/05). O volume disponível internamente deve permanecer baixo, num cenário típico de entressafra, até que o grão da nova temporada comece a chegar efetivamente ao mercado. Por enquanto, vendedores disponibilizam lotes restritos, principalmente de cafés finos, que continuam sendo a grande exigência do mercado. CONILLON A safra de café robusta deste ano foi projetada em 9,2 milhões de sacas de 60 kg pela Conab, em 22 de abril. O Espírito Santo, maior produtor da variedade no País, responderia por 66,3% do volume total produzido, o equivalente a 6,1 milhões de sacas. Para alguns agentes do setor, contudo, a produção da variedade deve ser menor. A Cooabriel (Cooperativa de Cafeicultores de São Gabriel da Palha-ES), alega que a seca prolongada no ano passado afetou a safra local de forma que o volume colhido deve ficar abaixo do estimado oficialmente. A colheita da nova safra está atrasada no Espírito Santo, com alto índice de café verde, conseqüência da maturação irregular dos cafezais. Produtores locais tiveram que interromper os trabalhos de campo e devem retomá-los na segunda quinzena de maio. Algumas poucas amostras de café novo foram ofertadas em abril, a preços inferiores aos dos grãos velhos. Apenas o estado de Rondônia já começou a negociar grãos da nova temporada, cuja colheita começou em abril. Os preços praticados estiveram entre R$ 125,00 e R$ 130,00/sc. Produtores rondonienses devem colher cerca de 1,7 milhões de sacas nesta safra. De forma geral, vendedores disponibilizaram poucos lotes de café robusta em abril, pois acreditam que o grão possa alcançar níveis de preços mais altos. Além disso, muitos aguardam a entrada da safra nova para intensificar as negociações. O Indicador CEPEA/ESALQ do café conillon (ou robusta), tipo 6, peneira 13 acima, teve média de R$ 149,40/sc de 60 kg em abril, queda de 2,9% sobre o valor de março. Apesar da retração, os preços se mantiveram em patamares historicamente elevados, mesmo com o início da safra. O que tem sustentado parcialmente os valores praticados internamente são as altas das cotações futuras na bolsa de Londres (Liffe), reflexo da estiagem no Vietnã, maior produtor mundial da variedade.
Pesquisadora responsável: Margarete Boteon Mais informações, gráficos e dados estatísticos no arquivo que encontra-se no link abaixo.
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