Com a segunda maior frota de aeronaves agrícolas do mundo, o Brasil já tem 232 empresas registradas no Programa de Certificação Aeroagrícola Sustentável (CAS). Nos últimos três meses, houve um crescimento de 50% de operadores aeroagrícolas cadastrados no CAS. Os números foram revelados pelo professor e doutor da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP), doutor Ulisses Antuniassi, durante evento sobre aviação agrícola, promovido pela Syngenta e realizado em Capivari do Sul (RS), na sexta-feira (02.10).
Hoje, mais de dois mil aviões pulverizaram diferentes lavouras no Brasil. Pelo menos 650 aeronaves são de uso privado, ou seja, pertencem a produtores ou cooperativas rurais. Atualmente, as culturas de arroz e algodão concentram o maior número de aplicações aéreas, representando 33% do total.
Em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink, o professor Antuniassi destacou que devido ao crescimento do setor aeroagrícola, a procura pelo CAS também disparou em meio às empresas. “O mercado da aviação agrícola percebeu a importância desta certificação e está em peso aderindo ao sistema, em busca de capacitação para comprovar a sociedade e órgãos ambientais, que as aplicações são feitas dentro do conceito de boas práticas, que reduzem e evitam riscos ao meio ambiente”, garante.
A palestra foi concedida pelo professor a um grupo seleto de produtores de Capivari do Sul, em um centro de eventos da cidade. A região próxima ao Litoral gaúcho é caraterizada pelo cultivo do arroz. Em função disso, Antuniassi ressaltou que o “Rio Grande do Sul é o berço da aviação agrícola do País e que 1/3 das aplicações aéreas ocorrem justamente nas lavouras de arroz”, disse.
Para Régis Brandão Filho, responsável pela segurança de produto da Syngenta, o encontro idealizado pela multinacional, buscou reforçar o conhecimento técnico para pilotos e produtores e ampliar as ações de conscientização. “Este atendimento visa preconizar as boas práticas agrícolas em aviação. A Syngenta tem uma serie de inciativas que buscam propagar as técnicas de redução de derivas, boas práticas e a redução de incidentes com polinizadores”, ressalta.
Deriva
Considerada como um dos principais “inimigos” da aviação agrícola, a deriva, processo de deslocamento horizontal que sofrem as gotas desde o ponto de lançamento até o solo ou plantas, pode ser controlada por diferentes questões técnicas, concluiu Ulisses Antuniassi.
Para que o impacto ambiental seja o menor possível e a aplicação seja feita com segurança é recomendado que se escolha o espectro de gotas correto, de acordo com as condições climáticas e que a gente respeite as distâncias mínimas regulamentares para que não ocorram estes acidentes de deriva”, finaliza.
Entre os principais fatores para o registro de derivas estão: diâmetro e peso das gotas, condições de vento, temperatura, umidade relativa do ar e altura do vôo (altura a partir da qual as gotas são lançadas), por exemplo.
Certificação Aeroagrícola Sustentável
O CAS é um programa de certificação realizado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF), em parceria com a ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG) destinado para aplicadores aéreos que visa incentivar a capacitação e a qualificação de empresas de aviação agrícola aprofundando conceitos de responsabilidade e sustentabilidade que possam reduzir os riscos de impacto ambiental e ganhos na lavoura.
Hoje, mais de dois mil aviões pulverizaram diferentes lavouras no Brasil. Pelo menos 650 aeronaves são de uso privado, ou seja, pertencem a produtores ou cooperativas rurais. Atualmente, as culturas de arroz e algodão concentram o maior número de aplicações aéreas, representando 33% do total.
Em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink, o professor Antuniassi destacou que devido ao crescimento do setor aeroagrícola, a procura pelo CAS também disparou em meio às empresas. “O mercado da aviação agrícola percebeu a importância desta certificação e está em peso aderindo ao sistema, em busca de capacitação para comprovar a sociedade e órgãos ambientais, que as aplicações são feitas dentro do conceito de boas práticas, que reduzem e evitam riscos ao meio ambiente”, garante.
A palestra foi concedida pelo professor a um grupo seleto de produtores de Capivari do Sul, em um centro de eventos da cidade. A região próxima ao Litoral gaúcho é caraterizada pelo cultivo do arroz. Em função disso, Antuniassi ressaltou que o “Rio Grande do Sul é o berço da aviação agrícola do País e que 1/3 das aplicações aéreas ocorrem justamente nas lavouras de arroz”, disse.
Para Régis Brandão Filho, responsável pela segurança de produto da Syngenta, o encontro idealizado pela multinacional, buscou reforçar o conhecimento técnico para pilotos e produtores e ampliar as ações de conscientização. “Este atendimento visa preconizar as boas práticas agrícolas em aviação. A Syngenta tem uma serie de inciativas que buscam propagar as técnicas de redução de derivas, boas práticas e a redução de incidentes com polinizadores”, ressalta.
Deriva
Considerada como um dos principais “inimigos” da aviação agrícola, a deriva, processo de deslocamento horizontal que sofrem as gotas desde o ponto de lançamento até o solo ou plantas, pode ser controlada por diferentes questões técnicas, concluiu Ulisses Antuniassi.
Para que o impacto ambiental seja o menor possível e a aplicação seja feita com segurança é recomendado que se escolha o espectro de gotas correto, de acordo com as condições climáticas e que a gente respeite as distâncias mínimas regulamentares para que não ocorram estes acidentes de deriva”, finaliza.
Entre os principais fatores para o registro de derivas estão: diâmetro e peso das gotas, condições de vento, temperatura, umidade relativa do ar e altura do vôo (altura a partir da qual as gotas são lançadas), por exemplo.
Certificação Aeroagrícola Sustentável
O CAS é um programa de certificação realizado pela Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF), em parceria com a ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal) e o Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG) destinado para aplicadores aéreos que visa incentivar a capacitação e a qualificação de empresas de aviação agrícola aprofundando conceitos de responsabilidade e sustentabilidade que possam reduzir os riscos de impacto ambiental e ganhos na lavoura.


