A meta é ambiciosa e os resultados surpreendentes: a fabricante indiana de agroquímicos genéricos UPL pretende saltar da atual 12ª posição para o seleto grupo das sete maiores empresas do setor no Brasil. Para isso, vai contra todas as projeções pessimistas sobre a economia do País e promete manter seus investimentos, que estão na ordem de R$ 500 milhões nos últimos 10 anos.
“Existe uma situação complexa na política brasileira, mas achamos que agora é que temos de investir mais no país, para chegar onde queremos. O Brasil já é o terceiro mercado para a UPL, atrás da Índia e dos EUA, e queremos chegar a US$ 1 bilhão no país em quatro a cinco anos. A empresa está em crescimento, e nossa base ainda não é tão alta, mas é um avanço expressivo no momento em que o mercado está caindo”, afirmou o presidente da UPL no Brasil, Carlos Pellicer, ao jornal Valor.
Com a estratégia de reutilizar moléculas com patentes já expiradas, a UPL anunciou recentemente um crescimento de nada menos que 40% nas vendas no primeiro semestre deste ano. A empresa, que chegou ao Brasil há pouco mais de uma década, não revela oficialmente sua receita anual, mas o mercado calcula que seja algo em torno de US$ 400 milhões.
A empresa indiana projeta seguir investindo em torno de R$ 45 milhões anuais. A quantia é dividida em pesquisa e desenvolvimento (possui estação experimental e laboratório de formulações), requisição de registros, ampliação da força de vendas e infraestrutura – com a ampliação de sua fábrica até meados de 2016.
“Há empresas que inventam moléculas e outras que trabalham com pós-patentes. Mas nos desafiamos a criar um novo segmento, que é o de reinventar moléculas já existentes”, explica Pellicer. A UPL aproveita partes de agroquímicos de uso consagrado no mercado e os reutiliza com novos usos e misturas.