O mercado do boi gordo abriu esta quinta-feira (5) com cotações estáveis em São Paulo e altas em Goiás e no Rio de Janeiro, segundo análise do informativo Tem Boi na Linha, divulgado pela Scot Consultoria. A oferta restrita de animais para abate e a postura dos pecuaristas na negociação sustentaram os preços, enquanto os frigoríficos mantiveram as compras voltadas ao atendimento das escalas de abate.
Em São Paulo, os negócios começaram em ritmo lento após a alta da cotação da novilha na quarta-feira (4). Na comparação diária, os preços permaneceram estáveis para todas as categorias, apesar da oferta enxuta e da resistência dos vendedores em negociar os lotes por valores inferiores aos desejados.
Segundo dados parciais do Serviço de Inspeção Federal (SIF), atualizados até 5 de novembro, as fêmeas representaram 27,2% dos abates de outubro. O cenário ajuda a explicar a oferta mais limitada dessa categoria e a sustentação das cotações.
A disponibilidade reduzida de boiadas para abate manteve o mercado paulista sustentado. De acordo com a análise da Scot Consultoria, os pecuaristas seguravam os lotes à espera de melhores preços, embora as negociações continuassem ocorrendo, de modo geral, dentro das referências de mercado. Do lado comprador, os frigoríficos limitavam as aquisições ao volume necessário para manter o funcionamento das unidades. As escalas de abate atendiam, em média, a cinco dias.
Também foram registrados negócios pontuais acima das cotações indicadas, mas sem volume suficiente para estabelecer novas referências para o mercado.
O cenário indica uma disputa entre a oferta limitada de animais e a necessidade das indústrias de garantir o abastecimento das linhas de abate.
Em Goiás, o mercado apresentou valorização nas duas praças pecuárias acompanhadas pela análise. Na comparação diária, as cotações do boi gordo e do boi China subiram R$ 2,00 por arroba (@), enquanto a novilha teve alta de R$ 3,00/@. A cotação da vaca permaneceu estável. Segundo a Scot Consultoria, a oferta curta de animais e a demanda aquecida dos frigoríficos sustentaram os aumentos.
As escalas de abate no estado atendiam, em média, entre três e sete dias, indicando diferenças na programação das indústrias.
No Rio de Janeiro, o boi gordo registrou alta de R$ 5,00/@ na comparação diária. A novilha também teve valorização, de R$ 3,00/@, enquanto a cotação da vaca permaneceu estável.
Os movimentos reforçam a diferença de comportamento entre as praças pecuárias acompanhadas no levantamento, com estabilidade em São Paulo e valorização de categorias específicas em Goiás e no Rio de Janeiro. Para o pecuarista, acompanhar a evolução das cotações regionais e a disponibilidade de animais para abate é importante para orientar as decisões de venda, especialmente em um mercado marcado pela oferta restrita e pela seletividade das compras dos frigoríficos.