Os contratos futuros do boi gordo com vencimentos em novembro e dezembro de 2026 registraram as maiores valorizações mensais em outubro, com altas de 3,17% e 2,81%, respectivamente. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), os contratos foram cotados, em média, a R$ 396,70/@ e R$ 395,78/@, diante da expectativa de menor oferta de bovinos para abate e de aumento da demanda por carne bovina no fim do ano.
Os contratos futuros do boi gordo com vencimento em novembro de 2026 (nov/26) e dezembro de 2026 (dez/26) encerraram outubro com as maiores valorizações no comparativo mensal. O contrato nov/26 registrou alta de 3,17%, com cotação média de R$ 396,70 por arroba. Já o contrato dez/26 avançou 2,81%, alcançando média de R$ 395,78/@.
Segundo dados divulgados pelo Imea, ambos os contratos atingiram suas máximas em 28 de outubro. Na data, o vencimento de novembro chegou a R$ 405,35/@, enquanto o de dezembro alcançou R$ 403,65/@.
A valorização dos contratos futuros reflete a expectativa de menor disponibilidade de bovinos para abate nos próximos meses, em razão da fase atual do ciclo pecuário. A perspectiva de aumento do consumo interno de carne bovina, impulsionado pelas festividades de fim de ano, também contribui para sustentar os preços no mercado pecuário.
Esse conjunto de fatores influencia as expectativas dos agentes do mercado e favorece a valorização dos contratos futuros do boi gordo.
No mercado externo, a expectativa de retomada das compras chinesas também aparece como um fator de sustentação para os preços da arroba. A movimentação está associada à busca por atendimento da cota chinesa de importação para 2027 e à formação de estoques para o Ano-Novo Chinês. Esse cenário pode estimular a demanda pela carne bovina brasileira nos próximos meses.
Com a combinação das perspectivas de menor oferta de animais para abate, maior consumo interno e possível retomada das compras chinesas, a expectativa é de sustentação dos preços nos mercados físico e futuro.