Cultivar de sorgo resiste à seca
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Imagem: Rafael Parrella
SAFRINHA

Cultivar de sorgo resiste à seca

A produção de matéria verde atingiu 13.933 Kg/ha e de seca foram 6.672 Kg/ha
Por: -Eliza Maliszewski

A cultivar de sorgo BRS 716 foi lançada pela Embrapa em 2016 e é conhecida pelo elevado potencial para a produção de biomassa para geração de energia em usinas.

VEJA: Sorgo para geração de energia

Um estudo conduzido pela Embrapa Milho e Sorgo e a Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Campus de Botucatu-SP, mostrou os resultados da variedade na safrinha. O sorgo se mostrou bastante resistente à seca no cultivo depois da soja. Nessa época de semeio é possível produzir forragem para o gado e cobertura do solo para o sistema plantio direto.

Os resultados mostraram que, mesmo sob condições limitantes de água em razão do período de cultivo, a cultivar chegou a produzir quase 14 toneladas por hectare de matéria verde. 

Os testes ocorreram  na Unesp Botucatu, onde são semeadas, na primavera, diferentes opções de plantas de cobertura. O objetivo do trabalho foi avaliar o comportamento da cultivar como opção de cultivo de inverno para a produção de silagem, sendo que o interesse em testar essa espécie se deve à necessidade de encontrar culturas com tolerância à seca, principalmente para sistemas agrícolas de sequeiro e para regiões que apresentam inverno seco.

“É muito importante termos opções de cultivos de inverno para a produção de alimento para o gado, principalmente para cultivos tardios, saindo da época recomendada para o milho safrinha”, destaca explica o professor do Departamento de Produção e Melhoramento Vegetal da Unesp Juliano Carlos Calonego, um dos autores do trabalho.

Outra necessidade para a região é a avaliação de culturas que possam ser usadas como plantas de cobertura no sistema plantio direto, pois, de acordo com Calonego, o sorgo biomassa, pela capacidade de crescimento que apresenta na rebrota, passa a ser potencial cultura produtora de palha para proteção do solo e ciclagem de nutrientes”. “A cultivar BRS 716 demonstrou ter crescimento rápido, com alta produtividade de matéria seca e tolerância ao déficit hídrico, que são critérios importantes para escolha da planta que será usada na cobertura do solo”, destaca o professor. 
 
A cultivar foi semeada no início do período seco do ano passado (ano agrícola 2018/2019), com espaçamento de 45 centímetros entrelinhas e densidade de 145 mil plantas por hectare. Foi cultivado até o ponto de silagem, sendo que a colheita foi realizada em agosto de 2019.

A produção de matéria verde atingiu 13.933 quilos por hectare e de matéria seca foram 6.672 quilos por hectare. As quantidades foram obtidas com 126 dias de cultivo e apenas 170 mm de chuva acumulada entre a semeadura e o momento da avaliação.

Segundo o pesquisador Rafael Augusto da Costa Parrella, da EmbrapaMilho e Sorgo, quando semeado no período de verão, sem restrição hídrica, tem capacidade de atingir até seis metros em apenas 180 dias, apresenta alto teor de fibra (de 20% a 25%) e baixo teor de umidade (em torno de 50%). Possui boa sanidade, resistência ao acamamento e adaptação ampla a diferentes regiões do Brasil. 
 
Os resultados completos podem ser vistos no documento “Sorgo biomassa BRS 716 para produção de forragem e palha em sistema plantio direto e preparo convencional com soja”. Confira aqui.

 
 


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