O calendário da safra 2026/27 avança na Argentina, mas frio e excesso de umidade ainda dificultam os trabalhos em várias regiões agrícolas. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA), em dados de 28 de outubro, o plantio da soja começou enquanto a colheita do trigo ganhou ritmo no norte do país.
A semeadura da soja alcançou 2,3% dos 17 milhões de hectares previstos, com vantagem de 1,3 ponto percentual sobre o ciclo anterior. Embora haja boas reservas de água em grande parte das áreas, as baixas temperaturas do solo em Córdoba e Buenos Aires e o excesso de umidade em Entre Ríos atrasam as operações.
No milho, o plantio chegou a 47,3% da área estimada, após avanço semanal de 7,5 pontos percentuais. O ritmo supera em 12,3 pontos o registrado há um ano, em parte pela maior presença de plantios antecipados. Frio e baixa luminosidade provocam desenvolvimento lento e emergência irregular. Há ainda elevada pressão da lagarta-do-cartucho no nordeste argentino e no litoral.
O girassol ocupa 58,7% dos 3,1 milhões de hectares projetados, com avanço de 8,4 pontos na semana. Embora 76,2% das lavouras tenham umidade adequada ou ótima, o excesso de água limita os trabalhos no sul. Em Santa Fe e Córdoba, danos provocados por aves exigiram replantio em algumas áreas.
A colheita de trigo atingiu 6,7% da área apta, com avanço semanal de 5,4 pontos. No noroeste e nordeste, os rendimentos médios chegaram a 1,62 e 2,44 toneladas por hectare, respectivamente, mais de 75% acima da média de cinco safras.
Na cevada, 91% das lavouras estão em condição normal ou boa e 94% têm umidade adequada ou ótima. A umidade elevada e a pouca radiação favorecem doenças foliares, mantendo as aplicações de fungicidas.