A soja acumulou valorização superior a R$ 5 por saca nos portos de Santos (SP) e Rio Grande (RS) em relação à semana anterior, enquanto o mercado físico apresentou movimentações distintas no interior do país. Segundo análise feita pela Grão Direto, os preços de referência para exportação encerraram a quarta-feira (28) em alta, apesar da sequência de perdas registrada na Bolsa de Chicago.
No porto de Santos, a soja FOB foi cotada a R$ 164,13 por saca, com avanço de R$ 0,07 em relação à terça-feira (27) e ganho acumulado de R$ 5,15 na comparação com o fechamento da semana passada. Em Rio Grande, a cotação chegou a R$ 162,00 por saca, alta diária de R$ 0,06 e valorização semanal de R$ 5,04.
A Grainsights, a inteligência de mercado da Grão Direto, identificou um comportamento diferente em Diamantino, no noroeste de Mato Grosso. Na praça, a soja FOB para novembro de 2026 encerrou a quarta-feira a R$ 134,67 por saca, queda de R$ 0,58 em relação ao dia anterior. O basis ficou negativo em R$ 11,71 por saca, em um mercado no qual os produtores aguardaram novas sinalizações de Chicago antes de ampliar as negociações.
O contraste entre os preços portuários e o mercado regional ocorre em uma semana de pressão sobre as cotações internacionais. Conforme o monitoramento da Grainsights, Chicago acumula quatro dias consecutivos de perdas, em um cenário marcado pelo recuo do petróleo e pela expectativa em relação aos dados semanais de vendas para exportação de soja dos Estados Unidos.
Apesar da valorização das referências de exportação, o movimento não provocou uma reação uniforme entre as regiões produtoras. O interior de São Paulo apresentou maior atividade comercial, enquanto áreas de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul registraram negociações mais contidas.
Para esta quinta-feira (29), a divulgação dos dados de exportação americana está entre os principais indicadores acompanhados pelo mercado. A análise da Grainsights aponta que um resultado de demanda firme poderá contribuir para a sustentação dos preços, enquanto a continuidade das perdas em Chicago permanece como fator de atenção para a comercialização brasileira.