Tabaco: plantio chega a 90% em região produtora do RS
Tempo firme favorece plantio e desenvolvimento das lavouras
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O tabaco no Rio Grande do Sul avança em diferentes ritmos entre as regiões produtoras, com intensificação do transplantio, crescimento vegetativo e início de manejos nas áreas já implantadas. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas favoreceram as atividades de campo, mas granizo e ventos seguem entre os fatores de atenção.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, os produtores intensificaram o transplantio das mudas de tabaco para as áreas definitivas de produção. Os manejos nos canteiros pelo sistema floating continuam, com as mudas sendo mantidas preparadas para o transplantio conforme as condições climáticas. A comercialização da safra 2025/2026 pelas empresas integradoras já foi encerrada na região. Ainda assim, alguns produtores continuam realizando vendas para intermediários.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a produtividade de referência da safra foi de 2.300 kg/ha de folhas secas em estufas. Houve grande variação de produtividade entre as localidades, relacionada à distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo.
Canguçu possui aproximadamente 11 mil hectares cultivados com tabaco, enquanto São Lourenço do Sul soma cerca de 9 mil hectares. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, os dois municípios estão entre os principais produtores de tabaco do país. Na região de Santa Rosa, as condições climáticas permitiram a conclusão do transplantio e favoreceram o estabelecimento e o desenvolvimento das lavouras. Nas áreas implantadas mais cedo, as plantas apresentam crescimento uniforme e bom desenvolvimento.
Na Fronteira Noroeste e nas Missões, as lavouras estão em intenso crescimento vegetativo, com emissão contínua de novas folhas e elevada demanda por nutrientes, água e radiação solar. Os produtores concentram esforços no manejo nutricional, no controle de plantas daninhas e no monitoramento fitossanitário.
A ocorrência de granizo permanece como um dos principais pontos de atenção. Lesões, perfurações e rasgamentos provocados pelas pedras podem comprometer a qualidade, a produtividade e o valor comercial das folhas. Durante o período, os episódios registrados foram esporádicos, localizados e de curta duração. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, os eventos provocaram prejuízos pontuais em algumas áreas, mas não comprometeram significativamente o desempenho geral da cultura.
Na região de Soledade, o plantio de tabaco continua intenso, principalmente nas áreas de maior altitude. A estimativa é de que 90% da área esteja implantada. No Baixo Vale do Rio Pardo, o plantio foi concluído. Os produtores iniciaram a desbrota química, além das adubações nitrogenadas e do controle de plantas invasoras.
Os ventos registrados no período provocaram acamamento pontual de plantas na região. O tempo firme favoreceu as atividades de campo, enquanto as temperaturas contribuíram para o crescimento das mudas nas sementeiras. Nessas áreas, continuam os tratos culturais, como podas e repiques, realizados para evitar o estiolamento das mudas. Também foram registrados episódios de granizo, mas, até o momento, não houve registro de danos às lavouras. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a área cultivada com tabaco na região está estimada em 72.407 hectares.