Trigo mantém preços firmes no Sul do país
A condição da safra paranaense também preocupa
A condição da safra paranaense também preocupa - Foto: Divulgação
O mercado de trigo encerrou a semana com preços firmes, poucos negócios e atenção crescente às condições das lavouras no Sul do país. Segundo a TF Agroeconômica, a combinação entre oferta restrita, expectativa dos vendedores e problemas de qualidade mantém as cotações elevadas em importantes regiões produtoras.
No Rio Grande do Sul, vendedores pedem entre R$ 1.450 e R$ 1.550 por tonelada FOB, dependendo da origem, enquanto os moinhos encontram dificuldade para fechar compras abaixo de R$ 1.550 a R$ 1.570 CIF. Mesmo assim, o fim do dia registrava negociações que somavam até 18 mil toneladas de trigo da safra velha. Em Panambi, o preço de balcão avançou para R$ 72 por saca.
Nas lavouras gaúchas, algumas colheitas pontuais apresentaram grãos chochos, PH baixo e ocorrência de giberela, especialmente no noroeste do estado. No mercado de exportação, a indicação física para dezembro estava próxima de R$ 1.270 por tonelada no porto, nível considerado pouco atrativo pelos vendedores. A cobertura em Chicago também recuou para R$ 1.343,76 por tonelada.
Em Santa Catarina, os moinhos permanecem abastecidos e concentram-se no embarque de compras anteriores. Negócios pontuais foram registrados a R$ 1.520 FOB, enquanto não havia oferta de trigo novo. No Paraná, surgiram referências de até R$ 1.600 FOB, com vendedores de trigo tipo 1 buscando entre R$ 1.550 e R$ 1.600.
A condição da safra paranaense também preocupa. Dados do Deral apontam 75% das lavouras em condição boa ou excelente, 22% em situação média e 3% ruim. Ainda assim, moinhos relatam recebimento de trigo com PH entre 72 e 73, além de problemas provocados por brusone, giberela e chuvas. O cenário mantém compradores e vendedores atentos à qualidade e à disponibilidade do cereal nas próximas semanas.