Vylor separa da Corteva e inicia operação independente
Vylor prevê sete novas tecnologias para milho até 2028
Foto: Divulgação
A Vylor iniciou nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, as operações como empresa independente de capital aberto após concluir a separação da Corteva. As ações da companhia passam a ser negociadas na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), sob o código VYLR. A nova empresa chega ao mercado com um portfólio de tecnologias avaliado em US$ 19 bilhões e prevê 12 novas plataformas para milho, soja e trigo ao longo da próxima década.
A estratégia anunciada pela companhia combina sementes, genética e biotecnologia, com lançamentos previstos para diferentes mercados. No milho, estão planejadas sete novas plataformas a partir de 2028. Na soja, serão quatro até 2035, enquanto o trigo terá o sistema Xpedite, utilizado no desenvolvimento do trigo híbrido da empresa, com lançamento previsto para a América do Norte no fim de 2027.
No milho, uma das tecnologias em desenvolvimento foi projetada para aumentar a produtividade e a estabilidade produtiva. Segundo a Vylor, testes de campo realizados nas Américas registraram aumento médio de três bushels por acre, com ganhos de até 10 bushels por acre.
A companhia também trabalha em uma plataforma de milho com resistência a múltiplas doenças por meio de edição gênica. A proposta é oferecer proteção contra diferentes doenças, preservando o potencial produtivo e reduzindo a complexidade do manejo da lavoura.
Para a soja, a Vylor prevê quatro novas plataformas até 2035. Entre elas está uma tecnologia destinada à América Latina, com foco no controle de insetos.
No trigo, o sistema Xpedite será utilizado para o desenvolvimento do trigo híbrido da companhia. De acordo com a empresa, pesquisas realizadas ao longo de vários anos indicam produtividade elevada e estabilidade de rendimento do material em diferentes condições adversas, incluindo doenças e seca.
No Brasil, Anelcindo Souza, diretor de Marketing da Vylor para Brasil e Paraguai, destacou o papel da sucessão entre soja e milho no sistema produtivo brasileiro. Segundo ele, a possibilidade de realizar duas safras dá ao país uma condição diferenciada e contribui para a adoção de tecnologias pelos agricultores.
“Sem dúvida nenhuma milho e soja são as duas grandes culturas do Brasil. É difícil dizer o que vai ser maior ali, né, mas é muito fácil dizer que a sucessão de soja e milho, ela é bastante vencedora no Brasil, tecnicamente, economicamente, para o agricultor”, afirmou.
Souza também ressaltou que a adoção de novas tecnologias depende de posicionamento técnico e de um processo contínuo de educação. Na avaliação apresentada pelo executivo, tanto biotecnologias quanto híbridos e variedades precisam ser manejados de forma adequada para expressar seu potencial e preservar as tecnologias no ambiente agrícola brasileiro.
A empresa também relaciona o mercado de milho à expansão do uso do grão para produção de etanol, além da demanda associada à produção de proteína animal e ao abastecimento de alimentos. No material fornecido, é informado que 30% do milho já teria o etanol como destino.
Apesar do início da operação independente, a Vylor afirma manter um legado de mais de 100 anos no segmento de sementes e genética. Entre as marcas citadas no material estão Pioneer, Brevant, Mirist e Cordius, além de equipes comerciais e representantes voltados ao atendimento de produtores no Brasil e no Paraguai.
A companhia afirma que pretende combinar genética, biotecnologia, pesquisa e estrutura comercial para desenvolver novas tecnologias. Os lançamentos anunciados, porém, dependem da conclusão dos testes de campo e das análises regulatórias aplicáveis.