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Frango encarece enquanto ovos ficam mais baratos no Sul

Sal, carne suína e açúcar também tiveram redução de preço


Foto: Divulgação

O mercado de alimentos apresentou movimentos distintos em agosto, com diferenças relevantes entre produtos e regiões do país. No Sul, o preço do frango avançou 5,6%, enquanto os ovos registraram queda de 13,2%, segundo levantamento da Neogrid. A região também apresentou aumento nos preços do arroz, de 2,8%, do feijão, de 2,5%, do molho de tomate, de 2,1%, e do leite em pó, de 2%.

Na outra ponta, além dos ovos, os legumes ficaram 12,5% mais baratos. Sal, carne suína e açúcar também tiveram redução, com recuos de 3,3%, 2,4% e 1,7%, respectivamente. Considerando os dados nacionais, os legumes apresentaram uma das principais reduções de agosto. O preço médio da categoria caiu 16,9% em relação ao mês anterior.

A carne suína também teve recuo. O valor médio do quilo passou de R$ 17,11 em julho para R$ 16,05 em agosto, redução de 6,2%. Outros alimentos que ficaram mais baratos foram os ovos, com queda de 3,3%, o feijão, com retração de 3%, e o café em pó e em grãos, que recuou 1,2%.

O comportamento ocorreu em um período de deflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em agosto, o indicador caiu 0,32%, maior retração mensal desde agosto de 2022, quando havia registrado queda de 0,36%. Marcelo Alves, gerente Executivo de Dados da Neogrid, destaca que as variações dentro da própria cesta de alimentos fazem com que o impacto seja percebido de maneiras diferentes pelos consumidores, de acordo com os itens mais presentes em suas compras.

Segundo ele, indústria e varejo também precisam acompanhar os movimentos por categoria e região, e não apenas a inflação média, para orientar decisões relacionadas a estoque, reposição e planejamento comercial.

Nem todos os alimentos acompanharam o movimento de queda observado em agosto. A farinha de mandioca registrou aumento de 5,7% no preço médio do quilo, que passou de R$ 6,67 para R$ 7,05. O frango também ficou mais caro no levantamento nacional. O valor médio passou de R$ 12,29 para R$ 12,66 por quilo, alta de 2,9%. O arroz apresentou avanço de 2,5%. Já molho de tomate e pão tiveram aumentos de 2% e 1,8%, respectivamente.

Na comparação entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, o feijão apresentou a maior alta entre os alimentos analisados pela Neogrid. O preço médio passou de R$ 6,36 para R$ 8,33, uma valorização acumulada de 30,9%. O leite UHT aparece em seguida, com aumento de 29,9% no mesmo intervalo. Também acumularam altas expressivas os legumes, com 12,6%, a farinha de mandioca, com 11,2%, e o pão, com avanço de 7,3%.

 

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