Sinônimo: Fusarium vasinfectum
A Fusariose é a principal doença do algodoeiro de ciclo anual, cultivado principalmente nos Estados de São Paulo e Paraná. Sua importância gerou a necessidade de obtenção de variedades resistentes, pois é esta a única medida de controle economicamente viável.
Danos: Plantas doentes mostram um quadro sintomatológico bastante variável, dependendo do grau de resistência da variedade e das condições ambientais. Plantas afetadas são menores, com folhas e capulhos menores. Sintomas nas folhas iniciam-se pelas basais. Estas amarelecem, exibem crestamento do limbo e caem. Murcha das folhas e morte prematura das plantas ocorre em variedades suscetíveis. Em secção transversal do caule ou raiz, pode-se notar descoloração dos feixes vasculares, resultante da oxidação e polimerização dos compostos fenólicos do parênquima do xilema. Há obstrução do lume dos vasos pela formação de tilose, micélio géis vasculares, esporos, moléculas de dimensões coloidais, etc., resultando em resistência ao livre fluxo da seiva e, conseqüentemente, em sintomas de murcha.
Controle: Recomenda-se, em primeiro lugar, o uso de variedades resistentes, obtidas a partir da década de 60, com as siglas RM, RM2, IAC RM3 e LAC RM4. Posteriormente, foram lançadas outras variedades com melhor produtividade e resistência, tais como a série IAC 16 a IAC 22. As variedades IAC 21 e LAC 22 apresentam bom grau de resistência à Fusariose, além de resistência a outras doenças importantes do algodoeiro (murcha de Verticillium, mancha angular, nematóides e ramulose).
As variedades CNPA Acala 1, CS 50, Deltapine Acala 90 e CNPA Precoce 1 e 2 comportam-se como suscetíveis à murcha de Fusarium, sendo utilizadas atualmente em regiões onde a doença não ocorre de forma generalizada (Mato Grosso, parte de Goiás e Mato Grosso do Sul e Região Nordeste).
Além de variedades resistentes, recomenda-se rotação de cultura. Essa medida complementar é particularmente importante em solos com alto inóculo, tanto de Fusarium como de nematóides, pois, nessas condições, mesmo variedades resistentes podem sofrer graves danos. As rotações de culturas mais benéficas para o algodoeiro são com mucuna preta (Stizolobium aterrinum), amendoim (Arachis hypogea), Crotalaria spp.
Piraclostrobina 50 g/L, Tiofanato-metílico 450 g/L
Piraclostrobina 50 g/L, Tiofanato-metílico 450 g/L
Bacillus velezensis 90 g/L, Bacillus subtilis 30 g/L, Bacillus velezensis 6.25 x 10⁹ UFC/g p. c., Bacillus subtilis 4 x 10⁹ UFC/g p. c.
Azoxistrobina 75 g/L, Metalaxil-M 37.5 g/L, Fludioxonil 12.5 g/L
Azoxistrobina 75 g/L, Metalaxil-M 37.5 g/L, Fludioxonil 12.5 g/L
Flutriafol 500 g/L
Flutriafol 500 g/L
Piraclostrobina 50 g/L, Tiofanato-metílico 450 g/L
Ciclobutrifluram 500 g/L
Ciclobutrifluram 500 g/L
Ciclobutrifluram 500 g/L
Ciclobutrifluram 500 g/L
Piraclostrobina 25 g/L, Tiofanato-metílico 225 g/L, Fipronil 250 g/L
Ciclobutrifluram 450
Ciclobutrifluram 450
Ciclobutrifluram 450 g/L
Ciclobutrifluram 500 g/L
Ciclobutrifluram 450 g/L
Ciclobutrifluram 250.1 g/L, Difenoconazol 62.5 g/L, Fludioxonil 49.9 g/L, Metalaxil-M 50.1 g/L
Ciclobutrifluram 500 g/L