Mancha estreita (Cercospora oryzae)
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Mancha estreita

Cercosporiose (Cercospora oryzae)

Culturas Afetadas: Arroz

A ocorrência de Cercospora oryzae em plantas de arroz foi relatada pela primeira vez, em 1910, no Japão. Atualmente, a doença já foi registrada em todo o mundo, exceto no continente europeu. Mesmo existindo relatos de perdas em algumas regiões do mundo, acredita-se que nas condições brasileiras a doença tenha pouca importância. A mancha estreita geralmente ocorre na fase final do ciclo da planta e normalmente passa desapercebida na cultura. Quando a doença se manifesta mais cedo, pode reduzir a área foliar fotossintetizante, provocar redução de peso e rápida maturação dos grãos, além de diminuir o rendimento durante o processo de beneficiamento. A relevância da doença quanto aos danos está condicionada principalmente ao uso de variedades muito suscetíveis, fato verificado nas décadas de 30 e 40 nos Estados Unidos.

Danos: As manchas típicas aparecem mais freqüentemente nas folhas. No entanto, sob condições de ataque severo, as manchas podem ser encontradas nas bainhas, colmos e glumelas. As lesões características são estreitas, finas, necróticas, alongadas no sentido das nervuras, apresentando coloração marrom-avermelhada; nas variedades resistentes as lesões tendem a ser mais curtas, estreitas e escuras. Embora as dimensões sejam bastante variáveis, as manchas medem em média 3-5 x 1-1,5 mm.

Controle: O uso de variedades resistentes é a medida mais indicada para evitar ou diminuir as perdas. Ao longo do tempo, diversas variedades foram produzidas em programas de melhoramento dirigidos para mancha estreita. Embora a doença venha merecendo pouca atenção no Brasil, a incorporação de resistência em variedades nacionais pode ser facilitada graças à existência de material estrangeiro com boas características agronômicas e portador de resistência. Outras medidas podem contribuir para o controle da doença, entre as quais o emprego de sementes sadias ou tratadas, a eliminação do arroz vermelho, que se constitui num hospedeiro alternativo, e mesmo a rotação de cultura. Alguns fungicidas, como o mancozeb, têm sido recomendados para o controle do patógeno.