Podridão basal (Fusarium oxysporum)
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Podridão basal

(Fusarium oxysporum)

Culturas Afetadas: Acelga, Alface, Arroz, Arroz irrigado, Banana, Cebola, Cenoura, Chicória, Espinafre, Rúcula, Soja, Tomate

A doença atinge uma grande variedade de hospedeiros.

Danos: O fungo penetra pelo sistema radicular, causando descoloração dos vasos. O principal sintoma reflexo é o amarelecimento progressivo das folhas, das inferiores para as superiores. Com o desenvolvimento da doença, as folhas adquirem um tom amarelo-claro, entrando em senescência prematura. Quando plantas jovens são afetadas, observa-se redução do desenvolvimento e nanismo. A perda da turgescência nem sempre é visível em condições de campo. O crescimento do fungo no interior dos vasos pode dar ao tecido vascular coloração pardo-avermelhada. A doença pode afetar apenas parte das folhas ou ramos, devido à localização dos vasos colonizados. Se a infecção é severa, a planta seca e morre e, sob condições de alta umidade, desenvolvem-se sobre o caule estruturas de coloração rosada, constituídas de micélio e conídios do patógeno.

Controle: Recomenda-se evitar a introdução do patógeno na área através do tratamento das sementes , além de evitar a utilização de máquinas e implementos que venham de áreas infestadas. Em áreas onde a doença já ocorre, a rotação de cultura com plantas não hospedeiras ajuda a diminuir a quantidade de inóculo e a severidade da doença. Deve-se também queimar os restos de cultura quando houver presença do patógeno. Em solos ácidos, a calagem, aliada a uma adubação equilibrada, tem reduzido os danos causados pelo patógeno, já que a calagem eleva o pH do solo e aumenta a utilização de nutrientes pelas plantas além de estimular o desenvolvimento de microrganismos antagônicos ao patógeno.