Podridão-do-colmo (Pectobacterium chrysanthemi)
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Podridão-do-colmo

Podridão bacteriana do talo (Pectobacterium chrysanthemi)

Culturas Afetadas: Milho


Sinônimos: Dickeya chrysanthemiErwinia chrysanthemiErwinia chrysanthemi pv chrysanthemi

Esta doença tem importância econômica devido ao grande número de plantas que morrem por apodrecimento da haste. A bactéria pode causar sérias lesões com relativa rapidez em plantas aparentemente sadias, especialmente quando as plantas para a produção de estacas de propagação são usadas sem o devido controle e indexação da doença.

A doença é comum em vários estados dos Estados Unidos, enquanto que, na Europa, é pouco comum. No Brasil, existem relatos de sua incidência em Campinas e Jaguariúna. Pectobacterium chrysanthemi causa podridão mole nos tecidos de várias espécies de plantas, como batata, batata-doce, ciclâmen, orquídeas, Dieffenbachia, bico-de-papagaio, violeta-africana, entre outras.

Danos: Os sintomas típicos da doença são a podridão mole das hastes, que desprende um odor fétido característico, a murcha generalizada e a morte da planta. Observa-se murcha generalizada das plantas durante o dia e recuperação de turgidez durante a noite, até que o processo faz-se irreversível. Sob condições muito favoráveis para o desenvolvimento da doença, observa-se necrose das nervuras nas folhas baixeiras. Observa-se uma coloração cinzenta na haste principal e em alguns ramos. O caule é facilmente aplanado quando pressionado com os dedos; à medida que os sintomas avançam, os extremos suculentos colapsam, secam e tornam-se marrom-escuros e quebradiços. Ao se fazer um corte na haste, fica evidente a necrose e descoloração dos tecidos.

Controle: Não existem cultivares comerciais de crisântemo que apresentem algum tipo de resistência a P. chrysanthemi. Deve-se usar estacas completamente livres da bactéria, devidamente indexadas. Esterilizar por calor o solo utilizado nas bancadas de enraizamento. As ferramentas de corte devem ser passadas em soluções esterilizantes, como hipoclorito de sódio 0,5%, álcool + flambado ou formaldeído 1%. Eliminar e destruir pelo fogo todo material infectado ou contaminado.

Em caso de material de marcante interesse para a pesquisa ou programas de melhoramento genético, pode-se usar antibióticos visando eliminar as bactérias dos tecidos, ou realizar culturas de meristemas apicais para recuperar o material contaminado. Recomenda-se o uso de produtos registrados para a cultura.

 

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