Podridão mole (Erwinia carotovora)
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Podridão mole

Talo oco (Erwinia carotovora)

Culturas Afetadas: Alho, Batata, Batata-doce, Cebola, Chalota, Tomate

A bactéria Erwinia carotovora é o agente causal da "podridão da cabeça" e do "talo oco" dos brócolis, além da "podridão mole" de diversas outras brassicáceas e solanáceas. Esta doença causa numerosas perdas devido ao apodrecimento do caule, provocando a morte da "cabeça" floral da planta e, que é o fruto comercializável. As perdas podem ser consideráveis sob condições favoráveis ao desenvolvimento da doença, atingindo valores entre 30 e 100% da produção. A podridão da "cabeça" é causada por um conjunto de mais duas bactérias,

Pseudomonas fluorescens  e P. viridiflava, além de E. carotovora.

Essa doença encontra-se disseminada em todas as regiões produtoras de brócolis do Brasil, pois a bactéria é nativa na maioria dos solos brasileiros. A bactéria tem um amplo círculo de hospedeiros, principalmente solanáceas cultivadas e plantas daninhas, de preferência as que têm consistência carnosa, como batata, cenoura, repolho, couve-flor, etc.

Danos: Os sintomas típicos da doença são a murcha generalizada da planta e o apodrecimento fétido do caule e "cabeça". Ocorre murcha após a obstrução e destruição dos vasos vasculares do caule, que impedem a subida da água até as folhas. A bactéria penetra através das raízes e dos ferimentos no caule, provocando o apodrecimento dos tecidos internos infectados, tornando-os moles, com odor muito desagradável, e o talo fica completamente oco. Os sintomas aparecem durante os períodos chuvosos, quando a "cabeça" permanece molhada por vários dias, então apodrece, tornando-se negra e com odor muito desagradável.

Controle: As cultivares que produzem "cabeças" que ultrapassam a folhagem secam muito mais rápido e parecem ser mais resistentes. Não há referências sobre variedades ou cultivares de brócolis imunes à podridão-da-cabeça, talo-oco e poddridão mole. As sementes devem estar sadias e adequadamente tratadas. Os restos de cultura devem ser retirados das lavouras e queimados para reduzir o potencial de inóculo do patógeno. O terreno deve estar bem drenado, e será irrigado apenas quando necessário. Em caso de a epidemia estar estabelecida na lavoura, recomenda-se a rotação de cultivo com uma espécie não-hospedeira por um período de no mínimo dois anos. O material de propagação deverá ser tratado com compostos cúpricos antes de ser plantado.