Bula Aquila

acessos
Acephate
2303
FMC - Campinas

Composição

Acefato 750 g/kg Organofosforado

Classificação

Inseticida, Acaricida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Contato, Ingestão, Sistêmico

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Curuquerê
(Alabama argillacea)
0,4 a 0,5 kg p.c./ha 180 a 350 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 14 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
1 a 1,5 kg p.c./ha 180 a 350 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 14 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
0,5 a 0,75 kg p.c./ha 180 a 350 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 14 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Tripes
(Frankliniella schultzei)
0,4 a 0,5 kg p.c./ha 180 a 350 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 14 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Citros Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cochonilha
(Orthezia praelonga)
50 a 75 g p.c./100 L de água 2000 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 21 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
0,2 a 0,4 kg p.c./ha 250 a 300 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 14 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Percevejo verde
(Nezara viridula)
0,35 a 0,7 kg p.c./ha 250 a 300 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 14 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico
Tomate rasteiro industrial Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
100 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 7 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico. Não é permitido o uso deste produto em lavouras de tomate estaqueado (tomate de mesa)
Pulgão das solanáceas
(Macrosiphum euphorbiae)
100 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 7 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico. Não é permitido o uso deste produto em lavouras de tomate estaqueado (tomate de mesa)
Pulgão verde
(Myzus persicae)
100 g p.c./100 L de água 1000 L de calda/ha - Caso necessário, reaplicar o produto com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações. 7 dias. Iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico. Não é permitido o uso deste produto em lavouras de tomate estaqueado (tomate de mesa)

Saco - hidrossolúvel: 0,1; 0,2; 1,0; 3,0 kg.
Sacos - aluminizados: 0,5; 1,0 kg(contendo sacos hidrossolúveis de 0,1 e 0,2 kg)
Sacos - aluminizados: 3,0; 5,0; 10; 15 kg(contendo sacos hidrossolúveis de 1,0 e 3,0 kg).
Saco - Papelão/Plástico: 3,0; 5,0; 10; 15 kg(contendo sacos hidrossolúveis de 1,0 e 3,0 kg.

INSTRUÇÕES DE USO:

ALGODÃO:
Para o controle do Pulgão-das-inflorescência(Aphis gossypii) recomenda-se a utilização da dose de 0,5 a 0,75 kg do produto comercial/ha, com volume de calda de 300 a 400 L/ha.
Para o controle do Curuquerê(Alabama argilácea) e Tripes(Frankliniella schultzei) recomenda-se a utilização da dose de 0,4 a 0,5 kg do produto comercial/ha, com volume de calda de 300 a 400 L/ha.
Para o controle do Pulgão-das-maçãs(Heliothis virescens) recomenda-se a utilização da dose de 1,0 a 1,5 kg de produto comercial/ha, com volume de calda de 300 a 400 L/ha.
Para o controle da Cochonilha-de-placa(Orthezia praelonga) na cultura dos Citros recomenda-se a utilização da dose de 50 a 75 g de produto comercial/100 L de água, com volume de calda de 2.000 L/ha.
SOJA:
Para o controle da Lagarta-da-soja(Anticarsia gemmatalis) recomenda-se a utilização da dose de 0,2 a 0,4 kg do produto comercial/ha, com volume de calda de 300 a 400 L/ha.
Para o controle do Percevejo-verde(Nezara viridula) recomenda-se a utilização da dose de 0,35 a 0,70 kg do produto comercial/ha, com volume de calda de 300 a 400 L/ha.
TOMATE INDUSTRIAL:
Para o controle da Mosca-branca(Bemisia tabaci raça B), Pulgão-verde(Myzus persicae) e Pulgão-das-solanáceas(Macrosiphum euphorbiae) recomenda-se a utilização da dose de 100 g de produto comercial/100 L de água, com volume de calda de 300 a 400 L/ha.
Obs.: As doses variam conforme o nível de infestação: maior dose para infestações mais intensas. Não exceder as dose recomendadas.
Obs.: Este produto não é recomendado para tomate de mesa conforme orientação RDC/ANVISA nº 45, de 02/10/2012.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Recomenda-se iniciar o tratamento, quando as pragas alcançarem o nível de dano econômico e repetir, se for necessário, com intervalos de 15 a 20 dias, efetuando no máximo 2 aplicações por ciclo ou safra da cultura.

MODO DE APLICAÇÃO:
AQUILA deve ser aplicado em pulverização terrestre com pulverizador de barra tratorizado munidos de bicos adequados que produzam gotas de 250-350 µs e densidade de 40 gotas/cm², gastando-se de 300-400 L de calda/ha procurando obter pulverizações com cobertura uniforme da parte aérea das plantas. Para a cultura do citros, recomenda-se o volume de calda de 2.000 L/ha.

Preparo da calda: AQUILA é acondicionado em saco hidrossolúvel, que é totalmente dissolvido em contato com a água, não havendo necessidade de abrir ou cortá-lo. A embalagem hidrossolúvel deve ser despejada diretamente no tanque de preparo da solução.

Para o uso de sacos hidrossolúveis:
1) Encher o tanque com água limpa com 1/4 do volume de calda recomendado;
2) Iniciar agitação no tanque;
3) Colocar o saco hidrossolúvel diretamente no tanque, sem cortá-lo ou abri-lo, ao coloca-lo na água ele dissolverá rapidamente.
4) Adicionar tantos sacos hidrossolúveis quanto necessário para conseguir a dosagem recomendada;
5) Aguardar a completa dissolução do saco hidrossolúvel na água. A agitação contínua é necessária para a boa mistura.

Limpeza do equipamento de aplicação:
Antes da aplicação, verifique e inicie somente com o equipamento limpo e bem conservado.
Imediatamente após a aplicação, proceda a uma completa limpeza de todo o equipamento para reduzir o risco da formação de depósitos sólidos que possam se tornar difíceis de serem removidos. O adiamento, mesmo por poucas horas, somente torna a limpeza mais difícil.
1- Com o equipamento de aplicação vazio, enxague completamente o pulverizador e faça circular água limpa pelas mangueiras, barras, bicos e difusores, removendo fisicamente, se necessário, os depósitos visíveis de produto. O material resultante desta operação deverá ser pulverizado na área tratada com o respectivo produto.
2- Complete o pulverizador com água limpa. Circule esta solução pelas mangueiras, barras, filtros e bicos. Desligue a barra e encha o tanque com água limpa. Circule pelo sistema de pulverização por 15 minutos. Circule então pelas mangueiras, barras, filtros, bicos e difusores. Esvazie o tanque na área tratada com o respectivo produto.
3- Remova e limpe os bicos, filtros e difusores em um balde com a solução de limpeza. Enxague completamente o pulverizador, mangueiras, barra, bicos e difusores com água limpa no mínimo 3 vezes. Limpe tudo que for associado ao pulverizador, inclusive o material usado para o enchimento do tanque.
4- Tome todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento perto de nascentes, fontes de água ou de plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual ou Municipal.

É PROIBIDA A APLICAÇÃO COM EQUIPAMENTO MANUAL OU COSTAL.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:
Temperatura ambiente : máxima de 30ºC.
Umidade Relativa do ar: mínima de 55%.
Velocidade do vento: 2 a 10 km/hora.
O Engenheiro Agrônomo pode alterar as condições de aplicação desde que não ultrapasse a dose máxima, o número máximo de aplicações e o intervalo de segurança determinados na bula.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão, Soja: 14 dias
Citros: 21 dias
Tomate industrial 7 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda(no mínimo de 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período, utilize os equipamentos de proteção individual(EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade: Testes de eficácia demonstraram que o produto não é fitotóxico quando aplicado nas doses e formas recomendadas.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES
PRODUTO PERIGOSO
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola;
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas;
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto;
- Não utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) danificados;
- Não utilize equipamento com vazamento ou com defeitos;
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca;
- Não manueseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual(EPÍ) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual(EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUCÕES NA PREPARACÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem externa, utilizar os sacos hidrosslúiveis sem abri-los ou cortá-los.
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; mascara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe. P2 ou P3); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICACÃO:
- É PROIBIDA A APLICAÇÃO ATRAVÉS DE EQUIPAMENTOS COSTAIS, MANUAIS E EM ESTUFAS.
- Evite o máxima possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na nevoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança "(intervalo de tempo entre a Ultima aplicação e a colheita)
- Utilize equipamento de proteção) individual — EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico, classe P2 ou P3); Óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:
Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. AREA TRATADA" e manter os avisos ate a final do período de reentrada.
Casa necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante aplicação.
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais. -
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula, cartilha informativa, e/ou receituário agronômico do produto.
INGESTAO: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
OLHOS: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minuto, evite que a água de lavagem entre em contato com o outro olho.

PELE: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
INALAÇÃO: Se o produto for inalado ("respirado), leve a pessoa para um local aberto e ventilado
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INALAÇÃO: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação, usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR AQUILA
INFORMAÇOES MÉDICAS
GRUPO QUÍMICO: Organofosforado
CLASSE TOXICOLÓGICA: Classe 1- EXTREMAMENTE TÓXICO
VIAS DE EXPOSIÇÃO: Oral, respiratória, ocular e dérmica.

TOXICOCINÉTICA: O acefato é absorvido pela pele, trato respiratório e trato gastrointestinal, favorecido pela presença de solventes e tensoativos na formulação. Após a absorção, ele é rapidamente distribuído por todos os tecidos do organismo, atingindo altas concentrações no fígado, onde é metabolizado. A eliminação ocorre principalmente pela urina (em média, 90%), com uma pequena porção sendo eliminada pelas fezes (1%): Sua meia-vida varia muito, dependendo da composição da formulação e da via de administração.

MECANISMOS DE TOXICIDADE: O acelfato inibe permanentemente a enzima acetilcolinesterase, o que impede a degradação do mediador nervoso acetilcolina, que então se acumula nas terminações nervosas. Disso, resulta uma hiperestimulação de células musculares, glandulares, ganglionares, do sistema nervoso autônomo (causando efeitos muscarinicos SN parassimpático - e nicotínicos - SN. simpátiço e motor) e do sistema nervoso central (SNC).
SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS: O acefato causa sintomas que podem aparecer em poucos minutos ou em até 12 horas após a exposição. A intensidade dos sintomas depende da toxicidade, da quantidade, da taxa de absorção, da taxa de biotransformação e da frequência da exposição ao agrotóxico e de exposições prévias a outros inibidores da colinesterase. O quadro clínico é constituído por efeitos muscarinicos, nicotínicos e do sistema-nervoso central.
Efeitos muscarinicos (síndrome muscarínica, colinérgico ou parassimpaticomimético hipersecreção glandular (sialorreia, lacrimejamento, broncorreia e sudorese), vômito, diarréia, cólicas abdominais, broncoespasmo, miose puntiforme e paralítica com visão borrada, bradicardia, cefaléia, Incontinência urinária.
A sudorese severa pode provocar desidratação, hipovolemia e hipotensão graves, resultando em choque.
Efeitos nicotínicos (síndrome nicotínica): midríase, hipertensão arterial,, mialgia, fasciculações musculares, tremores e fraqueza, que são, em geral, indicativos de. gravidade. Pode haver paralisia de musculatura respiratória, levando à morte por parada respiratória. Taquicardia e hipertensão arterial podendo manifestar-se e seres alteradas pelo efeito muscarínico.
Efeitos sobre o SNC( síndrome neurológica): ansiedade, agitação, confusão mental, ataxia, depressão de centros cardiorrespiratórios, convulsões e coma.
Também podem ocorrer manifestações tardias:
- Síndrome intermediária: aparece 1-4 dias após exposição e a resolução da crise colinérgica aguda. É caracterizada por paresia dos músculos respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente a face, o pescoço e as porções proximais dos membros. Também pode haver comprometimento de pares cranianos e diminuição de reflexos tendinosos. A crise cede após 4-21 dias de assistência ventilatória adequada, mas pode prolongar-se, as vezes, por meses após a exposição.
-.Neuropatia retardada induzida por organofosforados: neuropatia simétrica, distal, sensitivo motora que aparece em 14 a 28 dias após a exposição e é desencadeada por dano aos axônios de nervos periféricos e centrais. A crise se caracteriza por paresias ou paralisias simétricas de extremidades, sobretudo inferiores, podendo persistir durante semanas ou anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas.
- Outros efeitos sobre o Sistema Nervosa Central: um déficit residual de natureza neuropsiquiátrica, com depressão, ansiedade, irritabilidade, comprometimento da memória, concentração e iniciativa pode ser observado risco de síndromes extrapirarnidais tardias e doença de Guillain-Barre. Em embriões e fetos, há risco de alteração do neurodesenvolvimento.

DIAGNÓSTICO: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clinico compatível, associados ou não a redução da atividade da colinesterase. Queda em 25% ou mais de sua atividade original indica exposição recente importante. Queda de 50% em geralmente associada a exposição intensa. A pseudocolinesterase sérica é um indicador sensível mas não específico. Antes podem demorar 3-4 meses para se normalizar. É importante lembrar que a atividade colinesterásica varia fisiologicamente durante o dia e de um individuo para outro. A identificação das substâncias e seus metabolitos em sangue e urina pode evidenciar exposição, mas não é facilmente realizável. Outros controles do estado de saúde incluem : dosagens de eletrólitos, glicemia, creatinina, amilase pancreática e enzimas hepáticas, assim como gasometria, ECG (prolongamento do segrnente QT) e RX tórax (edema pulmonar e aspiração).
Convém considerar a associação dos efeitos do acefato com a anemia, a osteoporose e a fadiga muscular provocadas pelo silicato de alumínio e de outros produtos tóxicos presentes no mesmo ambiente, que podem alterar ou potencializar o perfil clinico esperado. ,
Na presença de sinais e sintomas indicativos de intoxicação, trate o paciente imediatamente, não condicionando o inicio do tratamento a confirmação laboratorial.

TRATAMENTO: Descontaminação: visa limitar a absorção e os efeitos locais.
ADVERTÊNCIA: A pessoa que presto atendimento ao Intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação deverá estar protegida por equipamentos de segurança, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.
Remover roupas e acessórios e realizar a descontaminação cuidadosa da pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água corrente abundante e sabão neutro. Remover a vitima para local ventilado.
Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água corrente, por no mínimo 15 minutos, evitando contato da água de lavagem com o outro olho.
Em caso de ingestão recente (menos de 1h) de grandes quantidades, pode-se realizar a lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger as vias aéreas do risco de aspiração. Para quantidades menores ou atendimento após 1h, administrar carvão ativado na proporção de 50-100g em adultos e 25-50g em crianças de 1-12 anos, e 1g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30g de carvão ativado para 240 ml de água.
Emergência, suporte e tratamento sintomático: Manter as vias aéreas permeáveis, se necessário, através de intubação oro-traqueal, aspirar secreções e oxigenar. Atenção especial para a fraqueza da musculatura respiratória e a parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias cardíacas. Adotar medidas de assistência ventilatória, se necessário.
Monitorar a oxigenação (oximetria ou gasometria), ECG, amilase sérica, calcemia e hemograma. Tratar pneumonite, convulsões e coma, caso.ocorram. Após remissão do quadro de intoxicação pelo acefato, orientar o paciente para um serviço de neurologia, caso apresente anomalias do sistema nervoso suspeitas de serem secundárias aos efeitos do alumínio.
Tratamento específico e antídoto:
Atropina - antagonista dos efeitos muscarínicos a atropina não age sobre os efeitos
nicotínicos. Dose de 1,0-4,0 mg em fase de ataque (adultos), e 0,01 a 0,05 mg/kg em crianças, por via EV, diluída em soro fisiológico na proporção de 1:2. Repetir, se necessário, a cada 5 a 10 minutos. As preparações de atropina disponíveis no mercado, têm, normalmente, a concentração de 425 ou 0,50 mg/mL ;
O parâmetro para a manutenção ou suspensão do tratamento é clínico e se baseia ou.
na reversão da ausculta pulmonar indicativa de broncorreia e na constatação do
desaparecimento da fase hipersecretora, ou no aparecimento de sintomas de intoxicação atropínica ligeira (hiperemia de pele, boca seta, pupilas dilatadas e taquicardia). Alcançados sinais de atropinização, ajustar a dose de manutenção destes efeitos por 25 Horas ou mais. A presença de taquicardia e hipertensão não contraindica a atropinização. São indicados a supervisão e o tratamento sintomático do paciente por pelo menos 48 horas, mas aconselha-se mantê-lo em observação por 72 horas, com monitoramento cardiorrespiratório e oximetria de pulso. A ação letal dos organofosforados é comumente atribuída à insuficiência respiratória, pelos mecanismos de broncoconstrição, hipersecreção pulmonar, falência da musculatura respiratória e consequente depressão do centro respiratório por hjpóxia.
A administração de atropina só deverá ser realizada na vigência de sintomatologia,
Oximas (pralidoxima) - A pralidoxima constitui um antídoto específico para, organofosforados. Ela desfosforiliza e reativa a acetilcolinesterase. Seu efeito é importante na regressão dos efeitos nicotínicos e na prevenção da Síndrome Intermediária, tendo pouca eficácia sobre os efeitos muscarínicos. A pralidoxima não substitui a atropina. Nos casos de contaminação importante, seu uso deve ser iniciado desde as primeiras 24 horas para ser mais efetivo, mas a pralidoxima pode ser aportada mais tarde, em especial em intoxicações por compostos lipossolúveis. Concentrações terapêuticas devem ser mantidas para restabelecer o máximo da atividade enzimática até a eliminação do acefato.

Dose de ataque:
Adultos: 1g, preferencialmente via EV, podendo ser utilizada via IM ou SC, em doses não maiores que 200 mg/minuto, diluídas em soro fisiológico. Pode ser repetida a partir de 2 horas após a primeira administração, não ultrapassando a dose máxima de 12 g/dia.
Crianças: 20 a 40 mg/kg, preferencialmente via EV, podendo ser utilizada via IM ou SC. Não exceder 4 mg/dia.
A pralidoxima pode causar bloqueio neuromuscular, se utilizada em altas doses, com taquicardia, laringoespasmos, rigidez muscular, náuseas, cefaleia e tontura.
Se houver convulsões, o paciente pode ser tratado com benzodiazepínicos, sob o controle médico.
CONTRAINDICAÇÕES: A indução do vômito é contraindicada em razão do risco de aspiração e pneumonite química.
A diálise e a hemoperfusão não são indicadas.
Aminas adrenérgicas só devem ser usadas em indicações especificas, devido á possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca (morfina, succinilcolina, teofilina, fenotiazinas e reserpina).
EFEITOS SINÉRGICOS: Com outros organismos organofosforados ou carbamatos.
ATENÇÃO: Ligue para Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica – RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de Emergência da Empresa: 0800-772-0320


Efeitos agudos e crônicos para animais de laboratório
Efeitos agudos:
DL50 oral e dermal major que 2000 mg/kg em ratos.
Em estudo de irritação ocular em coelhos o produto causou irritação da conjuntiva reversível em 8 dias.
Não irritante dérmico em estudos conduzidos em coelhos.

Efeitos crônicos:
Acefato provocou incremento na incidência de carcinomas e adenomas hepatocelulares em camundongos fêmeas. Os estudos sobre geriotoxicidade são controversos. Não foi teratogênico em ratos camundongos, mas afetam a motilidade dos espermatozóides e a fertilidade em ratos.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é: MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
- Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para aves.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para abelhas, podendo atingir outros insetos benéficos.
Não aplique o produto em período de maior visitação das abelhas.
- Evite contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa CHEMINOVA BRASIL LTDA. -
Telefone de emergência 0800 111 767.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
- Em caso de derrame, siga as instruções abaixo:
. Piso pavimentado: recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
. Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante pelo telefone indicado acima.
. Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, CO2 ou PÓ
QUÍMICO, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Para embalagem FLEXÍVEL

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no local próprio onde são guardadas as embalagens cheias.

Use luvas no manuseio dessa embalagem.

Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.

O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas - modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

Para embalagens SECUNDÁRIAS (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o
registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto deverá ser feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DO DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis).

MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS:
- Incluir outros métodos de controle de insetos (ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA
Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticidas (MRI) poderíamos prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
- Utilizar somente as dosagens recomendadas na bula.
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.