Bula Atectra - Basf

Bula Atectra

Dicamba
4916
Basf

Composição

Dicamba 480 g/L

Classificação

Herbicida
II - Altamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Sistêmico, Pós-emergente das plantas invasoras

Algodão

Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro)
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Amaranthus deflexus (Caruru rasteiro)
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Amaranthus retroflexus (Caruru gigante)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Artemisia verlotorum (Losna)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Conyza bonariensis (Buva)
Desmodium tortuosum (Carrapicho beiço de boi)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea quamoclit (Corda de viola)
Leonurus sibiricus (Rubim)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Senecio brasiliensis (Maria Mole)
Senna obtusifolia (Fedegoso branco)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)
Tridax procumbens (Erva de touro)

Soja

Acanthospermum hispidum (Carrapicho de carneiro)
Ageratum conyzoides (Mentrasto)
Amaranthus deflexus (Caruru rasteiro)
Amaranthus hybridus (Caruru roxo)
Amaranthus retroflexus (Caruru gigante)
Amaranthus spinosus (Caruru de espinho)
Amaranthus viridis (Caruru comum)
Artemisia verlotorum (Losna)
Bidens pilosa (Picão preto)
Commelina benghalensis (Trapoeraba)
Conyza bonariensis (Buva)
Desmodium tortuosum (Carrapicho beiço de boi)
Euphorbia heterophylla (Amendoim bravo)
Galinsoga parviflora (Picão branco)
Ipomoea grandifolia (Corda de viola)
Ipomoea nil (Corda de viola)
Ipomoea triloba (Corda de viola)
Leonurus sibiricus (Rubim)
Portulaca oleracea (Beldroega)
Raphanus raphanistrum (Nabiça)
Richardia brasiliensis (Poaia branca)
Senecio brasiliensis (Maria Mole)
Senna obtusifolia (Fedegoso branco)
Sida rhombifolia (Guanxuma)
Sonchus oleraceus (Serralha)
Tridax procumbens (Erva de touro)

Frasco plástico de 100; 250; 500 e 600 mL;
Frasco plástico de 1; 1,5 e 1,6 L;
Bombona plástica de 2; 2,5; 5; 10; 20; 50 e 100 L;
Bag in box de papelão ou plástico de 100; 250; 500 e 600 mL;
Bag in box de papelão ou plástico de 1; 1,5; 1,6; 2; 2,5; 5; 10 e 20 L;
Stand-up pouch com tampa de plástico ou plástico metalizado de 100; 250; 500 e 600 mL;
Stand-up pouch com tampa de plástico ou plástico metalizado de1; 1,5; 1,6; 2; 2,5; 5; 10 e 20 L;
Lata/balde metálica ou plástica de 1; 5; 10 e 20 L;
Tambor plástico ou metálico de 50; 100; 190; 200 e 210 L;
Tanque/ Container intermediário de plástico, metal ou fibra de papel com bolsa plástica interna; Metal/plástico; Metal/ plástico com pallet de madeira de 950; 960; 970; 980; 990; 1000; 1800; 2000; 2700 e 3000 L;
Tanque/ Isocontainer/Caminhão tanque metálico de 5000; 10000; 15000; 16000; 17000; 18000; 19000; 20000; 21000; 22000; 23000; 24000; 25000; 29000 e 30000L.

MODO DE AÇÃO:
Atectra® é um herbicida auxínico, sistêmico, pós-emergente, derivado do grupo dos ácidos benzoicos e específico para controle de plantas daninhas de folhas largas. É absorvido pelas folhas e pela raiz, via floema e xilema, sendo transportado a todas as partes da planta de forma rápida, acumulando-se nas áreas de crescimento ativo, inibindo seu desenvolvimento. As aplicações devem ser feitas em plena atividade de crescimento vegetativo e nas condições recomendadas, requerendo um período mínimo de 4 horas para ser completamente absorvido pelas plantas. Em condições estressantes do ambiente, a translocação do produto dentro das plantas pode ser diminuída.
Atectra® é recomendado para aplicação em área total, em pós-emergência das plantas daninhas e no pré-plantio dos cultivos de Algodão e Soja. Respeitar o intervalo de 30-60 dias entre a aplicação e o plantio da Soja Não Tolerante ao Herbicida Dicamba, e o intervalo de 15-20 dias entre a aplicação e o plantio do Algodão Não Tolerante ao Herbicida Dicamba, dependendo da dose e condições climáticas após a aplicação.
Atectra® é recomendado para aplicação em área total, em pós-emergência das plantas daninhas e em pós-emergência das culturas do Algodão e da Soja Geneticamente Modificadas Tolerantes ao Herbicida Dicamba. Não há restrições quanto ao intervalo entre a aplicação em pré-plantio e os plantios de cultivos tolerantes ao herbicida Dicamba.
No algodão e na soja Tolerantes ao Dicamba, na maioria dos casos uma única aplicação é suficiente para o controle das plantas daninhas, entretanto em áreas de alta infestação, e / ou com espécies com múltiplos fluxos de germinação das plantas daninhas, pode ser necessário a realização de aplicações sequenciais, com intervalo de aproximadamente 14 dias entre as aplicações, sendo a primeira (1ª) aplicação em torno de 14 dias após a emergência da cultura e a segunda (2ª) em torno de 28 dias após a emergência da cultura.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
• Utilizar a maior dose em situações onde haja maior infestação e/ou estádio mais avançado das • As aplicações deverão ser feitas em fases iniciais do desenvolvimento das plantas daninhas (até no máximo 10 cm), fisiologicamente ativas e preferencialmente até 6 folhas.
• Para uso em pré-plantio da cultura da Soja, recomenda-se aplicação única, respeitando o seguinte intervalo entre a aplicação do Atectra® e o plantio da soja:
- 30 dias para doses a partir de 0,6L/ha;
- 45 dias para a dose de 0,8L/ha;
- 60 dias para doses a partir de 1,0L/ha;
• Para uso em pré-emergência da cultura do Algodão, recomenda-se aplicação única, respeitando o intervalo de 15 dias para doses de 1 L/ha e o intervalo de 20 dias para doses de 1,5 L/ha entre a aplicação e o plantio.
• Para a cultura da Soja Geneticamente Modificada Tolerante ao herbicida Dicamba, recomendase aplicação única em torno de 14 dias ou sequencial em torno de 14 e 28 dias, após a emergência da cultura.
• Para a cultura do Algodão Geneticamente Modificado Tolerante ao herbicida Dicamba recomenda-se aplicação sequencial em torno de 14 e 28 dias, após a emergência da cultura.
• Para as culturas do Algodão e da Soja Tolerantes ao herbicida Dicamba, não há restrições quanto ao intervalo entre a aplicação em pré-plantio e os plantios destes cultivos.
• Para manejo em dessecação antes do plantio da cultura, e complementação no controle de infestações de Conyza bonariensis, pode-se utilizar a dose de 0,6 – 0,8 L p.c/ha de Atectra®, desde que seja realizada uma aplicação sequencial com herbicida registrado a base de saflufenacil, conforme dose e recomendações de uso descritos na bula.
• As aplicações onde o manejo é feito previamente com herbicidas a base de glifosato tem mostrado excelente complementação para o controle de plantas daninhas.
MODO DE APLICAÇÃO:
Aplicação Terrestre:
As recomendações a seguir relacionadas são importantes para uma correta aplicação e para se obter os efeitos desejados:
- Equipamento de aplicação: Utilizar equipamento de pulverização tratorizado provido de barras apropriadas. Ao aplicar o produto, siga sempre as recomendações da bula garantindo uma boa cobertura da pulverização sobre o alvo desejado, evitando a sobreposição das faixas de aplicação. Proceda a regulagem e manutenção preventiva do equipamento de aplicação para assegurar uma distribuição uniforme na dose correta sobre o alvo desejado. - Seleção de Pontas de Aplicação: A seleção correta da ponta de aplicação é um dos parâmetros mais importantes para redução da deriva. Pontas que produzem gotas de diâmetro mediano volumétrico (DMV) maior apresentam melhor efeito de controle sobre a deriva. Dentro deste critério, para melhor cobertura do alvo use pontas que forneçam gotas de categoria muito grossa a ultra grossa, conforme norma ASABE S572.1. Para minimizar o efeito de deriva, recomenda-se utilizar pontas com indução de ar como TTI ou ULD. Em caso de dúvida quanto a pressão de trabalho correta e o tamanho das gotas consultem a recomendação do fabricante da ponta (Bico).
- Altura de barras de aplicação: A barra pulverizadora deverá estar posicionada a 50 cm de altura do alvo a ser atingido. Quanto menor a distância entre a altura da barra e o alvo a ser atingido (desde que não comprometa a qualidade da aplicação), menor a exposição das gotas e menor o impacto na aplicação pelas condições ambientais, como a evaporação e transporte pelo vento. Recomenda-se o uso de controladores automáticos de altura da barra para manter a altura ideal da ponta em relação ao alvo a ser atingido. - Velocidade do vento: A faixa para pulverização entre 05 a 10 km/h dependendo da configuração do sistema de aplicação, reduz o efeito de deriva do produto. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento. Um aplicador familiarizado com os padrões de ventos locais minimiza possíveis riscos da pulverização atingir áreas não alvo. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando há culturas sensíveis presentes na direção do vento.
- Velocidade do equipamento: Selecione uma velocidade adequada às condicões do terreno e topografia, equipamento e cultura, não devendo ser superior a 25 km/h observando o volume de aplicação e a pressão de trabalho desejada. A aplicação efetuada em velocidades mais baixas, geralmente resultam em uma melhor cobertura e deposição na área alvo.
- Volume de aplicação: Recomenda-se o volume de calda entre 100 a 150 litros/ha.
- Pressão de trabalho: Observar sempre à recomendação do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada da ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. A pressão de trabalho, dependendo da ponta, pode variar de 1,5 a 3 bar (22 a 43 PSI) e o tamanho das gotas deve estar na classe de muito grossa ou acima (Vide item Seleção de Pontas de Aplicação). Para muitos tipos de pontas, menores pressões de trabalho produzem gotas maiores. Quando for necessário elevar o volume de aplicação, use pontas que permitam maior vazão em detrimento do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, assegure que os parâmetros de aplicação atendam a recomendação de uso.
- Período de chuvas: A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após aplicação pode afetar o desempenho do produto. Evite aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
- Temperatura e umidade: Aplique apenas em condições ambientais favoráveis. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco da evaporação da calda de pulverização, reduzindo o tamanho de gota e aumentando o potencial de deriva. Evite pulverizar durante condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%) e altas temperaturas (maiores que 30ºC). Não aplicar o produto em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Preparação da calda: Coloque água limpa no tanque do pulverizador até 3/4 de sua capacidade de tal forma que atinja a altura do agitador (ou retorno), adicione a quantidade recomendada de Atectra®. Com o agitador ligado complete o volume do tanque com água e mantenha a calda sob constante agitação durante a pulverização. A aplicação deve ser realizada no mesmo dia da preparação da calda. Não adicione redutor de pH, ácido bórico ou produtos à base de sal de amônio.
- Limpeza de tanque: Antes e logo após o uso, limpe completamente o equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) realizando a tríplice lavagem antes de utilizá-lo na aplicação de outros produtos / culturas. Recomenda-se a limpeza de todo o sistema de pulverização após cada dia de trabalho, observando as recomendações que seguem:
• Antes da primeira lavagem, assegurar-se de esgotar ao máximo a calda presente no tanque.
• Lavar com água limpa, circulando a água por todo o sistema por 5 minutos deixando esgotar pela barra na pressão de trabalho. A quantidade de água deve ser a mínima necessária para permitir o correto funcionamento da bomba, agitadores e retornos/aspersores internos do tanque. Uma regra bastante efetiva é lavar com 15% da capacidade do tanque quando houver sistema interno de limpeza.
• Encher novamente o tanque com água limpa e agregar 1% de uma solução para limpeza de tanque à base de amoníaco a 3% v/v, ligando o sistema de agitação e mantendo por no mínimo 15 minutos. Não utilizar hipoclorito de sódio, também conhecido como cloro ou água sanitária, como produto de limpeza. Proceder o esgotamento do conteúdo do tanque pela barra pulverizadora à pressão de trabalho. Retirar as pontas, filtros e capas e colocá-los em recipiente com água limpa e solução à base de amoníaco.
• Retirar todas as pontas e filtros e realizar a terceira lavagem com água limpa recirculando por 5 minutos e deixando esgotar pela barra.

O responsável pela aplicação da calda herbicida deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização do produto evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser corretamente calibrados e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Algodão (aplicação em pós-emergência): 113 dias
Soja (aplicação em pós-emergência): 70 dias
Algodão (aplicação em pré-plantio), Soja (aplicação em pré-plantio): Não determinado devido a modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Recomenda-se aguardar 24 horas para reentrada na lavoura ou após a secagem completa da calda. Caso haja necessidade de entrar na área tratada antes da secagem total da calda aplicada, utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados para uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
• Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.
• O Atectra® não deve ser aplicado em pulverização aérea.
• São exemplos de culturas sensíveis ao herbicida Dicamba: Batata, café, cítricos, crucíferas, feijão, flores ornamentais, girassol, leguminosas, maçã, pepino, tabaco, tomate, uva, além de algodão e soja não tolerantes ao herbicida Dicamba.
• Deve-se adotar uma área de bordadura de no mínimo 50 metros entre a área de aplicação e estas culturas para evitar potenciais efeitos adversos em culturas sensíveis a esse herbicida.
• Deve-se observar condições de inversão térmica para prevenir potenciais riscos de deriva e volatilidade.
• Evite aplicar em condições de estresse hídrico das plantas daninhas, visto que a sua translocação dentro das plantas, nestas condições é reduzida.
• Recomenda-se que a calda seja preparada e aplicada no mesmo dia. Isso visa reduzir o acúmulo de resíduos e contaminação das partes do pulverizador (tanque, barra, pontas, filtros e mangueiras).

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

O manejo de plantas daninhas é um procedimento sistemático adotado para minimizar a interferência das plantas daninhas e otimizar o uso do solo, por meio da combinação de métodos preventivos de controle. A integração de métodos de controle:
(1) cultural (rotação de culturas, variação de espaçamento e uso de cobertura verde);
(2) mecânico ou físico (monda, capina manual, roçada, inundação, cobertura não viva e cultivo mecânico);
(3) controle biológico;
(4) controle químico tem como objetivo mitigar o impacto dessa interferência com o mínimo de dano ao meio ambiente.

O uso sucessivo de herbicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população da planta daninha alvo resistente a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e um consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência de plantas daninhas e para evitar os problemas com a resistência, seguem algumas recomendações:
• Rotação de herbicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo O para o controle do mesmo alvo, quando apropriado.
• Adotar outras práticas de controle de plantas daninhas seguindo as boas práticas agrícolas.
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto.
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e a orientação técnica da aplicação de herbicidas.
• Informações sobre possíveis casos de resistência em plantas daninhas devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas (SBCPD: www.sbcpd.org), Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC-BR: www.hrac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).

GRUPO O HERBICIDA

O produto herbicida Atectra® é composto por dicamba, que apresenta mecanismo de ação dos mimetizadores da auxina, pertencente ao Grupo O, segundo classificação internacional do HRAC (Comitê de Ação à Resistência de Herbicidas).

Dicamba Técnico - Reg. 7408