Bula Curyom 550 EC

acessos
Profenofós + Lufenuron
8100
Syngenta

Composição

Lufenuron 50 g/L Benzoiluréia
Profenofós 500 g/L Organofosforado

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão
Café Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro vermelho
(Oligonychus ilicis)
800 mL p.c./ha 400 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 30 dias. Reaplicar somente se for necessário. 7 dias. Aplicar no início da infestação, assim que forem observados os sintomas de seu ataque, ou forem constatados ácaros vivos nas folhas através de uma lupa de bolso, respeitando o nível de controle para a praga
Bicho mineiro
(Leucoptera coffeella)
600 a 800 mL p.c./ha 400 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 30 dias. Reaplicar somente se for necessário. 7 dias. Aplicar quando constatar as primeiras minas ativas, com sinal de início de ataque. Usar a dose menor na fase bem inicial de infestação, abaixo de 20% de incidência de ataque. A dose maior deverá ser usada em situação igual ou superior a 20% de incidência de ataque
Girassol Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Lagarta do girassol
(Chlosyne lacinia saundersii)
200 a 300 mL p.c./ha 150 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 10 dias. Reaplicar se ocorrer reinfestação. 14 dias. Aplicar quando forem constatadas as primeiras lagartas nas folhas. A maior dose deve ser utilizada em condições de alta população da praga e condições de clima favorável ao seu desenvolvimento
Mandioca Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mandarová
(Erinnyis ello)
300 mL p.c./ha 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar se ocorrer reinfestação. 7 dias. Aplicar no início da infestação, no aparecimento das primeiras lagartas
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Ácaro vermelho
(Tetranychus desertorum)
300 a 400 mL p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias. Para ácaros reaplicar se ocorrer reinfestação. 35 dias. Iniciar a aplicação no inicio da infestação, quando observados os primeiros ácaros na face inferior das folhas através do uso de uma lupa de bolso e antes da formação de reboleiras com sintomas na área
Lagarta da soja
(Anticarsia gemmatalis)
200 mL p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias Para o controle de lagartas reaplicar quando os níveis de dano forem atingidos. 35 dias. Seguir a recomendação oficial: 30% de desfolha ou 40 lagartas/batida antes da floração ou 15% de desfolha ou 40 lagartas/batida, após a floração
Lagarta das folhas
(Spodoptera eridania)
400 mL p.c./ha 150 a 250 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) Realizar no máximo duas aplicações com intervalo de 7 dias. 35 dias. Aplicar no início da infestação, com lagartas pequenas de 1º e 2º instares
Lagarta-falsa-medideira
(Pseudoplusia includens)
300 a 400 mL p.c./ha 150 a 200 L de calda/ha 10 a 30 L de calda/ha (aéreo) 7 dias Para o controle de lagartas reaplicar quando os níveis de dano forem atingidos. 35 dias. Inspecionar periodicamente a lavoura com batida de pano e aplicar quando encontrar 5 a 10 lagartas por amostragem

- Frasco plástico de 0,1L; 0,25Litros 0,5Litros; 0,6 litros; 0,8 litros; 1 litro e 2 litros,
- Bombona plástica de 5 litros; 10 litros; 20 litros; 25 litros e 50 litros,
- Tambor plástico de 100 litros; 180 litros; 200 litros e 250 litros,
- Frasco metal de 1 litro e 5 litros,
- Isotanque de aço de 21000; 22000; 24000; 25000; 26000; 28000 litros,
- Bombona metal de 10 litros, 20 litros e 50 litros,
- Tambor metal de 180 litros; 200 litros e 250 litros,
- Tanque metálico/plástico de 500; 1000; 2000; 5000 litros; 10000; 20000; 21000; 22000; 24000; 25000; 26000; 28000 litros.

INSTRUÇÕES DE USO/DOSES: Vide seção "Indicações de uso/doses".

Café: A aplicação d? produto deverá feita. sob a forma de pulverização com equipamento costal manual, atomizador costal ou tratorizado com turbo atomizadorAplicar volume de calda em torno de 400 L/ha para se obter uma boa cobertura das plantas.

Girassol: O produto deve ser diluído em água e aplicado na forma de pulverização com equipamentos terrestres (pulverizador costal manual, motorizado ou tratorizado). Os equipamentos devem ser dotados com bico de jato cônico vazio da série "D" ou leque. Aplicar volume de calda em torno de 150 Iitros/ha.

Mandioca: O produto deve ser diluído em água e aplicado na forma de pulverização, com equipamentos terrestres (pulverizador costa I manual, motorizado ou tratorizado). Os equipamentos devem ser dotados com bico de jato cônico vazio da série "O" ou leque. Aplicar volume de calda de 200 litros/ha, cuidando para se obter uma boa cobertura das plantas.

Soja:
Pulverização terrestre:
Utilizar pulverizadores tratorizados ou Autopropelidos, equipados com barra e bicos hidráulicos, obedecendo os seguintes parâmetros:
1. Volume de aplicação -----------------------------------------150 a 250 L/ha.
2. Diâmetro de gotas de tamanho médio (OMV) ------------------ 200 a 400 11m.
3. Cobertura foliar ----------------------------------------------------------- 20 a 30 gotas/cm2.
4. Tipo de bicos recomendados: Bicos de jato plano - Teejet XR; Teejet DG; Twinjet; Turbo T eejet TT ou similares de diferentes fabricantes.
5. Espaçamento entre os bicos ----------------------------------------- 50 cm.
6. Pressão do líquido no bico -------------------------------------------- 40 a 80 psi.

Pulverização aérea:
Utilizar aviões ou helicópteros, utilizando os seguintes parâmetros:
Volume de aplicação ---------------------------------------------------- 10 a 30 Uha.
5. Largura da faixa de aplicação --------------------------------- 20 m.
6. Diâmetro mediano de gotas (DMV) --------------------------------- 200 a 400 11m.
7. Cobertura foliar ------------------------------------------------------- 20 a 30 gotas/cm2.
4. Equipamento de pulverização: Barra com bicos cônico vazio da série D com difusor 5. ou atomizadores rotativos "Micronair" com ângulo das pás ajustados em 65°.
5. Pressão mínima de 15 psi e máxima de 40 psi.
6. Altura de vôo deverá ser ajustada de acordo com a velocidade do vento no momento da aplicação ------------------------------------------------------------------------- 2 a 4 m.
7. No momento da aplicação obedecer as seguintes condições meteorológicas: ./ Umidade Relativa do ar------------------------------------------ mínima de 55%
Temperatura atmosférica ------------------------------- máxima de 30° C
Velocidade do vento (cruzado)--------------------------------- mínimo de 3 e máximo de 15 km/h
Evitar momentos com inversão térmica, fortes turbulências ou com formação de correntes
convectivas.
Obs.: Dentre os fatores climáticos, a umidade relativa do ar é o mais limitante, portanto, deverá ser constantemente monitorada com termohigrômetro.
Observação geral: Quando utilizar aplicações por via a r a deverá obedecer às normas técnicas de operação previstas nas portarias do Decr to Lei 76.865 do Ministério da Agricultura.

INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo que deverá transcorrer entre a última aplicação e a colheita).

CULTURA DIAS
CAFÉ 7
GIRASSOL 14
MANDIOCA 7
SOJA 35

LIMITAÇÕES DE USO:

Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
O produto não é fitotóxico para as culturas indicadas na dose e condições recomendadas.

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

Precauções Gerais:
• Produto para uso exclusivamente agrícola
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão hidrorepelente com CA do Ministério do Trabalho com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha, avental impermeável, máscara com filtro mecânico, protetor ocular, touca árabe e luvas de nitrila.
• Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

Precauções no manuseio:
• Produto irritante para os olhos.
• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão hidrorepelente com CA do Ministério do Trabalho com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado, protetor ocular; touca árabe e luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

Precauções durante a aplicação:
• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
• Não aplique o produto contra o vento, se utilizar equipamento costa!. Se utilizar trator aplique o produto contra o vento.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas.
• Utilize equipamento de proteção individual - EPl: macacão hidrorepelente com CA do Ministério do Trabalho com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado, protetor ocular; touca árabe e luvas de nitrila.

Precauções após a aplicação:
• Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPl), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
• Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara.
• Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
• Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
• Não reutilizar a embalagem vazia.
• No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI : macacão hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e .•.. ventilado. Se o acidentado parar de respirar faça imediatamente respiração artificial b. providencie assistência médica.
Olhos: Em caso de contato, lave com água corrente durante 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Intoxicações por organofosforados

Informações médicas

Grupo químico: Profenofós: Inseticida de contato e ingestão do grupo dos organofosforados
Lufenuron: Inseticida fisiológico do grupo das benzoiluréias.

Vias de exposição: Oral, inalatória, dérmica e mucosas.

Toxicocinética: Profenofós: estudos em animais de laboratório revelaram que o Profenofós é rapidamente absorvido do trato gastrointestinal para o sistema circulatório e rapidamente excretado pela urina (94% da dose em 24 horas) e pelas fezes (2,5¬15%). Os metabólitos são resultantes da degradação do Profenofós por via hídrtica e conjugação e podem ser encontrados tanto na urina como nas fezes. Não ve evidências de bioacumulação do produto nos tecidos animais nem diferenças de eliminação entre machos e fêmeas. Lufenuron: o Lufenuron foi absorvido para o sistema circulatório e foi armazenado no tecido adiposo. A taxa de absorção através da pele de ratos foi de 5%. A principal via de eliminação foi através das fezes. Estudos de metabolismo realizados em ratos, galinhas e cabras demonstraram que somente uma quantidade menor de 0,5% do Lufenuron foi metabolizado. Foram encontrados residuos da sustância teste em tecido adiposo e no leite. Em estudos realizados em animais de laboratorio expostos a doses repetidas, foi observada uma depleção dos resíduos presentes no tecido adiposo com uma meia-vida de 16 horas, depois de cessada à administração repetida da substância teste.

Mecanismos de toxicidade: Profenofós: Inibe permanentemente a enzima acetilcolinesterase através de sua fosforilação, causando acúmulo de acetilcolina e consequente superestimulação das terminações nervosas, tornando inadequada a transmissão de seus estímulos às:
Células músculares junção neuro muscular);
Células ganglionares (receptores nicotínicos preganglionare e receptores muscarínicos posganglionares do Sistema Nervos Autónomo);
Sistema nervoso central.
Lufenuron: não se conhece um mecanismo de toxicidade específico para os humanos

Sintomas e sinais clínicos: Profenofós:
Manifestações agudas (minutos ou horas após exposição) são classificadas como: • Muscarínicas (síndrome muscarínica, parasimpaticomimética ou colinérgica): vômito, diarréia, cólicas abdominais, broncoespasmo, miose puntiforme e paralítica, bradicardia, hipersecreção (Iacrimejamento, sialorréia, broncorréia, e sudorese), cefaléia, incontinência urinária, visão turva. Diaforese severa que pode provocar desidratação e hipovolemia grave, resultando em choque.
• Nicotínicas (síndrome nicotíca): midríase, mialgia, hipertensão arterial, fasciculações musculares, tremores e fraqueza. Pode haver paralisia de musculatura respiratória levando a morte. A freqüência cardíaca e a pressão arterial podem estar aumentadas ou diminuídas devido aos efeitos muscarínicos.
• Sistema Nervoso Central (síndrome neurológica): ansiedade, agitação, confusão mental, ataxia, depressão de centros cardiorrespiratórios, convulsões e coma. Síndrome Intermediária:(24-96 horas após exposição)
• Aparecimento após a resolução da crise colinérgica aguda. É caracterizada por paresia dos músculos respiratórios e debilidade muscular que acomete principalmente face, pescoço e porções proximais dos membros. Também pode haver comprometimento dos pares cranianos e dim inuição dos reflexos tendinosos, podendo se prolongar por meses após a exposição.
Neuropatia Retardada Induzida por Organofosforados:
• É desencadeada por dano dos axônios dos nervos periféricos e centrais e caracterizada por paresias ou paralisias de extremidades, sobretudo as inferiores, podendo persistir durante semanas ou anos. São casos raros, após exposições agudas e intensas, que também podem desencadear déficit residual de natureza neuro-psiquiátrica, com comprometimento da memória, concentração e iniciativa.
Lufenuron: Apresenta baixa toxicidade aguda, sinais de intoxicação aguda estão relacionados a ingestão de grandes quantidades do produto. Em estudos com animais, os sintomas de intoxicação aguda não foram específicos. O mesmo pode ser esperado para humanos.

Tratamento: Descontaminação: ela visa limitar a absorção e os efeitos locais.
1. Remover roupas e acessórios, e proceder descontaminação cuidadosa da pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água abundante e sabão. Remover a vítima para local ventilado
2. Se houver exposição ocular,irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
3. Em caso de ingestão recente, proceder à lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração. Administrar carvão ativado na proporção de 50-100 g em adultos e 25-50 g em crianças de 1-12 anos, e 19/Kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 ml de água.
Profenofós:
Atropina:não deverá ser administrada se o paciente estiver assintomático. A Atropina é um agente antimuscarínico, é usada para reverter os sintomas muscarínicos, e não reverte os sintomas nicotínicos. As preparações presentes no mercado, normalmente têm uma concentração de 0,25 e 0,50 mg/ml. A dose de ataque para adultos é de 2-4 mg e a dose de ataque para crianças é de 0,05 mg/kg, EV. Repetir se necessário cada 5 a 10 minutos. Os parâmetros clínicos que indicam a manutenção ou suspensão do tratamento são: reversão da ausculta pulmonar indicativa de broncorréia e desaparecimento da fase hipersecretora ou aparecimento de sintomas de intoxicação atropínica: hiperemia da pele, boca seca, pupilas dilatadas e taquicardia. Alcançados os sinais de atropinização, ajustar a dose de manutenção a estes efeitos por 24 horas ou mais se for necessário. A taquicardia e a hipertensão não contra-indicam a atropinização. É indicado a supervisão d aciente por pelo menos 72 horas com monitorização cardiorrespiratória e oxime ria A ação letal do produto é normalmente atribuída a insuficiência respiratória pe a roncoconstrição, secre ão ulmonar excessiva, falência da musculatura respiratória e consequente depressão do centro respiratório por hipoxia. Devido a esta complicação, manter a monitoração e tratamento sintomático.
Oximas-Pralidoxima:são antídotos específicos para os organofosforados, e atuam restaurando a atividade da colinesterase, o que justifica a coleta de amostra de sangue heparinizado prévia à administração para ser utilizada para estabelecer a efetividade do tratamento. Reagem em todos os sítios afetados (muscarínicos, nicotícos e provavelmente SNC), mas não reativam a colinesterase plasmática. A dose de ataque para adultos é de: 1-2 g, preferencialmente EV, podendo ser utilizada 1M ou se, em doses não maiores de 200 mg/min diluídos em Soro Fisiológico, podendo ser repetida a partir de 2 horas após a primeira administração, não ultrapassando a dose máxima de 12g/dia. A dose de ataque para crianças é de: 20¬40 mg/kg, preferencialmente EV, podendo ser utilizada 1M ou SC sem exceder os 4mg/kg/min. Para ser mais efetivo o tratamento deve ser iniciado nas primeiras 24 horas, mas pode ser realizado mais tarde.
Se ocorrer convulsões, o paciente pode ser tratado com Benzodiazepínicos sob orientação médica. A diálise e a hemoperfusão não estão indicados.
Lufenuron:
Não existe antídoto específico, aplicar tratamento sintomático em caso de exposição. Medidas gerais de tratamento: interromper/suspender a fonte de exposição ao produto, descontaminação gastrointestinal e proteção das vias respiratórias, para evitar aspiração de conteúdo gástrico.
No caso de ingestão oral, aplicar medidas gerais de suporte. Não induzir o vômito.
No caso de contato dérmico, remover a roupa contaminada e lavar bem as partes do corpo afetadas com água e sabão.
No caso de contato com os olhos, lavar com água abundante por alguns minutos e procurar auxílio médico.
No caso de inalação, remover o paciente para local arejado e procurar auxílio médico. Se necessário faça respiração artificial.

Contra-indicações:Não induzir o vômito.
Profenofós: morfina, succinilcolina, teofilina, fenotiazinas e reserpina. Aminas adrenérgicas só devem ser utilizadas em indicações específicas devido à possibilidade de hipotensão e fibrilação cardíaca.

Efeitos sinérgicos: Profenofós: com outros organofosforados ou carbamatos.

ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS) Telefone de Emergência da em resa: 0800-7044304

Efeitos agudos (Dados agudos da formulação):
DL50 aguda oral para ratos: 990 mg/kg.
DL50 aguda dérmica para ratos: maior que 4000 mg/kg. DLsD inalatória em ratos: > 4,92 mg/L
Irritação para pele (coelhos): moderadamente irritante.
Irritação para os olhos (coelhos): irritante
Sensibilização dérmica (cobaias): Pode causar sensibilização

Crônicos (estudos conduzidos com o produto tecnico):
Profenofós:
Camundongos foram tratados com concentrações de 1, 30 e 100 ppm, dieta. A sobrevida dos animais não foi afetada nas doses baixa e média. Não houve nenhum e efeito relacionado ao tratamento com respeito a sinais clínicos, peso corpóreo, consumo do alimento, incidência de
neoplasia, achados de autopsia e histopatologia. A atividade da colinesterases plasmática e eritrocitaria foi inibida parcialmente em ambos os sexos nas doses média e alta. Nas fêmeas, houve uma inibição parcial da atividade da colinesterase cerebral na dose alta. O NOAEL foi de 1 ppm para efeitos biológicos e inibição das colinesterases.
Ratos foram alimentados com concentrações de 0,3, 10 e 100 ppm na dieta, por dois anos. A sobrevida dos animais não foi afetada pelo tratamento. Nenhum sinal clínico de toxicitdade foi observado, e o peso corporal não foi afetado em nenhum nível de dose. Na dose alta, se observaram um aumento no consumo do alimento nas fêmeas, um aumento no peso relativo da tiróide e hiperplasia de células perifoliculares nos machos e um incremento da formação de nódulos hepáticos nas fêmeas. Estes achados não se consideraram relacionados ao tratamento, nem sugestivos de ser carcinogênicos. A atividade da colinesterase plasmática foi inibida em parte em ambos sexos na dose alta. A atividade da colinesterase eritrocitária também foi inibida em parte em ambos sexos, mas nas doses média e alta. Os efeitos na colinesterase plasmática e eritrocitária foram completamente reversíveis. A atividade da colinesterase cerebral foi parcialmente inibida nas fêmeas nas doses média e alta. A avaliação estatística das diferenças achadas na atividade da colinestarase, com os valores do grupo controle do estudo e dos históricos controle revelaram que estas não eram significativas. O NOEL foi de 0,3 ppm baseados na inibição das colinesterases. Entretanto, do ponto vista biológico é plausível estabelecer um NOAEL de 100 ppm.
Lufenuron:
O Lufenuron não apresentou efeitos sobre a reprodução, alterações sobre o desenvolvimento ou potencial mutagênico nos estudos realizados em animais de laboratório. No estudo combinado crônico e carcinogenicidade realizado por dois anos em ratos, foram observadas convulsões e lesões relacionadas a acumulação de gordura no fígado. Os animais expostos às doses elevadas (> 20mg/kg p.c./dia), durante semanas consecutivas, apresentaram convulsões. Nas doses mais elevadas o Lufenuron se acumulou no tecido adiposo mais rapidamente do que foi metabolizado ou eliminado; devido a ocorrência de saturação completa do tecido adiposo o nível de Lufenuron aumentou significativamente no sistema animal. A saturação completa do sistema animal causou os efeitos convulsivos que diminuíram consideravelmente quando a exposição foi cessada. Concluiu-se que as convulsões foram um efeito secundário à bioacumulação do Lufenuron no tecido adiposo.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:
MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para organismos aquáticos. Evite contaminação ambiental Preserve a Natureza.
Não utilize equipamento com vazamento.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Aplique somente as doses recomendadas.
Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água.
Evite a contaminação da água.
A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.
Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e vegetação suscetível a danos.
Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal concementes às atividades aeroagrícolas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:

Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações ou outros materiais.
A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados.
Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASOS DE ACIDENTES:

- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa SYNGENTA PROTEÇÃO DE CULTIVOS
LTDA pelo telefone de emergência: 0800 7044304
Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetor e máscara com filtros).
Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água.
Siga as instruções abaixo:
O Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, consulte o registrante por meio do telefone indicado no rótulo para a sua devolução e destinação final.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante pelo telefone indicado acima.
O Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, COz ou p? qu?mico, ficando a favor do vento para evitar intoxica??o.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS V AZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

LAVAGEM DA EMBALAGEM:

Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPIs Equipamentos de Proteção Individual - recomendados para o preparo da calda do produto.
o Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de tríplice lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador,
mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos; Adicione água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume; Tampe bem a embalagem e agite-a por 30 segundos; Despej e a água da lavagem no tanque do pulverizador; Faça esta operação três vezes;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguIr os seguintes procedimentos:
Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador; Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador; Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.
Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-Ia invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da tríplice lavagem ou lavagem sob pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
o armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
o usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
o armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.
o usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, ammms e pessoas.

PARA EMBALAGENS SECUNDÁRIAS (NÃO CONTAMINADAS)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE:

As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, ammms e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS:

A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:

A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Caso este produto venha a se tomar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fomos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente. TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex. Controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.

Qualquer agente de controle de inseto pode se tomar menos efetivo ao longo do tempo, se a
praga alvo desenvolver algum mecanismo de resistência a ele. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência a Inseticidas - IRAC-BR, recomenda as seguintes estratégias de manejo de
resistência, visando prolongar a vida útil dos inseticidas:
• Qualquer produto para controle de pragas, da mesma classe ou modo de ação
ser utilizado em gerações consecutivas da praga.
• Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo.
• Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas.
• Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex. Controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.