Bula Danado

acessos
Picloran
13611
UPL

Composição

Picloram 388 g/L Ácido piridinocarboxílico

Classificação

Herbicida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Sistêmico, Seletivo

Pastagens Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amarelinho
(Tecoma stans)
2 L/98L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Aroeirinha
(Schinus terebinthifolius)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Arranha gato
(Acacia plumosa)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Camboatá
(Tapirira guianensis)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Ciganinha
(Memora peregrina)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
cipó de cobra
(Mansoa difficilis)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Espinho agulha
(Barnadesia rosea)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Jacarandá de espinho
(Machaerium aculeatum)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Leiteiro
(Peschiera fuchsiaefolia)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano
Unha de vaca
(Bauhinia variegata)
1 a 2 L/98L ou 99L água 200 L de calda/ha - Pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada. Não determinado. Todo ano

INSTRUÇÕES DE USO:
O Picloram 240 SL DVA é um herbicida seletivo, para o controle de plantas daninhas dicotiledôneas de porte arbóreo, arbustivo e sub-arbustivo em áreas de pastagens, específicos para aplicações no toco (imediatamente após o corte da planta).

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Picloram 240 SL DVA pode ser utilizado o ano todo, não necessitando de chuvas para agir, por ser aplicado diretamente na planta roçada.


MODO DE APLICAÇÃO:
- Pulverizador costal manual.
- Bico tipo cone, sem o core interno (jato cone cheio).

I. Preparo da calda:
- Utilize um tambor de 200 litros.
- Encha de água limpa até a metade.
- Acrescente 2,0 litros de Picloram 240 SL (dose 1%) ou 4,0 litros (dose 2,0%)
- Complete com água até o volume total (200 litros) e misture bem.

II. Roçada das plantas daninhas:
- Roce com foice a planta a ser controlada o mais próximo possível do solo.
- Em plantas com roçadas anteriores, faça o novo corte abaixo do engrossamento da raiz (nó) da última roçada.
- Em caules mais grossos, rache em cruz o toco cortado, para uma maior absorção do produto.

III. Aplicação:
Depois de realizada a roçada da planta daninha, aplique o produto imediatamente após o corte, molhando bem todo o toco até atingir o ponto de escorrimento.

Para realizar uma aplicação com maior eficiência, recomendamos:

a) Faça o trabalho em duplas:
- 1 homem roçando a planta;
- Outro aplicando o produto logo em seguida.

b) Encha o pulverizador com volume somente até a metade. (para melhor rendimento e eficiência do aplicador)

c) Encoste o bico do pulverizador costal o mais próximo possível do toco.

d) Não dê muita pressão no equipamento costal, evitando desperdício do produto.

e) Não utilize óleo diesel ou espalhante adesivo. Misture Picloram 240 SL DVA apenas com água.


OUTRAS ORIENTAÇÕES:
Plantas que apresentam um engrossamento do caule abaixo do nível do solo: (Ex. ciganinha).
- Corte a planta com enxadão abaixo do nível do solo;
- Aplique o produto nas pontas dos caules e raízes decepadas ou onde o solo foi removido, até o encharcamento.

Plantas com tocos muito finos (menos de 3 cm de diâmetro):
- Corte a planta;
- Pulverize sobre os tocos cortados até o ponto de escorrimento;
- Encoste o bico do pulverizador rente ao colo da planta e molhe esta região e o solo ao redor do toco para que o produto entre em contato com as raízes.

Áreas onde ocorreu fogo e as plantas estão secas:
- Espere a nova rebrota de folhas, roce e depois aplique Picloram 240 SL DVA.
- Nas áreas já tratadas com Picloram 240 SL DVA evite fogo por 30 dias no mínimo.

Áreas encharcadas em certos períodos do ano:
- Espere abaixar a água para efetuar o tratamento (período mais seco do ano)

Manejo da área antes da aplicação:
- Faça um levantamento das espécies de plantas daninhas para definir a dosagem;
- Se a gramínea forrageira estiver muito alta na época da aplicação, solte os animais na área para rebaixar o capim, facilitando a visualização das plantas a serem tratadas.

Manejo da área após a aplicação:
- Se a gramínea forrageira estiver muito pastejada (baixa) ou degradada, faça vedação dos pastos por 60 a 90 dias para facilitar sua recuperação.


INTERVALO DE SEGURANÇA:
Cultura Dias
Pastagem (2)
(2) = Intervalo de segurança não determinado.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.


LIMITAÇÕES DE USO:
Fitotoxicidade para as culturas indicadas:
Picloram 240 SL DVA quando usado nas doses recomendadas não causará danos às culturas indicadas.

Outras restrições a serem observadas:
- Culturas sensíveis: são sensíveis a esse herbicida as culturas dicotiledôneas como: algodão, tomate, batata, feijão, soja, café, eucalipto, hortaliças, flores e outras espécies úteis sensíveis a herbicidas hormonais, além da cultura de arroz quando a aplicação não é feita na época recomendada.
- Evitar que o produto atinja, diretamente ou por deriva, as espécies úteis suscetíveis ao herbicida. As aplicações por pulverizações costais-manuais, só deverão ser feitas quando não houver perigo de atingir as espécies acima mencionadas.
- Não utilizar para aplicação de outros produtos em culturas sensíveis o equipamento que foi usado para aplicação de Picloram 240 SL DVA.
- Não utilizar esterco de curral de animais que tenham pastado em área tratada com o produto, imediatamente após o tratamento em área total, para adubar plantas ou culturas úteis sensíveis ao produto.

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTECAO INDIVIDUAL COMO INDICADO

• Produto para uso exclusivamente agrícola.
• Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
• Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
• Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, mascara, óculos, touca árabe e luvas.
• Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
• Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
• Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
• Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

Produto extremamente irritante para os olhos e sensibilizante

• Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
• Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
• Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.
• Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO

• Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
• Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
• Verifique a direção do vento aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
• Aplique o produto somente nas doses recomendadas
• Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calcas por cima das botas, botas de borracha, mascara com filtro mecânico classe P2, óculos de segurança com proteção lateral, touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO

• Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada (24 h).
• Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do termino do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
• Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
• Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
• Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e mascara.
• Tome banho imediatamente apos a aplicação do produto.
• Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
• Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção apos cada aplicação do produto.
• Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
• Não reutiliza embalagem vazia
• No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual — EPI : macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vomite ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES PO POCLORAM
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo Químico :
Picloram ..... Ácido piridinocarboxilíco
Propilenoglicol ..... Alcoóis
Trietanolamina ..... Amino-ácool
Poloxalene ..... Poliglicol

Vias de exposição: Oral, dérmica, ocular e inalatória.

Toxicocinética: Picloram: embora não aceito eticamente atualmente, seis voluntários saudáveis receberam doses orais únicas de 5,0 e 0,5 mg/kg, e uma dose dérmica de 2,0 mg/kg. Picloram foi rapidamente absorvido do trato gastrointestinal (meia-vida de 0,5h) e mais que 87% foi excretado na urina em 72 horas. Picloram foi pouco absorvido através da pele (0,18%/0-6%). Apresentou baixo potencial de bioacumulação no homem durante exposições repetidas ou prolongadas.

Mecanismos de toxicidade: Não se conhece o mecanismo de toxicidade especifico para humanos.

Sintomas e sinais clínicos: Exposição Aguda: em exposições humanas a Picloram:

Via de exposição ...... Sinais e sintomas
Dérmica ..... Irritante (pó). Não e sensibilizante.
Ocular ..... Irritante (pó), sem lesão corneal.
Inalatória ..... A sua baixa pressão de vapor torna a toxicidade inalatória improvável. O pó pode ser irritante.
Oral ..... Náuseas, diarréia
Sistêmica .... Toxicidade sistêmica é baixa. De acordo com estudos em animais pode causar: ataxia, tremores, depresão, epilepsia, taquicardia, hepetoxicidade, leucopenia, ginerragia, nefrotoxidade e rabdomiolise.

Efeitos crônicos: não há evidencias de teratogenicidade ou genotoxicidade em humanos e apresentou somente um resultado positivo em outras espécies em um teste de mutação em Streptomyces coelicolor e Saccharomyces cerevisiae.

Outros Componentes: Propilenoglicol: a absorção é rápida pelas vias oral e dérmica; a absorção é baixa pelo trato respiratório e ocular. A distribuição é ampla. É excretada inalterada na urina e, o restante, e extensamente metabolizado (oxidação) no fígado, a lactato, e posteriormente a piruvato e acetato. Em humanos causou:

Exposição ..... Sinais e Sintomas
Dérmico ..... Eritema, dermatite de contato. Não é sensibilizante.
Respiratório ..... Tosse, dispnéia, irritação, broncoespasmo leve.
Oculares ..... Leve irritação, blefaroespasmo, sensação de picada e lacrimejamento (transitórios).
Sistêmicos (grandes quantidades, via IV) ..... Crianças são mais susceptíveis. Pode causar sintomas no SNC (coma, convulsões), hiperosmolaridade, acidose láctica, insuficiência renal, arritmias, hipotensão, parada cardíaca e óbito. Infusão IV de medicamentos contendo PG pode causar hemólise.

Exposição crônica tem causado acidose láctica, toxicidade renal proximal, hipoglicemia, estupor, convulsões, arritmias; dermatite (aplicação dérmica).

Trietanolamina: é bem absorvida via oral e dérmica e excretada rapidamente pela urina e fezes (48h). Tem efeito irritante de pele, mucosas e trato respiratório. Se o paciente foi exposto a Trietanolamina a temperatura elevada, a decomposição aumenta o risco a inalação de Óxidos nitrosos, monóxido de carbono e dióxido de carbono que podem causar: irritação, pneumonite, edema pulmonar, hipoxia e carboxihemoglobinemia. E irritante de pele, mucosas e trato respiratório.
Poloxalene: a absorção é baixa com rápida excreção na bile e urina e pouca retenção nos tecidos. Administração intravenosa em humanos provocou dor, anormalidades no local de injeção e naúseas. Pode ser irritante de pele e mucosas.

O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível.

Obs.: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.
Concentrações séricas de Propilenoglicol podem ser medidos por cromatografia líquida.
Monitorar carboxihemoglobina no sangue.

Tratamento:
Antídoto: não há antídoto específico.
Tratamento: medidas de descontaminação, tratamento sintormático e de suporte. Deve ser evitado o contato do produto corn os olhos, pele e roupas contaminadas.

Exposição Oral: em caso de ingestão de grandes quantidades do produto:
• Diluição: imediatamente diluir com (120-240)ml de água ou leite (não exceder 120 ml em crianças).
• Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria) e administrar oxigenoterapia quando suspeita de carboxihemoglobina.
• Lavagem gastrica: não está indicada pelo elevado potencial de aspiração.
• Carvão ativado: se liga a maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica deles, se administrado logo após a ingestão (1 h).
1. Dose: suspensão (240 ml de agua/30 g de carvão). Dose:25 a
100 g em adultos, 25 a 50 g em crianças de (1-12)a e 1 g/kg em < 1 a;
• Não provocar vômito
• Convulsões: indicado benzodiazepinicos IV: Diazepam (adultos = 5-10 mg; crianças = 0,2-0,5 ring/kg, e repetir a cada 10-15 minutos) ou Lorazepam (adultos: 2-4 mg; crianças 0,05-0,1 mg/kg). Considerar Fenobarbital ou Propofol na recorrência das convulsões em >5 anos.
• Endoscopia: considere em casos de irritação gastrointestinal ou esofágica para avaliar a extensão do dano e guiar a lavagem gástrica.
• Emergência, suporte e tratamento sintomático: manter as vias aéreas permeáveis: aspirar secreções, administrar oxigênio e intubar se necessário. Atenção especial para parada respiratória repentina, hipotensão e arritmias. Uso de ventilação assistida se requerido. Monitorar oxigenação (oximetria ou gasometria), eletrólitos, ECG, etc. Hipotensão: infundir (10-20) ml/kg de líquido isotônico. Se persistir: Dopamina (5-20 pg/kg/min) ou Norepinefrina adulto: comegar infusão de 0,5-1 pg/min; crianças: comegar corn 0,1 pg/kg/min). Tratar acidose metabólica severa corn Bicarbonato de sódio.
• Hemodialise: pode ser requerido em caso de intoxicação grave corn insuficiência renal e acidose grave (para remoção do Propilenoglicol).
• Manter internação por no minimo 24 horas após o desaparecimento
dos sintomas.

Inalatória: Se ocorrer tosse/dispnéia, avalie quanto a irritação, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação. Trate broncoespasmos corn B2-agonistas via inalatória e corticosteróides via oral ou parenter I.
Exposição Ocular: Lave os olhos expostos corn quantidades copiosas de água ou sauna 0,9%, a temperatura ambiente, por pelo menos 15 minutos. Se os sintomas persistirem, encaminhar o paciente para o especialista.
Exposição Dérmica: Remova as roupas contaminadas e lave a area exposta corn abundante água e sabão. Encaminhar o paciente para o especialista caso a irritagao ou dor persistirem.

CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:
• EVITAR aplicar respiração boca-boca em caso de ingestão do
produto; usar equipamento de reanimação manual (Ambú).
• Usar equipamentos de PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório corn o produto.

Contra-indicações: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.

Efeitos sinérgicos: Em ovelhas tem se demonstrado sinergismo tóxico entre o Picloram o 2,4-D.

ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISA/MS
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação
(SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: 0800 7010 450 - (019) 3794-5600

Mecanismo de Ação, Absorção e Excreção em Animais de Laboratório: a absorção e excreção do Picloram-ester foram rápidas em ratos machos apos uma única dose oral de 15/mg/kg. A maior rota de eliminação foi pela urina (68%), e em menor proporção pelas fezes (16,35%) e pela expiração. Após 48 horas da administração oral, 94,4% é eliminado.

Efeitos Agudos e Crônicos em Animais de Laboratório:
Efeitos agudos: (resultantes de ensaios com animais de laboratório - Produto Formulado):

• DL50 oral em ratos: > 2000 mg/Kg
• DL50 dérmica em ratos: >4000 mg/Kg
• CL50 dérmica em ratos: >2,64 mg/L
• Irritação dérmica: pouco irritante.
• Irritação ocular: moderadamente irritante.
• Sensibilização: não sensibilizante.

Efeitos crônicos:
Picloram: em animais os órgãos alvo foram os olhos, tireóide, rins, adrenais, gônadas e fígado. À altas doses, os animais exibiram: diminuição do peso corporal, do ganho de peso, do consumo de alimentos e dos níveis de TGP, e, incremento dos níveis de fosfata se alcalina e peso do fígado; depressão, prostração, ataxia, tremores e convulsões precederam a morte. Toxicidade hepática tem sido relatada apos exposição dérmica repetida de altas doses. Picloram tem induzido tumores hepáticos benignos em ratas.

Trietanolamina: em animais a exposição crônica causou lesões hepática, renal e desmilinização periférica e do ciático. Não foi genotóxico. Resultados dos estudos de carcinogenicidade em animais de experimentação foram conflitantes: um estudo encontrou incremento de tumores em camundongos fêmeas após exposição oral crônica de Trietanolamina, mas não em outros estudos com a mesma espécie. Após exposição dérmica crônica houve alguma evidência de carcinogenicidade em camundongos fêmeas e evidências duvidosas em ratos e camundongos machos. Em um estudo foi embriotóxico em frangos tratados com o produto, mas no foi diferente do grupo controle.

1- PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é: PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE III).

- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas.

- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
-Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
-Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2- INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis, para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3- INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais e competentes e a Empresa DVA AGRO DO BRASIL - COMÉRCIO, IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO DE INSUMOS AGROPECUÁRIOS LTDA., pelo telefone de Emergência (0800) 70 10 450 - (019) 3794-5600.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros)
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxilio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o Órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.

Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4- PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:
EMBALAGEM RÍGIDA LAVÁVEL
LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador devera estar utilizando os mesmos EPIs- Equipamentos de Proteção Individual — recomendados para o preparo da calda do produto.

Tríplice lavagem (lavagem manual):
Esta embalagem devera ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente apos o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:
- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa a embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água da lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
- Inutilize a embalagem plástica perfurando o fundo.

Lavagem sob pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:
- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:
- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica, perfurando o fundo.

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, essa embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.
O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, e obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses apos o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em ate 6 (seis) meses após o termino do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM FLEXÍVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem vazia deve ser armazenada separadamente das lavadas, em saco plástico transparente (Embalagens Padronizadas — modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em ate 6 (seis) meses após o termino do prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo mínimo de um ano a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas. Devem ser transportadas em saco plástico transparente (Embalagens Padroni¬zadas — modelo ABNT), devidamente identificado e com lacre, o qual deverá ser adquirido nos Canais de Distribuição.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)

ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de ate um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos Órgãos competentes.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTE DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causam contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto e feita através de incinerarão em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmara de lavagem de gases efluentes e aprovados por Órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte esta sujeito as regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos Órgãos responsáveis

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas (MIP), envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitoides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos, com mecanismos de ação distintos.
Recomenda-se, de modo geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

Quando herbicidas com o mesmo modo de ação são utilizados repetidamente por vários anos para controlar as mesmas espécies de plantas daninhas nas mesmas áreas, biótipos resistentes de plantas daninhas, de ocorrência natural, podem sobreviver ao tratamento herbicida adequado, propagar e passar a dominar a área. Esses biótipos resistentes de plantas daninhas podem não ser controlados adequadamente. Práticas culturais como cultivo, prevenção de escapes que cheguem a sementar, e uso de herbicidas com diferentes modos de ação na mesma safra ou entre safras, pode ajudar a retardar a proliferação e possível dominância de biótipos de plantas daninhas resistentes a herbicidas.