Bula Fipronil 800 WG CCAB - CCAB Agro
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Bula Fipronil 800 WG CCAB

Fipronil
11420
CCAB Agro

Composição

Fipronil 800 g/kg

Classificação

Terrestre
Inseticida, Cupinicida
3 - Produto Moderadamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Granulado Dispersível (WG)
Contato, Ingestão

Tipo: Cartucho
Material: Fibra celulósica/Plástico
Capacidade: 0,1 a 10 kg
Tipo: Frasco
Material: Alumínio/Metálico
Capacidade: 0,1 a 10 kg
Tipo: Saco
Material: Alumínio/Fibra celulósica/Plástico
Capacidade: 0,1 a 20 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

FIPRONIL 800 WG CCAB é um inseticida e cupinicida do grupo químico pirazol que age por ação de contato e ingestão, quando utilizados no tratamento foliar nas culturas de algodão e soja, no tratamento do solo nas culturas de batata, cana-de-açúcar e milho e por imersão de mudas de eucalipto, apresentando controle para os alvos biológicos abaixo indicados.


NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

ALGODÃO

Curuquerê: Iniciar o tratamento quando encontrar em média 1 lagarta por planta em culturas que não tiverem as “maçãs” abertas; ou quando encontrar em média 2 lagartas por planta na cultura que já possuir “maçãs” abertas.

Bicudo: Iniciar as aplicações quando encontrar 5% das estruturas de frutificação danificadas, fazendo baterias de 3 aplicações com intervalos de 7 dias entre as aplicações.

Tripes: Aplicar o produto quando encontrar plantas com folhas deformadas e em média 6 tripes por planta, até a idade onde a praga provoca dano econômico (5 a 20 dias após a emergência da cultura). O volume de calda utilizado é de 100 a 300 L/ha. Efetuar no máximo 3 aplicações.

BATATA

Sulco de Plantio: Para controle da Larva-alfinete realizar a aplicação em jato dirigido no sulco de plantio da cultura no momento da semeadura (cobertura dos tubérculos semente), na dose de 150 g. p.c./ha (120 g. i.a./ha) com equipamento adaptado e bico de jato plano (leque) a uma vazão de 150 a 300 litros de calda por hectare. Fazer uma complementação na dose de 200 g. p.c./ha (160 g. i.a./ha) no momento da “amontoa” (15 a 25 dias após a semeadura), dirigido para a base das plantas, local onde haverá a formação dos tubérculos cobrindo o produto imediatamente com terras após a aplicação, formando assim uma barreira química impedindo o acesso da praga até os tubérculos. Efetuar no máximo 2 aplicações.

CANA-DE-AÇÚCAR/ PLANTIOS NOVOS

Sulco de Plantio

Cupins e Broca-da-cana: Realizar as aplicações preventivamente no sulco de plantio, sobre os toletes, no momento da semeadura da cultura com auxilio de pulverizadores adaptados com bicos de jato plano (leque) imediatamente antes da cobertura. Utilizar as doses mais baixas 200 g. p.c./ha (160 g. i.a./ha) para controle de cupins em área onde as infestações sejam reconhecidamente baixas. A dose maior, 250 g. p.c./ha (200 g. i.a./ha) deverá ser utilizada para níveis de infestações médios a altos.

Migdolus: Em áreas de baixa incidência da praga, utilizar a dose de 500 g. p.c./ha (400 g. i.a./ha) em uma única aplicação com auxílio de pulverizadores tratorizados adaptados com bico de jato plano (leque) a uma vazão de 200 a 300 litros de calda por hectare no sulco de plantio no momento da semeadura da cultura, sempre cobrindo o local imediatamente com terra. Áreas de alta infestação utilizar o parcelamento de doses, sendo: 400 g. p.c./ha (320 g. i.a./ha) pulverizado na base do arado de aiveca, formando uma barreira química no subsolo contra o ataque da praga, complementado com a dose de 250 g. p.c./ha (200 g. i.a./ha) aplicado no sulco de plantio no momento da realização da semeadura da cultura.

CANA-DE-AÇÚCAR/ SOQUEIRA

Para controle de cupins, realizar a aplicação com equipamentos pulverizadores adaptados para tal função com uma vazão de 300 litros de calda por hectare, abrindo um sulco lateral de cada lado da soqueira, procurando sempre colocar o produto abaixo do nível do solo e na região de maior ocorrência de raízes da cultura. Aplique somente após ser constatado a presença da praga na área, e acima do nível de dano econômico.

CANA-DE-AÇÚCAR / PLANTIO NOVO OU SOQUEIRA

Saúva parda: Deve ser feita uma vez de forma dirigida, aplicando-se 50 mL de calda/olheiro e proximidades da trilha de caminhamento.

EUCALIPTO

Imersão de mudas: Antes do plantio, única aplicação. Preparar uma calda inseticida contendo 0,5% de Fipronil CCAB 800 WG, proceder a imersão das bandejas com as mudas durante um período de 30 segundos, em seguida retira-las e deixar escorrer o excesso de calda por um período de 2 minutos. Aguardar a secagem das bandejas antes de efetuar o plantio das mudas.

Pulverização de mudas: Aplicar o produto logo após o plantio das mudas dirigindo o jato para a região do solo e caule das plantas. Fazer uma leve incorporação após a aplicação da calda inseticida. Aplicar com equipamentos manuais, costais e tratorizados. Utilizar bicos de jato cônico com combinação adequada de ponta e difusor (core) de maneira que se obtenha uma cobertura uniforme do alvo a ser atingido. Volume de aplicação de 20 ml/planta.

Vespa da galha (Leptocybe invasa): Pulverização de mudas em viveiro: A aplicação deve ser realizada na produção de mudas em viveiro de forma preventiva, a intervalos de aplicação de 7 a 15 dias, utilizando doses maiores para maior intervalo de aplicação. Para maior proteção da muda, recomenda-se uma aplicação com a maior dose logo antes do transplantio. Volume de calda: 200 L/ha.

MILHO

Sulco de Plantio

Larva-alfinete: No controle da larva-alfinete, proceder à aplicação preventivamente em jato dirigido no sulco de plantio no momento da realização da semeadura, com equipamento adaptado e bico de jato plano (leque) a uma vazão de 250 a 300 litros de calda por hectare, cobrindo o produto que foi pulverizado imediatamente com terra. Efetuar apenas 1 aplicação.

Pão-de-galinha: Para o controle do Pão-de-galinha o produto poderá ser aplicado no sulco de plantio no momento da semeadura com o auxílio de pulverizadores específicos de tal forma que haja uma distribuição homogênea do produto, devendo cobrir o local com terra. Efetuar apenas 1 aplicação.

SOJA

Tamanduá-da-soja: No controle do Tamanduá-da-soja, fazer as aplicações em pulverização, assim que for constatada a presença de adultos do inseto na área. Repetir em caso de necessidade até que a cultura atinja a idade entre 35 e 40 dias, que é quando a mesma deixa de ser alvo do ataque desta praga. O volume de calda utilizado é de 100 a 200 L/ha. Realizar no máximo 2 aplicações.

MODO DE APLICAÇÃO

Para o sulco de plantio o produto poderá ser aplicado com equipamentos tratorizados adaptados com bico de jato leque (plano) ou cônico, dependendo do alvo a ser atingido, e a uma vazão de 100 a 300 litros de calda por hectare, procurando sempre colocar o produto no local de ocorrência da praga a ser controlada, devendo o mesmo ser coberto imediatamente com terra. Os bicos regulados à pressão 20 a 80 lb/pol², deverão proporcionar gotas de 110 a 250 micras de diâmetro com densidade mínima de 40 gotas/cm². Para saúva-parda deve ser realizado pulverização da calda do Fipronil CCAB 800 WG de forma dirigida, com um consumo de 50L de calda/olheiro, usando um pulverizador costal, procurandose atingir o centro do “olheiro” e parte do caminho por onde caminham as formigas (0,5 metros), procurando atingir os indivíduos ali presentes e também o solo por onde as mesmas estão circulando.

PREPARAÇÂO DA CALDA

Para melhor preparação da calda, abasteça o pulverizador até ¾ de sua capacidade mantendo o agitador ou retorno acionado. Coloque a dose indicada do inseticida Fipronil CCAB 800 WG em um recipiente com água a parte para se obter uma pré-diluição do produto e adicione ao tanque do pulverizador, após isso complete o volume restante do pulverizador com água e aplique imediatamente o produto sobre o alvo biológico.

CONDIÇÕES CLIMATICAS

Devido à modalidade de uso as condições climáticas não são fatores limitantes para aplicação do produto, exceto casos extremos como chuvas, vento muito forte, altas temperaturas e outros fatores que possam impedir a aplicação do produto.

Temperatura: máxima 27ºC
Umidade relativa do ar: mínima 55%
Velocidade de ventos: máxima 10 km/hora (3 m/seg.).

Considerar sempre que a umidade relativa do ar é o elemento mais importante na maior ou menor velocidade de evaporação das gotas. Lembrar que as gotas muito finas não atingem adequadamente o alvo, e tem deriva maior, enquanto que gotas muito grossas dão uma deposição inadequada e escorrem para o solo.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão: 30 dias
Batata, cana-de-açúcar , milho: Não determinado.
Eucalipto: Uso não alimentar.
Soja: 60 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Não há, desde que sigam as recomendações de uso do produto. O produto não é autorizado para modalidade “aplicação aérea”.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS

Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de tecido hidro-repelentes com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contravapores orgânicos e filtro mecânico classe P2), óculos de proteção; touca árabe e luvas de nitrila.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Incluir outros métodos de controle de doenças (ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) quando disponível e apropriado.

GRUPO 2B INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência. O inseticida Fipronil 800 WG CCAB pertence ao grupo 2B (bloqueadores de canais de cloro mediados pelo GABA) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do Fipronil 800 WG CCAB como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência: Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 2B. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar Fipronil 800 WG CCAB ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de Fipronil 800 WG CCAB podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da pragaalvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do Fipronil 800 WG CCAB, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico das Fipronil 800 WG CCAB não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do Fipronil 800 WG CCAB ou outros produtos do Grupo 2B quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).