Bula Fluazinam 500 SC Proventis - Proventis

Bula Fluazinam 500 SC Proventis

Fluazinam
17219
Proventis

Composição

Fluazinam 500 g/L

Classificação

Fungicida, Acaricida
III - Produto Moderadamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato

Batata

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)
Rhizoctonia solani (Damping-off)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)
Spongospora subterranea (Sarna pulverulenta)
Streptomyces scabies (Sarna comum)

Cana-de-açúcar

Ceratocystis paradoxa (Podridão da coroa)

Feijão

Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)

Girassol

Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)

Maçã

Panonychus ulmi (Ácaro da macieira )
Venturia inaequalis (Sarna da maçã)

Morango

Mycosphaerella fragariae (Mancha foliar)

Pêssego

Monilinia fructicola (Podridão parda)

Soja

Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)

Tomate

Alternaria solani (Pinta preta grande)
Phytophthora infestans (Requeima)
Sclerotinia sclerotiorum (Podridão de esclerotinia)

Material: Plástico/Metálico.
Capacidade: 50 - 250 L.
Tipo: Contentor intermediário (IBC).
Material: Plástico com estrutura metálica.
Capacidade: 500 - 1.000 L

INSTRUÇÕES DE USO:
IMPORTANTE:
As informações a seguir foram aprovadas pelo Ministério da Agricultura, IBAMA e Ministério da Saúde. A sua leitura, antes do uso do produto, é de extrema importância para obter as orientações do uso correto e, consequentemente, o seu devido aproveitamento econômico e de eficiência agronômica, além das precauções ao meio ambiente e à saúde humana. FLUAZINAM 500 SC PROVENTIS é um fungicida e acaricida de contato, recomendado em aplicação foliar nas culturas de batata, feijão, girassol, maçã, morango, pêssego, soja e tomate, em pulverização no sulco de plantio na cultura de batata e cana-de-açúcar e no tratamento de toletes de cana-de-açúcar antes do plantio.
MODO DE APLICAÇÃO:
Equipamentos terrestres: Pulverizador tratorizado. Bicos: para aplicação com barras de pulverização, utilizar bicos de jato cônico vazio ou de jato plano (bico leque) simples ou duplo. Todos os bicos de uma barra deverão se manter à mesma altura em relação ao topo da planta. Pressão: 50-100psi (equipamentos tratorizados).
Diâmetro e densidade de gotas: 110 a 500 micras com um mínimo de 40 gotas/cm².
Faixa de deposição: Utilizar distância entre os bicos na barra de aplicação de forma que permita maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou excesso.
Aeronaves agrícolas: Usar bicos apropriados para este tipo de aplicação, como exemplo D6 a D12 e disco “Core” inferior a 45º, com volume de calda de 30 a 50 litros por hectare. Não usar este tipo de aplicação com vento superior a 10 km/h, temperatura superior a 27°C e umidade relativa inferior a 60%.
Batata: Em aplicações foliares utilizar pulverizador tratorizado ou costal manual munido de ponta de jato cônico vazio e volume de calda de 500 a 1000 litros por hectare. Realizar as aplicações em área total, cobrindo toda a planta, com intervalo de 7 dias. Em aplicações no sulco de plantio, aplicar o produto com equipamentos apropriados acoplados à plantadeira munidos de pontas de jato leque, visando obter um volume de calda suficiente para uma boa cobertura dos tubérculos e também de parte do sulco. No caso de plantio manual, este tipo de aplicação poderá ser realizada desde que seja feita após os tubérculos serem colocados no sulco de plantio e antes do enterrio. A aplicação dirigida ao colo da planta deverá ser realizada com pulverizador tratorizado ou costal manual com bicos laterais direcionados para esta região.
Cana-de-açúcar:
Utilizar pulverizador tratorizado. Realizar a aplicação sobre os toletes, no interior do sulco de plantio, cobrindo as partes cortadas dos toletes. Usar volume de calda de 75 a 150 litros por hectare e pontas de jato leque. O tratamento dos toletes também poderá ser realizado através da imersão em calda contendo 250mL de FLUAZINAM 500 SC PROVENTIS para cada 100 litros de água (0,25% v/v), antes do plantio.
Feijão: Utilizar pulverizador tratorizado, pulverizador costal manual ou sistema de irrigação tipo pivôcentral. Aplicar o produto em área total, cobrindo toda a planta. Realizar 2 ou 3 aplicações do produto iniciando no florescimento, com intervalos de 7 a 10 dias.
- Pulverizador tratorizado ou costal manual: Usar bicos de pulverização de jato cônico vazio e volume de calda de 1000 a 1500 litros por hectare.
- Fungigação (via pivô-central): A aplicação através do sistema de irrigação deve ser realizada calibrando-se o equipamento injetor que poderá ser por injeção por uma bomba diafragma, por sucção da água ou através de um injetor na coluna central do pivô. Deve-se tomar todas as medidas de segurança, utilizando-se válvulas de registro, para que o produto não retorne ao manancial aquático, em caso de uma parada do equipamento de irrigação. A velocidade do pivô central deverá ser de 100 %.
Girassol: Utilizar pulverizador tratorizado ou aeronaves agrícolas. Aplicar o produto em área total, cobrindo toda a planta. Realizar 3 aplicações do produto iniciando no florescimento, com intervalos de 10 dias.
- Pulverizador tratorizado: Usar bicos de pulverização de jato cônico vazio e volume de calda de 300 a 600 litros por hectare. - Aeronaves agrícolas: Usar bicos apropriados para este tipo de aplicação, como exemplo D6 a D12 e disco “Core” inferior a 45o, com volume de calda de 30 a 50 litros por hectare. Não usar este tipo de aplicação com vento superior a 10 km/h, temperatura superior a 27°C e umidade relativa inferior a 60%.
Maçã: Utilizar pulverizador tratorizado ou costal manual com bicos de pulverização de jato cônico vazio. Sarna: Aplicar a cada 7 dias, usando volume de calda de 1000 a 2000 litros por hectare.
Ácaro-vermelho-europeu: Aplicar quando houver 5 formas móveis por folha, repetindo a aplicação quando a infestação atingir estes níveis, usando volume de calda de 1000 a 2000 litros por hectare.
Morango e Pêssego: Utilizar pulverizador tratorizado ou costal manual com bicos de pulverização de jato cônico vazio. Realizar as aplicações com intervalos de 7 dias. Usar volume de calda de 1000 litros por hectare.
Soja: Utilizar pulverizador tratorizado ou aeronaves agrícolas. Realizar as aplicações em área total, cobrindo toda a planta, com intervalos de 10 a 14 dias.
- Pulverizador tratorizado: Usar bicos de pulverização de jato cônico vazio e volume de calda de 200 a 500 litros por hectare.
- Aeronaves agrícolas: Usar bicos apropriados para este tipo de aplicação, como exemplo D6 a D12 e disco “Core” inferior a 45º, com volume de calda de 30 a 50 litros por hectare. Não usar este tipo de aplicação com vento superior a 10 km/h, temperatura superior a 27°C e umidade relativa inferior a 60%.
Tomate: Utilizar pulverizador tratorizado ou costal manual com bicos de pulverização de jato cônico vazio. Realizar as aplicações em área total, cobrindo toda a planta, com intervalos de 7 dias. Usar volume de calda de 500 a 1000 litros por hectare. O sistema de agitação do tanque de pulverização deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação. Seguir estas condições de aplicação, caso contrário, consultar um Engenheiro Agrônomo. Quando a aplicação for realizada por aeronaves agrícolas, evitar que na área a ser tratada haja a circulação de trabalhadores ou outras pessoas que não estiverem envolvidas com o manuseio do equipamento agrícola. Após aplicação, caso haja necessidade de reentrar nas áreas tratadas, observar o intervalo de reentrada e os equipamentos de proteção indicados.
INTERVALO DE SEGURANÇA:
Batata (foliar), maçã: 14 dias
Batata (solo), cana-de-açúcar: Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego.
Feijão, soja: 28 dias
Girassol: 21 dias
Morango, tomate: 3 dias
Pêssego: 7 dias
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, controle biológico, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo C5 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).
GRUPO C5 FUNGICIDA
O produto fungicida Fluazinam 500 SC Proventis é composto por Fluazinam, que apresenta mecanismo de ação como desacoplador de fosforilação oxidativa, pertencente ao Grupo C5, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência a Fungicidas).