Bula Mospilan - Iharabras

Bula Mospilan

acessos
Acetamiprid
10498
Iharabras

Composição

Acetamiprido 200 g/kg Neonicotinóide

Classificação

Inseticida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Translaminar, Sistêmico

Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
100 g.p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar com intervalo de 10 dias, quando constatada a presença da praga. 7 dias Aplicar imediatamente após surgirem os primeiros pulgões
Batata Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão verde
(Myzus persicae)
300 g.p.c./ha 600 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar com intervalo de 10 dias, quando constatada a presença da praga. 7 dias Aplicar imediatamente após surgirem os primeiros pulgões
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
250 a 300 g p.c./ha 300 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Reaplicar com intervalo de 7 dias, quando constatada a presença da praga. 7 dias Iniciar as aplicações preventivamente ou quando for observada a presença dos primeiros adultos na área
Maçã Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mariposa oriental
(Grapholita molesta)
30 a 40 g p.c./100 L de água 800 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Fazer monitoramento com armadilhas.Repetir caso necessário, fazendo no máximo 3 aplicações em intervalos de 14 dias. 7 dias Iniciar as aplicações no início da infestação
Mosca sul americana
(Anastrepha fraterculus)
30 a 40 g p.c./100 L de água 800 a 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Repetir caso necessário, fazendo no máximo 3 aplicações em intervalos de 14 dias 7 dias Início da aparecimento da praga
Mamão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha verde
(Empoasca spp)
25 g p.c./100 L de água 600 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Repetir caso necessário, fazendo 2 aplicações em intervalço de 7 dias. 5 dias Iniciar as aplicações assim que detectado o início do aparecimento da praga
Cochonilha
(Aonidiella comperei)
750 a 75 g p.c./100 L de água 600 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Repetir caso necessário, fazendo 2 aplicações em intervalo de 7 dias 5 dias Iniciar as aplicações assim que detectado o início do aparecimento da praga
Melancia Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
250 a 300 g.p.c./ha 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo 3 vezes com intervalo de 7 dias, procurando intercalar com produtos de modo de ação. 3 dias Iniciar as aplicações preventivamente ou quando for observada a presença dos primeiros adultos na área
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
250 a 300 g.p.c./ha 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo 3 vezes com intervalo de 7 dias, procurando intercalar com produtos de modo de ação. 3 dias Iniciar as aplicações preventivamente ou quando for observada a presença dos primeiros adultos na área
Melão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
250 a 300 g.p.c./ha 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo 3 vezes com intervalo de 7 dias, procurando intercalar com produtos de modo de ação. 3 dias Iniciar as aplicações preventivamente ou quando for observada a presença dos primeiros adultos na área
Pulgão do algodoeiro
(Aphis gossypii)
250 a 300 g.p.c./ha 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo 3 vezes com intervalo de 7 dias, procurando intercalar com produtos de modo de ação. 3 dias Iniciar as aplicações preventivamente ou quando for observada a presença dos primeiros adultos na área
Pinhão-manso Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Cigarrinha verde
(Empoasca spp)
20 a 25 g p.c./100 L de água 580 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) - Uso não alimentar Iniciar as aplicações no início do aparecimento da cigarrinha
Tomate Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Mosca branca
(Bemisia tabaci raça B)
250 a 400 g.p.c./ha 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo 3 vezes com intervalo de 7 dias, procurando intercalar com produtos de modo de ação. 3 dias Iniciar as aplicações preventivamente ou quando for observada a presença dos primeiros adultos na área
Pulgão verde
(Myzus persicae)
250 g.p.c./ha 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo 3 vezes com intervalo de 7 dias. 3 dias Iniciar as aplicações previamente logo após o transplante das mudas
Tripes
(Frankliniella schultzei)
250 g.p.c./ha 1000 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo 3 vezes com intervalo de 7 dias, procurando intercalar com produtos de modo de ação. 3 dias Iniciar as aplicações preventivamente ou quando for observada a presença dos primeiros adultos na área
Trigo Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Pulgão das espigas
(Sitobion avenae)
375 g.p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo duas vezes com intervalo de 7 dias. 15 dias Aplicar quando a população atingir 10 pulgões/afilho
Pulgão das folhas
(Metopolophium dirhodum)
375 g.p.c./ha 200 L de calda/ha 20 a 30 L de calda/ha (aéreo) Aplicar no máximo duas vezes com intervalo de 7 dias. 15 dias Aplicar quando a população atingir 10 pulgões/afilho

Sacos plásticos de polietileno, sacos aluminizados e sacos hidrossolúveis de 10 g, 20 g, 25 g, 30 g, 40 g, 50 g, 60 g, 70 g, 80 g, 90 g e 100 g. Sacos plásticos de polietileno, sacos aluminizados e caixas de papelão de 1 kg e 2 kg. Sacos aluminizados de 0,5 Kg. Sacos plásticos para 100 g, 200 g, 250 g, 500 g, 1 kg, 5 kg, 10 kg, 20 kg e 25 kg, contendo internamente sacos hidrossólúveis de 25 g a 1 kg com variação de 25 g em 25 g.

INSTRUÇÕES DE USO:

CULTURAS, PRAGAS E DOSES:

“MOSPILAN” trata-se de um Inseticida sistêmico de ação translaminar empregado na forma de pulverizações no controle de inúmeras pragas das culturas. Para culturas, uso e doses vide seção "indicações de uso/doses".

INSTRUÇÕES DE USO PARA CONTROLE DA MOSCA BRANCA

A) Doses de Uso:
Tomate: Utilizar doses entre 25 e 40 g p.c./100 L de água (5 a 8 gramas do ingrediente ativo / 100 L de água) em aplicações com consumo de 1000 litros de calda/ha procurando sempre colocar o produto em contato com a praga.
A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. Em plantas novas e aplicações em jato dirigido com utilização de consumo de calda reduzido, ignorar a recomendação por 100 litros de calda e considerar sempre a dose em gramas de produto comercial por hectare.
A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga. Quando houver consumo de calda inferior a 1000 litros por hectare, desconsiderar a recomendação por 100 litros de água e utilizar a dose em gramas do produto comercial por hectare.

Melão e Melancia: Utilizar doses entre 25 e 30 g p.c./100 L de água (5 a 6 gramas do ingrediente ativo / 100 L de água) em aplicações com consumo de 1000 litros de calda/ha procurando sempre colocar o produto em contato com a praga.
A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. Em plantas novas e aplicações em jato dirigido com utilização de consumo de calda reduzido, ignorar a recomendação por 100 litros de calda e considerar sempre a dose em gramas de produto comercial por hectare.
A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga. Quando houver consumo de calda inferior a 1000 litros por hectare, desconsiderar a recomendação por 100 litros de água e utilizar a dose em gramas do produto comercial por hectare.

Feijão: Utilizar doses entre 250 e 300 g p.c./ha, procurando sempre colocar o produto em contato com a praga.
A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga.

B) Época de Aplicação:
As aplicações deverão ocorrer preventivamente, ou quando do aparecimento das primeiras formas adultas da praga, ou conforme o nível de infestação na cultura, repetindo as aplicações com intervalo de 7 dias dependendo da necessidade. Recomenda-se fazer aplicações intercaladas com produtos de modo de ação diferente devidamente registrados para o controle da referida praga para que seja evitado o aparecimento da resistência dos insetos ao inseticida.
C) Método de Aplicação:
“MOSPILAN” pode ser aplicado através de pulverizadores terrestres tratorizados ou costais manuais, dotados de bico cônico com volume de calda suficiente para que as plantas e a praga recebam uma boa cobertura da calda inseticida.

“MOSPILAN” pode ser aplicado também através de pulverizações aéreas com aeronaves agrícolas devidamente equipadas com barra/bico, empregando-se o volume em torno de 40 a 50 litros de calda/hectare, seguindo sempre as boas práticas de aplicação, procurando pulverizar quando não houver vento ou pelo menos que a velocidade do vento seja inferior a 8 km/hora e com alta umidade relativa do ar (superior à 70%). Porém, para o controle da mosca branca na cultura do tomate esta prática não é recomendada por ser necessário aplicações com alto volume e o contato do produto com a praga (Adulto ou Ninfa).

MODO DE AÇÃO EM RELAÇÃO AO ALVO BIOLÓGICO: Inseticida Sistêmico.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:


OBS.: Para as instruções acima, recomendamos alternância com inseticidas de outros grupos químicos (mecanismo de ação diferente) no mesmo intervalo de aplicação para a prevenção e gerenciamento da resistência e de controle.

MODO DE APLICAÇÃO:

A aplicação é feita em pulverizações Terrestres ou Aéreas:
- Via terrestre: Pode ser aplicado com equipamento manual ou motorizado, costal, estacionário ou pistola. Com o pulverizador tratorizado de barra, utilizar bicos jato cônico vazio da série JA ou D utilizando nesta série o difusor 23 ou 25 de acordo com as variações da umidade relativa do ar nas áreas de aplicação, de forma a se obter um diâmetro de gotas de 110 a 140 m e uma densidade de 50 a 70 gotas/cm2, sobre o local onde o alvo biológico se situa. A pressão trabalho para os bicos recomendados deverá ser de 80 a 120 libras. Utilizar turbo atomizador com os informações acima citados, e procurar através de volume de calda e tamanho de gotas obter uma aplicação com cobertura uniforme da toda a parte aérea da planta.
- Via aérea: uso de barra ou atomizador rotativo Micronair AU 3.000/5000;
- Volume de aplicação: com barra: 20 - 30 L/ha. - com Micronair: máximo 18 L/Micronair/minuto.
- Altura do vôo: com barra ou Micronair: 4 -5 m em relação ao topo das plantas.
- Largura da faixa de deposição efetiva: 20 m, para aviões do tipo IPANEMA, aviões de maior porte, consultar o Departamento Técnico da Iharabras.
- Tamanho/densidade de gotas: 110 - 140 micrômetros com mínimo de 40 gotas/cm2.
- No caso de barra, usar bicos cônicos da série D com disco (core) 45°. Manter a angulação das barras entre 90 º (para a umidade do ar acima de 80%), ajustando-a durante a aplicação de acordo com a variação da umidade relativa do ar, até a angulação máxima de 180º em relação à direção do vôo do avião.
Seguir sempre as recomendações de ajuste do avião sob orientação de um Engenheiro Agrônomo Coordenador em Aviação Agrícola, credenciado através de cursos especializados registrados pelo Ministério da Agricultura.
- Condições Climáticas: o diâmetro de gotas deve ser ajustado de acordo com as variações da umidade relativa do ar durante toda a aplicação, de modo que se obtenha a densidade e deposição das gotas, obedecendo ventos de até 8 km/h, temperatura inferior à 27° C e umidade relativa acima de 70%, visando reduzir ao mínimo, perdas por deriva ou evaporação.
- O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação.

OBS.: Seguir as recomendações técnicas de aplicação e consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Algodão, Feijão, Batata e Maçã: 7 dias
Melancia, Melão e Tomate: 3 dias
Mamão: 5 dias
Trigo: 15 dias
Pinhão-manso: UNA
UNA: Uso não alimentar

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

LIMITAÇÕES DE USO:

Fitotoxicidade: Não há para as culturas indicadas e nas doses recomendadas.
Outras restrições: Não há, desde que siga corretamente as recomendações de uso.

ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.

PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:

- Produto para uso exclusivamente agricola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI)
recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modà a evitar dispersão de poeira.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão hidrorepelente com CA do Ministério do Trabalho com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado; viseira facial e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:

- Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Não aplique o produto contra o vento, se utilizar equipamento costa I. Se utilizar trator aplique o produto contra o vento.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado; viseira facial; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO:

- Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especifi ções do fabricante.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individ I - EPI: macacão
hidrorepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

INTOXICAÇÕES POR "ACETAMIPRIDO"

INFORMAÇÕES MÉDICAS

GRUPO QUÍMICO: Neonicotenóides

VIAS DE EXPOSIÇÃO: Oral, inalatória e dérmica, nos locais onde o roduto é reduzido ou utilizado.

TOXICOCINÉTICA: Em estudos realizados em ratos, o Acetamiprido foi absorvido rápida e quase completamente mente pelo trato gastrointestinal (> 96% 24 horas após
administração). Após absorvido o produto é distribuído pelo organismo, sendo encontrado resíduos (0,01 - 0,1 ppm) no trato gastrointestinal, fígado, rins, adrenais e tireóide, com baixo potencial de bioacumulação. Sofre biotransformação mediante processos de demetilação e congujação com glicina A maior concentração do produto no organismo dá-se na primeira hora pós dose, após este tempo os níveis começam a cair e a sua eliminação do organismo ocorre em 6 horas. O Acetamiprido é excretado principalmente pela urina e fezes.

MECANISMOS DE TOXICIDADE: Agem como agonistas dos receptores nicotínicos da acetilcolina no sistema nervoso central alterando assim a transmissão do sinal nas sinapses nervosas. Compostos neonicotinóides são de relativamente baixa toxicidade devido a que
apresentam baixa afinidade pelos subtipos de receptor nicotínico dos vertebrados quando comparados aos dos insetos e não penetram a barreira hematoencefálica. Efeitos do sistema nervoso central não deveriam ser es erados a baixos niveis de exposição.

SINTOMAS E SINAIS CLÍNICOS:
Exposição aguda:
Este tipo de inseticidas parece ser menos tóxico em contato com a pele ou quando inalado que após ingestão.
•Dois casos de intoxicação por Acetamiprido em humanos foram descritos no Japão (Clinical Toxicology 2010, VaI. 48(8): 851-853. Os pacientes apresentaram: náuseas, vômitos, debilidade muscular, hipotermia, convulsões, taquicardia, hipotensão, alterações eletrocardiográficas e hipoxia. Os sintomas foram parcialmente semelhantes aos apresentados na intoxicação por organofosforados. Tratamento de suporte foi suficiente e os dois pacientes recuperaram sem complicações em 2 dias.
•Ingestões de formulações contendo neonicotinóides podem produzir sintomas resultantes da ação dos solventes ou outros componentes da formulação, alguns dos quais podem ser corrosivos.
Toxicidade crônica
Não há dados disponíveis sobre toxicidade crônica em humanos. Não é considerado carcino ênico ara humanos.

DIAGNÓSTICO: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e de quadro clínico compatível.
• Obs.: Em se apresentando sinais e sintomas indicativos de intoxicação aguda, trate o paciente imediatamente.

TRATAMENTO: Antídoto: não há antídoto específico.
Tratamento: as medidas gerais devem estar orientadas à remoção da fonte de exposição ao produto, descontaminação do paciente, proteção das vias respiratórias, para evitar aspiração de conteúdo gástrico, tratamento sintomático
e de suporte. Deve ser evitado o contato do produto com os olhos, pele e roupas contaminadas.
Exposição Oral:
Em casos de ingestão de grandes quantidades do produto:
•Carvão ativado: se liga à maioria dos agentes tóxicos e pode diminuir a absorção sistêmica deles, se administrado logo após a ingestão. Em geral não atua com metais ou ácidos.
1.Dose: Administre uma suspensão de carvão ativado em água (240 ml de água / 30g de carvão). Dose usual: 25 a 100 9 em adultos I adolescentes, 25 a 50 9 em crianças (1 a 12 anos) e 1g / kg em crianças com menos de 1 ano. É mais efetivo quando administrado dentro de uma hora após a ingestão do agrotóxico;
2.O carvão ativado não deve ser administrado a pacientes que ingeriram ácidos ou bases fortes. O benefício do carvão ativado também não é comprovado em pacientes que ingeriram substâncias irritantes, onde ele pode obscurecer os achados endoscópicos, nos casos em que o procedimento é necessário.

•Lavagem gástrica: na maioria dos casos não é necessário, dependendo da quantidade ingerida, tempo de ingestão e circunstância específica.
1.Considere após ingestão de uma quantidade de veneno potencialmente perigosa à vida, caso possa ser realizada logo após a ingestão (geralmente dentro de 1 hora). Atentar para nível de consciência e proteger vias aéreas do risco de aspiração em posição de Trendelenburg e decúbito lateral esquerdo ou por intubação endotraqueal. Controlar as convulsões antes.
2.Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou nível diminuído de conscíência em pacientes não¬intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não significativa.
•Não provocar vômito, entretanto é possível que o mesmo ocorra espontaneamente não devendo ser evitado, deitar o paciente de lado para evitar que aspire resíduos. ATENÇÃO: nunca dê algo por via oral para uma pessoa inconsciente.
•Fluidos intravenosos e monitorização de eletrólitos.
•Convulsões: indicado benzodiazepínicos IV (Diazepam (adultos: 5-10 mg; crianças: 0,2-0,5 mg/kg, e repetir a cada 10 a 15 minutos) ou Lorazepam (adultos: 2-4 mg; crianças: 0,05-0,1 mg/kg). Considerar Fenobarbital ou Propofol se há recorrêncía das convulsões em maiores de 5 anos.
•Irritação: Observe os pacientes que ingeriram a substância quanto a possibilidade de desenvolvimento de irritação ou queimadura gastrintestinal ou esofágica. Se estiverem presentes sinais ou sintomas de irritação ou queimadura esofágica, considere a endoscopia para determinar a extensão do dano.
Exposição Inalatória
Descontaminação: Remova o paciente para um local arejado. Cheque quanto a alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou neumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com beta-2-a onistas via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.
Exposição Ocular
Descontaminação: Lave os olhos expostos com quantidades copiosas de água
ou salina a 0,9% à temperatura ambiente por pelo menos 15 minutos. Se a
irritação, dor, inchaço, lacrimejamento ou fotofobia persistirem, o paciente deve
ser encaminhado para tratamento específico.
Exposição Dérmica:
Descontaminação: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com
água e sabão. O paciente deve ser encaminhado para tratamento específico se
a irritação ou dor persistir.
CUIDADOS para os prestadores de primeiros socorros:
•EVITAR: aplicar respiração boca a boca caso o paciente tenha ingerido o produto; utilizar um equipamento intermediário de reanimação manual (Ambú) para realizar o procedimento.
•Usar PROTEÇÃO: para evitar contato cutâneo, ocular e inalatório com o produto durante o processo.

CONTRA-INDICAÇÕES: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.

EFEITOS SINÉRGICOS: Não relatados em humanos.

ATENÇÃO: Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter
informaçôes especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica
RENACIAT - ANVISN/MS
Centro de Controle de Intoxicações (CCI): (11) 5012-5311
Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação
(SINAN / MS)
Telefone de Emergência da empresa: Iharabras: (15) 3235-7700
Centro de Envenenamento do Paraná: 0800-410148 (PR)

EFEITOS AGUDOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO, ESTUDO CONDUZIDO COM O PRODUTO FORMULADO MOSPILAN:

Em estudo de DL 5O conduzido em ratos, a DL 5O para ratos machos foi de 808 mg/kg e para fêmeas de 689 mg/kg, os animais apresentaram tremor e perda de peso entre outros sintomas.
Em estudo com ratos, via démica a DL 5O foi maior que 2000 mg/kg, dose mais alta testada e que não houve morte.
Em estudo de irritação ocular em coelhos, os animais apresentaram vermelhidão e quemose . Em estudo de irritação dermal em coelhos não houve irritação da pele.
No estudo sobre CL 50 inalatória a CL foi amior que 3,S mg/L, os animais apresenatram saliavção, rinorréia, incontinência urinária e diminuição do peso corpóreo.

EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO

Em estudos toxicológicos crônicos (exposição durante toda ou boa parte da vida dos animais), os ratos apresentaram perda de peso e redução de consumo alimentar.

RESTRiÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO
FEDERAL OU MUNICIPAL:

De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:

( X ) MUITO PERIGOSO ao meio ambiente (CLASE II).

Este produto é ALTAMENTE MÓVEL, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir áreas vizinhas às áreas tratadas, lençóis freáticos e águas superficiais.Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza. Não utilize equipamento com vazamentos. Aplique somente as doses recomendadas. Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes. Não execute aplicação aérea de agrotóxicos em áreas situadas a uma distância inferior a 500 (quinhentos) metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 (duzentos e cinqüenta) metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos de animais e culturas susceptíveis a danos. Observe as disposições constantes na legislação estadual e municipal concernentes as atividades aeroagrícolas. Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Descarte corretamente as embalagens e restos do produto.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO: Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada. O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais. A construção deve ser de alvenaria ou de material não comburente. O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável. Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO. Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças. Deve haver sempre sacos plásticos disponíveis, para envolver adequadamente embalagens rompidas ou para o recolhimento de produtos vazados. Em caso de armazéns maiores deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843. Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: Contate as autoridades locais competentes e a Empresa: IHARABRAS S.A. INDÚSTRIAS QUÍMICAS, pelo telefone de emergência: (015) 3235-7700. Utilize o EPI (macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores). Isole e sinalize a área contaminada. Em caso de derrame, estancar o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou cursos de águas naturais, siga as instruções abaixo: Piso pavimentado - Absorver o produto derramado com terra ou serragem. Recolher o material com auxílio de uma pá e colocar em tambores ou recipientes devidamente lacrados e identificados. Remover para área de descarte de lixo químico. Lave o local com grande quantidade de água; Solo - Retirar as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, e adotar os mesmos procedimentos acima descritos para recolhimento e destinação adequada; Corpos d'água - Interromper imediatamente o consumo humano e animal e contactar o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do recurso hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido. Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

DESTINAÇÃO ADEQUADA DE RESÍDUOS E EMBALAGENS: Não reutilize embalagens vazias. Observe as legislações Estadual e Municipal específicas. Fica proibido o enterrio de embalagens em áreas inadequadas. Consulte o Órgão Estadual de Meio Ambiente.

MÉTODO DE DESATIVAÇÃO: Utilizar incineradores do tipo Forno Rotativo, revestidos com material refratário, equipados com lavadores de gases a uma temperatura igual ou superior a 1200 °C, com tempo de retenção igual ou superior a 2 segundos.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre MIP, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

Qualquer agente de controle de inseto pode ficar menos efetivo ao longo do tempo se o inseto-alvo desenvolver algum mecanismo de resistência. Implementando as seguintes estratégias de Manejo de Resistência à Inseticidas (MRI) podemos prolongar a vida útil dos inseticidas.
Qualquer produto para controle de inseto da mesma classe ou modo de ação não deve ser utilizado em gerações consecutivas da mesma praga.
Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo / bula.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para direcionamento sobre as recomendações locais para o MRI.
Incluir outros métodos de controle de insetos (Ex.: Controle Cultural, Biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponível e apropriado.

Compatibilidade

Não se conhecem casos de incompatibilidade.