Bula MSMA 720

acessos
MSMA
6108
Volcano

Composição

MSMA 720 g/L Organoarsênico

Classificação

Herbicida
III - Medianamente tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Solúvel (SL)
Contato
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Beldroega
(Portulaca oleracea)
2,7 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Capim carrapicho
(Cenchrus echinatus)
2,5 a 3,5 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Capim colchão
(Digitaria horizontalis)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Capim colchão
(Digitaria sanguinalis)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Capim colonião
(Panicum maximum)
2,5 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma aplicação por safra. Não especificado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Capim pé de galinha
(Eleusine indica)
2,4 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Carrapicho de carneiro
(Acanthospermum hispidum)
2,5 a 3,5 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Caruru roxo
(Amaranthus hybridus)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Guanxuma
(Sida rhombifolia)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Mastruço
(Lepidium virginicum)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Papuã
(Brachiaria plantaginea)
2,5 a 3,5 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Picão branco
(Galinsoga parviflora)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Picão preto
(Bidens pilosa)
2,5 a 3,5 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Rubim
(Leonurus sibiricus)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Tiririca
(Cyperus rotundus)
2,5 a 3,5 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico
Trapoeraba
(Commelina benghalensis)
2,5 a 4 L p.c./ha 250 a 400 L de calda/ha - Realizar uma única aplicação. Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego. Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de “stress” hídrico

Frasco plástico: 2000; 250; 300; 500 ml; 1 e 1,5 L
Bombona plástica: 5; 6; 10 e 20 L
Garrafão plástico: 5 e 20 L
Balde plástico: 10 e 20 L
Tambor plástico 50 e 200 L

FORMA E EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO:

"MSMA 720" deve ser aplicado no controle de plantas daninhas em pós-emergência inicial, em jato dirigido, procurando atingir as plantas infestantes da forma mais eficiente possível.
Usar equipamentos costais (manual ou pressurizado) ou equipamentos tratorizados com barra usando um volume de 250-400 litros de calda/ha. Utilizar bicos tipo leque.

INÍCIO. NÚMERO E ÉPOCAS OU INTERVALOS DE APLICAÇÕES:

Realizar uma única aplicação em pós-emergência das plantas daninhas, quando estiverem com menos de 20 cm de altura, evitando períodos de "stress" hídrico.

Observações:
Temperatura: Não se recomenda a aplicação do "MSMA 720" com temperatura média abaixo de 20°C.
Temperaturas altas estão associadas a um melhor funcionamento do produto.
Luminosidade: Evitar aplicação com dias nublados associados a baixas temperaturas, que poderá resultar em uma menor eficiência do "MSMA 720".
Chuva: observar um período de 6 horas sem chuvas após a aplicação.
Para o controle do Capim colonião a aplicação é feita em pontos específicos (manchas de mato), pontos estes decorrentes do escape que ocorre após a aplicação de herbicida residual. Desta forma a dosagem recomendada é dada em porcentagem de produto na calda de aplicação. (p.c/100 L de água). O "MSMA 720" deve ser utilizado na cultura da cana-de-açúcar, objetivando controlar as plantas daninhas problema no período crítico de competição, salientando que ele não necessariamente, erradicará essas infestantes, dando porém, oportunidade à cultura de se desenvolver sem essa competição, com a vantagem de ser um produto seletivo a cultura.

INTERVALO DE SEGURANÇA:

Cana-de-açúcar: Intervalo de segurança não determinado devido à modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA:

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes de 7 dias. Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO:

Fitotoxicidade para a cultura recomendada: desde que seguidos as doses recomendadas a forma de aplicação, o produto não é fitotóxico a cultura indicada.
Outras restrições a serem observadas: não há.

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS:

(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS)

INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO A SEREM USADOS:
Vide Modo de Aplicação.

DESCRiÇÃO DOS PROCESSOS DE TRIPLlCE LAVAGEM DA EMBALAGEM OU TECNOLOGIA EQUIVALENTE:
(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente –IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇÃO, DESTINAÇÃO, TRANSPORTE, RECICLAGEM, REUTILlZAÇÃO E INUTILIZAÇÃO DAS EMBALAGENS VAZIAS:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente –IBAMA/MMA)

INFORMAÇOES SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA DEVOLUÇAO E DESTINAÇAO DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

(Vide recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente –IBAMA/MMA)

INFORMAÇÕES SOBRE O MANEJO DE RESISTÊNCIA:

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele resistentes.
Como prática de manejo e resistência de plantas infestantes deverão ser aplicados herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente registradas para a cultura. Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.

ANTES DE USAR O PRODUTO LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES PRODUTO PERIGOSO USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO

Produto para uso exclusivamente agrícola.
Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇOES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:

Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro mecânico classe P2; viseira facial e luvas de nitrila.
Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇOES DURANTE A APLICAÇÃO:

Evite o máximo possível o contato com a área tratada.
Não aplique o produto na presença de ventos fortes e nas horas mais quentes do dia.
- Verifique a direção do vento e aplique de modo a não entrar na névoa do produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança (intervalo de tempo entre a última aplicação e a colheita).
Utilize equipamento de proteção individual - EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro mecânico classe P2 ; viseira facial; touca árabe e luvas de nitrila.

PRECAUÇOES APÓS A APLICAÇÃO:

Sinalizar a área tratada com os dizeres: "PROIBIDA A ENTRADA. ÁREA TRATADA" e manter os avisos até o final do período de reentrada Caso necessite entrar na área tratada com o produto antes do término do intervalo de reentrada, utilize os equipamentos de proteção individual (ELls) recomendados para o uso durante a aplicação.
Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe,viseira, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família.
Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeável.
Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
Não reutilizar a embalagem vazia.
No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual - EPI :
macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deve proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR MSMA

INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo químico - organoarsênico
Classe Toxicológica – III - MEDIANAMENTE TÓXICO.
Vias de exposição - Oral, inalatória e dérmica.

Tóxicocinética:

A absorção pela respiração não é preocupante, entretanto, um aumento na excreção urinária de arsenicais orgânicos durante a semana de trabalho pode ocorrer sob condições de exposição ocupacional.
É absorvido pelo trato gastrointestinal, mas nenhum dado de absorção dérmica de organoarsenicais em humanos foi encontrado.
Depois de duas horas da digestão de arsenicais orgânicos, seus níveis no sangue foram aproximadamente 2,5 vezes maiores no plasma que nos eritrócitos, entretanto tais níveis foram decrescendo até o mínimo detectável, 24 horas após a ingestão.
A elimina não é predominantemente pela urina.

Sintomas e sinais clínicos:

As manifestações clínicas decorrentes da exposição são clínicos I diretamente proporcionais à concentração e à quantidade do produto, assim como ao tempo de exposição às formulações de MSMA. Em casos de exposição:
Aguda:
Sintomas e sinais geralmente aparecem dentro de 1 hora após a ingestão. Hálito e fezes com odor de alho e gosto metálico na boca ajudam a identificar a intoxicação.
Efeitos adversos gastrointestinais são predominantes e incluem vômito, dor abdominal e diarréia. Estes efeitos resultam da ação do metabólito arsenical geralmente nos vasos sanguíneos, causando dilatação e aumento na permeabilidade capilar.
O sistema nervoso central também pode ser afetado durante a exposição aguda, cujos sinais são dor de cabeça e confusão, dentre outros. Esses sinais podem progredir para fraqueza muscular, espasmos, hipotermia, letargia, delírio, coma e convulsão.
Comprometimento renal se manifesta por proteinúria, hematúria, glicosúria e oligúria. Manifestações cardiovasculares incluem cianose e arritmia cardíaca devido à ação tóxica direta e distúrbios eletrolíticos. Danos ao fígado podem ser observados pelo aumento de suas enzimas.
Anemia, leucopenia e trambocitopenia podem ser observados.
Mortes geralmente ocorrem nos primeiros 3 dias do aparecimento dos sintomas e freqüentemente como resultado da falência circulatória embora a falência renal possa contribuir.
Crônica:
Intoxicação crônica, pela absorção repetida de quantidades tóxicas de arsenicais, pode ser caracterizada por manifestações neurológicas, dérmicas e não específicas que são mais predominantes que os efeitos gastrointestinais que caracterizam o efeito agudo.
Fraqueza muscular e fadiga podem ocorrer, bem como anorexia e perda de peso. Hiperpigmentação e hiperqueratose são sinais comuns.
Edema subcutâneo da face, estomatite, linhas brancas estriadas nas unhas (linha de Mees) e, algumas vezez, perda das unhas e cabelos são outros sintomas relacionados à exposição contínua e crônica.
Anos após a exposição, achados dermatológicos incluem células escamosas e carcinomas de células basais.
Sintomas neurológicos são também comuns em exposição crônica, tais como neuropatia periférica que se manifesta por parestesia, dor e ataxia predominantemente. Embora menos comum, a encefalopatia pode desenvolver-se com distúrbios na fala e no intelecto.
Outros sistemas podem ser afetados pela toxicidade arsenical.
Efeitos no fígado podem ser observados por hepatomegalia e icterícia podendo progredir para cirrose, hipertensão portal e ascite.
Arsenicais tem toxicidade glomerular e tubular direta resultando em oligúria, proteinúria e hematúria. Anomalias eletrocardiográficas e doenças vasculares periféricas têm sido relatadas. Anomalias hematológicas incluem anemia, leucopenia e trombocitopenia.

Diagnóstico:

O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.
A dosagem da excreção urinária de arsenicais em 24 horas (µg/dia) é a forma mais comum para confirmar absorção excessiva e é o método preferido para acompanhar os níveis séricos e avaliar a "exposição crônica.
A avaliação da exposição ocupacional pode ser verificada pela!
medida de arsenicais na urina. I Métodos para determinação da concentração sanguínea dei arsenical encontram-se disponíveis, entretanto a concentração sanguínea de arsenical é pouco correlacionada com a exposição , exceto em sua fase inicial aguda.
O cabelo pode ser utilizado para avaliação a exposição crônica de arsenicais. Em pessoas não expostas, o nível de arsenicais encontra-se baixo de 1 mg/kg; em indivíduos com exposição crônica tal nível encontra-se na faixa de 1 a 5 mg/kg.

Tratamento:

O tratamento das intoxicações por MSMA é basicamente sintomático e deve ser implementado paralelamente às medidas de descontaminação, que visam limitar a absorção e os efeitos locais.
ADVERTÊNCIA: a pessoa que presta atendimento ao intoxicado, especialmente durante a adoção das medidas de descontaminação, deverá estar protegida por luvas e avental impermeável, de forma a não se contaminar com o agente tóxico.

Descontaminação:

• Cutânea: remover roupas e acessórios. Proceder descontaminação cuidadosa (incluindo pregas, cavidades, orifícios e pelos) com água fria, corrente e abundante, além de sabão.
• Ocular: irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água corrente, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
• Ingestão: é necessário considerar o volume, a concentração da solução ingerida e o tempo transcorrido desde a ingestão.
Ingestão recente: caso não tenha ocorrido vômito espontâneo, realizar lavagem gástrica seguida de catarse salina com sulfato de sódio.

TRATAMENTO MÉDICO DE EMERGÊNCIA:

O tratamento é essencialmente sintomático utilizando produtos quelantes.
Líauidos intravenosos: administrar líquidos intravenosos para restabelecer a adequada hidratação, o fluxo de urina e o correto balanço eletrolítico. Se ocorrer falência renal aguda, monitorar regularmente os eletrólitos sanguíneos. Transfusões de sangue e aplicação de oxigênio podem ser necessários.

Monitoramento cardio-pulmonar: monitorar estado cardíaco por ECG, a fim de detectar aritmias ventriculares e miocardiopatia tóxica.

Terapia com produtos quelantes: administração de dimercaprol (BAL) é indicada em intoxicações sintomáticas com arsenicais; d1,2,3-dimercaptopropanosulfonato de sódio (DMPS), quando disponível, pode ser um melhor antídoto. Monitorar a excreção do MSMA pela urina.

Dosagem recomendada de BAL:
- 5mg/kg de 4 em 4 horas, por 2 dias;
-2,5 a 3mg/kg de 6 em 6 horas, por 2 dias;
- 2,5 a 3mg/kg de 12 em 12 horas por 5 dias;
-Administração intramuscular profunda.

CUIDADO: efeitos indesejáveis acompanham o uso do BAL tais como náusea, dor de cabeça, dor nas costas, dores abdominais, tremor, taquicardia, hipertensão e febre. Coma e convulsões podem ocorrer em dosagens elevadas. BAL pode potencializar outros efeitos adversos. Em coelhos, o tratamento de exposição e arsenicais com SAL, leva ao aumento de níveis arsenicais no cérebro.

Hemodiálise: hemodiálise extracorporal, usado em combinação com BAL, tem eficácia limitada na remoção do arsênio do sangue.
Hemodiálise é recomendada para aumentar a eliminação dos arsenicais e manter a composição líquida extracelular, quando ocorre falência aguda renal.

Funcão renal: em pacientes sem alteração renal, alcalinização da urina por bicarbonato de sódio, para manter o pH da urina em 7,5 contribui na proteção da função renal, tendo em vista a ocorrência de hemólise como parte da intoxicação aguda.

Contra-indicações
- A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.

ATE NÇAO:

Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 para notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS

Notifique ao sistema de informação de agravos de notificação (SINAN / MS) I Telefone de Emergência da empresa: 08000-141149

METABOLISMO E VIAS DE EXCREÇÃO BEM COMO A MEIA VIDA BIOLÓGICA, DO PRODUTO:

Os compostos arsenicais metilados são rapidamente absorvidos pelo trato gastro-intestinal ou por inalação pelos mamíferos, incluindo o homem, também pode ser absorvido pela pele íntegra e ultrapassar a barreira placentária. A distribuição do arsênico depende da distribuição da duração da administração e o tipo de composto, envolvido. Deposita-se principalmente no fígado, rins, coração, pulmão, pequenas quantidades são encontradas nos músculos e sistema nervoso. Altas concentrações pOdem ser encontradas em cabelos e unhas, devido à elevada quantidade de sulfidrila da queratina.
Parece que os compostos arsenicais são metilados pelO homem e o principal produto de biotransformação é o Dimetilarsênico, que e rapidamente formado e excretado. O arsênico reage com grupos sulfidrila de enzimas celulares, impede a ação das enzimas mitocondriais e a respiração tecidual.
O arsênio é eliminado por várias vias - fezes, urina, suor, leite, cabelo, pele. pulmões, embora a principal via seja a renal. A meia-vida de excreção urinária do arsênico é de 3 a 5 dias.

DADOS CLÍNICOS E LABORATORIAIS DE PESSOAS EXPOSTAS:
Os sintomas aparecem geralmente entre 30 minutos a 1 hora após a ingestão, mas podem ser retardados por várias horas devido a presença de alimento no estômago. O paciente apresenta gosto metálico e adocicado, odor aliáceo de fezes e respiração, constrição na garganta, dificuldade para a deglutição, dor e quiemação no estômago e no esofago, vômitos, diarréia profunda associada a cólicas intensas, característica das fezes em "água de arroz" semelhante a cólera que posteriormente tornam-se sanguinolentas. Desidratação, com sede intensa e câimbras musculares, que podem evoluir para o choque. Podem ser observadas alterações cardíacas, inicialmente taquicardia sinusal, na fase terminal convulsões, paralisias, coma, fibrilação ventricular e óbito. Quando o paciente sobrevive a fase aguda, pode persistir neuropatia periférica com envolvimento sensitivo e motor. Na fase de recuperação, a fraqueza e a diarréia podem persistir por semanas. Também podem aparecer sintomas característicos da intoxicação crônica. Alterações de exames laboratoriais - elevação de enzimas hepáticas, hematúria, albunúria e glicosúria.

EFEITOS AGUDOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:

Em laboratório, a dose aguda letal para 50% dos animais testados foi:
- DL50 Oral Aguda (ratos fêmeas): 500 mg/kg
- DL50 Dérmica (ratos machos e fêmeas): > 4000 mg/kg
- CL50 (ratos machos e fêmeas): > 2,656 mg/L
- O produto testado em coelhos não causou nenhuma irritação cutânea e mostrou-se levemente irritante para os olhos. O produto não provocou sensibilidade cutânea em cobaias.

EFEITOS CRÔNICOS PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:

Descamação e pigmentação da pele, hiperqueratose, polineurite, anorexia, febre baixa, cefaléia persistente, palidez e fraqueza. Alteração de hematopoiese, de fígado e rins.

TELEFONES PARA CASOS DE EMERGÊNCIA:
Centro de Controle de Intoxicações (CCI): (11) 5012-5311
VOLCANO AGROCIÊNCIA Indústria e Comércio de Defensivos Agrícolas Ltda.: Te: 08000-141149

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

Embalagem RÍGIDA LAVÁVEL:

LAVAGEM DA EMBALAGEM:
Durante o procedimento de lavagem o operador deverá estar utilizando os mesmos EPI's Equipamentos de Proteção Individual- recomendados para o preparo da calda do produto.

. Tríplice Lavagem (Lavagem Manual):
Esta embalagem deverá ser submetida ao processo de Tríplice Lavagem, imediatamente após o seu esvaziamento, adotando-se os seguintes procedimentos:

- Esvazie completamente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador, mantendo-a. na posição vertical durante 30 segundos;
- Adicione água limpa a embalagem até ¼ do seu volume;
- Tampe bem a embalagem e agite-a, por 30 segundos;
- Despeje a água de lavagem no tanque pulverizador;
- Faça esta operação três vezes;
-Inutilize a embalagem plástica ou metálica perfurando o fundo.

. Lavagem sob Pressão:
Ao utilizar pulverizadores dotados de equipamentos de lavagem sob pressão seguir os seguintes procedimentos:

- Encaixe a embalagem vazia no local apropriado do funil instalado no pulverizador;
- Acione o mecanismo para liberar o jato de água;
- Direcione o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- A água de lavagem deve ser transferida para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

Ao utilizar equipamento independente para lavagem sob pressão adotar os seguintes procedimentos:

- Imediatamente após o esvaziamento do conteúdo original da embalagem, mantê-la invertida sobre a boca do tanque de pulverização, em posição vertical, durante 30 segundos;
- Manter a embalagem nessa posição, introduzir a ponta do equipamento de lavagem sob pressão, direcionando o jato de água para todas as paredes internas da embalagem, por 30 segundos;
- Toda a água de lavagem é dirigida diretamente para o tanque do pulverizador;
- Inutilize a embalagem plástica ou metálica, perfurando o fundo.

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA:

Após a realização da Tríplice Lavagem ou Lavagem Sob Pressão, esta embalagem deve ser armazenada com a tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens não lavadas.

O armazenamento das embalagens vazias, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:

No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 meses após o término do prazo de validade.

O uso continuado de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação pode contribuir para o aumento de população de plantas infestantes a ele resistentes.
Como prática de manejo e resistência de plantas infestantes deverão ser aplicados herbicidas, com diferentes mecanismos de ação, devidamente registradas para a cultura. Não havendo produtos alternativos recomenda-se a rotação de culturas que possibilite o uso de herbicidas com diferentes mecanismos de ação. Para maiores esclarecimentos consulte um Engenheiro Agrônomo.