Nimaxxa CI

Geral
Nome Técnico:
Bacillus paralicheniformis, isolado CH2970; Bacillus paralicheniformis, isolado CH0273; Bacillus subtillis, isolado CH4000
Registro MAPA:
24222
Empresa Registrante:
Chr Hansen
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Bacillus paralicheniformis CH2970 33 g/L
Bacillus paralicheniformis CH0273 33 g/L
Bacillus subtillis isolado CH4000 33 g/L
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre/Tratamento de sementes
Toxicológica:
Não Classificado
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Suspensão Concentrada (SC)
Modo de Ação:
Nematicida microbiológico

Tipo: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 2 L;

Tipo: Galão
Material: Plástico
Capacidade: 60 L;

Tipo: Balde
Material: Plástico
Capacidade: 30 L;

Tipo: IBC
Material: Plástico
Capacidade: 1.200 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um nematicida microbiológico, que atua por contato com múltiplos mecanismos de ação oriundos da ação sinérgica das bactérias Bacillus subtilis cepa CH4000 e Bacillus paralicheniformis cepas CH0273 e CH2970.
Eficazes no controle de nematoides, estas duas espécies de Bacillus tem alta capacidade de competição no solo onde colonizam o sistema radicular das culturas, alimentan-do-se dos exsudados radiculares e formando um biofilme protetor ao redor da raiz. Adicionalmente a proteção conferida pelo biofilme, durante o desenvolvimento bacteriano são secretados metabólitos secundários com efeito nematicida e nematostatico e que atuam de forma negativa no desenvolvimento dos nematoides.
Diminuição na viabilidade de ovos, paralisia e mortalidade de juvenis e a redução da atratividade da raiz complementam os mecanismos pelos quais raízes em contato com o produto e sua combinação de Bacillus subtilis cepa CH4000 e B. paralicheniformis cepas CH0273 e CH2970 apresentam menor incidência de nematoides.
É uma ferramenta que complementa o manejo integrado de nematoides em diferentes culturas e é indicado para o controle dos seguintes alvos biológicos.

Observações

Utilizar a dose mais alta em regiões com histórico de nematoides e/ou em condições mais favoráveis ao desenvolvimento destes alvos (histórico de alta pressão, temperaturas e precipitações altas). As menores doses devem ser utilizadas em locais de menor pressão e/ou em condições climáticas menos favoráveis ao desenvolvimento da praga.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

O produto deve ser aplicado uma única vez. Indicado para aplicação no sulco de plantio para o controle de Pratylenchus brachyurus e via tratamento de sementes para o controle de Meloidogyne incógnita e Heterodera glycines.

MODO DE APLICAÇÃO

Aplicação no sulco de plantio

Nas culturas do Algodão, Amendoim, Arroz, Ervilha, Feijão, Girassol, Milheto, Milho, Pastagens, Soja, Sorgo e Trigo aplicar o produto no momento do plantio dirigindo a aplicação ao fundo do sulco de plantio das sementes e antes do fechamento desse. Deve-se utilizar pulverizador de barra ou equipamento acoplado na semeadora, com deslocamento montado, de arrasto ou autopropelido. Utilize bicos que produzam jato leque ou cone vazio visando a produção de gotas grossas a extremamente grossas. Pode-se também utilizar bicos ou pontas que produzam jato sólido e contínuo, de modo que a calda não seja pulverizada, mas sim aplicada na forma de filete/jato contínuo ou “drench”, não sendo necessária a formação de gotas. Seguir a pressão de trabalho adequada para a obtenção da vazão ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. A faixa recomendada de pressão da calda nos bicos é de 2 a 4 bar. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição dos jatos, com rendimento operacional. Para diferentes velocidades, utilize pontas ou bocais de diferentes vazões para não haver variação brusca na pressão de trabalho, o que afeta diretamente o comportamento do jato e a qualidade da aplicação. A altura da barra e o espaçamento entre bicos deve permitir o direcionamento localizado e preciso dos jatos nos sulcos/linhas de plantio. Utilize tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa contaminação ambiental.

Pré-aplicação

O tratamento de sementes deve ser realizado em local arejado e específico para esse fim. Utilizar sementes limpas, livres de poeira e impurezas, e de boa qualidade, com alto poder germinativo e bom vigor.

Equipamentos de aplicação

Utilizar equipamentos específicos para tratamento de sementes que propiciem uma distribuição uniforme da dose desejada sobre as sementes sem danificar sua qualidade fisiológica. Utilizar a dose recomendada para o peso desejado de sementes e proceder a operação do equipamento de forma a obter uma distribuição uniforme dos produtos sobre as sementes.

Preparo de calda

Havendo a necessidade de acrescentar água, a ordem a ser seguida da confecção da calda deverá ser do produto adicionado em água, mantendo-se a mesma sob agitação constante, do início do preparo da calda até a aplicação nas sementes.

Aplicação

É obrigatória a utilização de EPI completo durante a operação de tratamento de sementes. Em sistemas de tratamento por batelada, deve-se colocar as sementes a serem tratadas dentro do equipamento, iniciar a agitação e adicionar gradativamente a dose do produto/calda. Manter as sementes misturando com o produto adicionado por 3 a 5 minutos. Ao final do tratamento, deve-se atentar para que as sementes estejam totalmente recobertas e secas e que não haja sobra de produto/calda no equipamento utilizado. Se atente para a quantidade de sementes a ser colocada no recipiente do equipamento tratador. Cada equipamento informa uma quantidade ideal de sementes a ser tratada por batelada. Respeite as recomendações e escolha o tamanho de equipamento mais adequado às necessidades. Nos equipamentos de fluxo contínuo, aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período de tempo e regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo. Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda, a fim de evitar erros na aplicação. Os mecanismos dosadores e pulverizadores destes equipamentos devem ser revisados e limpos diariamente ou a cada parada do equipamento. Resíduos de calda podem reduzir a capacidade das canecas ou copos dosadores ou afetar a regulagem de bicos e ou mecanismos de aplicação da calda sobre as sementes. Para todos os métodos de tratamento de sementes é importante realizar medições periódicas dos equipamentos, fluxos de sementes e volume de calda para que o tratamento efetuado seja o mais uniforme possível. O tratamento de sementes danificadas mecanicamente ou sementes com baixo vigor ou de má qualidade, pode resultar em diminuição do stand final pela baixa germinação reduzida e/ou pelo baixo vigor de plântulas. Trate e realize testes de germinação em uma pequena porção de sementes antes de tratar todo o lote de sementes.

Pós-aplicação

Sementes umedecidas em excesso devem ser secas à sombra antes de armazená-las e/ou semeá-las. Acondicionar as sementes tratadas em sacos de papel ou em embalagens que permitam a respiração das sementes, evitando exposição ao sol. As sementes tratadas deverão ser semeadas em solo úmido que garanta germinação e emergência uniforme logo após o tratamento, seguindo sempre a recomendação técnica do produtor da semente quanto ao volume a ser utilizado por hectare ou metro linear. Obedecer às recomendações oficiais de profundidade de semeadura para cada cultivo. Realizar uma única aplicação em tratamento de sementes.

A semente tratada deve ser utilizada somente para o plantio, não podendo ser empregada na alimentação humana ou animal.

Aplicação no sulco de plantio

Deve ser diluído em água limpa, conforme a dose recomendada para o alvo. O volume de calda deve seguir os parâmetros mais indicados para a cultura tratada, variando de 20 a 600L/ha. Utilize bicos com indução de ar, visando a produção de gotas grossas a extremamente grossas. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. A altura da barra e o espaçamento entre bicos deve permitir cobertura uniforme na área, conforme recomendação do fabricante. Para volumes de aplicação fora da faixa ideal ou sob condições meteorológicas adversas, utilizar tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo. Realizar as pulverizações quando as condições meteorológicas forem desfavoráveis à ocorrência de deriva, conforme abaixo:

Temperatura do ambiente: máxima de 30ºC.
Umidade relativa do ar: igual ou superior a 55%.
Velocidade do vento: de 2 a 10 km/h.

Se o vento estiver abaixo de 2 km/h não aplique devido ao risco inversão térmica.

Lavagem dos equipamentos de pulverização

Somente utilize equipamentos limpos e devidamente conservados. Após a aplicação do produto, realizar lavagem completa dos equipamentos utilizando os EPIs recomendados durante a prepreparação da calda.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado, aguardar pelo menos 24 horas para reentrada na lavoura ou após a secagem da calda. Caso necessite entrar na área tratada antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para a aplicação do produto.

LIMITAÇÕES DE USO

Desde que sejam seguidas as recomendações de uso, não se espera fitotoxicidade para as culturas tratadas. Utilizar somente as doses recomendadas. Em estudos laboratoriais, casa de vegetação e de campo não foram observados incompatibilidade com inseticidas e fungicidas testados; Quando sementes de soja foram tratadas, foram observados níveis dentro dos padrões esperados de UFC (unidade formadora de colônia) ao longo dos meses de armazenamento das sementes; Para mais detalhes consulte um Engenheiro Agrônomo.

Recomendações de armazenamento e manuseio

- Armazenar o produto em local fresco, seco e livre da incidência direta de raios solares, sempre na embalagem original.
- Manter a embalagem fechada quando não estiver em uso.
- O produto deve ser utilizado em até 15 dias após a abertura da embalagem para evitar contaminação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

É uma ferramenta que complementa o manejo integrado de nematoides em diferentes culturas, o qual também pode incluir outros métodos de controle (ex.: controle varietal, rotação de culturas, controle químico, etc). Os princípios e práticas do Manejo Integrado de Pragas incluem avaliação do campo e sistema de monitoramento, correta identificação da praga-alvo, monitoramento populacional e rotação de nematicidas com diferentes mecanismos de ação.

Por se tratar de um nematicida microbiológico não se tem relatos da evolução da resistência de nematoides a Bacillus subtilis cepa CH4000 e Bacillus paralicheniformis cepas CH0273 e CH2970. Entretanto, outras práticas de controle, como rotação de culturas e controle químico devem ser considerados no manejo dos nematoides.

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