Bula Pontiac 350 SC - Rotam

Bula Pontiac 350 SC

acessos
Thiodicarb
3209
Rotam

Composição

Tiodicarbe 350 g/L Carbamato

Classificação

Inseticida
I - Extremamente tóxica
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Contato, Ingestão

Arroz Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
1,5 L p.c./100 kg de sementes 1,5 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Cascudo preto
(Euetheola humilis)
1,5 L p.c./100 kg de sementes 1,5 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Cigarrinha das pastagens
(Deois flavopicta)
1,5 L p.c./100 kg de sementes 1,5 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Cupim de montículo
(Syntermes molestus)
1,5 L p.c./100 kg de sementes 1,5 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Cana-de-açúcar Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Nematóide
(Pratylenchus zeae)
2,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar o produto no sulco de plantio
Nematóide das galhas
(Meloidogyne javanica)
2,5 L p.c./ha 100 a 300 L de calda/ha - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar o produto no sulco de plantio
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
1,5 L p.c./100 kg de sementes 1,5 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Tripes do fumo
(Thrips tabaci)
1,5 L p.c./100 kg de sementes 1,5 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
2 L p.c./100 kg de sementes 2 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Cigarrinha das pastagens
(Deois flavopicta)
2 L p.c./100 kg de sementes 2 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Cupim de montículo
(Syntermes molestus)
2 L p.c./100 kg de sementes 2 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Lagarta do cartucho
(Spodoptera frugiperda)
2 L p.c./100 kg de sementes 2 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Larva pão de galinha
(Diloboderus abderus)
2 L p.c./100 kg de sementes 2 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Broca do colo
(Elasmopalpus lignosellus)
0,75 L p.c./100 kg de sementes 0,75 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Coró da soja
(Phyllophaga cuyabana)
0,75 L p.c./100 kg de sementes 0,75 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Nematóide
(Pratylenchus zeae)
0,8 L p.c./100 kg de sementes 0,8 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente
Nematóide das galhas
(Meloidogyne javanica)
0,8 L p.c./100 kg de sementes 0,8 L p.c./100 kg de sementes - Realizar uma aplicação. Não determinado. Aplicar antes da semeadura em tratamento de semente

TIPO: Bombona
MATERIAL: COEX/ PET/ PLÁSTICO
CAPACIDADE:30; 50 L

TIPO: Bombona
MATERIAL: PEAD
CAPACIDADE: 5,0; 10; 20; 30; 50 L

TIPO: contentor intermediário (IBC)*
MATERIAL: Plástico
CAPACIDADE: 500;1.000; 1500; 2000 L

TIPO: Frasco
MATERIAL:PEAD
CAPACIDADE: 0,25; 1,0 L

TIPO: Tambor*
MATERIAL: Plástico
CAPACIDADE: 100; 160; 180; 200; 220 L

*Uso exclusivamente industrial

O PONTIAC 350 SC poderá ser aplicado via terrestre, com equipamento tratorizado e pulverizador específico para aplicação no sulco, e com equipamento específico para tratamento de semente, conforme indicação para cada cultura. Independente da tecnologia de aplicação utilizada, ao aplicar, seguir sempre as indicações de uso da bula e proceder com a regulagem adequada do equipamento visando assegurar distribuição uniforme do produto ou da calda no solo ou nas sementes.
Seguir sempre as boas práticas agrícola e as recomendações do fabricante do equipamento utilizado. Consultar sempre o Engenheiro Agrônomo responsável.
Para aplicação no sulco do plantio e corte de soqueira : Preparo da Calda: No preparo da calda, utilizar os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados no item “Precauções no manuseio” descritos em “Dados Relativos à Proteção à Saúde Humana”. Adicionar água limpa ao tanque do pulverizador até ½ da sua capacidade ou no mínimo até cobrir o mecanismo de agitação e os bicos de saída da calda. Ligar a agitação e adicionar a quantidade apropriada do produto mantendo o sistema de agitação ligado. Completar o volume do tanque com água limpa até o nível do volume de calda recomendado para a cultura. Precauções gerais com o equipamento aplicador: Antes de preparar a calda, verifique se o equipamento de aplicação está limpo, bem conservado, regulado e em condições adequadas para realizar a pulverização sem riscos ao aplicador, ao meio ambiente e à cultura. Proibido utilizar equipamentos com vazamentos ou danificados.
Cuidados durante a aplicação: Independente do tipo de equipamento utilizado na pulverização, o sistema de agitação da calda deverá ser mantido durante toda a aplicação. Fechar a saída da calda da barra do pulverizador durante as paradas e manobras do equipamento aplicador para evitar a sobreposição durante a aplicação.
Cuidados com a inversa~o te´rmica: Inverso~es te´rmicas diminuem o movimento vertical do ar, formando uma nuvem de pequenas gotas suspensas que permanecem perto do solo e com movimento lateral. Assim, o potencial de deriva aumenta significativamente durante uma inversa~o te´rmica, podendo a aplicac¸a~o atingir culturas vizinhas, a´reas habitadas, leitos de rios e outras fontes de a´gua, criac¸o~es de animais e a´reas de preservac¸a~o ambiental. O potencial de deriva e´ alto durante uma inversa~o te´rmica.
Gerenciamento de Deriva: EVITAR A DERIVA DURANTE A APLICAÇÃO É RESPONSABILIDADE DO APLICADOR. Na~o permita que a deriva proveniente da aplicac¸a~o atinja culturas vizinhas, a´reas habitadas, leitos de rios e outras fontes de a´gua, criac¸o~es e a´reas de preservac¸a~o ambiental. O potencial de deriva é determinado pela interação de muitos fatores relativos ao equipamento de pulverização e ao clima (velocidade do vento, umidade e temperatura). Independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva, assim, aplicar com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência. O aplicador deve considerar todos estes fatores quando da decisão de aplicar.
EQUIPAMENTOS DE APLICAÇÃO: Equipamentos terrestres: Classe de gotas: a escolha da classe de gotas depende do tipo de cultura, alvo e tipo de equipamento utilizado na aplicação. Independente do equipamento utilizado, o tamanho das gotas é um dos fatores mais importantes para evitar a deriva e, portanto, aplique com o maior tamanho de gota possível, sem prejudicar a cobertura e eficiência do produto. Seleção de ponta de pulverização: ajustar a barra de forma a obter distribuição uniforme do produto, de acordo com o desempenho dos elementos geradores de gotas. Todas as pontas da barra deverão se manter à mesma altura em relação ao topo das plantas. Regular a altura da barra para a menor possível visando cobertura uniforme e redução da exposição das gotas à evaporação e ao vento. Pressão: Selecionar a pressão de trabalho do equipamento em função do volume de calda e da classe de gotas. Observar sempre a recomendação do fabricante do equipamento pulverizador. Ajuste da barra: ajustar a barra de forma a obter distribuição uniforme do produto, de acordo com o desempenho dos elementos geradores de gotas. Todas as pontas da barra deverão se manter à mesma altura em relação ao topo das plantas. Regular a altura da barra para a menor possível visando cobertura uniforme e redução da exposição das gotas à evaporação e ao vento. Faixa de segurança: sempre resguardar uma faixa de segurança segura para as culturas sensíveis. Faixa de deposição: utilizar distância entre pontas na barra de aplicação de forma que permita maior uniformidade de distribuição de gotas, sem áreas com falhas ou sobreposição.
Condições climáticas: Aplicar sempre em condições ambientais favoráveis. Altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar diminuem a eficácia do produto, aumentam o risco de evaporação da calda aplicada e o potencial de deriva.
Observar as condições climáticas ideais para aplicação, tais como:
- Temperatura ambiente: evitar altas temperatura (acima de 30ºC). Não aplicar em temperaturas muito baixas ou com previsão de geadas.
- Umidade relativa do ar: evitar aplicar em condições de baixa umidade relativa do ar (menores que 60%). - Velocidade média do vento: recomenda-se aplicar com ventos menores que 10km/ hora, considerando sempre a regulagem do sistema de aplicação. Não aplicar em condições de ausência ou rajadas de vento. Considerar sempre as médias durante os tiros de aplicação, e não valores instantâneos.
- As aplicações pela manhã (até as 10:00 horas) e à tarde (após as 15:00/16:00 horas) são as mais recomendadas, respeitando os parâmetros de temperatura, vento e umidade do ar. À critério do Engenheiro Agrônomo responsável, as recomendações para aplicação poderão ser alteradas desde que respeitem a legislação vigente da região da aplicação.
Para tratamento de semente: Durante o tratamento das sementes, utilizar os EPIs recomendados no item “PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO” Precauções gerais com o equipamento aplicador: Antes de iniciar o tratamento, verifique se o equipamento está limpo, bem conservado, regulado e em condições adequadas para realizar o tratamento sem riscos ao manuseador, ao meio ambiente e sem danos às sementes à serem tratadas. Proibido o uso de equipamentos com vazamentos ou danificados que possam quebrar as sementes.
ATENÇÃO: O uso de equipamentos inadequados ou desregulados pode resultar em cobertura desuniforme das sementes, falha de stand e possível redução da eficiência do produto.
O volume indicado poderá ser alterado considerando as especificações técnicas do equipamento de aplicação. Tipos de equipamentos: - Tambores Rotativos, pá sobre lonas, betoneiras ou outro equipamento específico para este fim: Limpar e regular o equipamento, quando necessário. Dispor a quantidade desejada de sementes no equipamento e adicionar a dose indicada para cada cultura. Mistura o produto com as sementes, por cerca de 10 minutos, ou ate´ perfeita cobertura das sementes.
- Equipamentos com fluxo contínuo: Regular o equipamento para o fluxo de sementes e da dose indicada para a cultura. Durante a aplicação, sempre verificar se o fluxo das sementes e do produto continuam regulados. Se necessário, efetuar nova regulagem. À critério do Engenheiro Agrônomo responsável, as recomendações para aplicação poderão ser alteradas desde que respeitem a legislação vigente da região da aplicação.
LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO: Imediatamente após a aplicação do produto, proceda com a limpeza de todo o equipamento utilizado. Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza e utilize Equipamentos de Proteção Individual (EPI) indicados no item “Precauções no manuseio”, descritos em “Dados Relativos à Proteção à Saúde Humana”.
Proibido limpar o equipamento próximo às nascentes, fontes de água e zonas urbanas. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual e/ou Municipal vigente na região da aplicação.
INTERVALO DE SEGURANÇA (período de tempo entre a última aplicação e a colheita):
Culturas: Arroz, cana-de-açúcar, feijão, milho e soja
Intervalo de segurança (dias): Não determinado devido à modalidade de emprego
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS: Não há necessidade de observância de intervalo de reentrada, desde que as pessoas estejam calçadas ao entrarem na área tratada.
LIMITAÇÕES DE USO:
- Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo.
- Uso exclusivamente agrícola.
- Utilizar o produto somente nas culturas para as quais está registrado, respeitando o intervalo de segurança de cada cultura.
- As sementes tratadas destinam-se exclusivamente ao plantio. Não utilizar sementes tratadas para o consumo humano e animal.
- Não deixar sementes tratadas expostas na superfície do solo.
- Evitar a possibilidade de que o produto PONTIAC 350 SC entre em contato com produtos fortemente ácidos, alcalinos ou que contenham sais metálicos, como, por exemplo, fertilizantes destinados a mistura com sementes.
- Fitotoxicidade: O produto não causa fitotoxicidade nas culturas registradas, desde que sejam seguidas as recomendações de uso.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA:
ANTES DE USAR LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.

USE OS EQUIPAMENTES DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PREUCAÇÕES GERAIS:
- Produto para o uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto. Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, máscara, óculos e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos. Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não distribua o produto com as mãos desprotegidas.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO:
- Evite, o máximo possível, o contato com a área aplicada.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes nas horas mais quentes do dia.
- Conforme modo de aplicação, de modo a evitar que o aplicador entre na névoa de produto.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas e observe o intervalo de segurança.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI macacão com tratamento hidrorepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLlCACÃO:
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: touca árabe, óculos, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.

Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.

Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.

Pele: Em caso de contato, tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.

Inalação: Se o produto for inalado ("respirado"), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.

A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

- INTOXICAÇÕES POR METILCARBAMATOS

INFORMAÇÕES MÉDICAS:

Grupo químico:
Metilcarbamato de oxima

Classe toxicológica:
I - EXTREMAMENTE TOXICO

Mecanismo de toxicidade:
Em ratos, o Tiodicarbe é rapidamente degradado em Methomyl, o qual é rapidamente convertido para methomyl metholol, oxima, sulfuxida, sulfoxida oxima. Esses intermediários instáveis acabam sendo convertidos em acetonitrile e CO2, os quais são eliminados primeiramente pela respiração e urina. Mais adiante, uma pequena fração de acetonitrile é degradada em acetamida, ácido acético e CO2.

Toxicidade:
A DL50 é de cerca de 175,00 mg/kg. Não tem interação mutagênica com o DNA. A comparação com grupos controle não demonstrou um aumento estatístico significativo, no número de micronúcleos.
Exposições repetidas por curtos períodos em animais causaram hepatotoxicidade..
Em humanos não foram relatados efeitos adversos.

Vias de absorção:
Oral; inalatóra e dérmica em menor intensidade.

Metabolismo e Toxicocinética:
Em ratos, o Thiodicarb é rapidamente degradado em metomil, que por sua vez é convertido em metomil metiol, e, após sucessivas degradações, em sulfoxide oxime. Os intermediários são convertidos em acetonitrila e dióxido de carbono, que são eliminados primariamente pela urina.

Sintomas e sinais clínicos:
Neurológicos: (Em casos de envenenamento severo) depressão respiratória, estado de confusão mental, perda de consciência, hemorragia cerebral e convulsões. Dores de cabeça, tontura, visão embaçada, tremores, coma, atraso em resposta neurológica e fraqueza também podem ocorrer.
Trato Gastro-intestinal: Náusea, vomito, diarréia e cãibras abdominais.

Diagnóstico:
Atentar para crise colinérgica, com aumento de salivacão, lacrimacão, poliúria, diarréia, câimbras gastro-intestinais e vâmitos como sintomas de envenenamento por N-METILCARBONATOS. Os sintomas podem ser confundidos com os de envenenamento por ORGANOFOSFATOS, diferindo por câimbras menos intensas e menor toxicidade ao SNC.
Exames laboratoriais: Determinação de colinesterase no plasma e serie vermelha sanguínea. Exames de urina podem identificar o agente tóxico. Exames de raio-x em pacientes sintomáticos são indicados.

Tratamento:
As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação. Utilizar luvas e avental durante a descontaminação.

1. Remover roupas e acessórios e descontaminar a pele (incluindo pregas, cavidades e orifícios) e cabelos, com água fria abundante e sabão.
2. Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.
3. Em caso de ingestão: proceder com lavagem gastrica com carvão ativado: doses de 25 a 100 g para adolescentes/adultos, 25 a 50 9 para crianças (1 a 12 anos) e de 1 g/kg em infantes abaixo de 1 ano. Administrar carvão ativado na proporção de 50 - 100 g em adultos e 25-50 g em criança de 1-12 anos, e 19/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30 g de carvão ativado para 240 mL de água - PROTEGER VIAS AEREAS -

Controlar qualquer convulsão antes do procedimento.

Acompanhamento pós intoxicação:
• O tratamento dever ser sintomático de acordo com o quadro clínico.
Não há antídoto específico .
• Monitorar os sinais vitais e status mental e atividade do SNC apos exposição significativa ao produto .
• Na ocorrência de vomito e/ou diarréia, monitorar fluidos e eletrólitos corporais.

Contra-indicações:
Não provocar vômito.
São contra indicados no caso de envenenamento por N- Metilcarbamatos: morfina, sucinylcolina, teofilina, fenotiazinas e reserpina. Adrenoaminas só devem ser administradas em caso de indicação específica.

Efeitos sinérgicos:
Não há informações na literatura sobre efeitos sinérgicos/cumulativos com outras substancias/medicamentos.

Atenção:
As Intoxicações por Agrotóxicos estão incluídas entre as Enfermidades de Notificação Compulsória.
Comunique o caso e obtenha informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento através dos Telefones de Emergência PARA INFORMAÇOES MEDICAS:
Disque-Intoxicação: 0800-722-6001
Rede Nacional de Centro de informação e Assistência Toxicológica RENACIAT - ANVISA/MS
Telefone de Emergência da empresa Rotam do Brasil Agroquimica e Produtos Agrícolas Ltda.: OXX19 3258-6763 horário comercial

MECANISMO DE AÇÃO, ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
É um inseticida inibidor de colinesterase. Em estudos laboratoriais com ratos, foi constatado que o Tiodicarbe foi absorvido através do trato gastrointestinal e pele. É rapidamente degradado em metomil, o qual é rapidamente convertido em metomil metolol, oxima, sulfoxida e sulfoxida oxima. Esses intermediários instáveis foram convertidos para acetrolina e CO2, os quais foram eliminados primeiramente através da respiração e pela urina. Uma pequena fração do acetrolina foi mais adiante degradada em acetamida, ácido acético e CO2.

EFEITOS AGUDOS E CRÔNICOS:
Efeitos agudos resultantes de ensaios com animais (Produto formulado):

DL50 oral para ratos: 175,00 mg/kg DL50 dérmica para ratos: >5.050mg/kg
Concentração letal inalatória em coelhos: >2,44 mg/L. Irrítabilidade dérmica em coelhos: não irritante.
Irritabilidade ocular em coelhos: irritação reversível em 24h.
Sensibilização cutânea em cobaias: potencialmente não sensibilizante.
Exposições repetidas por curtos períodos em animais causaram hepatotoxicidade. Mutagenicidade: No teste de mutação gênica reversa realizado com camundongos, concentrações 648; 1080; 1800; 3000; 5000 flg/placa foram utilizadas para o teste definitivo. As razões de mutagenicidade (RM) obtidas após 72 horas de incubação das cepas de Salmonella foram inferiores a 2. A análise estatística não apresentou resultados significantes tanto na presença quanto na ausência de ativação metabólica (pANOVA>O,05). Nas condições descritas, o produto não apresentou efeito mutagênico.

Efeitos crônicos:
Em estudos toxicológicos crônicos, o produto causou uma redução do peso corpóreo e foi considerado um redutor da atividade da colinesterase periférica (plasma e eritrócitos).

SINTOMAS DE ALARME:
Efeitos como tremores, salivação, perda de peso, ataxia, diarréia, piloereção, postura curvada, passos desordenados, olhos salientes, cianose e inibidor reversível da colinesterase, foram encontrados em estudos toxicológicos agudos em animais. Tiodicarbe 350 SC não se mostrou irritante e minimamente irritante para a pele e olhos de coelhos, respectivamente, e em cobaias não apresentou potenciaI sensibilizante dérmico.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:

Este produto é:

- MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).

- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos.
- Evite a contaminação ambiental - Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamentos.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d'água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

2-INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos, devendo ser isolado de alimentos, bebidas ou outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas, principalmente crianças.
- Deve haver sempre recipientes disponíveis para envolver embalagens rompidas.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções constantes da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

3-INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES: - Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a Empresa ROTAM DO BRASIL
AGROQUÍMICA E PRODUTOS AGRÍCOLAS l TOA - Telefone de Emergência: (Oxx19) 3258-6763.
- Utilize equipamento de proteção individual - EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara com filtros).
- Em caso de derrame estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d'água. Siga as instruções abaixo:

Piso pavimentado: recolha o material com o auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e devidamente identificado. O produto derramado não deverá ser mais utilizado. Neste caso consulte a empresa registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.

Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado,
recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante conforme indicado acima.

Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores DE ÁGUA EM FORMA DE NEBLINA, DE CO2, PÓ QUíMICO, ETC, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

4-PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS V AZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

PARA EMBALAGEM RíGIDA NÃO LAVÁVEL.
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva, quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA:
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.

Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo, e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deve guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

- TRANSPORTE:
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PARA EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA) ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA.
ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA

O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário, deve ser efetuado em local coberto, ventilado ao abrigo de chuva e com piso impermeável,
ou no próprio local onde guardadas as embalagens cheias.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILlZAÇÃO E A RECICLAGEM DESTA EMBALAGEM VAZIA OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE, DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS:
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU DESUSO:
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmeras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito ás regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação especifica, que inclui o acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECI DAS POR ORGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU MUNICIPAL:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

Incluir outros métodos de controle de pragas (ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa do Manejo Integrado de Pragas (MIP) quando disponíveis e apropriados.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar- se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida PONTIAC 350 SC pertence ao Grupo 1A (Inibidores de Acetilcolinesterase - Carbamato) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas. Para manter a eficácia e longevidade do PONTIAC 350 SC como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência.
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
- Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 1A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo;
- Usar PONTIAC 350 SC ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias;
- Aplicações sucessivas de PONTIAC 350 SC podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo;
- Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do PONTIAC 350 SC, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico dos Carbamatos, não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula;
- Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do PONTIAC 350 SC ou outros produtos do Grupo 1A quando for necessário;
- Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
- Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
- Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).