Bula Redigo - Bayer

Bula Redigo

CI
Protioconazol
31820
Bayer

Composição

Protioconazol 300 g/L

Classificação

Tratamento de Sementes
Fungicida
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Sistêmico

Tipo: Balde
Material: Aço/Ferro
Capacidade: 20; 50; 100; 200 L

Tipo: Bombona
Material: Polietileno/COEX/PET
Capacidade: 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9; 10; 15; 20; 50; 100; 200 L

Tipo: Container
Material: Polietileno/Aço/Ferro
Capacidade: 200; 300; 400; 500; 600; 700; 800; 900; 1000; 1250; 2000 L

Tipo: Frasco
Material: Polietileno/COEX/PET
Capacidade: 0,025; 0,03; 0,05; 0,06; 0,1; 0,125; 0,15; 0,2; 0,25; 0,3; 0,4; 0,5; 0,75; 0,9; 1,0; 1,5; 2,0 L

Tipo: Tambor
Material: Polietileno/Aço/Ferro
Capacidade: 20; 50; 100; 150; 180; 190; 200; 220; 250 L

Tipo: Tanque
Material: Polietileno/Aço/Ferro
Capacidade: 1000; 2000; 5000; 10000; 15000; 20000; 25000; 50000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um fungicida composto por protioconazole que apresenta modo de ação dos DMIs (inibidores da desmetilação do C-14), pertencente ao Grupo G1, segundo classificação internacional do FRAC (Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas). Fungicidas deste grupo atuam inibindo a biossíntese de ergosterol, importante componente da membrana celular dos fungos. É um fungicida sistêmico, com amplo espectro de ação, sendo indicado para o tratamento em ambiente exclusivamente industrial de sementes de milho.

MODO DE APLICAÇÃO

Volume de calda

Na operação de tratamento de sementes industrial não há necessidade de adição de água para a aplicação na semente. Se necessária a adição de água na calda não ultrapassar o volume total 100 mL/60.000 sementes.

Preparo da calda

Colocar a quantidade de produto desejada em um recipiente próprio para o preparo da calda. Acrescentar parte da água desejada gradativamente, misturando e formando uma calda homogênea. Completar com a quantidade de água restante até atingir o volume de calda desejado.

Importante

Manter a calda em agitação permanente para evitar decantação.

- Equipamentos de aplicação: utilizar equipamentos específicos que propiciem uma distribuição uniforme da dose desejada sobre as sementes.

Operação de tratamento de sementes industrial

Com equipamentos de tratamento de batelada ou lotes:
1. Colocar um peso ou quantidade de sementes conhecido.
2. Adicionar o volume de calda desejada para este peso ou quantidade de sementes.
3. Proceder a operação do equipamento agitando as sementes de forma a obter uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes durante um tempo de 1 a 2 minutos por batelada.

Com equipamento de tratamento com fluxo contínuo de sementes

1. Aferir o fluxo de sementes (peso) em um determinado período de tempo.
2. Regular o volume de calda desejado para este peso de sementes no mesmo período de tempo.
3. Importante: Aferir periodicamente o fluxo de sementes e de calda com a finalidade de evitar erros de aplicação. O tratamento deverá ser efetuado em local arejado e específico para esse fim. Utilizar somente sementes limpas (liv res de poeira e impurezas) e de boa qualidade (alto poder germinativo e bom vigor).
A utilização de meios de tratamento de sementes que possuam uma distribuição desuniforme do produto pode resultar em níveis de controle indesejados ou falhas de controle de pragas. As sementes tratadas deverão ser semeadas em solo úmido que garanta germinação e emergência uniforme logo após o tratamento. Obedecer às recomendações oficiais de profundidade de semeadura para cada cultivo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS ÁREAS TRATADAS

Como a finalidade do produto é tratamento de sementes, não há restrições à reentrada de pessoas nas áreas semeadas com sementes tratadas, desde que as pessoas estejam calçadas ao entrarem na área tratada.

LIMITAÇÕES DE USO

O tratamento deverá ser efetuado exclusivamente em unidades de tratamento industrial de sementes. Utilizar somente sementes com qualidade física e fisiológica dentro dos parâmetros legais vigentes, e sempre de boa qualidade (alto poder germinativo e bom vigor). Utilizar sementes limpas (livre de poeiras e impurezas). Sementes tratadas não poderão ser utilizadas para alimentação humana ou animal. Não deixar sementes tratadas expostas sobre o solo.
Para o controle de outras doenças de solo e sementes além das que constam em bula, o produto não dispensa o tratamento das sementes com outro fungicida padrão para desinfecção de sementes. Deve ser utilizado de forma integrada com outros meios de controle, e sempre dentro de um programa de manejo com fungicidas foliares.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado das doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle. O uso de sementes sadias, variedades resistentes, rotação de culturas, época adequada de semeadura, adubação equilibrada, fungicidas, manejo da irrigação e outros, visam o melhor equilíbrio do sistema.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
- Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos do Grupo G1 para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
- Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc.;
- Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
- Sempre consultar um engenheiro agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
- Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.frac-br.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).