Bula Sanfly - UPL

Bula Sanfly

CI
Acetamiprido
28717
UPL

Composição

Acetamiprido 200 g/kg

Classificação

Terrestre
Inseticida
4 - Produto Pouco Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Sistêmico

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)

Amendoim

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Aveia

Calda Terrestre Dosagem
Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Batata

Calda Terrestre Dosagem
Myzus persicae (Pulgão verde)

Centeio

Calda Terrestre Dosagem
Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Cevada

Calda Terrestre Dosagem
Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Ervilha

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Feijão vagem

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Feijão-caupi

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Feijão-fava

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Feijão-guandu

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Feijão-mungo

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Grão-de-bico

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Lentilha

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Maçã

Calda Terrestre Dosagem
Anastrepha fraterculus (Mosca sul americana)
Grapholita molesta (Mariposa oriental)

Mamão

Calda Terrestre Dosagem
Aonidiella comperei (Cochonilha)
Empoasca spp (Cigarrinha verde)

Melancia

Calda Terrestre Dosagem
Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Aphis gossypii (Pulgão do algodoeiro)
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Milheto

Calda Terrestre Dosagem
Rhopalosiphum maidis (Pulgão)

Milho

Calda Terrestre Dosagem
Rhopalosiphum maidis (Pulgão)

Pinhão-manso

Calda Terrestre Dosagem
Empoasca kraemeri (Cigarrinha verde)

Soja

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)

Sorgo

Calda Terrestre Dosagem
Rhopalosiphum maidis (Pulgão)

Tomate

Calda Terrestre Dosagem
Bemisia tabaci raça B (Mosca branca)
Frankliniella schultzei (Tripes)
Myzus persicae (Pulgão verde)

Trigo

Calda Terrestre Dosagem
Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)
Sitobion avenae (Pulgão das espigas)

Triticale

Calda Terrestre Dosagem
Metopolophium dirhodum (Pulgão das folhas)

Tipo: Caixa.
Material: Fibra celulósica.
Capacidade: 1; 2 kg.
Tipo: Bulk.
Material: Metálico.
Capacidade: 500; 1.000; 1.500 kg.
Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,05; 0,07; 0,1; 0,25; 0,35; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 4,0; 5,0 kg.
Tipo: Saco.
Material: Hidrossolúvel/Plástico.
Capacidade: 0,01; 0,02; 0,025; 0,03; 0,04; 0,05; 0,06; 0,07; 0,08; 0,09; 0,1; 0,2; 0,25; 0,3; 0,5; 0,75; 1,0; 2,0; 3,0; 5,0; 10; 25; 50 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

SANFLY trata-se de um inseticida sistêmico de ação translaminar empregado na forma de pulverizações no controle de pragas nas culturas de algodão, amendoim, aveia, batata, centeio, cevada, ervilha, feijão, feijão-caupi, feijão-fava, feijão- guandu, feijão-mungo, feijão-vagem, grão-de-bico, lentilha, maçã, mamão, melancia, melão, milheto, milho, pinhão manso, soja, sorgo, tomate, trigo e triticale.

MODO DE APLICAÇÃO

Via terrestre: Deve-se utilizar pulverizador costal ou de barra, com deslocamento montado, de arrasto ou autopropelido. Utilizar bicos ou pontas que produzam jato leque ou cônico, visando à produção de gotas médias a finas para boa cobertura do alvo. A aplicação também pode ser feita com o uso de pistola em alguns casos. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. A altura da barra e o espaçamento entre bicos deve permitir uma boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta (caule, folhas e frutos), conforme recomendação do fabricante. Para volumes de aplicação fora da faixa ideal ou sob condições meteorológicas adversas, utilizar tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

Via terrestre para a cultura da maçã, mamão e pinhão manso: Deve-se utilizar pulverizador montado ou de arrasto com assistência de ar. Utilizar pontas que produzam jato cônico vazio, ou demais tecnologias de bicos que possibilitem a redução do volume de aplicação, visando à produção de gotas finas para boa cobertura do alvo. Seguir a pressão de trabalho adequada para a produção do tamanho de gota ideal e o volume de aplicação desejado, conforme recomendações do fabricante da ponta ou do bico. Usar velocidade de aplicação que possibilite boa uniformidade de deposição das gotas com rendimento operacional. Ajustes no volume de ar produzido pela turbina podem ser necessários, dependendo do pulverizador, para que as gotas se depositem adequadamente no alvo, evitando problemas com deriva. A distância dos bicos até o alvo e o espaçamento entre os mesmos deve permitir uma boa sobreposição dos jatos e cobertura uniforme na planta (caule, folhas e frutos), conforme recomendação do fabricante. Para volumes de aplicação fora da faixa ideal ou sob condições meteorológicas adversas, utilizar tecnologia(s) e técnica(s) de aplicação que garantam a qualidade da pulverização com baixa deriva. Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

Via aérea nas culturas de algodão, amendoim, aveia, centeio, cevada, ervilha, feijão, feijão-caupi, feijão-fava, feijão-guandu, feijão-mungo, feijão-vagem, grão-de-bico, lentilha, milheto, milho, soja, sorgo, trigo e triticale: A aplicação deve ser realizada somente por empresa especializada, sob orientação de um Engenheiro Agrônomo. As mesmas recomendações gerais para Via Terrestre, como tamanho de gotas, boa cobertura e uniformidade de deposição se aplicam nesta modalidade. Deve-se respeitar condições meteorológicas no momento da aplicação para que as perdas por deriva sejam minimizadas.

Preparo de calda:

Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Recomenda-se utilizar pontas ou bicos que possibilitem trabalhar com filtros de malha de 50 mesh, no máximo, evitando-se filtros mais restritivos no pulverizador. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até um terço de seu nível. Posteriormente, deve-se iniciar a agitação e adicionar gradativamente a quantidade necessária do produto. Deve-se fazer a adição do produto em água de forma cuidadosa, de modo que, a cada dois segundos, 1 kg do produto, no máximo, seja despejado no tanque, evitando que todo o conteúdo da embalagem seja adicionado de forma muito rápida e inadequada. Feito isso, deve-se completar o volume do tanque do pulverizador com água, quando faltar 3-5 minutos para o início da pulverização. A prática da pré-diluição é recomendada, respeitando-se uma proporção mínima de 3 litros de água por quilograma de produto a ser adicionado. A agitação no tanque do pulverizador deverá ser constante da preparação da calda até o término da aplicação, sem interrupção. Lembre- se de verificar o bom funcionamento do agitador de calda dentro do tanque do pulverizador, seja ele por hélices ou por retorno da bomba centrífuga. Nunca deixe calda parada dentro do tanque, mesmo que por minutos. Havendo a necessidade de uso legal de algum adjuvante, checar sempre a compatibilidade da calda, confeccionando-a nas mesmas proporções, em recipientes menores e transparentes, com a finalidade de observar se há homogeneidade da calda, sem haver formação de fases. Ao final da atividade, deve-se proceder com a limpeza do pulverizador. Utilize produtos de sua preferência para a correta limpeza do tanque, filtros, bicos e finais de seção de barra.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, Amendoim, Batata, Ervilha, Feijão, Feijão-caupi, Feijão-fava, Feijão-guando, Feijão-mungo, Feijão-vagem, Grão-de-bico, Lentilha e Maçã: 7 dias;
Aveia, Centeio, Cevada, Trigo e Triticale: 15 dias;
Mamão: 5 dias;
Melancia, Melão e Tomate: 3 dias;
Milheto, Milho e Sorgo: 21 dias;
Pinhão-manso: Uso não alimentar;
Soja: 14 dias.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período utilize os equipamentos de proteção individual (EPI’s) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Os usos do produto estão restritos aos indicados no rótulo e bula.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

GRUPO 4A INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida SANFLY pertence ao grupo 4A (Moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina – Neonicotinoide) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do SANFLY como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 4A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar SANFLY ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de SANFLY podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do SANFLY, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico Neonicotinoides não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do SANFLY ou outros produtos do Grupo 4A quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR
(www.irac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).