Bula Sanfly - UPL

Bula Sanfly

Acetamiprido
28717
UPL

Composição

Acetamiprido 200 g/kg

Classificação

Terrestre
Inseticida
3 - Produto Moderadamente Tóxico
III - Produto perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Pó solúvel (SP)
Sistêmico

Tipo: Caixa.
Material: Fibra celulósica.
Capacidade: 1; 2 kg.
Tipo: Bulk.
Material: Metálico.
Capacidade: 500; 1.000; 1.500 kg.
Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,05; 0,07; 0,1; 0,25; 0,35; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 4,0; 5,0 kg.
Tipo: Saco.
Material: Hidrossolúvel/Plástico.
Capacidade: 0,01; 0,02; 0,025; 0,03; 0,04; 0,05; 0,06; 0,07; 0,08; 0,09; 0,1; 0,2; 0,25; 0,3; 0,5; 0,75; 1,0; 2,0; 3,0; 5,0; 10; 25; 50 kg.

INSTRUÇÕES DE USO

SANFLY trata-se de um inseticida sistêmico de ação translaminar empregado na forma de pulverizações no controle de inúmeras pragas das culturas de algodão, batata, feijão, maçã, mamão, melancia, melão, pinhão manso, tomate e trigo.


INSTRUÇÕES DE USO PARA CONTROLE DA MOSCA-BRANCA

A) DOSES DE USO

• Feijão: Utilizar doses entre 250 a 300 g p.c./ha, procurando sempre colocar o produto em contato com as pragas. A dose
menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é, quando houver previsão de ocorrência das pragas na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. As doses maiores devem ser utilizadas em cultura onde haja ocorrência inicial das pragas.

• Melão e Melancia: Utilizar doses entre 25 e 30 g p.c./100 L de água (5 a 6 gramas do ingrediente ativo/100 L de água)
em aplicações com consumo de 1000 litros e calda/ha procurando sempre colocar o produto em contato com a praga.
A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é, quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. Em plantas novas e aplicações em jato dirigido com utilização de consumo de calda reduzido, ignorar a recomendação por 100 litros de calda e considerar sempre a dose em gramas de produto comercial por hectare.
A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga. Quando houver consumo de calda inferior a 1000 litros por hectare, desconsiderar a recomendação por 100 litros de água e utilizar a dose em gramas do produto comercial por hectare.

• Tomate: Utilizar doses entre 25 a 40 g/100 L de água (5 a 8 gramas do ingrediente ativo/100L de água) em aplicações
com consumo de 1000 litros de calda/ha procurando sempre colocar o produto em contato com a praga. A dose menor deve ser utilizada em aplicações preventivas, isto é, quando houver previsão de ocorrência da praga na cultura, porém a mesma ainda não estiver presente na lavoura. Em plantas novas e aplicações em jato dirigido com utilização de consumo de calda reduzido, ignorar a recomendação por 100 litros de calda e considerar sempre a dose em gramas de produto comercial por hectare. A dose maior deve ser utilizada em cultura onde haja ocorrência inicial da praga. Quando houver consumo de calda inferior a 1000 litros por hectare, desconsiderar a recomendação por 100 litros de água e utilizar a dose em gramas do produto comercial por hectare.

B) ÉPOCA DE APLICAÇÃO

As aplicações deverão ocorrer preventivamente, ou quando do aparecimento das primeiras formas adultas da praga, ou conforme o nível de infestação na cultura, repetindo as aplicações com intervalo de 7 dias dependendo da necessidade. Recomenda-se fazer aplicações intercaladas com produtos de modo de ação diferentes devidamente registrados para o controle da referida praga para que seja evitado o aparecimento de resistência dos insetos ao inseticida.

C) MODO DE APLICAÇÃO

SANFLY pode ser aplicado através de pulverizadores terrestres tratorizados ou costais manuais, dotados de bico cônico com volume de calda suficiente para que as plantas e a praga recebam uma boa cobertura de calda de inseticida. SANFLY pode ser aplicado também através de pulverizações aéreas com aeronaves agrícolas devidamente equipadas com barra/bicos, empregando-se o volume em torno de 40 a 50 litros de calda/hectare, seguindo sempre as boas práticas de aplicação, procurando pulverizar quando não houver vento ou pelo menos que a velocidade do vento seja inferior a 8 km/h e com alta umidade relativa do ar (superior a 70%). Porém, para o controle da Mosca-branca na cultura do tomate esta prática não é recomendada por ser necessárias aplicações com alto volume e o contato do produto com a praga (adulto e ninfa).

D) MODO DE AÇÃO EM RELAÇÃO AO ALVO BIOLÓGICO

Inseticida sistêmico

OBS.: Para as instruções acima, recomendamos alternância com inseticidas de outros grupos químicos (mecanismo de ação diferente) no mesmo intervalo de aplicação para a prevenção e gerenciamento da resistência e de controle.

MODO DE APLICAÇÃO

A aplicação é feita em pulverizações Terrestres ou Aéreas:

- Pulverização terrestre: Pode ser aplicado com equipamento manual ou motorizado, estacionário ou pistola. Com o pulverizador tratorizado de barra, utilizar bicos jato cônico vazio da série JA ou D utilizando nesta série o difusor 23 ou 25 de acordo com as variações da umidade relativa do ar nas áreas de aplicação de forma a se obter um diâmetro de gotas de
110 a 140 µm e uma densidade de 50 a 70 gotas/cm2, sobre o local onde o alvo biológico se situa. A pressão trabalho para os bicos recomendados deverá ser de 80 a 120 libras. Utilizar turbo atomizador com as informações acima citados, e procurar através de volume de calda e tamanho de gotas obter uma aplicação com cobertura uniforme de toda a parte aérea da planta.

- Pulverização aérea: Uso de barra ou atomizador rotativo Micronair AU 3000/5000.
Volume da aplicação: com barra: 20-30 l/ha. – com Micronair: máximo 18 L/Micronair/minuto. - Altura de voo: com barra ou Micronair:4-5m em relação ao topo das plantas.
- Largura da faixa de deposição efetiva: 20 m, para aviões do tipo IPANEMA.
- Tamanho/densidade de gotas: 110-140 micrômetros com mínimo de 40 gotas/cm2.
- No caso de barra, usar bicos crônicos da série D com disco (core) 450. Manter a angulação das barras entre 900 (para a umidade do ar acima de 80%), ajustando-se durante a aplicação de acordo com a variação da umidade relativa do ar, até a angulação máxima de 1800 em relação à direção do voo do avião.
Seguir sempre as recomendações de ajuste do avião sob orientação de um Engenheiro Agrônomo Coordenador em Aviação Agrícola, credenciado através de cursos especializados registrados pelo Ministério da Agricultura.

Condições climáticas: o diâmetro de gotas deve ser ajustado de acordo com as variações da umidade relativa do ar durante toda a aplicação, de modo que se obtenha a densidade e deposição das gotas, obedecendo ventos de até 8 km/h, temperatura inferior à 270C e umidade relativa acima de 70%, visando reduzir ao mínimo perdas por deriva ou evaporação.

INTERVALO DE SEGURANÇA


Algodão, feijão, batata, maçã: 7 dias

Melancia, melão, tomate: 3 dias

Mamão: 5 dias

Trigo: 15 dias

Pinhão manso: Uso não alimentar.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite de entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

GRUPO 4A INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida SANFLY pertence ao grupo 4A (Moduladores competitivos de receptores nicotínicos da acetilcolina – Neonicotinoide) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do SANFLY como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:

Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 4A. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo
de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar SANFLY ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de
cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de SANFLY podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações”
não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do
SANFLY, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico Neonicotinoides não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do SANFLY ou outros produtos do Grupo 4A quando for
necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle
biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o
manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR
(www.irac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).