Bula Tricho-Turbo - Biovalens

Bula Tricho-Turbo

CI
Trichoderma asperellum BV-10
34018
Biovalens

Composição

Trichoderma asperellum BV -10 200 g/L

Classificação

Terrestre
Fungicida microbiológico
Não Classificado
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Fungicida microbiológico

Tipo: Frasco.
Material: Plástico e COEX.
Capacidade: 0,1 - 5 L.
Tipo: Bombona.
Material: Plástico e COEX.
Capacidade: 0,1 - 100 L.
Tipo: Tambor.
Material: Metálico.
Capacidade: 5 - 400 L.
Tipo: Container ou Farm pack retornável.
Material: Plástico e metálico.
Capacidade: 100 - 1.000 L.

INSTRUÇÕES DE USO

TRICHO-TURBO é um fungicida microbiológico indicado para controle de Pratylenchus brachyurus (nematoide das lesões radiculares), Rhizoctonia solani (rizoctoniose/podridão radicular), Murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum) e Sclerotinia sclerotiorum (mofo branco). Podendo ser utilizado em qualquer cultura com ocorrência dos alvos biológicos.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

MOFO BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum)

Realizar de 2 a 9 aplicações. Realizar no máximo de 2 a 9 aplicações. Na cultura da soja a 1ª (primeira) aplicação deverá ser realizada no estádio V2 e se necessário, outras duas aplicações nos estádios V4 e V6, antes do fechamento da cultura. Na cultura do feijão realizar duas aplicações foliares, sendo a 1ª (primeira) no estádio vegetativo V2 e a 2ª (segunda) em V4. Na cultura da alface a primeira aplicação pode ser realizada via tratamento de mudas, e as demais via pulverização foliar em intervalos de 7 dias. A primeira aplicação deve ser realizada quando as condições forem favoráveis para o desenvolvimento da doença. Recomenda-se a adição de adjuvante à calda de pulverização. O volume de calda pode variar de 100 a 500 L/ha, devendo considerar a cultura a ser aplicado.

NEMATOIDE DAS LESÕES RADICULARES (Pratylenchus brachyurus)

O produto TRICHOTURBO deverá ser aplicado no tratamento de sementes no dia do plantio, evitando que as sementes tratadas fiquem expostas diretamente a radiação solar. Realizar uma única aplicação no tratamento de sementes. Para a escolha da dose a ser utilizada, deve-se levar em consideração o nível de infestação e o histórico da área, utilizando-se a maior dose em área com alta infestação. Utilizar o volume de calda de 6,0 mL/kg de sementes.

RIZOCTONIOSE/PODRIDÃO RADICULAR (Rhizoctonia solani)

Realizar no máximo 2 (duas) aplicações. Na cultura da batata, a 1ª (primeira) aplicação deverá ser realizada no momento do plantio via jato dirigido no fundo do sulco de plantio e sobre os tubérculos. Evitar que o sulco de plantio utilizado para a aplicação fique aberto por longo período de tempo e exposto à radiação solar após a aplicação do produto. A 2ª (segunda) aplicação deverá ser realizada via jato dirigido no colo das plantas antes do processo de amontoa. Utilizar as doses maiores em locais que existem o histórico da doença e/ou em locais com condições favoráveis ao desenvolvimento da doença. Recomenda-se a adição de adjuvante à calda de pulverização. O volume de calda deverá ser de 300 L/ha.

MURCHA DE FUSARIUM (Fusarium oxysporum)

Realizar no máximo 2 (duas) aplicações. Na cultura do feijoeiro a 1ª (primeira) aplicação deverá ser realizada no tratamento de sementes e a 2ª (segunda) aplicação deverá ser realizada via pulverização foliar durante o estágio vegetativo da cultura. Utilizar as doses maiores em locais que existem o histórico da doença e/ou em locais com condições favoráveis ao desenvolvimento da doença. Recomenda-se a adição de adjuvante à calda de pulverização. O volume de calda deverá ser de 600 mL/100 kg de semente para o tratamento de sementes e de 150 L/ha para a pulverização foliar.

MODO/ EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

TRATAMENTO DE SEMENTES

Utilizar equipamentos que propiciem uma distribuição uniforme da calda sobre as sementes, seguindo as recomendações de uso do fabricante do equipamento.

APLICAÇÃO TERRESTRE

A aplicação deve ser realizada através de pulverizador costal ou de barra tratorizado, calibrado para trabalhar com pressão e volume de calda constante. Devem ser equipados com pontas que reduzam perdas por deriva e promovam uma cobertura homogênea, conforme as recomendações do fabricante. Para aplicações direcionadas ao solo, independente da cultura, indica-se que a aplicação seja realizada com o solo úmido ou, caso necessário, com leve irrigação após a aplicação do produto.

APLICAÇÃO AÉREA

Para as aplicações foliares, utilizar avião agrícola equipado com barra com bicos, que promovam uma cobertura homogênea, conforme as recomendações do fabricante.

LIMPEZA DO TANQUE E BICOS DE PULVERIZAÇÃO

A limpeza deve ser realizada antes do preparo da calda de pulverização. Possui objetivo de eliminar resíduos de herbicidas, inseticidas e/ou fungicidas químicos. Deve ser realizada com sabão neutro, longe de lagos e rios. Os resíduos devem ser descartados em local apropriado de acordo com a legislação.

PREPARO DA CALDA

- A aplicação deve ser realizada logo após o preparo da calda de pulverização e o equipamento utilizado deve realizar a agitação constante da calda.
- O volume de calda deve ser adequado, garantindo a cobertura total da área aplicada, seguindo os parâmetros mais indicados para a cultura tratada.
- Recomenda-se a adição de adjuvante a calda de pulverização.
- Verificar a compatibilidade biológica de produtos químicos utilizados em mistura. As aplicações deverão ser realizadas nos horários mais frescos do dia ou com céu nublado, com umidade relativa do ar acima de 60%.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS

- Evitar efetuar pulverizações nas horas mais quentes do dia (temperatura superior a 30 ºC);
- Velocidade do vento: até 10 km/h;
- Umidade relativa do ar deverá ser igual ou superior a 60%;
- As aplicações deverão ser realizadas nos horários mais frescos do dia ou com céu nublado;
- Evitar efetuar pulverizações em condições de inversões térmicas ou de calmaria total que possam ocorrer no início do dia, fim de tarde ou após chuvas prolongadas intensas;
- Durante as pulverizações, observar a direção e intensidade dos ventos.

INTERVALO DE SEGURANÇA

Não determinado em função da não necessidade de estipular o Limite Máximo de Resíduos (LMR) para este ingrediente ativo.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NA CULTURA E ÁREAS TRATADAS

Não entrar na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 4 horas após a aplicação). Caso necessite entrar na área antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Para beneficiar a atuação do Tricho Turbo, protegendo o patógeno dos fatores climáticos e melhorando as condições microclimáticas, são recomendadas as seguintes práticas culturais:
- Os usos deste produto estão restritos aos indicados em rótulo e bula.
- Quando este produto for utilizado nas doses recomendadas, não causará danos a cultura recomendada.
- Aplicar o produto em temperatura entre 20 e 30°C e umidade relativa acima de 60%.
- Conservar o produto em lugar fresco e arejado, nunca deixar o produto exposto ao sol.
- O aumento de matéria orgânica no solo favorece a persistência do Tricho Turbo.
- Agitar o frasco antes de diluí-lo na água.
- Lavar bem o pulverizador antes de usá-lo ou de preferência utilizar um novo sem resíduos de agrotóxicos.
- Iniciar a pulverização logo após o preparo da calda.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de doenças, envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como o controle cultural, controle biológico (predadores e parasitóides), controle microbiano, controle por comportamento, variedades resistentes e controle químico, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação distinto.

O uso sucessivo de fungicidas do mesmo mecanismo de ação para o controle do mesmo alvo pode contribuir para o aumento da população de fungos causadores de doenças resistentes a esse mecanismo de ação, levando a perda de eficiência do produto e consequente prejuízo. Como prática de manejo de resistência e para evitar os problemas com a resistência dos fungicidas, seguem algumas recomendações:
• Alternância de fungicidas com mecanismos de ação distintos para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis, etc;
• Utilizar as recomendações de dose e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um engenheiro agrônomo para direcionamento das principais estratégias regionais sobre orientação técnica de tecnologia de aplicação e manutenção da eficácia dos fungicidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em fungicidas no controle de fungos patogênicos devem ser consultados e, ou, informados à: Sociedade Brasileira de Fitopatologia (SBF: www.sbfito.com.br), Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC-BR: www.fracbr.org), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA: www.agricultura.gov.br).