Análise de Mercado
Arquivo · página 67
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SojaCepea/Esalq · As exportações brasileiras de soja em grão somaram 22,09 milhões de toneladas no primeiro trimestre, um recorde para o período e 15,7% acima do embarcado no mesmo intervalo de 2023 – dados Secex. Segundo pesquisadores do Cepea, o bom ritmo das vendas externas reflete as negociações de contratos a termo, realizados ainda em 2023.
TrigoCEEMA/UNIJUI · As cotações do trigo, em Chicago, registraram uma pequena baixa na semana, com o primeiro mês fechando em US$ 5,56/bushel, contra US$ 5,60 uma semana antes. A média de março ficou em US$ 5,42/bushel, ou seja, um recuo de 7,4% sobre a média de fevereiro. Em 31/03, cerca de 56% da safra de trigo de inverno estava em boas condições, contra 28% no mesmo momento do ano anterior. Já a safra de trigo de primavera estava semeado em 1%. Por outro lado, os EUA embarcaram, na semana encerrada em 28/03, um total de 498.989 toneladas de trigo, ficando acima do esperado pelo mercado.
MilhoCEEMA/UNIJUI · Contrariamente à soja, às cotações do milho ficaram menos voláteis após os relatórios do USDA do dia 28/03. O primeiro mês cotado fechou este dia 04/04 em US$ 4,35/bushel, contra US$ 4,42 uma semana antes. Pela primeira vez, no corrente ano, o USDA anunciou o plantio do milho, o qual chegou a 2% da área esperada até o dia 31/03, contra a média histórica de 1% para esta data. Certos Estados estão bem mais avançados, caso do Tennessee que atingiu a 57% de sua área, por exemplo. Assim, cada vez mais o clima irá pesar sobre as cotações dos grãos em Chicago. Dito isso, na semana encerrada no dia 28/03, os EUA embarcaram 1,4 milhão de toneladas do cereal, superando as expectativas do mercado.
SojaCEEMA/UNIJUI · A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, fechou em baixa nesta semana, após os relatórios da quinta-feira, dia 28/03. Todavia, as baixas não foram expressivas. O bushel da oleaginosa fechou em US$ 11,80 o dia 04/04, contra US$ 11,91 uma semana antes. Dito isso, na semana encerrada em 28/03 os EUA embarcaram 414.484 toneladas de soja, volume que ficou abaixo do esperado pelo mercado. Assim, o volume total exportado neste ano comercial chega, agora, a 37 milhões de toneladas, ou seja, 19% abaixo do realizado no mesmo período do ano anterior.
Cepea/Esalq · Os preços da lima ácida tahiti subiram em março no mercado paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso veio da baixa oferta da fruta, já que as chuvas dificultaram a colheita. Com isso, a variedade foi negociada à média mensal de R$ 31,17/caixa de 27 kg, colhida, alta de 55% frente à de fevereiro.
MandiocaCepea/Esalq · Devido ao feriado de Sexta-feira Santa, a maioria das empresas processadoras de mandioca diminuiu os dias de moagem na última semana. Produtores, por sua vez, continuaram com forte interesse em ofertar matéria-prima, ainda por conta das expectativas baixistas ou visando à entrega de áreas arrendadas.
TrigoCepea/Esalq · Os preços internos do trigo atravessaram março praticamente estáveis, mas as médias mensais ainda ficaram bem abaixo das registradas há um ano. Em São Paulo, por exemplo, o valor médio do último mês foi de R$ 1.222,99/tonelada, forte queda de 30,6% em relação ao de março/23.
BananaCepea/Esalq · Os preços da banana nanica caíram nas principais regiões produtoras na última semana, conforme mostram levantamentos do Cepea. No Vale do Ribeira (SP), a variedade de primeira qualidade foi vendida à média de R$ 2,12/kg, queda de 19% frente à do período anterior.
Cepea/Esalq · Apesar da maior demanda nos últimos meses, os preços médios dos etanóis hidratado e anidro na safra 2023/24 – encerrada oficialmente no final de março – caíram em relação a temporadas anteriores, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-M de março).
Arrozitaú BBA · Com o atraso da colheita e um alongamento do ciclo devido ao clima mais nublado no RS, a pressão de oferta tende a ser menor, diminuindo a queda de preços no curto prazo. Segundo o indicador de preços do CEPEA, no Rio Grande do Sul, o preço médio até a 4ªsemana de março do arroz em casca caiu 8,9% em 30 dias, sendo cotado abaixo dos R$ 100/sc, contudo, 30% acima do mesmo período do ano passado.
Trigoitaú BBA · Com a baixa liquidez no mercado interno e preços internacionais sem sustentação devido à ampla oferta russa de trigo, os preços do cereal doméstico não estimulam um aumento de área para a safra 2024, que deve começar emalgumassemanas. Na última semana de março, a tonelada do cereal cedeu, encerrando em R$ 1.244, queda de 0,53% no período. Já no estado do Rio Grande do Sul, os preços do produto tiveram maiores quedas nos últimos 30 dias, com o trigo gaúcho cotado por volta de R$ 1.173/t, queda de 2%.
itaú BBA · O preço médio de março apresentou redução comparado com fevereiro, porém na segunda quinzena do mês tem apresentado recuperação, com a demanda pelo biocombustívelsustentada em patamares elevados. Em Paulínia, a média da cotação do hidratado chegou a R$ 2,21/l em março, sem impostos, com redução de 1,5% comparado com a média de fevereiro. Mesmo com os preços médios mais baixos, a segunda quinzena de março apresentou recuperação do hidratado, dado o aumento da demanda.
Cana-de-açúcaritaú BBA · Preços perdendo força, com safra indiana se desenvolvendo melhor do que as estimativas anteriores principalmente nas regiões de Maharashtra e Uttar Pradesh. No Brasil, a região Centro Sul caminha para o final do período da safra 2023/24, porém com perspectivas de início antecipado da colheita das usinas e produtividadesmenores. Em NY, o preço médio do mês de março na tela de mai/24 fechou em cUSD 21,60/lp, redução de 7,5% comparado com o mês anterior. Sem grandes novidades no mercado, as cotações acabaram perdendo força no vencimento mais próximo.
Laranjaitaú BBA · Spread da indústria voltou a reduzir em março, embora ainda seja um elevado patamar histórico. Ao mesmo tempo em que o suco enfraqueceu, o custo da caixa de laranja à indústria esmagadora subiu razoavelmente. O suco de laranja em NY caiu 2,5% na média parcial de março (até dia 22), para cUSD 362/lp, comparado com o mês anterior, porém, relativamente a mar/23 a alta é de 41,7%. Do lado da fruta, ocorreu o contrário. Segundo cotações do Cepea, a laranja posta na indústria subiu 6,8%, para próximo dos R$ 60/cx na média.
Caféitaú BBA · O início da colheita do robusta deve começar no Brasil em algumas semanas. Contudo, os preços locais seguem firmes, impulsionados pela percepção de baixa disponibilidade global e pela demanda. O arábica pegou carona como mercado altista do robusta. Em NY e Londres, os preços do café recuaram nos últimos 30 dias. O arábica na bolsa americana teve uma queda de 2,8%, cotado em cerca de USD 1,856/lp no início da última semana de março. Enquanto isso, o robusta teve uma queda menor, em função do quadro de maior aperto no balanço global.
Suínositaú BBA · Margem da suinocultura seguiu fortalecida, com março indicando nova redução dos custos, enquanto os preços se mantiveram relativamente estáveis. Além disso, o ano começou favorável nas exportações e com o preço de embarque se recuperandomarginalmente. Os preços do suíno, referência SP, têm se mostrado menos voláteis neste ano, quando comparado com os anteriores. Além da comum movimentação das cotações dentro do mês, as médias mensais de janeiro a março (até dia 20) foram praticamente as mesmas, R$ 6,65 a 6,67/kg, o que indica um mercado equilibrado.
Avesitaú BBA · A avicultura continuou capturando queda dos custos de ração e bom fluxo de exportação no mês de março. Com isso, os spreads interno e externo seguem em recuperação, uma situação bem melhor que a observada no início do ano passado. Os preços da carne de frango no atacado continuaram razoavelmente firmes ao longo do mês de março. Na média mensal até o dia 20, a ave inteira congelada no estado de SP foi negociada a R$ 7,30/kg, 0,7% abaixo do mês anterior e 2,2% acima de mar/23, valendo destacar que no mesmo momento do ano passado, os custos de produção estavam 23%mais elevados.
Gado de Corteitaú BBA · O movimento de queda do boi continuou mais que proporcional à carcaça no atacado em março, elevando um pouco mais os spreads tanto no mercado interno quanto no externo. Apesar das boas exportações, a elevada oferta de animais terminados, sobretudo fêmeas, influenciou nos preçosmaisfracos. O mês de março continuou relativamente pressionado para os preços do boi gordo, diante da boa oferta de gado. O indicador Cepea apresentou recuo de 2,2% na parcial até o dia 22 (R$ 233,15/@), quando comparado com fev/24.
Algodãoitaú BBA · Março pode marcar o quarto mês seguido de alta para os preços do algodão em Nova Iorque. O mercado interno passa por uma ligeira acomodação, reduzindo o ritmo de alta registrado no mês anterior. No campo, segundo a Conab, as lavouras estão majoritariamente em florescimento (43% dos campos) e iniciando a formação de maçãs (48%). O último levantamento da Abrapa indica que 58% da safra 2023/24 já foi comercializada pelo produtor. A parcial do mês de março aponta alta de 2,5% para os preços externos da fibra, para USDc/lb 94,89.
Milhoitaú BBA · Após duas baixas mensais consecutivas, na parcial de março, os preços do milho em Chicago apresentam valorização, na casa de USD 4,28/bu. Assim como observado no mercado internacional, a parcial de março para a praça de Campinas (SP) segue com leve alta para os preços ante fevereiro. Diante do cenário de preços mais comportados e das dúvidas sobre o desenvolvimento da segunda safra, a comercialização do cereal segue lenta.

