Análise de mercado do milho
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Imagem: Divulgação
CHICAGO

Análise de mercado do milho

Nesta semana repleta de feriados, as cotações do milho em Chicago voltaram a romper o piso dos US$ 5,00/bushel, fechando a quinta-feira (09), para o primeiro mês cotado, em US$ 4,96
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Nesta semana repleta de feriados, as cotações do milho em Chicago voltaram a romper o piso dos US$ 5,00/bushel, fechando a quinta-feira (09), para o primeiro mês cotado, em US$ 4,96, contra US$ 5,16/bushel uma semana antes. Chicago não via o bushel de milho abaixo de cinco dólares desde o dia 11 de janeiro passado. Além da expectativa de aumento na produção estadunidense, a ser anunciado no relatório deste dia 10/09, o qual comentaremos no próximo boletim, o mercado começa a sofrer a pressão da entrada da nova colheita nos EUA. E isso, mesmo com as condições das lavouras entre boas a excelentes recuarem para 59% no relatório do dia 05/09. No ano passado, nesta época, eram 61% das lavouras nestas condições.

Além disso, na atual safra, outras 27% estavam em condições regulares e 14% entre ruins a muito ruins. Já os embarques de milho, por parte dos EUA, na semana anterior,  igualmente não foram muito elevados, ficando em apenas 275.799 toneladas. Enquanto isso, no Brasil, a pressão da entrada da safrinha, mesmo com forte quebra, continua a reduzir os preços internos do milho. Assim, a média gaúcha fechou a semana em R$ 87,96/saco, enquanto nas demais paraças nacionais os preços oscilaram entre R$ 78,00 e R$ 92,00/saco, enquanto o CIF Campinas (SP) fechou a semana em R$ 94,00/saco. Neste último caso, em torno de 11 reais mais baixo do que o auge de preços obtido meses atrás.

Os consumidores brasileiros continuam muito ausentes do mercado, deixando a colheita aumentar os estoques internos, mesmo diante da enorme quebra da safrinha. Assim, por enquanto, os preços nacionais cedem, porém, a tendência é de que isso não dure muito tempo. Vale destacar que no sul do Brasil, onde os dois últimos Estados ali localizados são importadores líquidos do cereal e enfrentaram forte quebra na safra de verão, o recuo dos preços é menos intenso e tende a ser de tempo ainda mais curto, dependendo da capacidade de importação das empresas locais. O quadro de aperto na oferta nacional de milho é muito grande, a ponto de a estimativa de produção total para 2020/21 ter sido novamente reduzida, ficando agora em 81,9 milhões de toneladas, contra estimativas iniciais que chegaram a bater em 112 milhões de toneladas.

A segunda safra já estaria colhida em 95% do total no Centro-Sul brasileiro, contra 94% um ano atrás. A segunda safra nacional está agora estimada em 55,6 milhões de toneladas, contra 75,1 milhões no ano anterior. Isso representa, somente aqui, uma perda de quase 20 milhões de toneladas. Em relação a nova safra de verão, o plantio teria chegado, no Centro-Sul brasileiro, a um total de 10% da área, contra 14% na mesma época do ano passado. O retorno das chuvas no sul do país aceleram um pouco este movimento de plantio, enquanto ainda há muito pouca umidade das demais regiões do país. (cf. AgRural) 

Por sua vez, no Mato Grosso, novo relatório do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária informou que a atual segunda safra, já colhida, registrou um aumento de área de quase 7,8%, totalizando 5,84 milhões de hectares. Todavia, o clima ruim, que levou muitos produtores a semearem fora da janela ideal, provocou uma redução de 15% na produtividade média local, com a mesma atingindo a 92,6 sacos/hectare nesta safrinha. Com isso, a produção final da safrinha naquele Estado ficou em 32,56 milhões de toneladas, com recuo de 8,1% sobre a safrinha anterior.

Enfim, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros três dias úteis de setembro, atingiram a 534.833 toneladas segundo a Secex. Este volume representa 12% do total exportado em agosto. A média diária ficou em 178.278 toneladas, o que representa redução de 41,2% sobre setembro de 2020. Nos oito primeiros meses de 2021 o Brasil exportou 9,98 milhões de toneladas de milho, ou seja, 25,9% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Pelo lado das importações, nos oito primeiros meses do corrente ano, o país comprou no exterior um total de 1,23 milhão de toneladas do cereal, ou seja, 112% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. (cf. Secex)


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