Cotações do milho subiram um pouco durante a semana
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Imagem: Eliza Maliszewski
CHICAGO

Cotações do milho subiram um pouco durante a semana

O fechamento desta quinta-feira (09), para o primeiro mês cotado, ficou em US$ 5,88/bushel
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As cotações do milho, em Chicago, subiram um pouco durante a semana, se aproximando novamente do teto dos US$ 6,00/bushel. O fechamento desta quinta-feira (09), para o primeiro mês cotado, ficou em US$ 5,88/bushel, influenciado pelos dados do relatório de oferta e demanda, divulgado pelo USDA neste dia 09/12, contra US$ 5,77 uma semana antes.

O referido relatório trouxe que a safra de milho dos EUA está mantida em 382,6 milhões de toneladas. Por sua vez, os estoques finais estadunidenses, para 2021/22, também foram mantidos, neste caso em 37,9 milhões de toneladas. Assim, o preço médio aos produtores de milho dos EUA, neste atual ano comercial, continua projetado em US$ 5,45/bushel. Já a produção mundial de milho, neste novo ano, fica em 1,208 bilhão de toneladas, com ganho de cerca de 4 milhões de toneladas sobre novembro, enquanto os estoques finais mundiais foram aumentados para 305,5 milhões de toneladas. A produção brasileira e argentina permanecem estimadas em 118 e 54,5 milhões de toneladas respectivamente.

Enquanto isso, os embarques de milho por parte dos EUA, na semana encerrada em 02/12, atingiram a 758.169 toneladas, ficando dentro das expectativas do mercado. Com isso, os EUA, no atual ano comercial, exportaram 9,4 milhões de toneladas, ou seja, 16% abaixo do volume exportado em igual período do ano anterior. E no Brasil os preços do cereal voltam a subir, especialmente diante da forte quebra (mais uma) da safra no Rio Grande do Sul. A média gaúcha, no balcão, fecha a semana em R$ 81,65, com viés de alta. Nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 66,00 e R$ 85,00/saco. Nota-se que o CIF Campinas (SP) saltou para R$ 87,00/saco. Neste contexto, os vendedores de milho seguram o produto disponível, enquanto os compradores indicam estarem com estoques menores neste final de ano. Esta pressão, na medida em que a safra de verão acusar quebra, tende a elevar ainda mais o preço do milho para o início de 2022, particularmente nas regiões com frustração de safra.

Dito isso, afora os três Estados do sul, no restante dos Estados produtores de milho verão o produto estaria em boas condições. Cerca de 94% da área esperada havia sido semeada até o dia 02/12. Em termos de exportação, o Brasil teria vendido ao exterior, nos primeiros três dias úteis de dezembro, um total de 412.601 toneladas de milho, sendo este um volume que representa apenas 8,5% do total exportado no mês cheio do ano passado. A média diária de exportação ficou em 137.533 toneladas, representando redução de 37,7% sobre a média do mesmo período do ano passado. Já o preço da tonelada vendida ficou 19,6% acima da média de um ano antes, passando de US$ 190,90 para US$ 228,30. Assim, de janeiro até o final dos três primeiros dias úteis de dezembro, o Brasil exportou 17,4 milhões de toneladas de milho, ficando o mesmo 42,5% abaixo do realizado em igual período do ano anterior.

Pelo lado das importações, no início de dezembro o país registrou compras externas de milho em um total de 46.409 toneladas. Assim, nos três primeiros dias de dezembro o país importou 18,8% acima do registrado em todo o mês de novembro de 2020, com a média diária ficando 38,1% superior a do mesmo período do ano anterior. A tonelada importada agora custou US$ 237,70, contra US$ 156,60 um ano antes. Assim, de janeiro até os três primeiros dias úteis de dezembro o Brasil já importou 2,8 milhões de toneladas do cereal, ou seja, mais de 145% superior ao mesmo período do ano anterior. 

Enquanto isso, no Mato Grosso, a próxima safrinha de milho terá uma área de 6,23 milhões de hectares, com uma produtividade média esperada de 106 sacos/hectare, fato que poderá levar a produção total de milho para 39,6 milhões de toneladas naquele Estado. Já no Paraná, com o plantio da safra de verão encerrado, tem-se 48% das lavouras em floração. Apesar do surgimento de bolsões de seca, ainda se espera por lá uma safra de verão final de 4,1 milhões de toneladas de milho, com produtividade média de 166 sacos/hectare. 

No Mato Grosso do Sul, o preço médio do saco de milho voltou a subir, batendo em R$ 72,75 no dia 06/12. Na comparação com dezembro de 2021, o aumento deste preço é de 15,6%. Até este início de dezembro os produtores locais haviam negociado 79,7% da safrinha de milho passada. 

Enfim, no Rio Grande do Sul, até o início de dezembro, 88% da área esperada estava semeada (cf. Emater), com perdas significativas devido à seca. Tais perdas já ultrapassam a 50% da safra esperada no Estado. E a cada dia sem chuva, o percentual perdido aumenta.


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